Monthly Archives: março 2008

Saúde x Tecnologia

Outro dia, como sempre, participando de um debate, eu estava defendendo o pouco uso da ultrassonografia na gravidez.

Isso porque o exame de ultrasson é muito impreciso!
As medições, os resultados, são sempre feitos em cima de probabilidades.

Se o feto tem uma medição x, está ou não na faixa de probabilidade de desenvolver esta ou aquela doença ou anomalia, etc…

Aí, conforme o resultado, outros exames são indicados para resolver um problema que apenas tem aparentemente grande chance de acontecer, mas que ninguém tem certeza absoluta.
Eu não faria jamais nenhum exame invasivo por conta do resultado da ultrassonografia!
Um filho é um presente e nada vai mudar meu amor por ele!
Eu acreditaria até o final que tudo terminaria bem e se ainda assim, acontecesse o pior, seria meu filho, o amaria enquanto ele permanecesse entre nós.

Conheço duas experiências de ultrassonografia que deu resultado de Síndrome de Down e as crianças nasceram perfeitas!
Já pensou se fossem feitos exames invasivos (QUE SÃO EXTREMAMENTE ABORTIVOS!) e até um ABORTO?

Fora o drama de passar uma gravidez todo pensando em como receber o filho que precisará de cuidados especiais, atenção especial, mais dedicação do que normalmente já temos que dar, sem saber o que lhe espera e o que será da vida de seu filho.
Ninguém merece.

Eu não fiz o exame de Translucência Nucal no meu segundo filho pois já tinha passado da época (13 semanas, se não me engano) pois quando descobri que estava grávida (eu estava amamentando o primeiro, só desconfiei quando começaram os enjôos…) . E NÃO FEZ FALTA NENHUMA…e se tivesse algum problema?
Deixaria de ser meu filho?
Nunca!
Li uma entrevista da Cássia Kiss, grávida, acho que aos 44 anos, não fez nenhum exame e disse que se nascesse torto, era dela!
Não estou fazendo apologia a ninguém para deixar de fazer exame!
Só acho uma “dó″ tantas grávidas desesperadas por causa de um exame que não é conclusivo, mas ninguém diz isso prá gente,né?

Outro exemplo? Na minha primeira gravidez, deu dupla circular de cordão e o meu primeiro filho nasceu sem nenhuma. Na segunda não deu nenhuma e ele nasceu com 3!!!!

E ainda por cima, na ultra que deu as circulares, a “médica” que fez o exame ainda soltou a pérola: “ih…vai ter que ser cesárea…”. Isso acaba com a mulher que quer lutar por um parto normal. Se ela não tem preparo psicológico e acredita piamente em qualquer médicozinho, ela já sai direito dai para marcar a data da cesárea!

Gente, só tem que ser cesárea por causa de circular de cordão em pouquíssimos casos ou então se o médico não souber auxiliar um parto normal. Porque as circulares de cordão serão retiradas da mesma forma da cesárea: sai a cabeça, tira as circulares e tira o resto do corpo do bebê.

Na segunda gravidez, eu nem quis saber o sexo e a surpresa foi uma delícia para nós, para a família e para os amigos!
Cuidado com o ultrasson , amigas gestantes. Estejam mais atentas a resultados falso negativos do que positivos!
Aprendi isso na primeira gravidez e na segunda só fiz 2 ultrassons: a morfológica e uma antes de nascer… Foi mais do que suficiente pra ter a emoção de ver aquilo que já sentia dentro de mim.

E existe também um estudo falando do som altíssimo que as crianças ouvem no útero por conta deste exame. Muitas ultrassonografias poderiam gerar crianças mais estressadas.
Eu , pelo menos notava isso sempre: no ultrasson as crianças ficavam super agitadas, assim que começava. Será que não incomoda?
Será que este excesso de ultrassons não prejudicam mesmo as crianças?
Lembrem-se que somente depois de muitos anos é que descobriram que raio x não pode ser usado na gravidez. Mas foi usado durante anos a fio!
Vamos com calma com a tecnologia!

E, se puderem, leiam o texto abaixo, é muito bom para ilustrar sobre as consequências e os excessos nos tratamentos.
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Ana Cláudia Bessa

Morte digna

Escrito por Gilberto Dupas

Vamos aprofundar uma reflexão iniciada neste espaço há quase dois anos.
Em que medida é desejável o prolongamento da vida usando recursos extremos?
Quem se beneficia desses procedimentos?

