Monthly Archives: julho 2007

Mais e mais favelas – Parte 2

Respondendo nossa pergunta do último post que era:

A favela está crescendo prá onde? E a questão ambiental?

Aí chegamos no jornal de 3 de Julho:

FAVELAS DA ZONA SUL DOBRARAM EM 40 ANOS


Levantamento do Ministério Público em parceria com o Exército mostra (na foto acima), tal como uma doença, a favela crescendo e se expandindo, tendo praticamente dobrado de tamanho em 40 anos, avançando impiedosamente sobre a Mata Atlântica.
O consumo total foi de 548 mil metros quadrados de floresta ou 64 campos de futebol.

Não há fiscalização e o prefeito César Maia não parece nem um pouco preocupado com o crescimento das favelas quando afirma que a expansão da Rocinha está contida e só cresce na vertical (Jornal do dia 5 de maio de 2007 – “CRESCIMENTO VERTICAL” PARA OS LADOS). A foto abaixo mostra o contrário pois a favela já aparece do outro lado da Auto-estrada Lagoa Barra, área de preservação ambiental e atrás do centro de cidadania da Prefeitura (esse prédio com varandas que foi reformado depois de ter sido um hotel , cujo fechamento já podemos imaginar motivo).

É, Sr. prefeito, ilegal, e daí?

Precisamos meditar sempre sobre a quem interessa o crescimento das favelas.

E para denúncias, há uma CPI na Câmara denominada “Ilegal, e daí?” criada há 2 anos para apurar a desordem urbana no Rio – Disque-desordem: 3814-2901
Não sei se adianta, mas já é alguma coisa.

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Texto de Ana Cláudia Bessa

Pensamentos que nos fazem pensar…

“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos,
hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino”

(autor desconhecido)

Mais e mais favelas – Parte 1

Grande parte da violência vem das favelas.
Não que as pessoas que lá vivem sejam todas violentas mas é lá que os bandidos nascem, se criam e morrem, depois de ter feito todo o tipo de mal para a nossa sociedade. É lá que o crime organizado se fortalece, se mantém, se esconde e se protege.

Depois das palavras do Ivo, comecei a colecionar algumas matérias de jornal sobre favelas e violência e tenho mais um item a acrescentar :

As maiores doenças de nossa sociedade são as favelas e a corrupção. Sendo que a corrupção vem em primeiro lugar, na minha opinião.

No dia 19 de maio de 2007, saiu a matéria que dizia:
ILEGALIDADE OFICIAL NA ROCINHA – Moradores denunciam que funcionários da prefeitura incentivam crescimento irregular.

Em resumo: Denúncias feitas por líderes comunitários contra o administrador regional da Rocinha e dois engenheiros da prefeitura. Eles além de apoiar e incentivar, ainda ameaçam e constrangem quem tenta impedir.
Segundo o prefeito, o administrador acusa os líderes de fazerem isso na expectativa de ganharem apartamentos no Projeto Rocinha que gera disputa de poder e influência sobre estes pretensos imóveis (especulação imobiliária).

Ou seja, ocupam áreas irregulares para serem retirados para apartamentos. E quem conseguir viabilizar isso, fica mais poderoso e influente na comunidade.
Eles ainda têm documentos mostrando que mesmo ciente das ocupações irregulares, a prefeitura nada fez.

Ou seja, hoje, o que apóia o crescimento da favela é a corrupção e o poder público.
Crescimento hoje que conta com um Empire States, como é chamado o prédio de onze andares contruído irregularmente (claro). Afinal, mesmo com conhecimento da prefeitura (não poderia ser diferente já que é impossível se erguer uma estrutura deste tamanho sem ninguém saber…) foi construído sem licença, sem seguir normas urbanísticas, sem impostos, não tem Habite-se e não foi embargada. Pelo contrário, a prefeitura apenas verificou se o prédio era seguro. Não importa se é ilegal!

Fora a questão ambiental que não foi citada na matéria. Essa favela está crescendo pra onde?

