Monthly Archives: novembro 2007

EU VI UM TIÊ!

Sou um crítico severo do “fundamentalismo” ecológico. Chamo assim a qualquer atitude “pretensamente” preservacionista porém mal ou erroneamente embasada.

Para mim, coisas assim mais atrapalham do que ajudam na formação de uma “consciência coletiva” voltada para a criação de hábitos ecologicamente corretos. Moro em um “pequeno paraíso”. Um bairro cercado por verde (uma franja de mata atlântica). Amante de pequenos trabalhos caseiros, frequentemente estou no quintal – que confronta com esta tal franja – fazendo “alguma coisa”.

Em consequência, avisto regularmente animais silvestres. Dos mais arredios, como teiús (lagartos), quatis, caxinguelês, aos mais exibidos, como pássaros os mais variados, sem falar naqueles que também fazem parte do esquema mas que a maioria prefere não ver, como cobras, insetos etc. Convivo com todos eles numa boa. Até mesmo com os tais dos “miquinhos” que a maioria das pessoas acha “umas gracinhas”. Pois bem, esses primatazinhos tão bonitinhos não fazem parte da fauna original de nossa região. Trazidos para cá ao longo de décadas, principalmente através de viajantes que os compravam em beiras-de-estrada no nordeste (seu local de origem), esses miquinhos (ou sagüis) proliferaram por aqui e tornaram-se verdadeiras pragas em nossas matas.

Não haveria maiores problemas não fosse o fato de que esses primatazinhos são responsáveis pelo desaparecimento de várias espécies nativas, em especial pássaros. Vorazes, esses animais disputam fontes de alimento (já presenciei brigas memoráveis entre bandos de miquinhos e famílias de jacus por uma nespereira carregadinha!) e, pior, se alimentam de ovos. Sua “vítima” preferencial é o Tiê-Sangue. Um dos mais belos espécies da fauna alada de nossas matas.

De fato, desde que vim morar aqui, jamais havia avistado um tiê. Em compensação os miquinhos eram minha companhia mais frequente no quintal. De uns tempos para cá (já faz quase um ano), não sei explicar a razão, mas o fato é que os miquinhos parecem ter migrado. Sumiram. Coincidência ou não, ontem eu estava, como de praxe, fazendo uns trabalhinhos nos fundos do quintal quando um canto diferente me chamou a atenção. Olhei para cima e lá estava ele. Majestoso, elegante, consciente de sua beleza: O TIÊ!

Ele me olhava curioso e eu retribuía emocionado. Não sei se durou segundos ou minutos aquela mútua contemplação, mas tenho certeza de que, antes de alçar vôo ele entendeu plenamente quando eu lhe disse que era benvindo! Adoro os miquinhos, mas prefiro contemplá-los lá no agreste pernambucano, aqui sou mais o TIÊ! (e os jacus).
_____________________________________________________________________________
Ivo Fontan

Procura-se um advogado!

Este senhor aí da foto, conhecido como o bom velhinho, está começando novamente a freqüentar shoppings e lojas pelo mundo afora. Esse aí da foto, especificamente, é o da campanha de um shopping do Rio de Janeiro.

Me antecipando a experiência de natais anteriores neste mesmo shopping, estou a procura de um bom advogado que goste de trabalhar com direito do consumidor. Este shopping, nos últimos 3 anos, colocou um “projeto” de Papai Noel para atender as crianças. Era magrelo, baixinho, sem-graça. Afinal, um Papai Noel tão fajuto é como a estória dos 3 porquinhos contada por bezerrinhos…perde a graça. Me recusei a tirar foto das crianças com ele….rs…

Aí, vendo esse anúncio me perguntei se este Papai Noel aí da foto é o que vai estar no shopping ou essa foto é uma grandissíssima propaganda enganosa?

Acho que vou precisar de um advogado. A não ser que eles tenham aposentado o magrelo dos 3 anos anteriores ou então ele fez uma belíssima dieta de engorda.

