ago202015

Desperdício de Alimentos

Animação super bacana da Revista Galileu

 

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mai272015

A violência nas escolas: onde está a causa?

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Já não é a primeira vez que ouço narrativas de pais cujos filhos são ameaçados de violência (extrema) por colegas da escola. Minha pergunta é: se, obviamente, pais e escolas, em sua maioria, não ensinam isso, onde essas crianças aprendem este tipo de comportamento?

TV, video game, livros infantis colaboram? Meu filho de 9 anos leu no livro do Nate que ele falsifica a letra do pai nos bilhetes da escola. Este livro ele pegou na biblioteca da escola que considerou o livro adequado para sua idade. Não é incrível? Mas este livro é sucesso entre as crianças, avalizado por todo mundo. Inclusive, vale contar que ele ganhou um exemplar aos 6 anos que eu, lendo as primeiras páginas, decidí dar sumiço no livro. O mesmo aconteceu com um exemplar de “O diário de um banana”. Censura? Não. Responsabilidade. Meu filho ainda não calça 43, ou seja, não adianta dar um sapato que ainda não lhe serve. Tudo a seu tempo. O que eu dei foi sorte do livro ser péssimo desde a primeira página. Se fosse no meio, eu não teria percebido. 

Num filme do Netflix, COM CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA LIVRE, crianças batem pegas de minimotos e adultos entram armados em parque de diversão. Assim, na maior naturalidade. As séries de TV são um desfile de incentivo ao bullying, ao escárnio com os pais, violência escolar, consumismo e à ingestão de bebidas alcoólicas.

Hoje, na rua, dois menores, de classe social privilegiada, voltavam para casa em seu triciclo sem placa, em via pública. Ou seja, condutores sem habilitação e veiculo sem documentação avalizado pelos pais e pelas escolas que recebem estes veiculos e sabem disso e se omitem.

Crianças com celulares têm acesso livre a conteúdo sem restrição, em casa e NAS ESCOLAS dando acesso até às crianças que não têm celular: violência, pornografia, e contato com estranhos. Tudo liberado. Outra omissão das escolas é que é comum ver a direção protegendo os agressores e tentando minimizar a violência cometida, muitas vezes culpando a vítima, tornando mais difícil ainda a vítima pedir ajuda. E ainda temos que torcer para que nossos filhos nos contem, senão, como vamos protegê-los? Como vamos ajudá-los?

Já vi essa omissão e proteção do agressor em escolas de ensino fundamental e também como no famoso caso dos estupros na USP. Aliás, estes casos na USP nos levam a uma boa reflexão da consequência que gera: considerando que hoje tantas mulheres sofrem violência obstétrica em consultórios de médicos formados, não é de se estranhar a violência contra mulheres naturalizada e aceita desde a escola.

Não são só os pais que negligenciam. Empresas e escolas estão negligenciando na avaliação de conteúdos oferecidos para crianças. Ninguém assume suas responsabilidades frente à proteção da infância. Tudo fica sempre na culpa dos pais. Sempre. Como se os pais fossem dar conta de assistir todos os filmes e ler todos os livros antes de liberar para os filhos. Como se eles estivessem na escola para controlar o acesso à internet dentro de seus domínios.

O problema também é esse: culpar os pais e deixar somente prá eles a responsabilidade de controlar conteúdo e educar, é a forma mais fácil das empresas ficarem liberadas para fazer o que quiserem enquanto só os pais, obviamente, não dão conta de controlar essa quantidade absurda de assédio.
Quem trabalha e produz para crianças está precisando de uma aula urgente de responsabilidade social. Crianças mal formadas não afetam apenas as famílias, afetam toda a sociedade. Como dizem os índios: é preciso toda uma aldeia para educar uma criança.