Continua na próxima postagem
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Texto de Ana Cláudia Bessa

Pensamentos que nos fazem pensar…

“No meu tempo de menina,
podíamos caminhar cem dias e cem noites
sem ver o fim da floresta.
Agora, quem caminha dois dias para qualquer lado que seja
dá com o fim da mata.
Os homens estragaram este país.
Impossível mudar-nos, porque não temos para onde ir.”
(Monteiro Lobato, Assembléia na Mata, Editora Brasiliense)

Educação – Como é que é? – Parte 2

Continuando o tema do post anterior, abaixo segue o bate papo com o professor americano:

Seu nome é Brian Edward Sansanelli, e o que mais me chamou a atençao foi o fato de uma pessoa tão jovem se dedicar a ensinar uma matéria que normalmente ninguém gosta que é a matemática. Formado pela Dominican College em Nova Iorque ele ministra aulas desta matéria para alunos que no Brasil estariam no 2º grau. Foi contratado pela escola pública de uma forma que no Brasil não se faz. Ela anuncia nos classificados a vaga, o interessado envia o currículo com uma carta de apresentação, sendo aprovado faz-se uma entrevista com o diretor da escola e o professor responsável pelo programa da matéria escolhida e uma com o superintendente das escolas da cidade. Finalmente ela “dá” uma “pré-aula” de 45 minutos em uma sala de aula com a supervisão do diretor, professor responsável pela matéria, vice-diretor e o atual professor da classe a receber a aula.

Incentivado pela escola a estar sempre se reciclando ele consegue estar atualizado, tendo em vista que o apoio dela vem em forma de dinheiro, até porque o professor é obrigado a apresentar 100 horas de educação continuada a cada 5 anos e depois de 250 horas eles recebem um aumento de salário.

Fantástico!, não é emprego público, não tem garantia nenhuma, por isto é necessário que o professor goste do que faz e seja bom nisso, se não ele será demitido. Não poderia ser assim no Brasil? O ensino não seria melhor, devido a concorrência na disputa das vagas, como acontece com as empresas privadas?

Ele me disse que trabalha de 8:00 as 14:45 . Sendo 1 hora e meia de preparação de aula e ½ hora de lanche. Também pode ter extra ajuda (programas após a aula) e tutor (opcional) que pode ser indicados pelo professor ou solicitado pelo ano. Que durante o ano os funcionários tem 3 semanas de férias (1 em dezembro Holliday break, 1 em fevereiro – Winter break e uma em abril – Spring break), sem contas as famosas férias de verão que aqui começam em junho e vão até setembro. Estas últimas NÃO SÃO REMUNERADAS PELA ESCOLA.

Para a matéria que ele leciona geralmente os alunos são divididos em 2 classes chamadas “honors”, “college prep” e “average” . Para ir para a classe avançada (honors) o aluno precisa obter uma carta de recomendação feita pelo professor alegando que ele será está capacitado para tal. Existe uma análise de notas obtidas, partipação em classe, etc, sem contar que as notas dos alunos são enviadas pelo correio aos pais.

Uma coisa que ele disse e que eu acho que enriquece muito a vida da criança é quantidade de estrangeiros ou filhos de, que frequentas a escola. Ele disse que desde que começou a lecionar a maioria de meus alunos são koreanos. Em 1980 a maioria dos estudantes eram italianos e poloneses, hoje a etinia é diversa 45% koreanos, e o restante poloneses, italianos, croatas, espanhois e alguns brasileiros.

Agora uma das melhores informações que tive foi da participação dos pais/comunidade junto a escola. O Brian comentou que a cada ano acontece uma eleição de pais para participar do “Board of education”, os pais eleitos influenciam em todas as decisões da escola, em contra partida a escola faz eventos esportivos, musicais, peças de teatro entre outros. Uma vez ao ano a escola em que ele trabalha faz um “mutirão de limpeza” onde os alunos ajudar a limpar a cidade. Pais brasileiros participem mais, encham o saco de quem administra o colégio de seu filho, seja público ou particular. Vai dar resultado.

Apesar de não conhecer muito sobre o ensino em outros países este professor sabe que em alguns países não há incentivo para os alunos cursarem faculdade diante da situação financeira que os obriga a trocar a escola pelo trabalho.

O que já aconteceu de mais engraçado até hoje em sua carreira de professor? Esta foi uma dentre as perguntas que fiz ao Brian, e a resposta foi: O ano passado no “halloween” me vesti de pato Donald e lecionei o dia todo com a minha fantasia. Também teve a vez em que dois alunos me pegaram no colo e saíram correndo me carregando pelo corredor quando o alarme de incêndio tocou avisando que todos deveriam sair da classe, só que era treinamento.

Acredito que infelizmente para a maioria dos professores do ensino público brasileiro, bem como para os alunos, se eles tivessem que escolher uma fantasia esta seria de palhaço, ou isto será realidade?