A importância das tecnologias é óbvia. Mas onde estão o interesse do paciente que sofre e a proteção da sua dignidade humana?

Imagine-se o drama dos pais de fetos com defeitos congênitos, para os quais a medicina de ponta recomenda intervenções radicais até antes do nascimento. Trinta anos atrás, médicos experientes costumavam dizer: a natureza é sábia; deixemos que ela selecione quem deve nascer. Hoje, a tecnologia, onipotente e plena de esperança, obriga esses pais a uma decisão terrível: submeterem seus filhos aos procedimentos mais invasores ou se sentirem eternamente culpados de não terem tentado o máximo.

É o mesmo dilema trágico ao se tratar da sobrevida de mãe idosa, com doença grave. Embora o olhar da mãe implore o descanso final, médicos jovens armados com os novos recursos da medicina dizem: vai deixá-la morrer? E se um novo medicamento for inventado? Imensos recursos são investidos em novos equipamentos, que se tornam “indispensáveis” e, em seguida, precisam ser amortizados.

O custo dos tratamentos aumenta pesadamente. E o sofrimento também.

Para quem pode usá-los, proliferam hospitais privados moderníssimos; mas sobram pressões insuportáveis sobre a rede pública de saúde.

O nascimento de uma criança foi transformado, de uma função fisiológica para a qual o organismo da mulher esteve desde sempre preparado, em questão cirúrgico-hospitalar. O número de cesarianas no Brasil é quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O parto, tal qual evento cirúrgico, vê a mulher como recipiente a esvaziar. Só recentemente a onipotência “científica” concedeu procedimentos que a tradição e o bom senso consagraram: permitir bebês nos quartos com as mães e colocá-los sobre seus colos ainda na sala de parto. E as normas hospitalares finalmente reconheceram que as crianças saram mais depressa quando ficam acompanhadas de familiares ou tendo acesso a salas com jogos e pequenas diversões. Já hospitais das regiões muito pobres, carentes de recurso, substituem – em muitos casos com vantagens – as caríssimas e invasivas incubadoras pelas técnicas milenares de “mãe-canguru”.

Enquanto isso, fazemos muito pouco para reverter a lógica de nosso sistema de produção e consumo; e prevenir as moléstias que ele mesmo causa com alimentos pouco saudáveis, contaminação ambiental e emissão de ondas e radiações. As graves doenças geradas pelo nosso tipo de vida são as verdadeiras epidemias modernas. Na França os cânceres cresceram mais de 60% nos últimos 20 anos. Um casal em cada sete é infértil. São também epidêmicas as alergias, as doenças renais e neurológicas e a diabete.As novas técnicas de manutenção de vidas “artificializadas” agridem o senso comum. Elas exigem um corpo de doente infinitamente disponível, ligado a tubos e fios, pronto para intervenções sem cessar, numa verdadeira expropriação desse corpo que não pertence mais ao sujeito; é apenas um manifestador de sintomas.

É o novo reinado das milionárias UTIs, tornadas rotina hospitalar, onde a vida se mantém totalmente dependente de máquinas e químicas. A morte digna cercada pelos parentes e amigos, aspiração atávica da humanidade, desapareceu quase por completo. Os doentes atuais morrem mais sós e mais lentamente, sedados para suportar a agressão de tubos e agulhas. O filósofo Jean-Luc Nancy fez um relato do drama de seu transplante cardíaco e das conseqüências dos recursos para evitar a rejeição, quando recebeu um órgão transformado e reciclado como peça de reposição: “Meu novo coração era um ‘estrangeiro’, a intrusão de um corpo estranho no meu pensamento.” A possibilidade de rejeição instalou nele uma condição de “duplo estrangeiro”. De um lado, o órgão transplantado; de outro, seu organismo lutando para rejeitá-lo e sua vida dependendo agora irreversivelmente da capacidade de enganar o próprio corpo, baixando brutalmente suas defesas imunológicas por mecanismos químicos. Nancy sobreviveu ao transplante, mas morreu após uma década de luta contra um linfoma produzido pelos efeitos dos remédios contra a rejeição. O câncer que emergiu foi um novo estrangeiro ameaçando sua integridade. Isso exigiu novas intrusões violentas, quimioterápicas e radioterápicas, mutilações cirúrgicas, próteses, etc. “Eu acabei por não ser mais que um fio tênue, de dor em dor” induzido pelas possibilidades técnicas. Sua frase final: “Estou reduzido a um andróide de ficção científica, uma espécie de morto vivo.”

