Monthly Archives: fevereiro 2008

O direito de sermos iguais

Todas as vezes que leio sobre disputa de herança, me vem aquela sensação de que família e socialismo, na maioria da vezes, só é bonito no papel, na foto de casamento, no dia do batizado.
De resto, é podre.
Hoje, vemos muitas disputas que envolvem, especialmente, casais gays.
Isso porque, essa mesma família que quer ter direito aos bens depois que o ente faleceu é a mesma que o discriminou e abandonou em função de sua escolha sexual.
Independente se gosta de gay, se não se gosta, se tem amigos gays ou se não tem, a verdade é uma só: cada um tem o direito a ser o que quiser.
Ferindo os outros ou não….
E aí, vem uma notícia no jornal falando que a maioria da bancada da câmara é conservadora e que as pautas polêmicas como casamento de homosexuais entravam, sob o pretexto de que fere a seio da família brasileira, para alguns políticos.
Família?
Que família é essa que acha que um filho ou filha por ser gay, não tem direito?
Que família é essa que acha que depois de uma vida inteira de desprezo e descaso, tem direito a herança de uma vida inteira de luta e trabalho?

Que seres humanos somos nós, aqueles que acham que uma pessoa , por fazer escolhas sexuais diferentes das nossas, não podem ter os mesmos direitos quando se casam e dividem uma vida inteira com uma pessoa, mesmo que do mesmo sexo?
Que direito temos nós que é maior que o direito de um companheiro(a) a herdar aquilo que ele ajudou a construir durante toda uma vida?

Leia mais:

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Prêmio


Amigos,

a Adriana do blog Espírita na Net nos concedeu este Prêmio e não podemos deixar de agradecer porque tudo o que fazemos é com o mais puro intuito de fazer alguma diferença.

Muito obrigada, Adriana!
Repassamos este prêmio para os blogs Meu Anjinho Gabriel e Flávia Vivendo em Coma por serem blogs de mães que escolheram lutar, aprender e dividir suas vidas em prol de outras pessoas que possam estar passando pelas mesmas situações. Num mundo de pessoas egoístas, isso merece prêmio!

E estamos agora incluindo (por sugestão da Taís do Ombudsmãe) o Blog do Paulão , pelo mesmo honorável motivo!

Nosso beijo especial à elas!

Não sei não!

Fico pensando, o que mais uma vez motivou uma pessoa, ex-aluno de sociologia que era considerado brilhandte, entrar em uma faculdade, entrar em um lugar cheio de pessoas e atirar a ermo e depois de cumprir seu papel de carrasco, dar cabo de sua própria vida. Que loucura é essa que faz um ser se achar no direito de ser o algoz destas almas que estavam simplesmente pensando no seu futuro.
Desde que saí do Rio de Janeiro e vim morar nesta pequena cidade, finalmente consegui dormir com tranquilidade. Não haveriam tiroteios em nenhuma via expressa, nem arrastão, nem facções tentando controlar outras áreas.

Poderia andar de trem e não me procupar com os arrastões, ou então de ônibus e poder levar meu celular na bolsa com traquilidade e mais tranquilidade ainda em andar de carro. Janelas abertas, bolsa no banco do carona, tranquilidade em embarcar e desembarcar com crianças em qualquer lugar ou estacionamento. Meu carro não tem alarme, dorme do lado de fora da garagem e aberto! Minha casa não tem muro, e o que eu deixar do lado de fora, no dia seguinte está lá.

Mas por outro lado uma preocupação muito grande quanto ao futuro está aparecendo em meus pensamentos. É esta loucura de que de repente assola uma cabeça humana, que faz um ser entrar em um colégio de ensino elementar, médio ou de uma faculdade e chacinar estudantes inocentes.

Será que vou ter esta paz quando meu filho começar a frequentar o ensino público aqui? Sim porque eles não escolhem lugar, vamos chamar de chacina surpresa, acontece a qualquer hora e dia. Como eu vou poder dormir sossegada sabendo que meu filho está sendo deixado vivo todos os dias em um estabelecimento de ensino e pode não voltar para casa?.

Paranóia? pode ser. Mas aqui, no blog, pensamos no futuro do presente, e meu filho é exatamento isso.

A facilidade em se comprar armas nos Estados Unidos é imensa. Qualquer um pode comprar qualquer coisa. Está errado, é só ver o programa de desarmamento no Brasil, as estatísticas mostram que os crimes por armas de fogo diminuiram consideravelmente.