Claro que existem os pais que dão livre acesso à violência e até a estimulam. Conheço gente assim, mas estes são minoria. E existem pais que avalizam os comportamentos negativos dos filhos com justificativas sempre questionáveis. Existem. Mas estamos falando de violência dentro da escola e a direção da escola precisa interceder e fazer seu papel de educadora social, não apenas de mera ensinadora de conteúdos curriculares. A escola é um local de convivência e tem sua parcela de responsabilidade sobre o comportamento social das crianças e sua educação neste sentido.  Inclusive, vale lembrar que os pais não estão dentro da escola no período da aula. Além disso, a maioria das crianças não é violenta acima dos limites aceitáveis e a maioria dos pais não ensina violência ou estimula atos violentos. Já da nossa sociedade, já da nossa mídia, já das empresas, não podemos dizer o mesmo. Quanto maior o desequilíbrio social, maiores os lucros.

Quando vamos finalmente entender que precisamos, sim, filtrar o que nossas crianças têm acesso de forma a liberar conforme tenham condições de entendimento para determinados assuntos e para determinados níveis de complexidade de cada assunto? Continuar expondo livremente crianças sem controle só vai aumentar essas ocorrências. Quando vamos entender que as crianças são responsabilidade de todos? Em níveis diferentes, mas de todos.

Se nossa sociedade é uma porcaria, e é, já não estamos errando há muito tempo com a infância?

Ou vamos continuar achando que nada disso influencia o comportamento dos futuros adultos?

 

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mai132015

A falta de água e quem paga a conta

torneira

Quem paga a conta e fica sem água?

Eu, desde 2007, venho trabalhando em cima de uma mudança para o futuro que poderíamos deixar para nossos filhos. Já estava atrasada e não sabia.

Eu que achava que a falta d’Água nao seria uma preocupação da minha geração.

E nao, o consumo de agua nao está resumido ao banho ou à louça. Nosso consumo de supérfluos consome agua. Nosso consumismo consome agua. Todas as indústrias consomem agua. O lixo consome agua. A energia consome agua. O consumismo desde a infancia gera adultos que desperdiçam agua. Pronto, como eu sempre menciono, todos os nossos problemas sociais terminam mostrando que precisamos repensar nossa relação com o consumo.

Contudo, o consumo residencial não é o consumo que esgota nossas reservas. segundo a ONU, ele representa apenas 4% do total. Os grandes consumidores são o agronegócio e as indústrias. E quando falamos neste dois, estamos falando de produtos industrializados em geral, produtos a base de soja, o etanol, carnes bovinas, frangos, etc.

E qual a nossa saída?

Buscar o consumo de produtores locais, agricultura familiar, produtos caseiros, isso é que vai ajudar os domicílios a economizar água e ainda gera renda localmente, melhorando a vida de todos.

O que economizamos em casa e fazer mil malabarismos não adianta muita coisa, e nem faz cócegas em nossas reservas hídricas diante dos gastos corporativos.

Hoje, o que podemos fazer diante dessa ameaça que é real e imediata?

Eu pretendo investir num sistema de coleta de água de chuva para amenizar os gastos familiares e para nos deixar com alguma reserva em caso de falta e investir em consumos mais locais.

Claro que não deixarei de economizar em casa, até porque tenho duas crianças que precisam aprender que água não pode, nem deve, ser esbanjada. Sendo assim, educar as futuras gerações com nosso exemplo também é um providência importante e ao nosso alcance.

A falta de água não é uma surpresa. Os ecologistas sempre nos avisaram. Os governos também não se prepararam para enfrentar o problema. E a questão vai além das empresas de água e saneamento que, em geral, são de competência dos estados e municípios. Estamos desmatando as margens e nascentes dos rios. O reflorestamento dessas áreas é fundamental para recuperarmos a capacidade hídrica que sustente os habitantes. Interessante e preocupante é observar que o número de habitantes só cresce e o desmatamento só aumenta quando deveria ser o contrário, visto que vamos precisar sempre desses recursos naturais para manter a nossa vida.