Junto com esta causa, quero também processar as propagandas de shampoo, que notadamente nos enganam porque não há shampoo que deixe os cabelos daquele jeito sem uma boa escova!
Li numa matéria, certa vez, que não há praticamente nenhuma diferença entre as formulações de shampoos caros ou baratos. E, propaganda de shampoo é a maior enrolação, afinal os resultados prometidos não acontecem apenas lavando. As modelos fazem massagem, hidratação, escova e chapinha. Aí, sim , o cabelo fica daquele jeito que aparece no vídeo. Embora, eu esteja usando um shampoo um pouco mais caro que os do mercado, nada exorbitante mas de uma conceituada e famosa marca de cosméticos e os resultados são visivelmente diferentes do que os antigos shampoos que usei. Mas nada que pareça com os cabelos de propaganda de shampoo. E outra observação interessante é que usei outros produtos da mesma empresa e obtive o mesmo resultado. Ou seja, a sensação que dá é que a formulção pode ser melhor que as do mercado, mas não se distinguem entre os produtos da mesma marca.
Perdão: eles mudam a cor e o perfume! hehehe

Ainda teremos também as propagandas de pasta de dente que prometem dentes brancos igual azulejo de cozinha!

Ahhh! Me lembrei de um post da Denise Arcoverde fala dos cílios postiços usados nas propagandas de rímel feitas com a atriz Penélope Cruz. E aí, me pergunto: cadê o semancol da atriz que empresta sua imagem para tamanha enganação?

E para aumentar nossa busca por merecidas indenizações, ainda podemos acrescentar as lanchonetes e fast-foods com suas fotografias de sanduíches que compramos mas nunca levamos.

Enfim, estou a procura de um bom advogado.
Porque o dia que essas empresas começarem a ser processadas, passarão a respeitar mais a inteligência dos seus consumidores, seu direito a produtos de qualidade ou seu direito a propagandas mais honestas!

E ainda botar nomes como o da Penélope Cruz na lista negra da credibilidade!
Vamos fazer um blog: Celebridade sem Credibilidade?

Leia mais:
Semancol tem remédio? : http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/11/semancol-tem-remdio.html
__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Notícia

Procon: punição para empresas mais reclamadas

Só falta a sanção do governador do Rio, Sérgio Cabral, para que o projeto de lei 1.851/04, que prevê multas entre 10 mil e 100 mil Ufirs (17 a 170 mil reais) às empresas mais reclamadas no Procon-RJ, entre em vigor.

Da autoria do deputado Paulo Melo (PMDB) pretende evitar que as empresas fiquem enrolando os clientes em questões burocráticas e jurídicas levando-os a desistir de tentar obter indenizações.

Aprovado o projeto de lei, caberá ao Procon, emitir todo dia 30 de dezembro de cada ano, a listagem com as empresas com maior número de reclamações.
As empresas que não cumprirem as exigências e não pagarem as multas seriam inscritas na dívida ativa da Procuradoria Geral do Estado.

A nós, cabe reclamar quando não estivermos satisfeitos com alguma empresa, produto ou serviço!

Leia mais: http://www.alerj.rj.gov.br/escolha_legenda.asp?codigo=22939

Assim ou Assado

Você já viveu em outro país? Sim, então vai saber do que estou falando, agora se não, preste atenção. Até rimou.

Viemos para cá pois fomos transferidos, tivemos sim a opção de não querer, mas achamos que seria uma oportunidade única de aprofundar o conhecimento de outra cultura (ou culturas) e proporcionar ao nosso filho esta visão de um mundo diferente. Mas é muito diferente! E algumas diferenças culturais eu não assimilo, não aceito, não concordo e luto para mudar, ou pelo menos manter as que eu aprendi e acho que são mais corretas. Em compensação tem tanta coisa boa e elas pesam muito nesta balança.

Já mencionei em outro post que os Estados Unidos é um grande país, um caldeirão de culturas e que tem muitos problemas como qualquer outro, mas existem algumas particularidades que são complicadas de entender.

Meu filho de 3 anos e meio frequenta uma creche/escola a mais de uma ano. Beleza. Está falando inglês melhor que eu, até me ensina quando eu falo errado. Está aprendendo “in loco” como se vive aqui, mas não deixamos de passar os valores brazucas para ele. Lá ele brinca, gasta energia, aprende, sociabiliza, volta feliz para casa. Fica durante 3 dias inteiros por semana. Assim a mãe dele tem tempo de estudar o inglês, cozinhar, lavar, passar, arrumar, faxinar, ir ao supermercado, ao médico, escrever para o blog, cuidar do cachorro, já que aqui não temos empregada. Ufa!

Até aí, vida que segue. Tudo normal. Ou quase. As grandes diferenças começaram a aparecer nesta relação com a creche. Vou listar aqui embaixo:

-Levo meu filho de banho tomado e roupa limpa. A maioria das outras crianças chegam lá da forma como sairam da cama.
A creche não dá banho, a maioria das creches por aqui dá banho.
-Junto com os materiais que eles solicitaram, eu coloquei a escova e a pasta de dentes, nada mais natural, já que eles comem na creche. Não é não.
As creches não tem o hábito de escovar os dentes após as refeições, salvo as exceções.
-Entre os materiais do meu filho estão várias mudas de roupas para serem trocadas caso as suje durante o almoço, já que não existe banho. Eles não tem o hábito de usar um protetor para roupa. Tive que reclamar várias vezes sobre isso. Inclusive que quando eu buscava meu filho no fim do dia ele estava com o rosto e as mãos sujas de comida do almoço.
Como não escovam os dentes, eles também não lavam as mãos e o rosto.
-A creche disponibiliza um serviço de câmeras e você pode acompanhar seu filho em suas atividades. Eles só esqueceram de uma coisa EU acompanho. Os outros pais não. Aliás a creche disse que estes pais nem querem ser perturbados com “pequenos detalhes”, são pequenos para eles, mas que para nós sul-americanos são enormes.
-Não temos nenhum problema em que coloquem meu filho de castigo, já que toda criança faz das suas e não existe profissional no mundo que discorde dos castigos educativos. Normalmente 1 minuto para cada ano, sentado em um lugar e bem quietinho. Só que colocaram meu filho mais de 15 minutos de castigo, sem violência, sem gritos, mas eu tenho certeza que depois dos primeiros 5 ele nem lembrava mais porque estava ali.
Aqui se acha isto normal.
-Na visão da creche só assim ele aprende. Agora me pergunta se ele voltou a fazer a mesma coisa pela qual ele estava sendo punido? Voltou claro. Agora se tivesse colocado ele várias vezes de castigo durante 4 minutos isto com certeza “quebraria” o problema e toda vez que ele fosse fazer de novo iria lembrar que seria afastado das brincadeiras durante aquele tempo.

Resumindo, nós brasileiros somos passionais, protetores, cuidadosos, queremos nossas crias ali na rédea curta, participativos, acredito que mais que outros povos. Pensamos em ajudá-los de todas as formas. Muitas vezes exageramos, mas somos um povo querido em qualquer lugar. Onde tem brasileiro, tem alegria, tem gente inteligente, tem trabalhador, tem lutador, tem gente que não tem vergonha de dizer e sentir.

Viver em outra cultura, aprender sobre ela é ótimo, mas ter bom senso que nem tudo que é bom para um vai ser bom para outro deveria ser uma regra mundial.

Não é?

_______________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

Como assim?

Escrevendo o post sobre escola, me lembrei de uma conversa que tive há algum tempo com uma vizinha.

Ela perguntou se as crianças já estavam na escola.
Eu respondi que não pois achava que ainda era muito cedo e que eles podiam curtir um pouco mais a vida descompromissada e a convivência em família (os dois menores de 3 anos na época).

Ela respondeu concordando (por educação) e falou que os dela estavam na creche desde 1 ano e meio e que quando eu precisasse, que ela me indicaria a creche onde eles estão matriculados pois era uma excelente instituição. Inclusive, as crianças já voltavam para casa de banho tomado e “jantadas’!

E eu pensei: Como assim?
Nem lembro como esta conversa terminou porque somente fiquei pensando no que esta mãe estava perdendo.

Eu adoro fazer essas pequenas rotinas do dia-a-dia com meus filhos. Muitas vezes deixo que outros façam para que eles ao fiquem presos apenas a mim para estes momentos. Uma criança que chega cansada da creche ou escola de banho tomado e alimentado, tende apenas a chegar em casa para dormir, talvez.

Vejo tantos depoimentos de mães que se arrependem de não ter curtido mais essa fase pequenina de seus filhos!

