dez182014

proximas enquetes

Quais produtos você já usa no seu dia-a-dia
alimentos orgânicos
óleos alternativos ao de soja
malha pet
Qual o assunto que você mais gosta de ler aqui no blog?
Alimentação
Violência
Política
Escola
Reciclagem
Pais e Filhos
Gravidez
Consumidor
Cidadania
Sobre outros países
Passeios
Saúde
Denúncias
Outros
Você mora onde?
interior
capital
Você gostaria de morar em outro país?

já morei

fiz intercambio

sim, é bom vivenciar esta experiência

 

Sonho com isso

 

Sim, aqui tá ruim demais

não, nunca pensei nisso
talvez, se aparecer uma boa oportunidade de trabalho

 

Jamais, amo o Brasil e não saio daqui de jeito nenhum.
nov072014

Pais controlam os filhos. Quem controla as empresas?

foto

Acabei de receber a notícia que a nova campanha do Mc Lanche ” Infeliz” será com personagens de games Super Mario Bros. Sim, infeliz, afinal, como classificar um produto que é de baixo valor nutricional, composto basicamente de calorias vazias, rico em sódio, gordura e açúcares e voltado diretamente para o público infantil?

Como classificar um lanche que vem acompanhado de personagens infantis criados para seduzir as crianças a ter vontade de consumir um produto que é prejudicial à sua saúde?

Como classificar um produto que dá brindes colecionáveis, ou seja, estimula mais de uma compra, desse alimento não-saudável?

Como classificar um lanche que cuja empresa investe milhões em publicidade que utiliza a inocência das crianças para convencer os pais?

Ou seja, temos uma empresa bilionária investindo contra uma criança. Temos uma indústria bilionária, contra os pais que são os principais acusados de não dar limites a seus filhos.

Uma indústria que investe bilhões para que todas as barreiras familiares sejam combatidas. É uma fortuna contra você. Uma fortuna que quer lucrar, não nem aí para a saúde e não está no jogo para perder.

Parece fácil vencer isso? Não parece e não é.

Somos vencidos diariamente pois são muitos e fortes apelos. Os pais também têm seus limites e a publicidade sabe disso. Portanto , é um lanche infeliz.

E quando vejo este tipo de campanha começando, já me sinto indignada porque essa bola já foi cantada: as empresas vão, cada dia mais, investir publicidade com personagens de games. É questão de tempo.

E pior ainda: já temos uma Resolução, publicidade pelo Conanda que afirma que TODA PUBLICIDADE INFANTIL É ABUSIVA.

Mas as empresas continuam anunciando sem nenhuma cerimônia. Quando o Conanda vai se posicionar e dar uma satisfação à sociedade?

O que quer dizer essa Resolução que ninguém cumpre? O que é e prá que serve efetivamente o Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente ?

E o Consea – Conselho de Segurança Alimentar? Como o Consea não enfrenta com veemência essa prática insalubre de associar alimentos de baixa qualidade nutricional com brindes infantis?

Quando vão proibir (e punir) de fato que seja feita associação de brinquedos a lanches infantis de baixo valor nutricional e prejudicial a saúde de crianças?

Bom senso só dos pais? As empresas associarem isso às crianças não é bom senso. É descaso e irresponsabilidade social com os produtos que fabrica, vende ou comercializa. É foco no lucro.

E com seus bilionários investimentos em publicidade e em técnicas de marketing avançadas, criam desejo nas crianças e os pais são os únicos que precisam ser responsáveis?

As empresas oferecem porcarias diretamente para crianças de forma sedutora. Se vira mamãe, se vira papai. A culpa é exclusivamente de vocês.

Os pais devem controlar os filhos. Quem controla as empresas?

out102014

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática

tvcrianca

Neste momento de eleições e de dia das crianças, não existe assunto mais pertinente.

Hoje, o marketing é ferramenta fundamental de manipulação de nossas opiniões e vontades.

