Monthly Archives: agosto 2007

O QUE FALTA?

No “post” datado de 14/08, nossa “blogueira-mãe” Ana Cláudia desabafa num texto veemente que começa com a pergunta:
QUANDO VAMOS REAGIR?
E termina com outra pergunta: O QUE FALTA?
Entre uma pergunta e outra ela discorre sobre os desmandos de nossos governantes, homens públicos etc e sobre nossa passividade (ou impassividade) diante de tudo.
Eu não tenho a pretensão de dar uma resposta definitiva às indagações, mas, tão somente, a MINHA resposta.
FALTA muito!

Com muita frequência ultimamente, tenho me deparado com textos, alguns assinados por nomes conhecidos da mídia, outros por anônimos ou “blogueiros” como nós, falando sobre um mesmo tema: A (BAIXA) QUALIDADE DA NOSSA CIDADANIA.

Talvez esteja aí a resposta. Somos um povo que se orgulha de sua jovialidade, alegria, pacifismo, hospitalidade etc etc etc. No entanto, ainda não fomos capazes de nos envergonhar de nossa alienação social, nosso baixíssimo espírito comunitário, nosso elevadíssimo grau de corrupção refletido em nossas ações do dia-a-dia.

Não estou falando daquilo que nós convencionamos chamar de corrupção e que atribuímos tão somente aos nossos homens públicos – os desvios, as propinas, o nepotismo etc. Falo da “pequena” corrupção que nós preferimos chamar de “jeitinho” ou “esperteza”, e que praticamos desabridamente, sem vergonha e sem culpa.

Falo também da alienação que nos faz olhar-sem-ver toda a degradação social que se descortina diante de nossos olhos, na sujeira, na depredação dos bens coletivos, no crescimento sem controle da “cidade paralela” – das favelas, dos camelôs, dos flanelinhas…

Falo da falta de reação e de indignação diante de coisas obviamente canalhas como, por exemplo, um Programa de Despoluição da Baía de Guanabara que já consumiu “uma baía e meia” de recursos em mais de uma década sem apresentar NENHUM resultado prático.

Falo da nossa indiferença a qualquer coisa que não seja circunscrita a nosso nucleozinho familiar, como, por exemplo, a sistemática não-participação em reuniões de condomínio, associações de moradores etc.

Falo do nosso discurso-chavão sobre a honestidade (falta de) dos políticos que NÓS, reiteradamente “colocamos lá”.

Falo de nossa “cegueira sócio-política” que faz com que candidamente acreditemos que grandes eventos como passeata das diretas-já; derrocada do Collor; eleição do Lula etc, foram DE FATO protagonizados pelo POVO!

Falo de nossa ojeriza a discutir sobre ESSAS COISAS, preferindo, ao invés, discorrer sobre a crise do Flamengo, a vitória “fajuta” da Beija-Flor ou a “puta” da novela das oito.

Falo de nossa (previsível e óbvia) “explosão de indignação” diante do próximo HORROR ou ESCÂNDALO que, seguramente está a caminho.

Enfim, falo de nossa CULPA, por tudo o que estamos sofrendo e que ainda vamos sofrer.
O que falta? Sinceramente, não sei. Talvez uma máquina do tempo para que algum de nós volte lá ao comecinho de 1500 e espalhe ao longo das praias uma série de placas escrito:
Caminho Marítimo para as Índias, apontando para a Argentina!


Leia o post “Quando vamos reagir?

__________________________________________________________________________________ Texto de Ivo Fontan

Participe do nosso debate!

Fique por dentro do nosso debate sobre o uso de sacolas plásticas, está bombando!

Sacolas no Rio, só bio!
http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/08/sacolas-no-rio-s-bio.html

O uso de sacolas plásticas no Estados unidos
http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/05/sacolas-plsticas-nos-estados-unidos.html

Direitos de Escolha? Parte 2

Continuando nossas reflexões…
E a amamentação, será saudável para o bebê mesmo quando a mulher não deseja e amamenta sem vontade, sem prazer e sem condições emocionais de fazê-lo?

Hoje é sabido que nosso emocional está diretamente ligado a todos os aspectos de nossas vidas, não podemos simplesmente ignorá-lo como se fosse possível agir 100% do tempo racionalmente.
Parto normal e amamentação são indiscutivelmente o melhor caminho e não sei precisar até onde vão os direitos da mulher em determinadas escolhas. Afinal, é uma tristeza ver bebês tão novinhos tomando mamadeiras. Isso deveria ser uma excessão e das grandes. Nunca uma regra ou uma possibilidade rapidamente aceitável.