Aos que perambulam pelos ambulatórios ou vivem presos a tubos de UTIs é imperioso perguntar se ainda lhes interessa viver, se a qualidade de vida que levam vale a pena. Essa é uma escolha que ninguém deve estar autorizado a fazer por eles, nem a equipe médica mais qualificada. É preciso aprender a assumir a finitude da vida e o enigma do fim. E enfrentar a morte com dignidade e o menor sofrimento possível, estabelecendo seu próprio limite à dor. Morrer é parte integrante do viver; as células começam a envelhecer assim que nascemos. Temos de nos preparar para esse fato inexorável e procurar viver da melhor forma até lá. A morte, embora sempre trágica para os que ficam, encarada com respeito é uma fonte de sabedoria sem igual, estimula a ação e dá sentido à vida. Se a discussão sobre políticas de saúde não levar em conta esses valores, acabaremos submetendo-nos apenas às prioridades de lucro do complexo farmacêutico-hospitalar privado. Seria lamentável. A vida é tudo o que temos. E uma morte digna é um direito humano.

Gilberto Dupas é coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional (IRI-USP), presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e autor de vários livros, entre os quais O Mito do Progresso (Editora Unesp)
Este texto foi enviado por Analy Uriarte, uma companheira ideológica.

Isso não cheira bem!

Vendo aqueles programas de vídeos engraçados, lembrei-me de um acontecimento ocorrido a uns 4 anos com meu pimpolho.

Meu menino tinha um sono bem regular para a idade dele, e para quem ainda mamava no peito. Perto da meia-noite ele mamava e só acordava entre as 6 ou 7 da manhã. Então nós tínhamos uma noite bem tranquila, já que o dia era sempre bem agitado.

Nós possuíamos uma babá eletrônica que também era uma câmera de vídeo com visão noturna, uma beleza! Uma tranquilidade, pois se durante a noite o rebento fizesse algum ruído era só dar uma olhadinha na tv, e a paz voltava.

Mas um dia (era um sábado) eu acordei por volta das 7 horas e não consegui ver meu filho pela câmera e ele estava fazendo bastante barulho. Levantei então preocupada e fui lá no quarto dele. Vamos dizer que eu não estava preparada para o que encontrei.

Cocô, por todos os lado e por onde você, caro leitor, não pode imaginar, inclusive na câmera que estava presa ao berço dele. Ele fez o número 2, conseguiu tirar a fralda e espalhou a mercadoria por todos os lugares. Acredito que ele tenha também sacudido a fralda dentro do berço. Nunca ví uma coisa se multiplicar tanto como isso.

Gritei pelo pai da criatura, para que viesse me ajudar, claro. Pelo que me lembro ele ficou chocado na entrada do quarto, até porque o cheiro, como vocês podem imaginar, era insuportável. Disse que não iria entrar no quarto, que ele poderia ajudar a limpar o menino.
Levei mais de 3 horas para conseguir limpar tudo, e depois ainda tive que dar banho no menino novamente. E não passei mal com isso.

O resumo desta história toda é a seguinte, quem ainda não tem filhos, explique direitinho para os respectivos maridos, que filho nao tem só lado bom. Tem que limpar, ficar acordado até tarde, levantar no meio da noite e trocar fralda sim, não que meu marido nao seja um pai atuante, mas depois deste “evento”, ele me ajudou, mas só depois que eu ditasse as ordens, pois o estado de choque era muito grande.

Para os pais que estejam lendo este texto, não estou desmerecendo o trabalho de vocês, só salientando como nós mulheres somos mais fortes, e portanto, coloquei um vídeo aqui, que resume bem isso.
Enjoy.

__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

Delete, não repasse.

“Não delete, repasse”. É o que pedem.
Quantas vezes não recebemos este tipo de e-mail?
Geralmente, vem com uma foto de criança, com uma doença grave, pedindo para repassar o e-mail para seus contatos porque a cada e-mail enviado a família recebe uma quantia para ajudar a custear o tratamento.

Pois eu deleto e não repasso.
Nunca esperavam isso de mim?
Sou uma alma sem coração?
Não, gente, não sou.