Por isso, também é importante cobrar e observar a prioridade que cada governo dá a esta questão. Votar em políticos que não fazem o seu dever de casa é avalizar que nos falte água. E falta d’água é muito séria. Um crime hediondo, se considerarmos que nossa vida depende dela e que sua falta ataca coletivamente a vida e a saúde de comunidades inteiras. Considerando que os primeiros a sentir seriam os pobres, podemos até considerar a possibilidade de um genocídio?

É claro que muitos vão achar exagero mas não é. Pense na importância da água em nossa vida. Não só pela necessidade que temos dela para viver mas também pela nossa saúde, visto que a falta de água afeta diretamente nossa higiene e limpeza, ou seja, a falta dela contribui com a proliferação das doenças.

Por isso, devemos todos fazer a nossa parte diante dessa ameaça que bate à nossa porta.

Até porque, quem paga a conta no final somos nós, em todos os aspectos.

 

 

[image royalty free morguefile By richd832]

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mar052015

Como foi nossa viagem de férias!

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Trajeto de ida e volta

 

Muitos amigos gostaram de nossa viagem e perguntaram inbox pelos detalhes do planejamento. Foi relativamente simples. Fundamentalmente, matemática de valores, dias, tempo…

O mais difícil foi decidir o destino! Rs… É muita opção! Vou fazer um post contando o passo-a-passo. Prometo!

Já fizemos outras viagens para Espirito Santo e Minas. Só que mais curtas. Nossa inspiração vem da minha mãe que botou a gente numa Veraneio e visitou todo o litoral do Nordeste. Os pais do meu marido sempre acamparam e chegaram a ter um motor home! Aventuras inesquecíveis que carregamos conosco. Obrigada pelo carinho de todos e espero ver muita gente pegando a estrada! 

Mas vamos começar a contar sobre a viagem!

Viajar nas ferias pelo Brasil, de carro, não foi só um projeto de descanso. Nossa escolha foi parte de nosso intuito de criar crianças mais conscientes, conhecedores de seu país, que vivenciam tempo, distâncias, realidades, paisagens…. Educar fez parte do nosso projeto das férias.

Para terem uma ideia, o primeiro levantamento da viagem resultou em : 
16 dias
755 fotos
2.910 km percorridos
4 Estados 
18 cidades visitadas
Ainda não conseguimos contabilizar os passeios realizados
Ainda não contabilizamos as praias frequentadas

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Beto Carrero World

 

Nosso destino-objetivo ficou sendo o parque Beto Carrero World. Saímos de Niterói, de carro, até Santa Catarina e voltamos. Como queríamos fazer uma viagem de carro e com várias paradas, objetivamos algo que fosse de interesse das crianças de modo a motivá-los a enfrentar tantas horas de estrada. Além disso, mesmo estando nós interessados em ir até Florianópolis-SC, decidimos que isso nos deixaria mais apertados em termo de tempo, visto que aumentaria a viagem em mais , pelo menos, 5 dias. Não quisemos nos extenuar de cansaço visto que ainda teríamos que fazer todo o trajeto de volta.

Dos nossos 25 dias de férias, separamos apenas 16 dias pra a viagem de fato. Os 9 dias restantes se dividiram em alguns dias em casa no início das férias fechando os preparativos sem pressa e mais alguns dias ainda em casa no final, para não chegar de viagem e pegar direto no batente. Além disso, teríamos dias extras para cobrir algum imprevisto.

Outra providência foi planejar a última parada da viagem como dias de relaxamento e escolhemos um lugar bem especial para a gente curtir e descansar, sem se preocupar com mais nada e nem com horários. Sim, é importante considerar que viagem de turismo tem hora prá tudo: comer , dormir, dar entrada no hotel, sair de hotel, acordar pro café da manhã, almoço e jantar, abertura e fechamento de parques e pontos turísticos, filas, muitas filas…. enfim…cansa. E como cansa. Por isso, é importante pensar nos momentos de descanso. E que estamos com crianças! E crianças cansam, ficam entendiadas com alguns passeios, não aceitam algumas comidas, ficam estressadas com entra-e-sai de carro…. Enfim, são crianças. Não podemos esquecer das limitações e necessidades deles. Fora isso tudo, também é importante relaxar se algo não der totalmente certo, rever planejamentos e até desistir de alguns passeios.