Nas eleições, vemos o marketing político manipulando nossa opinião, nosso voto e a impressão que temos dos candidatos e que não necessáriamente correspondem à verdade.

No dia das crianças, temos um grande e abusivo assédio às crianças, incentivando o consumo e se aproveitando da inocência das crianças para nortear suas vontades e desejos.

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática

1. A estratégia da distração. 
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
 
2. Criar problemas e depois oferecer soluções.
Esse método também é denominado “problema – reação – solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que se desejam fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
 
3. A estratégia da gradualidade.
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendimentos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
 
4. A estratégia de diferir. 
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
 
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
 
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. 
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
 
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. 
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar pelas classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
 
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.
Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
 
9. Reforçar a autoculpabilidade. 
Fazer as pessoas acreditar que são culpadas pela sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo auto-desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
 
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. 
Ao longo dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
Avram Noam Chomsky é um linguista, filósofo e ativista político norte-americano, professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts .
out022014

As provas da escola e as bonecas da mamãe

Tilda estilo Anos 50

 

E agora, a mamãe que já faz um monte de coisas, aprendeu a fazer bonecas.

E os filhos estão em plena semana de provas.

E como na maioria das famílias, as crianças não entendem porque precisam estudar. Ainda mais porque os meus estão numa escola que não cobra tanto, coisa que preso no ensino fundamental 1. Então, eles ainda estão a aprender o que é uma prova e não são exatamente sacrificados com cobrança por notas.

E vem a pergunta fatídica: “Por que eu não posso brincar e tenho que ficar lendo e treinando e repetindo e copiando tudo isso que eu já sei e já fiz na escola durante a aula? Que chato!”

E a mãe, que já respondeu isso mais repetidamente do que ele estudou, ficou pensando no que dizer que fosse diferente enquanto fazia o cabelo de 23 bonecas.

Ela olha pro filho e fala:

Você já reparou na mãe fazendo bonecas, várias vezes. Não é tudo repetitivo? Olha quantos cabelos eu vou ter que fazer e estou ainda no quinto!

Olha quantas pernas a mamãe ficou enchendo, quantos bracinhos ela teve que costurar à mão!

Olhe as mãos da mamãe, alguns dedos estão até machucados pelas agulhas e doendo.

Mas eu parei de fazer? Você acha que no meio de tantas etapas, todas são legais? Tem algumas que acho chatas e não gosto.

Mas eu sigo em frente porque sei que o resultado final vai me deixar muito feliz e que todo sacrifício, e também prazer de construir algo com meu esforço, vai valer á pena.

Tudo vai ser recompensado quando eu ver a boneca completa e linda, toda prontinha e feita por mim.

Pois assim é a sua escola e são suas provas.

Apesar de ter algumas etapas chatas, você vai aprender coisas novas, ser mais inteligente, ter mais vocabulário, fazer contas mais rápido e no final, a sua boa nota vai te deixar muito feliz!

E todo o seu esforço e  dedicação serão recompensados no seu boletim e nas suas férias que serão mais longas pois você não terá ficado na recuperação.

E você se sentirá satisfeito com a sua conquista.

Mas, assim como a mamãe, você terá que encher as algumas pernas de bonecas, e cortar os dedos com agulha.

Porque não há sucesso sem dedicação e trabalho. E alguns sacrifícios.

E ele ficou pensativo, olhando para as bonecas e voltou a estudar.

Não sei se vai fazer a pergunta de novo, não sei se entendeu tudo, mas educar também é repetir, repetir, repetir….

 

 

 

 

 

set232014

O que os políticos entendem por “defender a família”?

lagrima

 

O que é “defender a familia”?

Seria propor jornadas de trabalho que permitam aos pais estar mais com os filhos?

Seria implantar creches para que as mães tenham onde deixar seus filhos para trabalhar?

