Monthly Archives: março 2007

Economia e Ecologia

Meu nome é Cristiane. Sou brasileira, Carioca, 37 anos, 1 filho de 3 anos e um marido um pouquinho mais velho que isto, morando atualmente nos Estados Unidos, em Paramus no Estado de New Jersey. Podemos considerar que New Jersey está para New York como Niterói está para o Rio de Janeiro.

Adorei o convite da Ana Cláudia de participar deste blog pois a experiência de viver em uma país tão grande e cheio de paradigmas é uma oportunidade única. Viver aqui é ter a chance de estar em uma comunidade aberta a vários povos do mundo e extremamente civilizada, respeitadora de seus deveres e obrigações, consciente, politizada, com alto nível de educação, mas com muitos problemas também.

Mas chega de divagações e vamos ao certo. Neste primeiro post quero falar sobre a economia que fazemos com as embalagens tamanho grande, existentes aqui. Na área onde moro as famílias são grandes com muitos filhos, bem como as casas e carros e apesar disso tudo o americano não gosta de gastar muito tempo fazendo compras tanto pelas distâncias que são grandes quando você não está em um centro, como é o meu caso.

Mas, também devido ao tempo, pois quando temos uma tempestade de neve fica quase impossível sair de casa, as empresas percebendo então esta oportunidade criaram embalagens grandes, que além de economizar tempo, também se economiza dinheiro, pois a diferença chega a quase 50% de uma embalagem “normal”. Talvez até por isto os americanos gostem de carros grandes porque realmente é necessário ter um para trazer um pacote tamanho super de papel sanitário, e isto não pode ser encarado como a mania de grandeza dos locais. Para quem chega aqui fica meio espantado e tem uma tendência a criticar este tipo de embalagem, mas com o passar do tempo verifica como o custo de vida é alto e aprende a usar estes truques para economizar.

No Brasil em alguns poucos mercados (mais especificamente no Wal-Mart que é uma rede americana) já podemos encontrar alguns tamanhos destes, mas o mercado brasileiro ainda não o absorveu, talvez até por termos uma economia ainda instável em relação a americana. Seria bom salientar que apesar da economia financeira que se obtem, o ganho para a diminuição do impacto ambiental seja irrelevante.

Na foto que você vê (da esquerda para direita) uma embalagem de papel absorvente, uma de óleo de canola, uma de achocolatado em pó e uma de leite.

Podemos observar que em algumas áreas o povo brasileiro já está bem informado sobre o seu poder de escolha e com isto consegue fazer valer seus direitos e necessidades, mostrando assim que não somos apenas “consumidores” mas donos da decisão. Já é um avanço, mas acredito que ainda tenhamos um longo caminho a trilhar no Brasil, mas esse caminho seria infinitamente mais curto se nós, os “decididores” , fizéssemos a nossa parte ao entrar em contato com as empresas, reclamar, fazer sugestões e claro também elogiar (este retorno é uma forma das empresas saberem que estão no caminho certo ao atender as opiniões do decididor). Tão simples e tão importante é a nossa participação para agilizar este processo.

O brasileiro tem que se ver como o grande ícone de transformação pois todo e qualquer produto e serviço é para ele e, por pior que seja a empresa, ela está ávida em fazê-lo consumir seus produtos.

_________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

Caminhada João Hélio

Convocamos TODOS a participar e a realizar em sua cidade a Caminhada JOÃO HÉLIO! Dia: 10/04Horário: 16H (Concentração)18H (Início da caminhada)Local: Saída (Rio de Janeiro) da Candelária com destino à Cinelândia – Centro RJ

Compareça, sua presença é fundamental!

Nossos Prêmios

Passeata João Hélio

Fomos à caminhada contra a impunidade no dia 10/03 no trajeto onde aconteceu essa tragédia.
Em primeiro lugar: Não imaginava como seria.
Muita gente falou para não irmos com as crianças. Que era arriscado.
Mas nós não estávamos com medo.
As chances de um protesto triste e pacífico como este virar uma praça de guerra e terror é muito mais remota do que a possibilidade de se levar um tiro de bala perdida no Rio de Janeiro. E, apesar deste alto risco, eu saio de casa com meus filhos, sempre. Porque então, nós não iríamos à passeata com eles?
Porque nós não iríamos participar de um ato como este em família?