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BR 101

 

Dito isto, vamos ao passeio.

Fomos do RJ para SC pelo interior e voltamos pelo litoral.

Saímos de Niterói-RJ em direção a São Paulo, onde dormimos. Neste trajeto fizemos uma parada em Aparecida do Norte-SP para almoçar e aproveitar para conhecer o Santuário de Aparecida.

Como sabíamos que a viagem de SP a Curitiba seria longa, decidimos não pegar estrada no dia seguinte novamente. Por isso, planejamos passar um dia em SP. Passeando, claro.

De São Paulo-SP saímos em direção a Curitiba-PR onde passamos 3 dias turistando na cidade. Foi pouco, foi corrido e não vimos tudo que a cidade oeferece! Pode acreditar!

De Curitiba fomos para Itajaí-SC, cidade que fica entre Penha (onde fica o parque Beto Carrero) e Balneário Camburiú, uma das principais praias do litoral catarinense. Ficamos 4 dias neste movimento entre o parque, passeios e as praias, como a linda praia de Bombinhas.

De Itajaí, começamos no caminho de volta rumo ao litoral de SP. Para isso, fomos a Blumenau onde também passeamos e dormimos. Neste trajeto também conhecemos Gaspar e Pomerode.

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Blumenau

De Blumenau-SC saímos rumo a Peruíbe-SP, onde dormimos. Este foi o trecho mais longo e mais cansativo da viagem e sem opções turísticas de parada. Mas já era previsto e nos preparamos para ele. Do litoral de Santa Catarina em diante, foi só praia. Uma praia atrás da outra. Conclusão:  nosso bronzeado fez sucesso! rs …

E no dia seguinte, pegamos a estrada que margeia o litoral rumo a Ubatuba-SP.

De Peruíbe a Ubatuba passamos por Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá e Bertioga. Ufa! E ainda andamos de balsa!

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Balsa Santos-Guarujá

De Bertioga a Ubatuba, tem muitas praias e a estrada é bem cansativa com muitas curvas, radares e quebra-molas. Fomos pegos de surpresa com isso e nos arrependemos de não ter dormido em Bertioga, Guarujá ou Santos. Por isso, aconselhamos, a quem quiser fazer o passeio, que se programe para dormir em uma dessas cidades, adicionando mais um dia à viagem, deixando para pegar a estrada no dia seguinte rumo a Ubatuba. Fazendo isso, você também poderá conhecer as praias do litoral norte de SP durante o dia: Riviera de São Lourenço, Maresias, Caraguatatuba e muitas outras que a gente passou de noite, batido e cansados, doidos para chegar em Ubatuba. Não vimos nada.

Não conseguimos hotel em Ubatuba, por isso, reservamos uma pousada numa praia de Ubatuba mais afastada chamada Itamambuca. Mas….. a gente nem poderia imaginar no quanto acertaríamos. Simplesmente é o paraíso e sendo esta nossa última parada, ela foi perfeita para relaxar depois de tantos passeios. Estávamos tão encantados com o lugar e tão cansados que nem saímos para conhecer Ubatuba propriamente dita. E ainda estendemos nossa estadia lá por mais 2 dias! Lembram dos dias extras que deixamos para imprevistos? Foi perfeito!

No trajeto Ubatuba-Niterói ainda tem muita coisa prá ver e pretendíamos parar em Angra e Paraty, apenas 2 das muitas opções entre o litoral norte de SP e o litoral sul do RJ. Mas quem disse que a gente conseguiu? Queríamos ir prá casa e ficar com o gostinho de Itamambuca na pele sem mais nenhum entra e sai de carro. E assim fizemos. Paramos para comer em Angra, mas não passeamos.

Fechamos as férias com chave de ouro!

Logo contaremos mais detalhes sobre o planejamento dos hotéis, estradas, refeições e passeios. Este foi só o relato geral da viagem.