Seria incentivar as empresas a assumirem mais o trabalho “home office” de forma que as pessoas não necessitem perder tanto tempo se locomovendo, tendo mais tempo de disposição para conviver com a familia?

Seria construir e equipar mais escolas ?

Pagar melhor aos professores?

Melhorar os hospitais?

Aumentar a segurança publica ?

Reformar praças e espaços públicos de convivência?

Defender a familia, para os políticos não é nada disso. Não é nada disso.

É só um discurso de preconceito, intolerância e demagogia pseudo-religiosa.

set192014

Consumismo: infância encolhida

77892146

Fico tão triste quando vejo crianças reféns do consumo , da vaidade e da tecnologia , principalmente antes dos 10 anos.

É uma perda tão grande essa escravidão precoce.

A infância é tao preciosa e tão curta.

Quando nossa sociedade vai se dar conta do absurdo que fazemos às crianças , que estamos lhes roubando a melhor fase da vida?

Que levar as crianças para o mundo adulto, para o consumo , para a vaidade é tirar seu tempo de brincar e sua cabeça fresca, enchendo-as já na infãncia com as pressões do mundo adulto.

Ter, parecer, estar….

Precisamos preservar a infância.

jul162014

Novos produtos, novas possibilidades!

Bolsas em patchwork

A confecção de nossos produtos sempre gerou muitos retalhos e a gente sempre ficava pensando em como reaproveitar estes retalhos.

Além do reaproveitamento, nossa preocupação era em criar algo que tivesse utilidade.

Contudo, não bastava reaproveitar e ser útil, tinha que ser bonito.

Daí, veio a ideia de fazer produtos utilizando a técnica de patchwork!

Sendo assim, viemos apresentar nossa novidade:

Bolsas em patchwork com desenhos exclusivos!!

São 6 bolsas em 2 tamanhos com cores e combinações de tecidos diferentes.

Um trabalho caprichado e totalmente artesanal!

Visite nossa loja e escolha o seu modelo!

 

http://www.futurodopresente.iluria.com/patchwork-ct-854e9

 

 

 

jul012014

O Sal da Terra

Essa música é muito inspiradora
e tem tudo a ver com o nosso modo de pensar.
Falo desse chão da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar!
Vamos precisar de todo mundo, para construir a vida nova
e quem não é tolo, pode ver!
escadapiano

 

.Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar

Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver…

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da…

Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã…

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois…

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

-Beto Guedes-

 

.

[imagem: Valparaíso, Chile - arte é de Jean-Baptiste- autoria da foto desconhecida]

mai282014

Passeio: Ron Mueck e o centro do Rio

centroron4

 

Estivemos na exposição do Ron Mueck no MAM  que está no Rio até dia 01 de Junho. E recebemos um carinhoso convite para contar sobre esta visita no blog Viajar é tudo de Bom da Nossa amiga Flávia Peixoto!

Não deixe de ir lá no blog dar uma conferida neste delicioso passeio!

http://www.viajaretudodebom.com.br/2014/05/28/exposicao-do-ron-mueck-no-mam-rio-de-janeiro/

______________________________________________________________________

publicidaderp_3euqueropaz-642x1024.jpg

mai202014

Livro: A História do Tatu

livrohistoriatatu

 

Este livro é uma gracinha.

Além de muito colorido, tem ilustrações bem infantis e criativas com um texto curto , fácil de ler e em forma de rimas!

Eu adoro rimas porque é uma forma de inserir a criança no universo da poesia. A rima também é muito intrigante pois pode levar a uma série de brincadeiras de estimulam o raciocínio e ajudam a aumentar o vocabulário das crianças. E a história também é bacana. Trata-se de um Tatu que deseja cantar e que, mesmo não recebendo apoio de ninguém, não desiste do seu sonho.

Ótimo para ser lido com crianças e para crianças pré-alfabetizadas ou em alfabetização pois une texto curto com muitas ilustrações.

Vai fundo!

A História do Tatu – Editora Ática