mai212013

Dia das Mães e a escola, o que você acha dessa combinação?

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Todo ano é a mesma coisa. Chega abril e começamos a receber os bilhetinhos da escola sobre o Dia das Mães. Além dos pedidos de embalagens para “reciclar”, temos ainda que enviar alguma nada módica quantia para pagar pelo nosso “presente” ou pela participação na festividade.

Agora que o Dia das Mães já passou, nos diga, sinceramente, como você se sentiu? O Movimnto Infância Livre de Consumismo está em busca de seu depoimento!

Gostou? Não gostou? Acha legal ter que mandar contribuições em dinheiro para receber seu presente? Vale a pena? 

E os presentes, como se sente? São legais, bonitos, bem acabados? Ou tá na cara que não teve o dedo das crianças naquilo? Ganhou um presente sexista, daqueles bem “típicos” para mulheres? 

Qual seria a proposta didática desses presentes? O Dia das Mães na escola decepciona ou encanta? É mais um incentivo ao consumismo ou você acha realmente importante? Dispensável ou necessário? 

Mande seu depoimento. Ele pode ser escolhido para participar de posts sobre o assunto.

A Teresa*, mãe de 2 filhos, já desabafou:

“Eu tinha optado por não participar do Dia das Mães da escola. Mas aí que meu filho começou a pressionar, disse que iam cantar “uma música legal” e que seria um lanche especial… Aí que eu “se” animei e avisei, em cima da hora, que iria participar. Paguei 80 dilmitas (2 filhos, néam…) Gente, se arrependimento matasse… Eu já sabia a breguice que me esperava, mas eles se superaram! Além disso, o tal lanche legal se resumiu a pão com tomate e frio, horrível! A tal música “ensaiada” foi cantada em pé mesmo, sem nada, nem uma coreografiazinha, uma surpresinha, só cantada dããããã… Mas a cereja do bolo foram meus presentes: voltei com 6 panos de prato, com as tintas ainda úmidas. Panos de prato!!! Pra me lembrarem sempre qual é meu lugar na casa! 80 pilas (que não tinha) para lanche frio e panos de prato!!! Alguém me bate?”

Conte sua história!

Para garantir seu anonimato, mande um e-mail para: chatiada@infancialivredeconsumismo.com.br

Se o anonimato não é prioridade:

- deixe seu depoimento nos comentários  no blog ou na fan page do facebook.

(*) nome fictício para preservar a identidade da mãe

mai172013

Food Revolution Day

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O chef Jamie Oliver é um entusiasta da boa comida, claro! Mas ele está a frente de uma grande campanha mundial por uma alimentação de melhor qualidade. Hoje em dia, somos sufocados pelo tempo, ou pela falta de tempo. E acabamos sacrificando nossa qualidade de vida e também a nossa alimentação. Só que a alimentação está diretamente ligada a nossa saúde.

Os industrializados são produtos alimentícios carregados de substâncias que nos fazem muito mal: açúcar, gordura e sódio em excesso. Isso sem contar os flavorizantes, corantes, conservantes e todos os aditivos possíveis e imagináveis.

Fora isso, os ingredientes nem sempre são de boa qualidade e como temos visto, com razoável frequência, somos sumariamente envenenados com detergentes, soda caústica e formol, encontrados ou adicinados propositalmente.

Como resolver esta questão? Entendendo que a praticidade dos produtos industrializados está nos matando…devagar, de forma imperceptível, mas está. O tempo que economizamos no preparo dos alimentos, não estamos gastando em visitas aos médicos? Em medicamentos?

A indústria alimentícia ainda comete mais um crime: que é o de mascarar seus produtos como produtos saudáveis. Compramos bebidas com nome de néctar de fruta onde grande parte de seu conteúdo é açúcar. Embutidos como o peito de peru, são carregados de sódio e achocolatados são verdadeiras bombas de açucar e sódio.

O câncer virou uma epidemia mundial. Diabetes, hipertensão e obesidade, vão no mesmo caminho. Não é a nossa alimentação inadequada a responsável por todos estes males? Nós acreditamos que sim, na maioria dos casos. Por isso, estamos apoiando esta campanha mundial para alertar a todos nós que precisamos resgatar um hábito simples que é o de fazer mais comida em casa. Comida boa, simples, de qualidade, como menos produtos químicos.