Mas TODOS os e-mails que tenho recebido com essa mensagem, não se mostram verdadeiros por um simples motivo: porque eles não tem contato. Como uma pessoa que está precisando e pedindo de ajuda o faz sem dar um contato?

Os pedidos de ajuda são sempre com fotos de meninas (no geral), casal de pais jovens (“eu e minha esposa nos casamos e temos 29 anos”…), apelando para a nossa generosidade (“se você não repassar este e-mail, você não tem coração”), não possuem o nome da criança ou dos pais (ué? Estão pedindo ajuda pra quem mesmo?), não possuem e-mail ou telefone de contato (estão precisando de ajuda e não aproveitam para facilitar o contato de alguém que tenha um coração grandão?) e ainda dizem que o e-mail gera dinheiro apenas sendo repassado para o maior número de pessoas possível (mas como eles vão saber para quem foi enviado se não recebem comprovação?).
Bem, para mim está claro que é golpe, embora meus poucos conhecimentos de usuária de internet me impeçam de explicar os mecanismos.

O que me parece é que a origem destes e-mails tem a intenção de receber e-mails ativos para envio de propaganda (na melhor das hipóteses) ou de vírus e programas de invasão.
Estou louca?
É delírio de minha parte?

De qualquer forma, não repasso.
Mas e quando os e-mails tem algum tipo de contato?
Eu tento confirmar, ora…

Já mandei e-mail quando tem endereço (claro que eu mando de um web-mail público que eu tenho tipo hotmail)..
Já até liguei quando tem telefone.
E, acreditem, NUNCA, consegui confirmar o pedido de ajuda.
Os telefones nunca atenderam ou até nem existiam e os e-mails são devolvidos ou não são respondidos.

Portanto, não repasso e ainda mando um respondo para todos, alertando sobre o que já aprendi sobre estes e-mails. Mas eu acho que as pessoas não gostam muito não…rs…
Porque estes e-mails também nunca recebem resposta….
;0)
Bem, pelo menos, eu tentei….

E se a imagem acima e o pedido de ajuda forem verídicos, me avisem, pois eu não consegui nenhuma confirmação, nem sei onde procurar…
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Ana Cláudia Bessa

Este blog não sai da minha cabeça!

Recebemos mais este prêmio da nossa grande amiga Carla do blog Carla, Vai ser gauche na Vida!
Obrigada Carla!!!!!

E ele vai para
Tô Doida !
Crianças na cozinha
Parto em casa… Por que não?

TENHO PRECONCEITOS SIM, E DAÍ? Parte II

SITUAÇÃO B) Uma pessoa (branca) vem voltando para casa, tarde da noite, observa que, no seu caminho está um grupo de homens pretos parados na esquina, em uma rua deserta.
Reação 1 – Toma-se de pânico. “Ai meu Deus, um “bando de pretos”, a essa hora, na rua, na certa irão me assaltar! Mudarei meu caminho – Isso é PRECONCEITO!
Reação 2 – Toma-se de pânico. Ai meu Deus, um “bando de pretos”. Claro que vão me assaltar. Certamente com violência, pois é da natureza deles! Mudarei meu caminho – Isso é RACISMO!(lembrando aos leitores que chegaram agora, que essa situação fictícia se passa no início do séc. XX)
Perceberam a sutileza?
O PRECONCEITO baseia-se na estatística, na probabilidade, com base na observação da realidade. O RACISMO não precisa (e nem deseja) de dados, histórico ou lógica. É doença da alma!
Na década de 60, uma série de crimes abalou a capital paulista. Mulheres jovens eram estupradas e mortas por um “maníaco” nas noites da cidade. Conhecido como “bandido da luz vermelha”, graças a testemunhas que lhe escaparam das garras, logo sua descrição se tornou pública. Era louro! Pois bem, enquanto não foi capturado, o maior terror das moçoilas paulistanas era se deparar na rua à noite, com um LOURO! O medo espalhou-se e chegou, acreditem, ao Rio. Lembro-me de tias que ficaram impedidas de ir aos “bailes” dos “anos dourados” por medo do Bandido da Luz Vermelha. Em plena Vila da Penha!
O Brasil é racista? Não. Embora se verifiquem casos explícitos, em pequena escala (doentes da alma existem em qualquer lugar).
O preconceito, este perdura enquanto suas origens existem (ou permanecem, por inércia, no imaginário). Tendem a se esvaziar, como o processo em curso no Brasil, à medida em que muda-se a realidade social. Mudam-se paradigmas e referências. Mudam-se preconceitos.
Encerro contando um caso em que o preconceito me salvou e outro em que a ausência dele me ferrou!
Caso 1 – Salvo pelo preconceito:Eu morava nas proximidades da Mangueira. Um dia ao voltar para casa, na passarela da estação de Mangueira avistei um trio “com toda a pinta de bandidos”. Dois eram mulatos e um branco. Meu “preconceito” me disse para não passar por ali. Obedeci. Peguei um ônibus até a Av Pres. Vargas e lá tomei outro de volta que me deixou do outro lado da estação. Perdi uns 40 min. No dia seguinte soube que várias pessoas haviam sido assaltadas pelo trio!
Caso 2 – Dancei! Agora eu morava na Ilha do Governador. Saindo de ônibus em direção ao centro, distraído não percebi a entrada de um trio (de novo um trio) na altura de Manguinhos. Quando mirei o trio no corredor do ônibus tive a certeza (pela “pinta” dos três, que também não eram pretos, embora também não pudessem ser chamados de brancos) de que iriam assaltar. Já não dava para eu sair fora. Se tivesse percebido na hora em que embarcaram eu tinha saltado no ato (por puro “preconceito!- ou seria “instinto”?).
Fui assaltado junto com todos os outros passageiros!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Prêmio My Blog has Total Force

Gente, a Cris, nossa colaboradora do Futuro (parece nome de filme…risos) através de seu blog, o Tô Doida e a Evellyn do blog Meu mundo e Nada Mais nos concederam este prêmio e claro que só podemos agradecer!!!!!

Nossos indicados ao mesmo prêmio são:

TENHO PRECONCEITOS SIM, E DAÍ? Parte I

Existe um preconceito muito grande com a palavra “preconceito”!

Etimologicamente significa “conceito pré-formulado” ou pré-estabelecido. E porque formulamos conceitos previamente? Por coerência, por encadeamento lógico de raciocínio, por comparações com padrões ou referências.

Preconceito é ruim? Não necessariamente. Muitas vezes é um mecanismo útil de auto-preservação!Vamos logo futucar a ferida. Vamos ao mais “famoso” dos preconceitos, o relacionado à cor de pele, muito confundido no Brasil com “racismo”. Pretos, mulatos e outras denominações para tons de pele mais escuros, durante muito tempo foram vistos como seres “perigosos” e/ou “incultos” e/ou “inferiores”, pelas camadas sociais onde impera o tom de pele mais claro (os “brancos”). Vem de uma realidade, em parte, e de um conceito equivocado (e cretino), por outra parte.(Antes de se escandalizarem, por favor, continuem lendo)A realidade, cruel, perversa, é que, de fato, após trezentos anos de uma ignóbil escravidão, e de uma “abolição” feita “de qualquer maneira”, sem prever as consequências que certamente viriam ( e vieram ), uma verdadeira legião de negros libertos (mas não emancipados) passou a constituir a camada mais baixa da sociedade, incluindo o lumpesinato e a marginalidade, nos centros urbanos, e a miséria quase absoluta, nas zonas rurais.

Nestas condições, grande parte destes desgraçados passaram a ser, de fato, “perigosos”. “Incultos”, a quase totalidade, por razões óbvias. “Inferiores” circunstancialmente, e não biologicamente como quis demonstrar por muito tempo a própria ciência “oficial”.

Desta forma, ao estereótipo do bandido, marginal, vagabundo, no Brasil, foi adicionado o tom escuro de pele. Eram só os pretos? Não, mas, sem dúvida, eram maioria.Surgia o preconceito: A maioria dos marginais é preta, portanto, um preto tem grande probabilidade de ser um marginal! Gente, isso, por mais cruel que seja, é “lógica”!Imaginem as seguintes situações, passadas na alvorada do século XX:SITUAÇÃO A) Uma criança, de família branca e em razoável posição social, chega em casa trazendo um “amiguinho” preto.

Reação 1 – A família se assusta pois, “quem sabe de onde vem” aquele menino? quem são seus pais? onde moram? o que fazem? “provavelmente” são pessoas que não pertencem ao nosso “nível”, ao nosso “mundo”. Quem sabe são até “perigosos”? Pelo-sim-pelo-não, não queremos nosso filho em sua companhia! – Isso é PRECONCEITO!