Mas o que espero de todas nós é não desistamos deles por vaidade, conveniência ou medo.

Todas as escolhas importantes de nossas vidas são difíceis e nos fazem abrir mão de outra coisa também importante. Isso é uma regra, sem excessão. Não há atalhos.

O que eu gostaria de ver é mais e mais mulheres fazendo escolhas que vencem seus medos, seus preconceitos e suas dificuldades.
Informação é fundamental e hoje , ela está aí, dentro da casa da gente pela internet.
Basta querer, basta buscar.

O que eu gostaria de ver é mulheres que desistiram depois que tentaram, depois que procuraram ajuda, depois que esgotaram todas as possibilidades. Não cedendo ao primeiro apelo da facilidade de se comprar uma latinha de leite/fórmula na prateleira do supermercado ou então ao conselho da maioria que é o de desistir da amamentação como se a criança estivesse sendo torturada de fome.

Porque acredito que somente seremos respeitadas depois que deixarmos de lado as escolhas vazias e exclusivamente emocionais.

Vivemos numa sociedade machista onde as regras foram criadas pelos homens.
E recentemente li numa reportagem sobre uma executiva de sucesso que para mudar essa visão social devemos jogar como homens e vencer como mulheres.

Tá mais do que na hora de resgatar isso, somos mulheres!

Somos mamíferas!

__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa

Direitos de Escolha? Parte 1

Outro dia li um texto da Fernanda Young falando sobre sua preferência em não amamentar. Não só falando como estimulando e incentivando a que as mães não se sintam culpadas por isso. Como formadora de opinião que toda pessoa que tem alguma visibilidade é, achei totalmente inapropriado, mas ainda assim, defendo o direito que ela têm de falar o que quiser. Fazer o quê?

Sou defensora ferrenha do direito da mulher em ser respeitada em suas escolhas, como no caso da escolha do parto, por exemplo. Por que eu não seria no caso da amamentação?
Assim como no caso do parto, não dá para comparar os benefícios de um parto normal para a saúde do bebê e da mãe com um parto cesariano. E amamentação é a mesma coisa: os benefícios do leite materno são incontáveis com relação a mamadeira.
Mas assim como no caso do parto, ninguém tem mais direito as suas escolhas do que a mulher. Afinal, trata-se do seu corpo. No caso da amamentação também, trata-se do seu corpo.

Mas se perante os homens, os médicos e a sociedade, a escolha da mulher deve ser soberana porque se trata de escolhas que envolvem seu próprio corpo, o que dizermos das escolhas que envolvem a saúde e o corpo do bebê?

Temos realmente direito a escolher um parto cesariano por conveniência ou vaidade quando temos plenas condições a um parto normal?
Temos o direito de não amamentar porque simplesmente não queremos que nosso peito caia ou porque estamos cansadas demais para levantar várias vezes durante a noite abrindo mão do direito que o bebê tem de receber o melhor e mais saudável alimento que a ele pode ser oferecido e que somente nós temos a oferecer?

Por outro lado, onde fica a questão psicológica a mulher? Poderá ela ter um parto normal ou amamentação saudável e plenos para ela e seu bebê quando não o deseja?

Vamos pensar nisso?

Continua amanhã.

__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa

ALGUÉM TINHA DÚVIDA?

Um bebê morre a cada 30 segundos por causa de uma alimentação artificial não segura

A foto ilustra uma das fatalidades que ocorrem por causa de uma alimentação com mamadeira mal dada. Os bebês são gêmeos: o bebê com a mamadeira é menina – ela morreu um dia depois de ter tirado esta foto – mas o irmão dela foi amamentado e sobreviveu. Disseram para a mãe que ela não teria leite suficiente para amamentar os dois filhos. Mas é provável que ela conseguisse amamentar os dois, visto que quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz.

[fonte: IBFAN / Matrice]

PRODUTOS ORGÂNICOS X MERCADO

Porque os produtos considerados orgânicos (em especial os hortifrutigranjeiros) são tão pouco difundidos, caros e, até mesmo, rejeitados por uma grande parcela da população?

Bem, o fato de serem caros já traz uma parte da explicação. Mas por que são caros? Ah, por uma questão de “escala”, diremos. Sim, é verdade. Mas porque então não são produzidos em maior escala para permitir a redução de preços?

Complicado, né? Parece aquela história do “ovo e da galinha”: Quem nasceu primeiro?

Bem, o tema é complexo e a explicação também, mas, certamente, a explicação passa pelo “aspecto” dos produtos orgânicos.

A ciência agropecuária tradicional vem, ao longo do tempo, desenvolvendo tecnologias visando a “melhoria” de processos de produção. Isso implica em maior produtividade por área de cultivo; resistência a pragas; resistência a transporte; aspecto etc.

Bem, aí está um fator-chave: aspecto.

Ninguém ignora (e ninguém está livre disso) que o aspecto de um produto (no caso dos bens de consumo nós usamos uma palavrinha besta: design) é um dos principais argumentos de venda. Qualquer um de nós, no mercado, “escolhe” os legumes, verduras e frutas pelo aspecto. E não descartamos simplesmente os “podres” ou “danificados”. Nós escolhemos os mais “bonitos”. E o que é “bonito”, no caso de um produto agrícola?

Aí é que está. A INDÚSTRIA agropecuária, ao longo do tempo, foi estabelecendo um PADRÃO. Cor, brilho, tamanho, formas perfeitas…

Considerando que as populações urbanas há muito superaram as rurais em número, é compreensível que hoje a grande maioria das pessoas não tenha nenhuma “intimidade” com a agricultura, o que facilita enormemente a assimilação destes padrões.

Acontece que para obter produtos dentro desses tais padrões é necessária muita “tecnologia”, e isto inclui defensivos, fertilizantes químicos, hormônios, para não falarmos em transgenia e outras técnicas mais recentes.

Os produtos cultivados sem a utilização destes “melhoradores” tendem a ser menos “atrativos” visualmente: folhas, tubérculos, frutos, em geral menores, com mais “defeitos” etc.

Aí fica muito difícil convencer um “ser urbano” de que a quela alface “mirradinha”, com pouco brilho, é mais saudável do que aquela outra enorme, brilhosa e verdinha!

Na minha opinião este discernimento, em larga escala, jamais será alcançado. Não no tipo de sociedade hoje vigente!

Ah, e antes que eu me esqueça: Orgânicos e Hidropônicos não são a mesma coisa!

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Texto de Ivo Fontan

Preciso de atenção!

Estava pesquisando na Internet sobre contos infantis, já que aproximava um dia de contação de histórias nas oficinas que ofereço em meu projeto.

Uma das histórias me chamou a atenção, que tinha como título “O menino que quase virou cachorro”, escrita por uma excelente profissional da literatura infantil, Ruth Rocha.

Esta história ultrapassa o conto e aborda aspectos da relação entre pais e filhos. Retrata o sentimento que muitas crianças sentem diante da indiferença dos pais. Ela começa falando sobre o protagonista da história chamado Miguel. Um menino como a maioria das crianças: brincalhão, inteligente, fiel aos amigos…

Nas conversas com seu amigo Tanaka, Miguel fez um desabafo dizendo que era invisível. Mas Tanaka achou aquilo engraçado, pois enxergava muito bem o amigo. Foi aí que veio a explicação: “sou invisível só para os meus pais, eles olham para mim, mas acho que eles não me enxergam”.

O grande amigo Tanaka não acreditou no que ouviu e quis conferir de perto. Então os amigos marcaram um almoço na casa de Miguel.

Chegou o dia do almoço. Eles se sentaram à mesa e avisaram que já estavam prontos para almoçar. A mãe de Miguel cumprimentou Tanaka, perguntou pela mãe dele e fez mil elogios à sua irmã, sem se quer notar a presença do próprio filho à mesa.

Sem a atenção da mãe, Miguel foi fazer uma pergunta para o pai que estava assistindo televisão. Miguel recebeu como resposta um Shhhhh!!!!! do pai, pedindo para fazer silêncio, para não atrapalhar a televisão falar, quer dizer, para não atrapalhá-lo de ver televisão.

O amigo Tanaka, espantado com a situação, confirmava a suspeita de Miguel: ele era realmente invisível para os pais. Miguel ainda completou que seu pai era pior quando passeavam na rua, que ele o puxava pelo braço e falava como se estivesse falando com um cachorro: “anda logo!”, “espera!”, “anda”. Isso também se repetia quando ia vestir roupas, além de seu pai escolher as peças sem consultá-lo.

Até que um dia o pai de Miguel o obrigou a colocar uma coleira em formato de gravata para ir a um casamento. O Miguel, se sentindo realmente um cachorro, com aquele nó apertado no pescoço, lascou uma baita de uma mordida na mão de seu pai, que ficou furioso.

Então, nesse momento, Miguel disse aos seus pais que se não queriam que ele comportasse como um cachorro, era só não tratá-lo como tal. Os pais ficaram olhando um para o outro.

Miguel completou:

_ Não me ponham coleira! Não me chamem “Vem”. Eu tenho nome.

No mesmo dia, os pais de Miguel já mudaram as suas atitudes. Tiraram a gravata do filho e a partir desse momento foram mais atenciosos.

Você vai precisar levar uma mordida para dar mais atenção ao seu filho?

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Renata Gonçalves

Pensamentos que nos fazem pensar…

“Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu”

(antigo provérbio chinês)

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Já avisei para o meu marido e meus familiares, quando eu morrer vejam se alguma parte do meu corpo pode ser reaproveitada. Usem tudo, inclusive ossos e pele.

Maluca? não. Fúnebre? não.

Sempre pensei assim, inclusive na minha carteira de motorista está escrito meu tipo sanguíneo e que sou doadora de órgãos. Imagine se todo mundo pensasse assim, quantas vidas não seriam salvas.

Estou escrevendo este post pois em um programa da Ana Maria Braga foi apresentada uma matéria sobre doação de órgãos. A transplantada Ana Carolina Zarpello falou coisas que eu nem imaginava que as pessoas pensavam.

Ela disse que algumas pessoas falam que não querem deixar uma ordem para doação das córneas por exemplo, porque podem chegar cegas na próxima encarnação, ou vão chegar amputados no céu.

Ai meu Deus!

Entendi então que falta não são órgãos, mas a famosa informação.

Aliás, o que comentaram também é que as doações acontecem mais quando se tem campanhas, então vamos aproveitar e falar do site que é feito para quem quer mais informações sobre o tema, que é o http://www.doacaodeorgaos.com.br/, tudo o que você precisa saber está lá, bem explicadinho.

Não vamos deixar este assunto ser esquecido. Vamos ter em mente que nós, talvez, um dia precisemos de um órgão, ou quem sabe alguém que está perto de nós. E a doação não precisa ser só de órgãos de pessoas mortas não, pode ser de doadores vivos, ou pode ser somente de sangue para salvar alguém em uma cirurgia.

Transcrevo aqui uma mensagem de um doador anônimo que está no site da ABTO, Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, depois disto, não precisamos dizer mais nada.

Colaboração enviada pelo Dr. Abraão G.MendesCoordenador do Banco de Olhos de Vitória/ES

==Não chamem o meu falecimento de leito da morte, mas de leito da vida.
==Dêem minha visão ao homem que jamais viu o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.
==Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor.
==Dêem meu sangue ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver os seus netos brincarem.
==Dêem os meus rins às pessoas que precisam de uma máquina para viver de semana em semana.
==Retirem meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar.
==Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem minhas células, se necessário, e deixem-nas crescerem para que, um dia, um menino mudo possa ouvir o gritar em um momento de felicidade ou uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela.
==Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento, para ajudarem as flores brotarem. Se tiverem que enterrar algo, que sejam meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz aos meus semelhantes.
==Dêem meus pecados ao diabo. Dêem minha alma a Deus.
==Se, por acaso, desejarem lembrar-se de mim, façam-no com ação ou palavra amiga a alguém que precise de vocês.
==Se fizerem tudo o que pedi, estarei vivo para sempre.

Robert N. Test – 1978

Clique no link abaixo para ver o filme da última campanha realizado por Rogério Flaustino do J.Quest
http://www.doacaodeorgaos.com.br/populacao/servicos/pop_video.asp

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Texto de Cristiane A. Fetter
Material retirado do site da ABTO

Pensamentos que nos fazem pensar…

“O homem sensato se adapta ao mundo;
o insensato persiste em tentar adaptar o mundo a si mesmo;
portanto, todo o progresso depende do homem insensato.”

(George Bernard Shaw)