Tem muita coisa ainda prá contar!

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Itamambuca

 

 

mar022015

Livro Infantil: O Pato e o Sapo

patosapoEsse foi um dos livros enviados pela escola, quando eles eram pequenos, ainda na pré-escola. ADOREI.

Ele é cheio de jogo de palavras, de fonemas…riquíssimo para as crianças que estão começando a aprimorar o vocabulário e aprimorar a fala.

Rico também em ilustrações o que ajuda muito quando eu pedia para eles recontarem a história.

Aliás, isso aprendi com a escola: eu contava uma vez e eles recontavam em seguida.

Experimentem. Mesmo sem que eles saibam ler, é surpreendente acompanhar a compreensão do texto.

Beijos!

O PATO E O SAPO
autora: Sonia Junqueira

Editora: Atica

[imagem original do site da editora]

fev022015

Voltando das férias!

viagem

Amanhã, retomaremos nosso trabalho!

Voltamos renovados de uma deliciosa viagem por algumas estradas do Brasil.

Vamos contar nossa aventura aos poucos! São tantas coisas para contar!

Como é lindo nosso país!

Mas para começar, vamos deixar uma deliciosa mensagem sobre como é importante partir.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.

Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.

Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser.

Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”


Amyr Klink

jan122015

Férias para revigorar.

feriasjaneiro

 

 

nov072014

Pais controlam os filhos. Quem controla as empresas?

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Acabei de receber a notícia que a nova campanha do Mc Lanche ” Infeliz” será com personagens de games Super Mario Bros. Sim, infeliz, afinal, como classificar um produto que é de baixo valor nutricional, composto basicamente de calorias vazias, rico em sódio, gordura e açúcares e voltado diretamente para o público infantil?

Como classificar um lanche que vem acompanhado de personagens infantis criados para seduzir as crianças a ter vontade de consumir um produto que é prejudicial à sua saúde?

Como classificar um produto que dá brindes colecionáveis, ou seja, estimula mais de uma compra, desse alimento não-saudável?

Como classificar um lanche que cuja empresa investe milhões em publicidade que utiliza a inocência das crianças para convencer os pais?

Ou seja, temos uma empresa bilionária investindo contra uma criança. Temos uma indústria bilionária, contra os pais que são os principais acusados de não dar limites a seus filhos.

Uma indústria que investe bilhões para que todas as barreiras familiares sejam combatidas. É uma fortuna contra você. Uma fortuna que quer lucrar, não nem aí para a saúde e não está no jogo para perder.

Parece fácil vencer isso? Não parece e não é.

Somos vencidos diariamente pois são muitos e fortes apelos. Os pais também têm seus limites e a publicidade sabe disso. Portanto , é um lanche infeliz.

E quando vejo este tipo de campanha começando, já me sinto indignada porque essa bola já foi cantada: as empresas vão, cada dia mais, investir publicidade com personagens de games. É questão de tempo.

E pior ainda: já temos uma Resolução, publicidade pelo Conanda que afirma que TODA PUBLICIDADE INFANTIL É ABUSIVA.

Mas as empresas continuam anunciando sem nenhuma cerimônia. Quando o Conanda vai se posicionar e dar uma satisfação à sociedade?

O que quer dizer essa Resolução que ninguém cumpre? O que é e prá que serve efetivamente o Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente ?

E o Consea – Conselho de Segurança Alimentar? Como o Consea não enfrenta com veemência essa prática insalubre de associar alimentos de baixa qualidade nutricional com brindes infantis?

Quando vão proibir (e punir) de fato que seja feita associação de brinquedos a lanches infantis de baixo valor nutricional e prejudicial a saúde de crianças?

Bom senso só dos pais? As empresas associarem isso às crianças não é bom senso. É descaso e irresponsabilidade social com os produtos que fabrica, vende ou comercializa. É foco no lucro.

E com seus bilionários investimentos em publicidade e em técnicas de marketing avançadas, criam desejo nas crianças e os pais são os únicos que precisam ser responsáveis?

As empresas oferecem porcarias diretamente para crianças de forma sedutora. Se vira mamãe, se vira papai. A culpa é exclusivamente de vocês.

Os pais devem controlar os filhos. Quem controla as empresas?

out102014

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática

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Neste momento de eleições e de dia das crianças, não existe assunto mais pertinente.

Hoje, o marketing é ferramenta fundamental de manipulação de nossas opiniões e vontades.

Nas eleições, vemos o marketing político manipulando nossa opinião, nosso voto e a impressão que temos dos candidatos e que não necessáriamente correspondem à verdade.

No dia das crianças, temos um grande e abusivo assédio às crianças, incentivando o consumo e se aproveitando da inocência das crianças para nortear suas vontades e desejos.

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática

1. A estratégia da distração. 
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
 
2. Criar problemas e depois oferecer soluções.
Esse método também é denominado “problema – reação – solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que se desejam fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
 
3. A estratégia da gradualidade.
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendimentos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
 
4. A estratégia de diferir. 
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
 
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
 
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. 
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
 
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. 
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar pelas classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
 
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.
Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
 
9. Reforçar a autoculpabilidade. 
Fazer as pessoas acreditar que são culpadas pela sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo auto-desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
 
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. 
Ao longo dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
Avram Noam Chomsky é um linguista, filósofo e ativista político norte-americano, professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts .
out022014

As provas da escola e as bonecas da mamãe

Tilda estilo Anos 50

 

E agora, a mamãe que já faz um monte de coisas, aprendeu a fazer bonecas.

E os filhos estão em plena semana de provas.

E como na maioria das famílias, as crianças não entendem porque precisam estudar. Ainda mais porque os meus estão numa escola que não cobra tanto, coisa que preso no ensino fundamental 1. Então, eles ainda estão a aprender o que é uma prova e não são exatamente sacrificados com cobrança por notas.

E vem a pergunta fatídica: “Por que eu não posso brincar e tenho que ficar lendo e treinando e repetindo e copiando tudo isso que eu já sei e já fiz na escola durante a aula? Que chato!”

E a mãe, que já respondeu isso mais repetidamente do que ele estudou, ficou pensando no que dizer que fosse diferente enquanto fazia o cabelo de 23 bonecas.

Ela olha pro filho e fala:

Você já reparou na mãe fazendo bonecas, várias vezes. Não é tudo repetitivo? Olha quantos cabelos eu vou ter que fazer e estou ainda no quinto!

Olha quantas pernas a mamãe ficou enchendo, quantos bracinhos ela teve que costurar à mão!

Olhe as mãos da mamãe, alguns dedos estão até machucados pelas agulhas e doendo.

Mas eu parei de fazer? Você acha que no meio de tantas etapas, todas são legais? Tem algumas que acho chatas e não gosto.

Mas eu sigo em frente porque sei que o resultado final vai me deixar muito feliz e que todo sacrifício, e também prazer de construir algo com meu esforço, vai valer á pena.

Tudo vai ser recompensado quando eu ver a boneca completa e linda, toda prontinha e feita por mim.

Pois assim é a sua escola e são suas provas.

Apesar de ter algumas etapas chatas, você vai aprender coisas novas, ser mais inteligente, ter mais vocabulário, fazer contas mais rápido e no final, a sua boa nota vai te deixar muito feliz!

E todo o seu esforço e  dedicação serão recompensados no seu boletim e nas suas férias que serão mais longas pois você não terá ficado na recuperação.

E você se sentirá satisfeito com a sua conquista.

Mas, assim como a mamãe, você terá que encher as algumas pernas de bonecas, e cortar os dedos com agulha.

Porque não há sucesso sem dedicação e trabalho. E alguns sacrifícios.

E ele ficou pensativo, olhando para as bonecas e voltou a estudar.

Não sei se vai fazer a pergunta de novo, não sei se entendeu tudo, mas educar também é repetir, repetir, repetir….