Reação 2 – A família se indigna. “Pretos não são companhia para nosso filho”. Eles são inferiores, “cheiram mal”, são perversos, vagabundos, perniciosos… – Isso é RACISMO!SITUAÇÃO B) … No próximo post!

__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Saiu no Jornal

AeroCabral

R$12.143.883,57 .
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Quanto ao preço, helicóptero é caro mesmo.

Quanto ao transporte, governador até que precisa para dar mais agilidade, afinal, ele governa o estado inteiro(ou deveria) e quanto melhor se locomover mais pode(ou poderia) trabalhar para melhor a vida do povo (???).
Nada contra.

Desde que servisse COMPETENTEMENTE para a finalidade a que se destina.

Desde que os hospitais tivessem funcionando bem e com leitos de sobra, desde que as escolas estivessem capacitadas e preparadas para prover ensino de qualidade, desde que as estradas estivessem em condições, desde que os cidadãos tivessem transporte bom como o estado acha que o governador merece ter (salvo as devidas proporções, claro), etc.

Infelizmente, há verba PÚBLICA para qualquer coisa, de qualquer preço, mas para os direitos básicos ao cidadão que o Estado tem o dever de prover, não há dinheiro.

Nunca.

Falando nisso:

E aí, alguém já sabe se o mosquito da Dengue é Municipal, Estadual ou Federal?


Imagem: Blog Sérgio Legal. Prá ficar Cabral?

A soma de todos os medos

Mãe tem sempre medo de que algo aconteça com seus filhos.
Eu, pelo menos, já sonhei que perdia na multidão, acidente de carro, sequestro e até que eu esquecia deles…(como se isso fosse possível)…
VERDADEIROS PESADELOS.
E olha que eu não sou uma pessoa apavorada, pelo contrário…faço a linha light.

E não bastasse todos os medos que sentimos e os cuidados que tomamos, nos deparamos com situações totalmente impensáveis mas que acontecem com várias pessoas.

Falo isso pelo drama vivido pela Flávia e sua família há 10 anos quando ela entrou em coma vigil depois que teve seus cabelos sugados pelo ralo de uma piscina.
E Flávia não é a única.
Em 2007, Joniel, de 5 anos morreu em um parque do nordeste e seu corpo somente foi encontrado no dia seguinte em DUAS PISCINAS e com vestígios do corpo da criança encontrados no ralo das piscinas.

E agora, lendo o blog da Flávia com o marido, fiquei sabendo que num clube onde ele passou sua adolescência aconteceu o mesmo tipo de acidente, resultando também na morte de um menino. Neste caso, as crianças brincavam de ser sugadas pelo ralo e o menino ficou preso. Quando se deram conta de que sua demora a voltar á superfície não era fruto de seu fôlego, já era tarde e ele foi retirado sem vida da piscina.

Odele, mãe de Flávia, aguarda na lentidão da justiça há nove anos pela condenação dos culpados por “um ralo de piscina, mal vendido, mal instalado e nunca fiscalizado.”

Eu nem sei o que dizer.
Sou cética na justiça e contei isso num de meus primeiros posts aqui no blog , entitulada “Justiça, cega ou míope?” .

Enquanto não temos outras armas, precisamos ficar atentos aos nossos filhos porque maioria das piscinas devem ter o mesmo problema: um ralo mal localizado de fácil acesso, com um motor mais forte do que é realmente necessário e seguro e num estabelecimento que pode negligenciar das normas de segurança, seja não tendo um salva-vidas, seja tendo um salva-vidas mal-preparado.

E depois de reler meu texto, me lembrei que eu mesma, quando criança, brinquei com a succção destes ralos, inocentemente, sem nem imaginar o risco que eu estava correndo.
Então agora que sabemos, precisamos alertar também nossas crianças para que não façam a mesma coisa.

À Flávia, Odele e família, minha solidariedade e consternação, colocando nosso blog à disposição sempre que quiserem para divulgar algum andamento do tratamento e da saúde de Flávia, tal como sobre o andamento do processo ou qualquer declaração, pedido de ajuda ou para simplesmente desabafar. Contem conosco. Que a força sempre esteja com vocês.

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Ana Cláudia Bessa