E lá estávamos, vendo a polícia fechando as ruas, acompanhando a passeata, antes, durante e depois que ela passava. Pena que agora é tarde. Pena que no dia, não havia um policial sequer no trajeto onde essa barbaridade aconteceu.

Pegamos a passeata no meio, pois não conseguimos chegar até onde seria o início. Mas paramos num local calmo, sem problemas, depois retornamos de táxi a este ponto para pegar o carro e voltar para casa.

Ao contrário do que se imagina, um evento como este tem que ter planejamento para que haja um suporte para fechamento de ruas, por exemplo. O único caos foi o trânsito na região. E isso, vá lá, as pessoas têm que ficar quietas e não reclamar.

Ficamos esperando a passeata se aproximar.
E quando chegou, as lágrimas saíam automaticamente dos meus olhos. Foi impossível segurar a emoção sentindo o quanto de dor e sofrimento estava por trás daquela manifestação.
Num momento os olhos da mãe dele, cruzaram os meus, que segurava meu bebê de 1 ano no colo e meu marido segurava nosso outro filho de 2 e meio. Um dos momentos mais tristes da minha vida. As lágrimas corriam no meu rosto.

Durante o trajeto que se alternava em silêncios e gritos e cantos e hinos e rimas pedindo justiça, éramos o tempo todo levados á reflexão e à indignação pelo tamanho do trajeto (7 km é muita coisa), pela quantidade de ruas movimentadas por onde tudo isso aconteceu, pela quantidade de pessoas esperando a passeata passar, como se fosse um desfile, pela falta de policiamento que é uma constante, por tanta coisa que é difícil por em palavras.

Por alto, nós (sem nenhuma experiência) calculamos umas 500 pessoas.
E foi isso que saiu no jornal no dia seguinte, numa pequena nota no alto da página: 500 pessoas.Infelizmente, 500 pessoas é muito pouco.
Minha cunhada acabou de chegar em Madri e havia uma manifestação acontecendo com 300mil pessoas! Nem sei o motivo, mas acredito que ninguém tenha sido arrastado até a morte por lá. Com certeza, temos um motivo tão forte quanto deve ser o deles para mobilizar tantas pessoas, e até mais.
Infelizmente os brasileiros ainda não se deram conta que precisam participar dessas manifestações, que temos que juntar 5 mil, 10 mil, 100 mil pessoas, pelo menos.Andávamos pelas ruas e as pessoas gritavam justiça, rezávamos, cantávamos o hino nacional. O trecho é enorme e a gente fica o tempo todo se perguntando: Ninguém vai fazer nada?

Amanhã pode ser um filho nosso, ou um sobrinho, ou um afilhado, primo…
Porque o João Hélio, além de filho, também é sobrinho, neto, primo de alguém. Exatamente como todos nós.

E como disse o Paulo Coelho, os sinos continuarão dobrando…

“Talvez apenas pedir que os sinos continuem tocando por nós. Dia e noite, noite e dia, até que já não consigamos mais fingir que não estamos escutando, que não é conosco, que estas coisas se passam apenas com os outros. Que estes sinos continuem dobrando, sem nos deixar dormir, nos obrigando a ir até a rua, parar o trânsito, fechar as lojas, desligar as televisões, e dizer: “basta. Não agüento mais estes sinos. Preciso fazer alguma coisa, porque quero de volta a minha paz”. Neste momento, entenderemos que embora culpemos a polícia, os assaltantes, o silêncio, os políticos, o hábito, apenas nós podemos parar estes sinos. ”(PauloCoelho)

Mas eu confesso, ainda não sei exatamente o que fazer.
Passeata adianta?
Abaixo assinado adianta?
E o que adianta?
O que podemos fazer para mudar de fato esta realidade na nossa cidade, no nosso país?

E eu não quero paz. Eu quero é o controle da violência.
Não quero me vestir de branco. Quero me vestir de preto.
E aí, nós não vamos realmente fazer nada?