Outra coisa é a refeição: fazemos todos juntos à mesa na maioria das vezes. Mesmo quando eles eram pequenos e ainda não comiam. Sempre na mesa com a gente. Nada de alguém sair com eles para passear enquanto comíamos ou de um de nós almoçar primeiro. Certa vez, um casal que perguntou, vendo a gente se sentando para almoçar, se era difícil e há quanto tempo não comíamos juntos. A gente sempre come junto e nem percebia se era difícil? …rs.

Claro que não estou falando das mães que não podem porque precisam trabalhar. E não falo daquelas que precisam só por causa do dinheiro. Tem aquelas como as dentistas, por exemplo: que se não trabalhar não ganham e ainda perdem seus clientes. Cada caso é um caso. Falo genéricamente daquilo que deixamos de curtir sem nem mesmo nos darmos conta…
A Renata já nos falou sobre isso num post. Crianças precisam de atenção.

Eu estou tentando curtir ao máximo. Tento não ter pressa de adiantar nada na vida deles que não seja algo que eles manifestem naturalmente.
Foi assim com a alimentação (transição entre peito e novos alimentos);
Foi assim com os primeiros passos ;
Foi assim com as primeira palavras…

E agora está sendo assim com as letras, os números e as cores.

Cada criança tem sua velocidade, seu ritmo.
Eu tento, dentro da minha intuição, respeitar esse tempo. Ás vezes é difícil porque a gente sempre acha que as outras crianças estão mais adiantadas…rs…a grama do vizinho é sempre mais verde…normal..rs…a gente inevitávelmente compara.

Mas tento dar a eles a infância mais tranqüila que puderem. Não há pressa em ir para a escola.
Esses primeiros anos são únicos. Insubstituíveis. Irrecuperáveis.
Eles têm uma vida inteira de estudo pela frente.
Que quando começar, não terminará nunca mais!

Leia mais:
Preciso de atenção : http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/08/preciso-de-ateno.html
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

COMO DESCARTAR pilhas e baterias 2

O Ivo deu uma dica de como descartar pilhas quando não temos nenhuma alternativa.

Também publicamos um texto que diz que as pilhas comuns podem ser descartadas no lixo comum e apenas baterias e pilhas importadas devem ter destinação específica.
Mas é aquela história: cada dia aparece um estudo diferente chegando a uma conclusão diferente. Mas ainda há a pergunta: não é melhor reciclar as pilhas do que lançá-las no meio-ambiente, mesmo sem causar “danos”?

Se as pilhas são recicladas de alguma forma, mesmo não causando impacto, é melhor que jogar no lixo, não é verdade?

Eu vou juntando as pilhas numa cestinha em cima da geladeira e quando enche a cestinha, levo para deixar no carro pois em algumas lojas existem coletores de pilhas e baterias.

Lojas em que já vi estes coletores:

-Alguns ecopontos
-Casa e Construção
-Leroy Merlin
-Banco Real (Projeto papa-pilhas)
Caso você tenha conhecimento de outros pontos de coleta, nos informe que publicamos aqui!
e-mails para ofuturodopresente@gmail.com

Leia mais:

A história na estória dos livros.

Já que estamos sempre falando aqui de livros para crianças, resolvi falar também de livros para adultos. Acabei de ler “ Inés del alma mía”, o ultimo romance da extraordinária escritora Chilena Isabel Allende . Ela pesquisou durante 4 anos para escrever um romance misturando fição e história com base na vida real de Inés Suárez, uma mulher de muita fibra que deixou a Espanha nos meados do século 16 e veio fazer a vida, fama e fortuna na recém conquistada América do Sul. Inés, partindo do Peru colonizado por Pizarro, torna-se amante de um grande homem e o segue para realizar a conquista do Chile e fundar sua capital, Santiago.

O livro é uma delícia. A autora possui um impressionante dom de prosa e conta a história real da conquista da América do Sul nos idos de 1540, através da experiência, visão e sentimento da personagem principal: uma mulher. Todo homem deveria ler ao menos um livro da Isabel Allende (ou ouvir uma musica do Chico Buarque) para tentar entender a alma feminina ao invés de simplesmente tentar possuí-la.