Leia mais:Educação – Como é que é? – Parte 1


Texto de Cristiane A. Fetter

Educação – Como é que é? – Parte 1

Dia desses estava acompanhando no Programa do Jô uma entrevista com o Ministro da Educação do Brasil Fernando Haddad e achei bem interessante as propostas e trabalho que ele está realizando (ou querendo realizar), aí apareceu a dúvida, como isto funciona aqui nos Estados Unidos. Meu filho que hoje tem 3 anos e 4 meses ainda não está em idade para frequentar a escola daqui, mas fiquei muito curiosa, até porque estou sempre ouvindo dos brasileiros que aqui a educação é mais lenta, mais longa e mais fácil.

Sempre que ouço estas afirmações surge uma dúvida em minha cabeça. Por que então este país é considerado o maior do mundo? Porquê suas pesquisas são sempre mais avançadas? Talvez porque muitos estrangeiros é que fazem o país ser o que ele é? Talvez porque ele tem muito dinheiro? Ou talvez seja por ele investir mais na educação básica, de forma mais lenta, sempre repetindo as matérias básicas para que a fixação seja maior.

Não estou sou capacitada para comparar o sistema educacional americano com o brasileiro, mas é possível conhecê-lo um pouco mais e comentar sobre o que acho que seria ótimo para meu filho caso ainda morássemos no Brasil .

Cada Estado aqui tem o seu MEC, que criam as diretrizes que todas as cidades devem acatar, e uma dessas que eu acho muito interessante é que as escolas atendem as áreas demarcadas por um perímetro e quem estiver dentro deste perímetro será atendido pela escola. Para os alunos que moram mais distantes existe o apoio do transporte escolar que é gratuito, isto não impede que os pais ou responsáveis levem seus filhos para a escola, agora, mesmo que você queira mudar de escola só poderá fazê-lo para outra que esteja dentro de sua área de atendimento, a não ser que você mude de endereço.

Existem algumas similaridades no formato do ensino daqui com o Brasileiro, pelo menos até o ensino fundamental que seria até a 5ª série (Elementary school), depois disto no ensino médio , que compreende da 6ª a 8ª séries (Middle school) começam as diferenças e uma grande é que o aluno pode escolher as matérias que ele quer estudar (com exceção das obrigatórias) se repetindo este formato no 2º grau (High school). Já para entrar na universidade você precisa fazer um exame chamado SAT – SCOLASTIC ACHIEVEMENT TEST como o provão que o MEC aplica no Brasil, dependo da pontuação do aluno ele procura a faculdade que ele quer. As melhores exigem pontuação alta, tanto faz se a universidade é pública ou privada.

O departamento de Educação do Estado fornece pela internet informações de como e com que gastou o dinheiro destinado as escolas. São muitas informações que você pode obter no site, como por exemplo: que formação tem os funcionários das escolas, quantos alunos foram expulsos, média de notas e dependendo da escola, também salários e benefícios dos funcionários, não a nível detalhado, mas está lá.

Parte da verba que é destinada as escolas vem dos impostos que as empresas localizadas na cidade pagam. Quanto mais empresas, mais rica a escola é, até porque a sonegação de impostos aqui é bem baixa. Existe uma cidade perto da minha onde está localizada a Sony e nas escolas de lá todos os alunos possuem um lap top. Eles podem levá-lo para casa e assim não precisam carregar muito material e estão sempre atualizados. Bom né?

Eu me recordo bem de quando fazia o primeiro grau em uma escola municipal e terminei a 8ª série sem ter tido aulas de matemática por quase 6 meses, cheguei ao 2º grau totalmente despreparada e claro fiquei em dependência nesta matéria (a sorte é que fiz o curso em uma escola particular o que possibilitou que eu tivesse uma instrução mais reforçada e recuperasse o tempo perdido).

Mas o legal daqui é que tenha você uma boa ou não tão boa condição financeira o seu filho tem direito a educação pública. O interesse é que todos tenham o mesmo nível. O tempo que os alunos passam dentro da escola também é muito maior, chegando a uma média de 7 horas por dia. Isto eu acho muito bom pois assim a criança tem bastante tempo para estudar dentro de um ambiente propício (alguém lembrou do Brizolão?), além de atividades extra-curriculares. O filho de uma amiga brasileira que mora aqui tem aulas de violino!

Outra coisa muito legal é que toda a área externa das escolas é liberada para uso da comunidade. Os campos de jogos, os pátios, os brinquedos, tudo. Sem vandalismo e sem vigias. No começo eu até ficava desconfiada achando que se eu entrasse ali com certeza alguém viria brigar comigo. Como todo bom brasileiro achava que a esmola era muito grande. Mas se a gente se acostuma com as coisas ruins imagine com as boas.

Como eu já comentei antes os brasileiros acham que a educação aqui é mais lenta do que a do Brasil e que muitas matérias são exaustivamente repetidas durante anos. Por um lado eu até entendo esta reclamação mas eu penso de outra forma. Repetir alguns ensinos básicos durante alguns anos reforçam o aprendizado. Não tem um ditado que diz “o Hábito faz o monge” ? eu acho que é por aí. Quanto mais se treina, melhor o resultado.

Fez um ano que estou aqui e ainda tenho que aprender muita coisa, mas uma das que já aprendi é que muita coisa no Brasil poderia ser melhor. Ficamos sabendo todos os dias que faltam professores no Brasil, os formados não se interessam em dar aulas ou então não existem formados suficientes de uma determinada matéria. Falta investimento? Falta incentivo? Falta a união dos cidadãos em solicitar seus direitos? (ver matéria do jornal nacional = pesquisa sobre ensino no Brasil).

Não sei, mas aqui conheci um americano casado com uma brasileira, e que tem ascendência italiana e que aos 25 anos já é professor de uma escola pública em New Jersey (Ridgiefield Memoral High School). Ele me contou um pouco como é seu trabalho, em um bate-papo que tivemos e que transcrevo no próximo post.

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Leia mais: Educação – Como é que é? – Parte 2

Texto de Cristiane A. Fetter

Divina!

Eu amo música.
E para fazer meus meninos amarem também, sempre coloco um DVD de show para eles escutarem.
Nós temos um teclado comprado há muitos anos e deixamos na sala para brincarmos, para eles se familiarizarem, ouvirem o som, tocarem; e claro, eles adoram.

E isso me deu uma grata surpresa quando coloquei o show do Ivan Lins.
Eles identificaram o “piano”na hora e começaram a imitar. Foi uma graça!
E uma das músicas me emociona muito e fala um pouco daquilo que sinto qundo participamos deste blog. Chama-se Bandeira do Divino!
Segue essa letra maravilhosa desse músico que é um dos talentos do nosso país e sugiro que a ouçam (clique aqui).
Que ela emocione e inspire a todos como a mim.
E
Os devotos do Divino
vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino
ser bem-vinda,
ser louvada
Deus nos salve esse devoto
pela esmola em vosso nome
Dando água a quem tem sede,
dando pão a quem tem fome

A bandeira acredita
que a semente seja tanta
Que essa mesa seja farta,
que essa casa seja santa

Que o perdão seja sagrado,
que a fé seja infinita
Que o homem seja livre,
que a justiça sobreviva

Assim como os três reis magos
que seguiram a estrela guia
A bandeira segue em frente
atrás de melhores dias

No estandarte vai escrito
que ele voltará de novo
Que o rei será bendito
ele nascerá do povo
Para saber mais sobre a Festa do Divino que inspirou este lindo”hino humanista”:
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Texto de Ana Cláudia Bessa
Música de Ivan Lins

ALGUÉM TINHA DÚVIDA?

Sopa caseira supera a industrial

A PRO TESTE avaliou 12 produtos em pacote, mas todas apresentaram excesso de sal e glutamatos. O ideal é não abandonar a receita caseira.

Foram avaliadas doze sopas em pacote para seis porções (as chamadas de “sopão” ou “canjão”). O sabor era de carne bovina ou galinha, com adição de legumes, arroz ou macarrão. No final, os resultados foram decepcionantes.

Todas as sopas têm excesso de sal e glutamato.
Uma marca ainda apresentou 22 fragmentos de insetos.

Quando a PRO TESTE comparou os resultados com sopas feitas em casa, chegou a seguinte conclusão: se você tiver tempo disponível para cozinhar, prepare a sua própria sopa.

Assim, você aproveita melhor os nutrientes dos alimentos, evita o consumo de aditivos, não fica sujeito a microrganismos e ainda pode moderar o sal.
Levará mais tempo, mas sua saúde agradece.

[FONTE: http://www.proteste.org.br/map/src/449311.htm ]

DESERTOS VERDES

Chamou-me a atenção uma notícia publicada nos jornais de (30/05): O Projeto Agro-florestal do Palmito Pupunha, que será implantado no município de Silva Jardim. São “florestas” de pupunheiras que serão plantadas com objetivo de gerar renda para pequenos agricultores e proteger áreas de risco ambiental. No projeto estão, além do Ministério do Desenvolvimento Agrário, instituições como UFRJ, Senac, Universidade Estácio de Sá e ESDI.

Grifei a parte da “proteção de áreas de risco ambiental” para chamar a atenção para o fato de que, finalmente o estado está superando uma falácia.

Por muitas e muitas décadas o estado do Rio viu suas florestas serem dizimadas, pela especulação imobiliária, extrativismo, pecuária ou mesmo puro vandalismo, sem falar nos ciclos do café e da cana, que iniciaram o processo. Enquanto a moto-serra, o machado e o fogo “comiam soltos”, os “ecologistas de plantão” sonhavam com utopias de retorno à Mata Atlântica da época do descobrimento! Sem levar em conta que “progresso”, “desenvolvimento” e “crescimento” tem um preço (e que a NATUREZA é parte indissociável deste preço), muito tempo foi perdido com essas utopias enquanto ações efetivas de minimização ou amortização deste preço deixaram de ser tomadas.

Um dos alvos preferenciais destes utópicos foi, durante muito tempo, a silvicultura. O termo DESERTO VERDE foi cunhado para “vender” a idéia de que projetos de silvicultura representavam O MESMO que a depredação pura e simples das florestas nativas. NÃO É. Estudos científicos, muitos levados a termo até mesmo por entidades de cunho ambientalista, já comprovaram que, mesmo em florestas homogêneas (silvicultura), ocorre o repovoamento de parte da fauna original.

A questão, que temos de encarar de frente, sem utopias, é que não é possível conciliar as necessidades do mundo de hoje com a exuberância da hiléia de um passado que não tem como voltar. Se queremos preservar o que ainda resta ( e, até mesmo, reconquistar um pouco do que foi perdido ), temos que ser realistas e, sobretudo, inteligentes. As floresta homogêneas, sob controle, com planejamento e integradas às demandas sociais e econômicas de cada região são parte desta solução. É muito mais fácil controlar, por exemplo, a obediência às leis que determinam percentuais de preservação e replantio de florestas nativas em uma área de silvicultura do que em centenas ou milhares de pequenas propriedades. Diminuem as possibilidades de fraudes e facilita a fiscalização.

Não vejo a hora de pegar meu carro e viajar para a região noroeste (a mais degradada do estado) e contemplar florestas de eucalipto, pupunhas, aroeiras, mamonas, pinheiros etc, áreas de fruticultura e olericultura, (e pastos também, por que não?), intercaladas com mata atlântica, onde hoje só se vê capoeirais, capim-gordura, pedra, erosão, formigueiros…E jovens sem perspectiva!

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Texto de Ivo Fontan

DIA DO AMIGO

De todos os sentimentos, ela é, certamente, uma das mais cantadas e declamadas. Foi consagrada em músicas como, por exemplo, a Canção da América, na voz de Milton Nascimento. Sim, estamos falando da amizade.

Entre os especialistas em comportamento, o dom de cultivar boas relações pessoais é apontado como um antídoto eficiente contra doenças. Um motivo a mais para se investir em ser amigo e em ter amigos.

‘‘A sensação de bem-estar leva a uma melhora do organismo’’, afirma o psiquiatra Eduardo Sá de Oliveira, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB). Ele explica que o sistema límbico, responsável pelas emoções, está interligado ao sistema neuro-endócrino, que age na defesa do organismo. Essa combinação ajuda no bem-estar geral das pessoas.

Melhore sua qualidade de Vida: Seja Amigo e tenha amigos!

“Precisamos de alguém que nos ouça, e precisamos ouvir alguém…
Precisamos de alguém que com palavras e gestos nos faça sorrir, e precisamos com palavras e gestos fazer alguém sorrir…
Precisamos de alguém que olhe em nossos olhos e saiba o que estamos sentindo, e precisamos olhar nos olhos de alguém e saber o que está sentindo…
Precisamos de alguém que seja morada de sinceridade e carinho, e precisamos ser morada de sinceridade e carinho para alguém…
Precisamos de alguém que sem medo possamos chamar de amigo, e precisamos ser alguém que sem medo possam chamar de amigo…
Resumidamente precisamos de Amigos e precisamos ser Amigos!!!”

(Autor Desconhecido)

Feliz Dia da Amizade!