É complicado, se fico no Rio de Janeiro, posso ter minha ou então a cabeça de meus familiares perfurada por um projétil “perdido” ou então entrar para a loteria das escolas americanas. É de enlouquecer. Conheço uma brasileira que tinha um filho que estuvada na faculdade de Virgínia, onde aquele último louco exterminou 31 pessoas. Quando consegui conversar com ela, umas duas semanas depois do ocorrido, ela ainda estava abalada, e olha que o filho nem estava lá no momento e ela demorou este tempo para conseguir falar com outras pessoas, pois só chorava e pensava que poderia ter sido seu filho nesta lista.

Atualmente a lista de coisas boas ainda está maior para onde moro hoje, mas como será no futuro?

Não sei não!

Foto do massacre de Columbine – Virgínia
______________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

SE DIRIGIR NÃO BEBA?

Sempre que vejo as propagandas de bebidas alcoólicas me pergunto: Não seria melhor se o slogan da campanha fosse SE DIRIGIR NÃO BEBA?

Não posso crer que os integrantes das agências de publicidade e mesmo o próprio governo não tenha percebido essa diferença sutil.

Penso nisso porque fiquei chocado ao ver a fotografia da capa do Jornal O Globo de 12/02/2008. O interior de um carro, totalmente destruído, com um engradado de cervejas no porta-malas, que tamanha a violência, estava espremido próximo ao banco do motorista. Assim dizia a manchete: Acidente mata 5 jovens em SP. Moças saiam de um churrasco e o carro delas estava na contramão. Eram sete moças dentro do veículo, cinco morreram. Imediatamente me lembrei que não faz muito tempo o Presidente Lula editou uma Medida Provisória proibindo a venda de bebidas alcoólicas nas estradas. Pois bem, fui pesquisar e encontrei a MP nº 415/2008, entrando em vigor a partir do dia 01/02/2008.

Pasmemos, a legislação não tinha nem quinze dias de vida e já percebemos que nada resolverá.

O problema é essa mania dos nossos representantes de querer resolver as coisas através de lei; como se os hábitos e costumes pudessem ser alterados da noite pro dia. Isso faz lembrar da história de um deputado que queria editar uma lei proibindo a seca no sertão.

Esquecem-se, entretantanto, os nossos digníssimos representantes que vivemos em um Estado democrático e de Direito, queiram ou não, e mesmo que o Poder Executivo encaminhe uma medida provisória ao Congresso Nacional para coibir a venda de bebidas alcoólicas nas estradas brasileiras, como de fato o fez, é muito provável que isto será declarado inconstitucional pelo nosso poder judiciário. Nesta linha, já começamos a observar a concessão de liminares permitindo a venda destes produtos em tais estabelecimentos. Exemplo recentíssimo – hoje 12/02/08 – foi do supermercado Carrefour, que inconformado, pediu a liberação da venda em seus estabelecimentos próximos às rodovias federais no que foi atendido pela Justiça Federal.

Nossa Constituição Federal é a nossa Lei Maior, a Lei das Leis, também chamada de Carta Magna, e foi nela que nós escrevemos todas as regras básicas de direito que nosso povo quis para si em dado momento da nossa história. A nossa constituição não é muito antiga comparada a outros países, completa neste ano de 2008 seus vinte aninhos.

Apenas fazendo um parêntese, e para melhor esclarecer aos mais interessados, essa tal Medida Provisória fere de morte princípios de ordem constitucional, tais como: princípio da isonomia (os iguais devem ser tratados com igualdade), assim, os estabelecimentos marginais não podem ser tratados em desigualdade aos estabelecimentos situados a apenas poucas quadras da rodovia; princípio da livre iniciativa da atividade econômica (o Estado não pode se imiscuir na atividade empresarial regularmente estabelecida – arts. 5º, inc XIII; 170, inc. IV, § único), dentre outros.

Voltando ao tópico, ao que parece, as meninas sequer haviam comprado as bebidas na rodovia, pois saiam de uma festa e se dirigiam para casa.

Então? Como minimizarmos este tipo de tragédia? Será que com leis? Ou será que com mais educação e maior certeza da punição?

Pra encerrar, fique claro que a Polícia Federal não tem atribuição/competência para fiscalizar estabelecimentos comerciais nas margens das estradas ou em qualquer outro lugar.

Aos nossos dirigentes digo: SE BEBER NÃO DIRIJA!