Então nosso alerta é para que a gente prepare mais comidas em casa e que leiamos mais os rótulos dos produtos que consumimos. Eu não consigo mais consumir tantos produtos industrializados depois de ler estes rótulos e pensar: o que estou fazendo com a saúde da minha família, dos meus filhos? Converse com seus amigos, veja a qualidade da cantina da escola de seu filho, observe.

A indústria está interessada em vender. Para ela, pouco importa a nossa saúde. Nós é que vamos ter que tomar uma atitude e mostrar a elas que não é isso que queremos.

Vamos começar  hoje a revolucionar nossa alimentação, vamos cozinhar mais!

 

mai142013

Não chore por causa da cebola!

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Este é um post bobo mas útil…rs…

Tudo porque eu vi este anúncio de óculos da foto acima. Produtos como estes são criados para fazer a gente consumir sem precisar.

É um produto inútil mas que provavelmente vai ter quem compre já que descascar cebola não é fácil: incomoda, arde e é impossível continuar cortando as mesmas, ainda mais em grande quantidade.

Pois seus problemas “se acabaram-se”  e não é por causa desses óculos bobocas aí em cima.

Tampouco vamos recomendar que você use óculos de natação para cortar cebolas! :)

Para você cortar cebola e não chorar e não gastar um centavo, é simples!

 

Basta colocar as cebolas por 10 minutos no freezer antes de cortá-las. Acredite.

Funciona mesmo!

 

 

mai032013

Jardim Botânico do Rio em partes – Cactário

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Carioca que se preza, foi uma vez na vida ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

É um passeio delicioso num local totalmente preservado e cujo acervo natural é riquíssimo. fora o encantamento que é saber que este parque foi fundado por D. João VI há mais de 200 anos!

Além disso, é barato: 6 reais por pessoa e crianças menores de 7 anos, não pagam. \o/

Contudo, o Jardim Botânico é enorme e dificilmente a gente consegue visitar todo o parque de uma só vez.

Sendo assim, caso tenha uma tarde livre e queira conhecer apenas uma parte do Jardim Botânico do Rio, sem pressa, vá até lá e conheça o Cactário.

É umas das maiores coleções de espécies do Brasil e conta com espécies de vários locais do mundo, incluindo espécies exóticas.  É lindo de ver! Tem cactus enormes e diferentes. Dá vontade de trazer todos para casa, dá vontade ter um jardim de cactus! Eu mesma nunca imaginei que poderia fazer um vaso só com espécies diferentes de cactus! E lá tem vasos lindos! Pena que não vendem, é apenas para apreciar!

Outra coisa boa é que o espaço, que é bem grande, permite que a gente caminhe e passeie entre as espécies, vendo-as de perto.

O cactário é um grande jardim, dentro do Jardim Botânico. E eu que visitei várias vezes, não tinha ideia da existência daquele espaço.  Este passeio que fotografamos tem uns 2 anos ( Absurdo, eu sei… mas acreditem, falta tempo para postar todos os nossos passeios! ) mas acredito que hoje o Cactário deve estar mais encantador ainda.

Recomendamos muito.

 

http://www.jbrj.gov.br/arboreto/estufas/cactus.htm

Jardim Botânico – Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro

O horário normal de visitação é das 8h às 17h, com prorrogação de uma hora para o fechamento das bilheterias no período de horário de verão. Para mais informações, ligue para o Centro de Visitantes – Telefone: +55 (21) 3874-1808 / 3874-1214

 

abr252013

Mudando velhos hábitos

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Hoje, voltando do mercado, tirei uma foto das compras com o celular. Eu uso, na maioria das vezes, ecobags e caixas. Quando não tenho ecobag na mala do carro, peço caixas ao mercado que sempre as disponibiliza, de bom grado, para seus clientes levarem as compras. Mas nem sempre foi assim.

 

Certa vez, um empacotador quis me obrigar a levar minhas compras em sacolas plásticas do mercado. Sim, obrigar. Ele disse que o mercado não permitia que eu saísse com as compras em minha ecobag. Num outro mercado, eu virei “a moça da ecobag” e num outro, o mercado virou meu cliente pois eu passei a fornecer ecobags para ele vender aos seus clientes. :)

 

A redução do consumo dessas sacolinhas aqui em casa foi drástica. Cheguei a 100% de redução em muitos meses. Eu considero isso sensacional, visto que sempre imagino o quanto de sacolinhas não são poupadas por cada pessoa que pensa como eu e acredita que fazer a nossa parte, faz muita diferença no mundo.