Se nossos filhos não forem vítimas da violência na infância como acontece com muitos e aconteceu agora com o João Hélio e muitos mais depois deles, vítimas de balas perdidas;

Eles podem ser mortos quando saírem pela primeira vez sozinhos aos 14 anos, como aconteceu com a Gabriela, morta num tiroteio no Metrô;

Ou podem morrer ou ficar aleijado de um tiro, dentro da faculdade, como aconteceu com a jovem Luciana, na Estácio de Sá.

E o índio Pataxó que foi queimado vivo por adolescentes em Brasília? Os criminosos, entre eles, um menor de idade, não eram bandidos e nem “excluídos”. Um era filho de juiz.

Já foi enviado em Março/2006 um abaixo assinado para uma emenda popular propondo uma modificação do código penal. Foram coletadas 1.200.000 assinaturas pelo Movimento Gabrielasoudapaz. Glória Perez conseguiu qualificar o Crime Hediondo.
Mas o projeto está parado porque o abaixo-assinado tinha nome, RG e assinatura. Caiu em exigência porque deve ter o titulo de eleitor e o endereço completo. Usando as palavras da Cleyde, mâe da Gabriela: exigência estapafúrdia e inexeqüível. Veja como você pode ajudar no final do texto.

Me agrada a Redução da Maioridade Penal porque uma pessoa apta a escolher os seus governantes, está apta a ser responsável por seus atos. E há um movimento a favor de um Plebiscito a respeito.
Mas ao mesmo tempo, acho que também os políticos devem ser responsabilizados pela falta de condições básicas de educação porque o menor infrator, também é vítima de uma sociedade injusta. Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?
Por isso, ainda não consigo definir o que realmente será mais efetivo.
Será que para reduzir a maioridade penal não será preciso modificar todo o sistema prisional, hoje tão ineficiente?

A Dep. Marina Magessi-RJ disse numa entrevista que saiu da Polícia para a Política quando se perguntou se ela realmente estava prendendo o algoz.

É uma situação complicada, realmente.

E se alguém tiver uma luz, me indique, eu estou a busca um caminho para fazer alguma coisa.
_________________________________________________
Campanha “Ligue, Vote, Assine, Compareça!”:

1. Para quem quiser ajudar a votação da Emenda Popular, clique no endereço abaixo e veja os telefones do Alô Senado e Disque-Câmara e ligue pois este tipo de manifestação funciona, segundo informações da Cleyde, mãe da Gabriela.
http://www.gabrielasoudapaz.org/jornal4/images/pg07_jpg.jpg

_________________________________________________

2. Convocamos TODOS a participarem,e a realizarem em sua cidade a Caminhada JOÃO HÉLIO! Dia: 10/04Horário: 16H (Concentração)18H (Início da caminhada)Local: Saída (Rio de Janeiro) da Candelária com destino à Cinelândia – Centro RJ
Compareça, sua presença é fundamental.

Divulgue com a gente

Agora temos banners para divulgar nosso blog.

Ajude-nos a divulgá-lo, coloque no seu blog , no seu site, na sua assintaura de e-mail.
Obrigada!

Futuro do Presente - Camisetas e Acessórios Educativos, Ecológicos e Reciclados

Banners em flash Para copiar os banners em flash, clique em SHARE verá o embed code.

180×150

180×300

300×250

_________________________________________

Nossos agradecimentos à Renata Matteoni e ao Romulo Matteoni do blog Acontece Aqui, que foram os criadores da arte para a nossa campanha.

Escolha qual deles você gosta mais, copie e cole o código no seu blog.

.

Campanha Troca-Livros - O Futuro do Presente - Mães por um mundo melhor!

O futuro do Presente - Mães por um mundo melhor!

O Futuro do Presente - Mães por um mundo melhor!

O Futuro do Presente - Mães por um mundo melhor!

O Futuro do Presente - Mães por um mundo melhor!

O Futuro do Presente - Mães por um mundo melhor!

Nossa História

Nosso blog inicou no dia 06 de março de 2007.