_______________________________________________________________________________ Luiz Guilherme Ourofino

ASSASSINATO COM HORA MARCADA

“Reciclando Textos”- 01/12/2006

Um cara de “boa família” – classe média – praticante de vôo livre, bon vivant, resolve dar “uma esticada” em Bali para curtir. Sabedor de que a “galera” que frequenta aquele point é chegada numa cafungada, resolve levantar um troco e descola uns quilos da “branquinha” prá distribuir por lá. Dá um azar desgraçado e é pego no aeroporto. Vai em cana, como tinha mesmo que ir. Só que lá, a cana é dura. Traficante lá é fuzilado, e, afinal de contas, o cara é traficante!Vai a “julgamento” e é condenado. Vai MORRER!

Por que é que eu coloquei o julgamento aí em cima entre aspas? Pelo seguinte, eu entendo um JULGAMENTO como uma coisa ÚNICA. Explico: Quando se julga se julga ALGUÉM, e não um ATO ou uma ATITUDE.

No caso do cara em questão (eu estou falando do Archer, que está no CORREDOR DA MORTE lá na Indonésia) o tal “julgamento” comprovou que era a primeira vez que ele fazia aquilo e mais, fazia de forma autônoma, ou seja, não era ligado a nenhuma quadrilha de tráfico internacional. Isso ficou comprovado no “julgamento”.

Aí eu pergunto: Esse cara fez uma coisa assim tão hedionda, tão monstruosa, que mereça ser morto, ASSASSINADO por um bando de soldados?Antes que me questionem e me acusem de estar defendendo o tráfico e uso de drogas, esclareço: Embora seja TOTALMENTE FAVORÁVEL À LIBERAÇÃO, mesmo SEM SER USUÁRIO (mas isso é outra discussão), concordo com todos os argumentos dos que combatem o tráfico, até porque, com a liberação não haveria mais tráfico! (simples, não?)

Haveria sim comércio, com circulação de impostos e geração de empregos, igualzinho acontece com o tabaco e o álcool (dos quais eu sou usuário!).Mas voltando ao assunto, O cara está certo? merece perdão? NÃO.Errou, transgrediu, quis se dar bem, arriscou e perdeu!A questão é: O que esse cara merece? Na minha opinião merece se f…, para deixar de ser “esperto”.Mas o que é se f… neste caso? Aí é que está, será que uma “etapa” de xilindró, longe da boa vida que ele estava acostumado, talvez mesclada com uns trabalhos comunitários e, até mesmo, uma boa porrada pecuniária não seriam suficientes? O cara tem que MORRER?

Atentem para um detalhe, junto com ele, lá no tal corredor da morte, estão alguns dos terroristas que explodiram uma porrada de inocentes lá, na mesma Bali! E aí? Os crimes são equivalentes? Então por que a pena é?

Se o “tráfico de drogas” é punido com a MORTE (ASSASSINATO) então prá que julgamento? Se não são considerados agravantes e atenuantes, se a HISTÓRIA pessoal do cara não é considerada prá que o “circo” do julgamento? Pegou em flagrante (como foi o caso) dá logo um tiro nos cornos e pronto!(pelo menos na China o troço é menos hipócrita, lá o “julgamento” é sumaríssimo e o infeliz morre logo, não fica anos em agonia, enlouquecendo em um “corredor da morte”)

Chocou? Pois é exatamente isso que o governo da Indonésia vai fazer com um brasileiro que, até prova em contrário, não é nenhum monstro, nenhum assassino. Apenas cometeu (o “julgamento” concluiu, não sou eu que estou inventando) um único erro na vida. Grave? Sim, mas pelo qual mereça ser ASSASSINADO?

Não conheço o cara nem ninguém de sua família. Não tenho procuração de ninguém para defendê-lo, mas tenho certeza de uma coisa: Por todo o susto e HORROR que esse cara já passou, duvido que ele não tenha aprendido a lição. Duvido que, caso ele saísse dessa, viesse a se meter em qualquer outra situação semelhante. Duvido que ele seja UMA AMEAÇA PARA A SOCIEDADE, seja daqui ou daquela “sociedade exemplar” que é a Indonésia. No entanto aqueles “vestais”, aqueles “arautos da virtude mundial” vão ASSASSINÁ-LO!

Vem cá, eu estou enganado ou foram esta mesmas “vestais” que MASSACRARAM, não faz muito tempo, quase a metade de uma nação (crianças, velhos e gestantes incluídos)? Os “perigosos” TIMORENSES?