A Inés que Isabel constrói é aquela mulher perante a qual os homens se curvam e se contentam em admitir sua alegre submissão . E olhe que estamos falando dos grandes guerreiros conquistadores Espanhóis do século 16, os mais bravos e destemidos de então. Quem ler o livro vai entender o que estou falando. Eu poderia gastar horas falando sobre a autora Isabel Allende, mas não é esse o ponto principal de hoje. Isabel escreveu um livro que é um romance mas também é uma aula de história : fascinante, preciso, informativo, cativante para quem, como eu, sou vidrado em história.
Através do livro, não só me deliciei com uma grande estória, como tomei conhecimento da história da conquista do Peru e do Chile. Precisamos de mais livros assim no Brasil.
Eduardo Bueno , que hoje está no Fantástico (mas nunca o vi na TV) escreveu uma ótima série de livros sobre o descobrimento do Brasil e os primeiros anos de colonização. Quando os li, alguns anos atrás, senti imediatamente a diferença para os velhos livros de história da minha época, que pareciam ter sido escritos para editais de um Ato Constitucional a serem narrados pela Voz do Brasil…
Assim eram os livros escolares de antigamente e os autores pouco faziam para melhorar a coisa e tornar a leitura um pouco mais deglutível. Euclides da Cunha que me perdoe, mas o melhor livro que eu li sobre Canudos foi o romance La guerra del fin del mundo, do Peruano Vargas Llosa.

Precisamos estimular a leitura da história do nosso país. Temos um passado muito rico e ainda pouco explorado e desvendado. É verdade que temos tido uma certa “renascença” ao interesse da nossa história recente – e neste aspecto, Elio Gaspari tem contrubuído bastante – mas creio que ainda é pouco. Precisamos incentivar os jovens a se interessar por história e a literatura é um ótimo caminho (assim como artes pláticas, cinema, musica ou qualquer outro meio de comunicação de massa). Se os nossos talentosos escritores abordassem mais temas históricos, tal como a Isabel Allende, a nossa história seria melhor difundida entre a nossa população.

Quando era criança, gostava muito de ler livros de história e o gosto ficou para o resto da vida. Se os nossos livros de história para crianças e adolescentes fossem mais interessantes e melhor escritos, com certeza despertaria maior interesse em muitos jovens, ao invés de espantá-los.
PS : alguém sabia que a Venezuela (nosso país vizinho do “companheiro” Hugo Chavez .. ) tem este nome porque significa “pequena Veneza”?
______________________________________________________________________________
Milton Fetter

CAMPANHA: Gorrinhos de solidariedade

O INCA-RJ tem muitas crianças de 3 meses a 18 anos precisando de roupinhas e principalmente gorrinhos. Normalmente estão carequinhas por cair o cabelo devido a quimioterapia e sentem muito frio na cabeça (o ar condicionado lá é muito forte e gela mesmo).

Por favor, gostaria de pedir que se conhecerem pessoas que façam gorrinhos de crochê, tricô, malha ou pano, pedissem a elas que fizessem gorrinhos para as crianças que estão internadas no INCA.

P.S.: *Os gorrinhos* precisam ser novos, pois vão para o INCA (lembrem-se das bactérias*). Favor entregar no Hospital Inca – Assistente social Praça da Cruz Vermelha – Irmã Cris

Pessoas que fazem diferença no mundo…

Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (“Mahatma”, do sânscrito “A Grande Alma”) liderou mais de 250 milhões de hindus e foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como “o caminho da verdade” ou “a busca da verdade”, também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racistas, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).

Cursou a faculdade de Direito em Londres. Gandhi nunca recebeu o prêmio Nobel da Paz, apesar de ter sido indicado cinco vezes entre 1937 e 1948. Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador do Nobel. Quando o Dalai Lama Tenzin Gyatso recebeu o prêmio em 1989, o presidente do comitê disse que o prêmio era “em parte um tributo à memória de Mahatma Gandhi”.

Ao longo de sua vida, as atividades de Gandhi atraíram todo tipo de comentário e opinião. Winston Churchill chegou a chamá-lo de “faquir marrom”. Sobre Gandhi, Albert Einstein disse que as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra.

Ele viveu de 2 de Outubro de 1869 – Nova Déli, a 30 de Janeiro de 1948) assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e enforcado, a despeito de que o último pedido de Gandhi ter sido justamente a não-punição de seu assassino.

Pensamentos que nos fazem pensar…

Para conseguir a amizade de uma pessoa digna

é preciso desenvolvermos em nós mesmos

as qualidades que naquela admiramos.

(Sócrates – filósofo grego considerado o fundador da Filosofia)