 

Contudo, muitas pessoas pensam que não adianta nada apenas eu fazer isso e um monte de gente continuar consumindo as sacolinhas. Mas eu discordo. Vamos olhar em volta? Quantos mercados hoje têm sacolas reutilizáveis à venda para seus clientes? Quase todos! Olhe no caixa e veja quantas pessoas estão usando ecobags, quantas usam caixas, quantas recusam usar as sacolinhas desnecessariamente… é muita gente. Antigamente era raro, hoje não é mais. E isso é fruto de um pequeno grupo de pessoas que deve ter começado a abordar este assunto, a questionar o desperdício do uso dessas sacolas plásticas descartáveis e hoje estamos aqui, falando sobre isso e constatando essas mudanças.

 

Eu não sou totalmente contra a tal sacolinha. O prejudicial é o abuso… veja quantos sacos a gente encontra em enchentes e em lixões? É muita coisa. A campanha contra as sacolas plásticas ajudou e muito a nos abrir os olhos para a necessidade urgente de dar um basta em tanto desperdício e em tanta poluição.

 

É claro que quem embala seu lixo com a sacolinha plástica vai reclamar que deixar usar a sacola gratuíta vai obrigá-lo a comprar saco, o que daria a mesma coisa. Contudo, a pessoa não está considerando que ela consome muito mais sacolinha do que a quantidade que ela usa em seus lixos cotidianos. Ela também não considera que, sendo obrigada a comprar, ela, certamente, consumirá menos. Se ela consumir menos sacolinhas, ainda assim, terá como abastecer seu lixo, poluindo muito menos o meio ambiente para produzir e descartar sacolas que ela pegava e não usava.

Outro ponto importante é que essa discussão toda em volta da sacolinha gerou uma verdadeira corrida para se pesquisar materiais alternativos e menos poluentes para fabricação de sacos plásticos. Hoje, temos sacos biodegradáveis e sacos feitos de refugo da indústria como é o caso dos sacos feito de bagaço de cana-de-açúcar. Isso não é genial? É saco plástico, consumindo menos recursos, reutilizando matérias primas que seriam descartadas na natureza,  usando um material que se degrada poluindo menos e que se degrada mais facilmente na natureza. Eu uso estes sacos e a qualidade deles nelhorou muito. E eu ainda tenho encontrado os sacos a um preço mais em conta do que os sacos tradicionais. Contudo, esta solução ainda não resolve.

Pois é… o que acontece é que o descarte de plástico é um problema ambiental. Não adianta a gente descartar material demais na natureza! Tambpem não adianta continuar consumindo muito só porque o saco tem origem ambientalmente correta. Plástico é plástico e polui. Ponto.

 

A febre das ecobags também merece ser vista com cuidado. Eu ganho ecobag de todo mundo… e essas ecobags também consomem recursos para serem produzidas e poluem ao se degradar. Fora o fato de que os mercados estão despejando milhares de bolsas vindas da indústria asiática. Barata, mas com caro custo ambiental e social já que as leis ambientais e de proteção aos trabalhadores naquele lado do mundo não são nada rígidas e responsáveis.

 

Diante de tudo isso, sempre convergemos para o mesmo ponto: consumir menos e com mais consciência é o melhor caminho. Por isso, uso minhas caixas sempre que possível. Separo o lixo de casa para ser reciclado e uso sacos plásticos feitos de materiais que sejam mais “amigos” do meio ambiente. Mas volto a insistir num ponto importante: precisamos todos acreditar que mudar nossos velhos hábitos individuallmente, fazem muita diferença quando pensamos globalmente.

 

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abr192013

A verdade revelada!

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Alexandre Toscano e Ivonilton Fontan  visitaram os locais atingidos pela tragédia de 2011, em Teresópolis, e entrevistaram vítimas, socorristas, autoridades e especialistas em fenômenos climáticos, que fazem revelações nunca levadas ao público em geral.
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O resultado é o documentário “O QUE FOI ISTO?”, que será exibido, pela primeira vez, ao público, no
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Cine Teatro do SESC-Teresópolis,
no dia 24/04, às 19 horas.
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A entrada é franca e, após a exibição, haverá um debate com a presença dos autores e especialistas.
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Todos serão benvindos.
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abr092013

Cafezinho Ecológico

prensafrancesafpQuem me conhece, sabe: eu amo café.

Antigamente,  quando eu trabalhava fora de casa, eu não tinha o hábito de tomar café em casa. Mas no trabalho, sempre rolava um cafezinho. Depois que passei a trabalhar home office, tomar café em casa virou um hábito diário e me considero até um pouco viciada em café.

Como somente eu tomo café em casa diariamente, preciso fazer pouco café. E sendo assim, não dá para fazer em cafeteira elétrica e tampouco em garrafa térmica. Eu gosto mas não tomo tanto café assim. Por isso, eu pesquiso e me interesso por cafeteiras menores, que fazem 4 xícaras de café, por exemplo.

Então, vim aqui contar que pela primeira vez tomei cafe na Prensa Francesa. Gostei.

Essa Prensa eu ganhei da minha vizinha! Ela tão simples quanto a italiana (mais conhecida), e o café fica uma delícia… gostei muito. É simples de tudo: ferve a água e escalda a cafeteira para manter o café quente por mais tempo. Depois coloca o café no fundo (eu coloquei 3 colheres de chá) e põe a água quente. Deixa a infusão curtir por 4 minutos e abaixa a prensa que coa o café. Eu usei pó comum e não ficou resíduo nenhum. A minha cafeteira é pequena, deve render umas quatro xicaras, como mencionei. E isso é bem ecológico mesmo para quando queremos fazer pouco café. Além disso, não gera lixo pois não usa coadore e gasta menos água.

APROVADA.

Achei este vídeo bem legal que mostra como usar a cafeteira, vejam:

abr032013

O que eu ensino para o meu filho?

Este post é um reflexo de uma grande preocupação que tenho: tão importante quanto o que vamos deixar para nossos filhos é o que vamos ensinar para eles.

O que eu penso ser o mais importante que posso deixar e ensinar é o exemplo. Sempre que faço alguma coisa aqui em casa, que incorporo algum hábito novo ou tento fazer a coisa certa mesmo que não seja a mais fácil, penso neles.

Quero muito que eles achem que reciclar é fundamental porque simplesmente desde que se “entendem por gente”, o lixo na casa deles é reciclado.

Quero muito que eles olhem para o passado e falem que sempre poupamos a água por entender que ela é um recursos finito e limitado. E também porque devemos valorizar a riqueza que temos tão facilmente escoando de nossas torneiras enquanto outras (e muitas) pessoas consomem água suja depois de ter que andar quilômetros e quilômetros com uma enorme lata de água na cabeça que corresponde à ínfima necessidade de uma família de várias pessoas.

Quero que eles aprendam a comer de tudo e dizer que na casa deles a gente fazia muita coisa natural, tinha horta, doce de casca, suco de fruta.

Quero que eles respeitem os outros, que sejam honestos, íntegros, éticos porque aprenderam a ser assim.

Quero muito deixar um mundo melhor para eles mas também quero que eles mesmos tenham esse sentimento dentro de si, porque nós conseguimos ensinar isso à eles.
Esse é meu grande desafio.

[texto originalmente publicado em 04 dee abril de 2008]

 

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mar252013

Lendo com os filhos

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Para começar, eu adoro ler. Então, fica mais fácil eu incentivar as crianças a ler, na esperança de que elas também adquirindo, não só o hábito mas o gosto e a emoção de ler uma boa história ou uma linda poesia. Aqui em casa os livros ficam numa estante no quarto deles (não é uma cadeira legal como a foto mas não resistí em colocar a foto aqui), ao alcance das mãos e eles sempre pegam um ou outro para ler. Daqueles mais finos, rápidos de ler e com mais gravuras do que texto. É até comum , eles pegarem um livro ao acordar. :)

Desde muito cedo, eu sempre li para eles. Os livros com histórias um pouquinho mais compridas, eu lia em 2 ou 3 etapas, sempre antes de dormir. Quando eles começaram a ler, eu dava um trecho para ler, ou um livreto, uma poesia. Mas sempre alguma coisa. Inclusive,  quando líamos poesia, eu pedia que eles escolherem uma das lidas para que a gente imprimisse ou copiasse e enviasse para a escola. As professoras amavam e uma delas chamava um de meus filhos de “seu poeta”.

Aí, compramos 2 livros do Monteiro Lobato: As Reinações de Narizinho (que ainda não lemos) e As Caçadas de Pedrinho,  que por falta de interesse deles, paramos na metade. Esses , era eu que lia para eles. Agora que aprenderam a ler, eles é que liam para mim, e eu lia quando eles pediam.

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ADORO ESSA CADEIRA! (imagem da internet – autor desconhecido)

Estamos agora lendo o primeiro livro do Harry Potter (Harry Potter e a Pedra Filosofal) . Comprei o box completo (vale a pena pois cada exemplar saiu por 11 reais) depois que assistimos todos os filmes e pensei em começar a introduzir a leitura de livros sem ilustrações. Decidimos juntos ler o livro no seguinte ritmo: cada um lê uma página antes de dormir para todos ouvirem. Ou seja, começo pelo mais novo, depois o mais velho e eu vou por último. Ontem, pela primeira vez, eles quiseram ler mais de uma página. \o/

E aí, na sua casa, como se dá a leitura para seu filhos?

mar182013

Feminismo e Consciência Materna

A forma de enxergar a maternidade está mudando.

Atualmente é muito comum ver as mulheres fazerem o caminho inverso do caminho trilhado pelas duas últimas gerações e estão ficando em casa e cuidando, elas mesmas, de seus filhos pequenos. Eu mesma fiz isso.

É curioso perceber que muitas mulheres estão fazendo isso por motivos muito variados. Existem casos em que a mulher simplesmente não consegue ir trabalhar e deixar o filho em casa. Eu nem passei por essa escolha porque já tinha me decidido a ficar em casa. Mas, na época em que findaria minha licença maternidade regulamentar, eu imaginei como seria difícil voltar a trabalhar ou escolher e deixar em uma creche. Foi um alívio não ter que passar por isso.

Outras mulheres, tentam se dividir entre o trabalho e os filhos, como uma amiga, e ela conta duas histórias: a do primeiro filho em que ela saia de casas às 6 e voltava às 20h, deixando sempre com alguma alma caridosa em que ela confiasse  (seja avó, ou empregada) ; e a da segunda filha, que ela decidiu largar o emprego e que hoje vê a diferença de qualidade de vida que ela teve e deu entre um filho e outro.

Tenho ainda uma outra amiga, cuja carreira de magistrada a impossibilita ficar em casa mas cujos esforços sempre se baseiam em estar presente na vida do filho, conciliando horários, fazendo concessões relevantes, dedicando seu tempo livre, participando de sua vida escolar. Mas sempre atuante e presente.

E não é fácil tomar essa decisão. Largar um emprego, uma carreira, fruto da dedicação de toda uma vida não é fácil e já contei um pouco do que vivi em outras oportunidades. É uma tortura ficar em casa,é uma tortura sair de casa. Acredito que a maioria esmagadora das mulheres passa por esse dilema em maior ou menor intensidade.

Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.(Campbell)

Mas me chama atenção quando leio textos e fico sabendo de livros em que se recriminam as mulheres que tomam esta decisão. E a velha facilidade em se rotular as decisões alheias é posta em prática e as “novas Amélias” são criticadas por estarem promovendo um retrocesso da condição feminina conquistada a duras penas.

Eu compreendo este ponto de vista porque entendo que as conquistas do feminismo radical foram extremamente importantes. Sem essas conquistas, as mulheres não receberiam o respeito social que tem hoje, mesmo ainda faltando muito para o ideal. E para isso, elas precisaram sair de casa e trabalhar, ganhar seu próprio dinheiro, conquistando assim sua independência.

Isso é fato. Não adianta negar: somos mais respeitadas porque começamos a ser donas de nossas vidas e isso significa emancipação profissional e dinheiro. Independência financeira. A vida feminina sempre foi difícil , subjugada, desrespeitada. Não gosto de usar este tipo de pontuação, mas acho realmente que aqui cabe dizer que, mesmo sendo ruim ainda, avançamos muito.

A saída do reduto de lar foi muito importante para ampliar a visão feminina do mundo. O lar, como situação onipresente, oprime e escraviza. É o pior dos trabalhos: sem hora de começar, de terminar, sem férias, sem fim-de-semana, sem metas definitivas (trabalhos repetitivos que assim que terminados, recomeçam como a louça da pia), extenuante, braçal, nada intelectual e sem reconhecimento. Entendo o receio que muitas mulheres sentem ao ver  como retrocesso o processo que estamos vivendo. Mas não é.

Todo ponto de vista é a vista de um ponto.(Leonardo Boff)

Tudo depende da visão que temos. Não é um retrocesso exatamente, e sim um resgate necessário. E isso para mim é bem claro como um biquíni: fomos ao extremo, que foi o fio dental. Dali prá frente só nu. Como nu  significa o desaparecimento do biquíni e isso não é interessante, vemos um retrocesso aos biquínis maiores. E isso sem que os menores se percam. Eles continuam sendo vendidos e comprados, mas há a opção dos maiores sem que as que aderem a seu uso, sejam chamadas de tias que usam calçolas.

Haverá espaço para todos, precisamos é resgatar o respeito às escolhas e o importante respeito que devemos ter com a natureza de fato, e isso inclui tanto as florestas como as essências humanas, como a feminina.

Posso afirmar, com segurança, que a maioria que está indo na contramão das duas últimas gerações de mulheres estão retomando sua consciência feminina. Não é preciso ter medo. O medo dessa transformação é inútil, visto que este processo de resgate, a meu ver, é irreversível e já começou. Assim como não precisamos de 3 décadas para ver o mal que causamos à sociedade com o uso indiscriminado de materiais descartáveis e estamos sendo obrigados a retroceder ao uso de artigos reutilizáveis como as antigas sacolas de feira e os engradados de vidro. Da mesma forma, não precisamos de tantas gerações para ver que ainda não encontramos o modelo feminino ideal baseado na transformação feminista das últimas décadas.

Esse medo “feminista” não é à toa, nem infundado. É compressível, afinal, não queremos regredir à condição social feminina de nossas avós.  E, é preciso lembrar que o que foi conquistado é extremamente importante pois ele foi a base de formação educacional e cultural dessas mulheres que querem fazer este resgate. Isso não irá se perder porque isso nos faz sermos as mulheres que somos, são nossa essência. Nossos filhos e filhas serão criados para serem independentes tanto quanto fomos criadas para ser. Somos filhas de mulheres que estudaram, trabalharam e tiveram menos filhos. Não vejo o menor risco de criarmos futuras e exclusivas donas-de-casa, até porque, não o somos mais!

Mães que empreendem.

pesquisa da rede BBC, intitulada ‘Mães Magnatas’, observou que 40% das mães que criaram seu próprio negócio tiveram a idéia quando estavam grávidas ou dentro de um ano após o nascimento do bebê. Além disso, 92% das empresárias com filhos atribuem o sucesso nos negócios a uma série de habilidades que desenvolvem durante a experiência da maternidade.

Olha que interessante: “Entre essas habilidades estão a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, planejamento de atividades futuras e eficiência. O psicólogo Geoffrey Beattie, que analisou os dados da pesquisa, disse que “a gravidez tem um grande efeito sobre o corpo e o cérebro”.”

Segundo outra pesquisa, agora aqui no Brasil, realizada pelo Sebrae (Serviço de apoio a pequenas empresas) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em 2009, as mulheres representaram 53% dos que, abriram próprios negócios ou passaram a atuar de forma autônoma, por necessidade ou escolha. Para mim, este foi o caminho para que eu me realize pessoal e profissionalmente e ainda me permite realizar uma maternidade mais plena e atuante, já que posso fazer as duas coisas, dentro da minha casa.

Fácil não é. Pelo contrário. Conciliar casa, filhos, família e trabalho dentro do mesmo ambiente é um desafio dos maiores. No meu caso, o maior que já enfrentei – olha aqui a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo…rs… E embora a mulher que fica em casa seja encarada erroneamente como uma pessoa que não faz nada, eu trabalho como nunca trabalhei em meus 14 anos de atuação profissional em empresas multinacionais.

Sem contar que essas análises feitas pelas pessoas que defendem o antigo feminismo desconsideram o leque enorme de possibilidades que a internet cria para as mulheres que querem empreender (essa é a história do meu site Futuro do Presente e de muitas outras mulheres que vieram antes  e depois de mim), afinal, ela possibilita que possamos trabalhar em casa, seja através de um empreendimento próprio ou através de um home-office (autônomo ou não).

Esse resgate da essência feminina, nada mais é do que tomar consciência de que não somos exatamente como os homens, não queremos o mesmo que os homens e principalmente, temos necessidade diferentes dos homens (ainda maiores se pensarmos na maternidade). E, que sabemos que temos um papel diferente do homem na sociedade. E isso já fica claro pela própria natureza quando pensamos na gestação, parto e amamentação. Negar isso, é negar nosso feminino essencial. E até por essa necessidade de resgate ao feminino é que vemos tanto interesse em resgatar o parto natural (até domiciliar como foi o caso da modelo Gisele Bundchen) e abandonar a mamadeira e assumir a importância do leite materno que foi totalmente desmerecido pela indústria na década de 70. Estamos deixando de ser filhos do leite em pó que já está provado, não substitui o leite materno.

Além de tudo isso, a maternidade não é descartável ou substituível. Essa uma grande retomada da mulher dentro da família. A realidade está aí, inegável e dura, nos mostrando o que a terceirização da criação dos filhos fez com sociedade. Nós, que já os temos, também precisamos mostrar que antes de ter filhos é preciso ter consciência do que a maternidade/paternidade exige e do que estamos dispostos a dar abrir mão: nosso tempo, perseverança e paciência, por exemplo. Coisas difíceis hoje em dia.

Há espaço para os dois modelos femininos e de maternidade e eles precisam co-existir. Além disso, existem vários tipos de mulheres-mães, mas 4 são importantes citar: as que terceirizam e delegam a maternidade em prol de sua realização pessoal-a pior pois colocar um ser no mundo é sim, uma responsabilidade de quem o coloca. Há que se divide entre sua realização pessoal e a familiar buscando um equilíbrio entre as duas necessidades. Há a que tem uma carreira ou é autônoma e que não imagina parar o trabalho mas que adapta suas necessidades às necessidades da maternidade buscando caminhos alternativos e horários que possibilitem uma realização mais plena de ambos. E há a que simplesmente abre mão da carreira em prol da família mas mesmo essa, hoje, não é como nossas avós e nunca será porque foi criada e ensinada a ver o mundo de forma diferente. Inclusive na forma como os homens estão passando a se ver e como vemos nossos parceiros: homens que partilham e dividem igualmente a responsabilidades, agruras e alegrias de cuidar dos filhos. Cada dia mais estamos mostrando à eles o que esperamos deles e que não há mais espaço para os pais e companheiros ausentes.

Mas o papel do feminismo radical e questionador dessa nova mãe-mulher é importante como referência e apoio para as mulheres que não querem fazer este resgate e para manter as que querem sempre alertas. Um modelo precisa do outro até porque a sociedade precisa também das mulheres atuantes no mercado de trabalho tradicional como juízas, executivas, políticas. As mulheres precisam se “adonar” da sociedade para que ela mude. E vai mudar. Precisamos é repensar a maternidade e torná-la tão moderna quanto a percepção de algumas mulheres quanto às suas carreiras porque depois da maternidade, não há como a vida seguir da mesma maneira. A vinda dos filhos provoca e exige mudanças e se não estamos dispostos a fazer isso, melhor seria também assumir se temos ou não perfil para termos filhos. E parar de fazer isso apenas porque é socialmente recomendável. A sociedade cobra isso mas não dá apoio para a manutenção dessa condição. Te cobra e te abandona. O modelo atual fracassou. É fato. Ou algum de nós, pais e mães, nos sentimos tranqüilos de soltar os filhos no mundo de hoje, com os jovens de hoje? De quem é a responsabilidade? Só da escola, só da sociedade, só dos pais?

Às que querem retomar essa consciência feminina materna, saibam que existe essa alternativa, ela é real e viável. Os primeiros anos dos filhos são fundamentais para sua formação. E fundamental como um trabalho social primário porque afeta a formação familiar e inicial, essencial de todo indivíduo. Nossos filhos. Futuros cidadãos. E não é a babá maravilhosa, passar o dia todo na melhor escola ou na caríssima creche que farão o que o ser humano precisa neste primeiro momento de sua vida. Vida que nós escolhemos lhe dar. Se as crianças passam o dia sob a tutela de outros valores, não podemos esperar que eles aprendam os nossos. Os nossos valores, quem dá, somos nós.

Nós não precisamos ser santas, não precisamos ser perfeitas. Mas a maternidade precisa ser mais atuante, plena e presente. Cada mulher a sua maneira. Ninguém disse que é fácil. E quem disse que a maternidade seria, não é? E quem disse que a gente tem que ser uma coisa ou outra?

Nunca podemos esquecer que o equilíbrio está sempre no caminho do meio.

[imagem: http://www.bemlegaus.com/2007/08/super-me.html]