Fala Sério !!!

__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

A Escolha da Escola – parte 3

No tocante à parte mais prática, há muitas coisas que temos que observar.

Para facilitar o (meu) processo, criei uma lista de perguntas baseada nas minhas pesquisas e na minha experiência, e espero que ajudem os pais que estiverem começando – ou recomeçando, por que não? – esse processo de busca. Veja a seguir as perguntas que você pode fazer ao visitar uma escola.

Qual é a proposta pedagógica da escola? Qual a rotina diária para a faixa etária em questão? Procure visitar a escola em horários diferentes para dar uma espiada nas diversas atividades.

Qual a formação dos professores? E da coordenação? Há quanto tempo trabalham na escola? Antes disso, já trabalhavam na área? Às vezes um professor é recém-formado, mas se a coordenação pedagógica for experiente e eficiente, saberá orientá-lo.

Como é feito o período de adaptação?

As atividades extras (aula de música, artes, educação física, ballet, judô, natação, informática etc.) fazem parte da rotina?

A partir de que nível começam as tarefas de casa? De que tipo são e com que freqüência são passadas?

Em caso de doença, qual o procedimento? A criança freqüenta as aulas? A medicação orientada é ministrada? Os outros alunos são notificados?
Qual o número de crianças por turma? Os professores contam com o auxílio de assistentes? As crianças trabalham em agrupadas (misturando crianças de diferentes idades)? Se cada faixa etária tem uma turma, é importante saber se há envolvimento com outras idades e como é feito esse trabalho, pois a relação com crianças de idades diferentes é uma fonte riquíssima de aprendizado. Se as turmas englobam crianças de faixas etárias distintas (em algumas linhas de ensino, é muito comum as turmas de Educação Infantil serem separadas por agrupadas), há momentos em que as crianças são separadas para atividades específicas indicadas para a sua faixa etária?

Para os pequenos e/ou os alunos que estudam em período integral, tem hora do soninho?

Como é o lanche? As crianças ajudam a preparar? Se for levado de casa, qual a orientação para os pais? Há o apoio de uma nutricionista para ajudar na elaboração do cardápio? São ensinadas noções de higiene antes e depois do lanche? As crianças escovam os dentes?

A escola trabalha noções de cidadania? Como? Trabalha com inclusão social?

Como é o trabalho de orientação educacional? Como a coordenação e a equipe lidam com as questões emocionais típicas de cada idade?

Qual o valor da matrícula? E da mensalidade? É cobrada taxa de material? Algumas escolas mandam a lista de material para os pais, outras cobram uma taxa e se responsabilizam pela compra dos materiais necessários, outras ainda oferecem uma ou outra opção. Decida o que é mais conveniente para você e saiba que você tem o direito de ter acesso à lista de material se não concordar com a taxa cobrada pela escola. De qualquer maneira, é bom saber de antemão qual a prática adotada pela escola para não ter dor-de-cabeça depois.

O horário é fixo ou flexível de acordo com as necessidades dos pais? Existe a opção de regime integral? A criança pode almoçar e/ou jantar na escola mediante pagamento de uma taxa extra, caso seja necessário?

Se houver atraso na hora da entrada por algum motivo excepcional, a criança pode entrar mais tarde? E se esse atraso ocorrer na hora da saída, a criança tem algum tipo de apoio? Qual o tempo de tolerância?

Qual o procedimento da escola no caso de conflitos ou agressões físicas e/ou verbais entre as crianças?

Como é feito o atendimento aos pais? E a comunicação entre pais/escola?

A confraternização entre pais e crianças, dentro e fora da escola, é estimulada? Caso positivo, de que maneira? Como é o esquema de festas de aniversário na escola? Os pais podem participar? E os irmãos de outras turmas?

Com que freqüência os pais se reúnem com a(s) professora(s) da turma, em grupo e individualmente?

De que forma a escola estimula os pais a participarem do processo educativo e como ela encoraja a troca de experiências entre pais e a escola?

Atividades dentro e fora da sala de aula: como são e quais são?

Tem biblioteca? Brinquedoteca? Que tipo de material é utilizado e que atividades são realizadas?
A escola usa sucata/lixo reciclável com as crianças? Como?

Como são programados passeios? Que tipo de passeios a escola promove? Como é feito o transporte das crianças? Quais as normas de segurança observadas?