Na época da morte hedionda do menino João Hélio, fiquei muito chocada porque já tinha esse medo: ser abordada por bandidos com 2 crianças menores de 3 anos no banco de trás presas a cintos de segurança.
Eu participava de uma lista de discussão de mães na internet e depois de ler o texto do Paulo Coelho (cujo trecho citamos logo na apresentação do blog) não conseguia mais parar de pensar em como somos coniventes com todas as coisas que interferem no nosso futuro e como seria o futuro que hoje estamos deixando para nossos filhos. Tentei mobilizar essas mães mas não foi de interesse da maioria do grupo falar desses assuntos (o que me deixou bastante triste e frustrada) e fui “convidada” a sair do grupo e fazer algo por conta própria em outro lugar.
Queria ter um lugar onde pudéssemos falar sobre violência e sobre outros assuntos porque a construção de um futuro melhor para nossos filhos é algo muito mais abrangente, como a questão do lixo, do consumo, da política, da educação…
Então, juntamos amigos que têm as mesmas preocupações e assim O Futuro do Presente nasceu.
Obrigada por você também estar aqui com a gente!___________________________________________
Ana Cláudia Bessa

Fale com a gente

Para escrever para o blog:
ofuturodopresente@gmail.com

Para falar com a Ana: ofuturodopresente@gmail.com
Para falar com a Cris: cristiane-fetter@click21.com.br
Para falar com a Eva: evapraxedes@uol.com.br
Para falar com o Ivo: ivonilton@hotmail.com

Para falar com o Luiz Guilherme: lgo@lgo.adv.br
Para falar com a Mercedes: mer.loren@gmail.com
Para falar com a Renata: ideialegal@ideialegal.com.br
Para falar com a Silvia: silvia.d.schiros@gmail.com

Quem Somos

Ana Cláudia Bessa
___________
Carioca, 36 anos, casada, 2 filhos, 1 enteado,
profissional da área de Alimentos, escritora,
Idealista e agora, blogueira. _____________________________________________________________

Cristiane Amarante Fetter
___________
Carioca (vivendo atualmente em terras estrangeiras), 37 anos, casada, 1 filho, profissional da área de marketing de serviços.

________________________________________________________________

Ivo Fontan

___________

54 anos, professor.

Nas horas vagas jornalista e letrista.

______________________________________________________________
Mercedes Lorenzo
___________
46 anos, casada, uma filha adolescente, pesquisadora
e divulgadora de práticas ambientais e terapias holísticas
através do Folha Verde.

_____________________________________________________________

Eva Praxedes Vieira
______________
Casada, 49 anos e meio, vividos intensamente, duas maravilhosa filhas, pedagoga, empresária na área de gestão de pessoas, em breve consteladora segundo Bert Hellinger.
_____________________________________________________________
Luiz Guilherme Ourofino
__________________
41 anos, casado e pai de 2 filhos já adultos. Advogado especializado em direito empresarial com ênfase em tributário. Praticante de Windsurf aos finais de semana que adora o mar e o contato com a natureza e ainda mantém uma chama de rebeldia, de insatisfação, de querer mudar, de fazer algo mesmo que pequeno diante do quadro atual das coisas.

O que desejamos neste espaço é…

…é levantar debates e buscar abrir caminhos para discussões das questões fundamentais que influenciarão no futuro das crianças de hoje e no papel e na responsabilidade que temos, como pais, em prepará-las, preparar o mundo. «Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos e, esquece-se da urgência de se deixar filhos melhores para nosso planeta.» (Chico Xavier)

Queremos ajudar a trocar informações, encontrar soluções e alternativas. Semear questionamentos para um mundo melhor, mais ético e mais humano.

Fazer a nossa parte para dar aos nossos filhos conceitos básicos como ética, respeito e civilidade. Pilares tão negligenciados hoje em dia.
Por um futuro melhor para nosso presente. Pois lá estarão nossos filhos!

Agradecimento aos voluntários

1.Fabio
2.Fernando
3.Carolina Torrescasana
4.Carolina Freitas
5.Robson
6.Denise almeida
7.Ivan melo
8.se não me engano, Lílian (não reencontrei a mensagem enviada por ela nos arquivo do V2V).
9. Denise (deresss)
10. Fagner
11.Thaís
12.Kelly
13.José Luis
14. amigo do José Luis
15. amigo do josé Luis
16.Laila
17-mãe Lailla
18-amiga Laila
19.Matheus Oliveira
20.Pâmela Medeiros
21.Renata Lopes
22.Roberta Romera Fritsch
23.Edu Monteiro
24. Andrea
25.Rafael Junger Medeiros

Obrigada a todos!!!!!!!!!!!!!!!