Há aulas de natação? Qual o número de alunos por professor, dentro da piscina? As aulas são com ou sem bóia? Tem guarda-vidas? No Rio de Janeiro, de acordo com o decreto estadual 4.447, de 1981, além do professor, os alunos deveriam estar acompanhados por um guardião (salva-vidas) habilitado pelo Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros (G-Mar). A lei estadual 3.728, de 2001, no entanto, diz que não é obrigatória a presença de salva-vidas em piscinas com dimensões inferiores a seis metros de comprimento por seis metros de largura.)

E, nos dias de hoje, é importante saber também se a escola oferece noções de ecologia e sustentabilidade. Em geral, esses projetos fazem parte do conteúdo de matérias distintas, desenvolvendo o conhecimento e o senso crítico da criança.

Leia mais:
A Escolha da Escola – parte 1:http://ofuturodopresente.blogspot.com/2008/02/escolha-da-escola-parte-1.html
A Escolha da Escola – parte 2:http://ofuturodopresente.blogspot.com/2008/02/escolha-da-escola-parte-2.html
Nossos posts sobre Educação Escolar: http://ofuturodopresente.blogspot.com/search/label/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Escolar
_________________________________________________________________________________ Silvia Schiros

O OBSCURANTISMO MEDIEVAL VOLTOU!

Isto é sério, muito sério.

O jornal “Folha de São Paulo” publicou uma série de reportagens assinadas pela jornalista Elvira Lobato, que investigou as atividades da “organização” conhecida por IURD, e de seu criador e dirigente maior, Edir Macedo. Segundo consta, a apuração rigorosa de Elvira revelou os “bastidores” da organização, sua movimentação financeira, patrimônio, ramos de atividade etc, que a qualificam como um verdadeiro “império”, no sentido empresarial da palavra.

Nenhuma grande novidade. A não ser o fato de que, numa atitude verdadeiramente OBSCURANTISTA e, obviamente ORQUESTRADA, uma “enxurrada” de AÇÕES contra a jornalista começou a surgir, ajuizadas (pretensamente) por “fiéis” que se dizem prejudicados pelas revelações da jornalista.

Atentem para os seguintes e importantíssimos detalhes:

1 – As ações partem dos mais variados pontos (sempre cidades pequenas e de interior), de juizados de pequenas causas;

2 – Ajuizadas quase simultaneamente, implicam na “intimação”, também simultânea, da jornalista, em vários locais NO MESMO DIA;

3 – Confrontadas as ações revelam que as argumentações dos “fiéis” são praticamente as mesmas (com coincidência de frases inteiras!) nas mais variadas localidades.

Gente, este tipo de INTIMIDAÇÃO é INÉDITO em nosso País.
Não é brincadeirinha não.

Eu não conheço a jornalista, não li as matérias, não aposto no escuro que a apuração dela foi perfeita. No entanto, se ela errou, se há contestação quanto ao que foi divulgado, o caminho da justiça deveria ter sido procurado pela ORGANIZAÇÃO ou por qualquer de seus MEMBROS citados. A utilização dos “fiéis”, de maneira maquiavélica e pretensamente “inteligente” (não o é, tanto que ficou evidente a armação), não passa de uma manobra obscurantista mas com um potencial INTIMIDATÓRIO brutal. É crucial que todos nós acompanhemos de perto o desenrolar dessa história e, com nossa vigília, criemos algum tipo de proteção em torno da jornalista. Se ela tem o que responder na justiça que o faça diante dos membros da IURD. De cara limpa e olho-no-olho!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Prêmio Óleo de Peroba

Eu queria muito escrever sobre esse escândalo que é o uso indevido dos CARTÕES CORPORATIVOS do governo. Aí, veio o Zuenir Ventura, na sua coluna diária , mencionar o PRÊMIO ÓLEO DE PEROBA narrando o festival de desculpas esfarradas que somos obrigados a ouvir nos últimos tempos, motivado pelas justificativas risíveis dadas pelo reitor da UnB ao justificar os gastos de 465 mil reais na decoração de seu apartamento em Brasília com dinheiro público.

Sensacional, perfeita a criação do PRÊMIO.

Espero que ele não brigue com a gente mas vamos introduzir aqui o nosso Prêmio Óleo de Peroba para a ex-Ministra da Igualdade Racial, que a meu ver, por uma questão até filosófica, jamais poderia encabeçar a lista de valores gastos indevidamente com um dinheiro que não é dela. Logo ela, que estava ali para defender e preservar os direitos das minorias. Como pode ter a CARA DE PAU de gastar tanto dinheiro público de forma tão vergonhosa com tanta gente passando fome, sem escola, professor sem salário, sem médico, sem hospital, E COM UMA MAIORIA DE VÍTIMAS DO SISTEMA, SENDO NEGROS!.

PRÊMIO ÓLEO DE PEROBA pra MATILDE RIBEIRO

Também no jornal está o gasto da obra faraônica da CIDADE DA MÚSICA ROBERTO MARINHO na Barra, no Rio de Janeiro. A obra já superou em 5 vezes o gasto estimado e com o valor já daria para construir outra Linha Amarela, outro Engenhão, ou ainda 5 novos Hospitais. A cidade do Rio de Janeiro está abandonada à desordem e à violência e nosso prefeito está construindo uma sala de concertos, numa cidade que mal usa plenamente o Teatro Municipal e a Sala Cecília Meirelles. Qualquer projeto da iniciativa privada é estudado á exaustão para ver se há viabilidade e demanda, OS DA PREFEITURA SÃO FEITOS POR VAIDADE, AFINAL, UM MONSTRO DESSES NO CORAÇÃO DA Barra, jamais será esquecido.

PRÊMIO ÓLEO DE PEROBA pra CÉSAR MAIA

Eu, leiga que sou, não vejo demanda no Rio de Janeiro que justifique uma Sala de concertos dessa magnitude num local distante como a Barra. Se ele fizesse uma, cinco vezes menor, já seria bem grande, ainda daria para construir mais 4 hospitais, ou quem sabe dois hospitais + 6 escolas ou 3 hospitais + 2 escolas + sistema para impedir uso de celulares na Polinter ou 1 hospital + 5 escolas + 2 creches públicas ou 1 hospital + 3 escolas + x casas populares, ou ….

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Flagra

Tudo na lixeira, menos metal….

SER OU NÃO SER REVOLUCIONÁRIO…

“Reciclando Textos”- 01/10/2006

Adolesci (se é que existe o verbo. Se não eu acabei de inventar) e tornei-me homem no auge dos “anos de chumbo” e na “capital cultural” do país. Como se não bastasse fiz Escola Técnica (ETQ) em plena efervescência do governo Medici. Testemunhei inúmeros colegas aderindo aos também inúmeros movimentos da chamada “luta” contra a ditadura. De minha parte, nenhum chamamento (e existiram muitos) foi suficientemente convincente para me fazer acreditar em propostas ou ideologias capazes de me colocar nas mãos armas ou panfletos.

Particularmente uma coisa sempre me chamou atenção: Quanto mais radical era o discurso contra o vigente “regime militar” maior era a “militarização” do grupo! Hierarquização exasperante, doutrinação, obediência cega, missões… Eu sempre tive a impressão de que se o lado da “luta” vencesse não seria muito diferente de uma troca de seis por meia dúzia!

Enfim, ideologias e doutrinações à parte, uma coisa sempre foi muito clara para mim: Quem entrava para o “movimento” o fazia por crença, fé, convicção inabalável. Tive, repito, muitos amigos que entraram e, tenho certeza, todos tinham absoluta consciência dos riscos que assumiam e corriam! Ninguém acreditava que pudesse ser “acariciado” caso fosse pego! Era papo de “macho” (independente de sexo)! Tô dizendo isso pelo seguinte: Não conheci ninguém que tenha entrado na “luta” com a ilusão de que estava empreendendo uma “cruzada”. Todos tinham consciência de que tinha sangue pra rolar, dos dois lados, e o seu próprio era o mais provável. E o agravante: Por maior que fosse a ideologia, o lado da “legalidade”, por mais que isso revoltasse, era o do “regime”. Fora disso era a “subversão” e a “clandestinidade”. Méritos à parte.

Por isso é que sou inteiramente contrário às indenizações, subvenções e reparações, em particular as de ordem financeira, aos “sobreviventes” da “luta”.
Vejam bem, é bem diferente dos casos de INJUSTIÇA, isto é, pessoas que INJUSTIFICADAMENTE foram perseguidas, perderam seus empregos, sua liberdade etc. A esses toda a reparação possível, inclusive financeira!Aos engajados, nosso respeito pela coragem, pela capacidade de crer e lutar por suas crenças. Grana? Vão cobrar dos líderes de seus movimentos, e não do governo (meu, seu, nosso dinheiro) pois EU não passei procuração para ninguém “lutar” por mim ou pelo que supostamente eu acreditava ou deixava de acreditar!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan