Monthly Archives: abril 2008

Terreno fértil

Falem o que quiser, mas cabeça de criança é o melhor terreno para se plantar, que existe no mundo. Por isso o cuidado do que falamos e mostramos para os rebentos.

Moro nos Estados Unidos e em dois anos de vida lá, meu filho hoje de 4 anos já está alfabetizado em inglês, lê e escreve nela. Já o português é bem primário, tendo em vista que ele só ouve os pais falando nesta lingua.

Por isso eu resolvi passar uma temporada com ele no Brasil e estou de “férias” no Rio de Janeiro, onde o matriculei em uma escolinha, a mesma que a prima dele que tem a mesma idade frequenta. Em 1a. semana ele já estava formando frases curtas, na 2a. frases longas e na 3a. já conta histórias.

Eita cabecinha boa para aprender linguas, já a mãe, bem deixa para lá…

Conceitos, cultura, sociabilidade em linguas diferentes e aprendidas tão rápido, mas salientando que sem pressões, no tempo dele e como ele quer, ou seja brincando.

Estou adorando esta fase, apesar das viroses, dengues e otras cositas más.

Terreno fértil, tem que ter boa semente também. Vamos ver como será a volta dele para os Estados Unidos.
Depois eu conto…
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Cristiane A. Fetter

Enquete: QUEM É VOCÊ?

Findamos nossa enquete!
67% são mulheres
10% não responderam se eram homens ou mulheres, mas expressivamente temos mais mulheres do que homens nos visitando, uma pena porque o ideal é sempre o equilíbrio. Mas o fato é que nosso blog está dominado pelas mulheres, como espero que o mundo seja, logo…risos… para conferir mais doçura e ética, porque é comprovado que esse valores são mais presentes nas mulheres… E não sou feminista não, gente. Apenas temos que convir que o mundo sempre foi machista, gerido e administrado desta forma, e olha no que está dando…

33% são menores de 20 anos (!!!)
Essa foi a surpresa geral da pesquisa. E positiva, claro! Afinal, é uma idade em que a maioria não deve ser mãe\pai. Um ótimo sinal de que a preocupação está vindo antes da maternidade\paternidade.

Daí prá frente, vai reduzindo: 24% até 30 anos, 18% até 40 anos, 11% até 50 anos, 5% até 60 anos e 3% acima de 60 anos. O que é normal pois a vida das pessoas à medida que a vida passa, não gira mais sobre preocupações em como criar os filhos. e mesmo quando há essa preocupação, a responsabilidade é dos pais e não dos avós. Mesmo levando em consideração que os avós tem estado mais participativos, até financeiramente na vida dos netos.

Obrigada a todos que participaram pois é excelente ter essa visão das pessoas que nos visitam e não deixem de participar da nossa nova enquete: Você tem Filhos?

Mais Isabella…

Sábado saiu no jornal que o pai de Isabella e sua esposa não iriam comparecer à reconstituição do crime por orientação tática da defesa. E, agora muita gente deve ter a certeza de que o casal tem alguma coisa a esconder.

Eu ainda prefiro e quero acreditar que ainda existe um assassino solto por aí, que há uma terceira pessoa e que a raça humana ainda não está completamente perdida. Porque, se um pai, instruído e classe média(ou seja, não é ignorante nem está passando necessidades graves) e sem nenhuma droga ou comprometimento mental, sem razão aparente, mesmo pensando que a filha está morta a joga pela janela do sexto andar de um edifício, a humanidade está perdida. Se uma “madrasta” (essa palavra é pejorativa demais, prefiro como se fala em inglês: stepmother), que tem dois filhos, sendo um de colo, é capaz de matar a enteada (independente do motivo) de apenas 6 anos, esganada, nosso mundo está perdido. Se um avô e uma tia são capazes de entrar no apartamento do filho/irmão para encobrir provas que o incriminam de ter matado a própria neta/sobrinha, isso é uma família ganster e nossa humanidade está perdida.
E vou ser sincera, se sou culpada e tenho o direito de comparecer, não compareceria.
Mas…se fosse inocente…talvez eu também não comparecesse!
Se sou inocente, tenho dois filhos para criar e percebo uma ânsia e até uma sede em se achar um culpado e se este culpado for o pai e a “madastra”, a coisa fica mais maquiavélica e interessante, eu confesso: iria pensar duas vezes antes de comparecer a uma reconstituição de um crime que não cometi. Mesmo sob argumentos de que “quem não deve não teme”.
Já está mais do que provado (prá mim) que a polícia meteu os pés pelas mãos em vários aspectos. Eu mesma já tive a casa assaltada e simplesmente a atitude policial foi um fiasco. Então, meus amigos, eu não ponho minha vida nas mãos da Polícia.
E não atiro pedras na direção desse casal.
Claro que tenho minhas próprias opiniões e sentimentos. Essa trágica morte virou um circo. Acho este caso muito esquisito em todos os aspectos: pela forma que a menina foi assassinada, pelo comportamento do pai e da esposa e também da mãe da menina. Não sei se são os novos tempos, mas ver uma mãe que recentemente perdeu uma filha fazendo uma comunidade no Orkut para a filha assassinada e logo depois da tragédia já aparece com camiseta com foto (que foram inlusive distribuidas pela família), sempre maquiada e bem penteada em tudo que é evento religioso tirando foto com as pessoas como se fosse celebridade, é algo que me causa uma estranheza tão profunda quanto ver o pai rindo na entrevista do Fantástico. Mas numa situação dessa, ninguém pode ficar normal, mesmo. E é muito complicado julgar.
Se eu perco um filho desta forma, estaria tão abalada que nem sei dizer.
Mas isso, sou eu, e isso não me dá o direito de achar que alguém é culpado de um crime só porque age e pensa diferente de mim. E continuo rogando aos céus que aconteça um milagre e apareça uma evidência, uma pista que seja, que leve a uma terceira pessoa e que esta seja comprovadamente o assassino e que merece apodrecer na cadeia por ter tido coragem de praticar um ato tão cruel e covarde.
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Ana Cláudia Bessa

Liberdade, direito de todos

Crianças em tempos de dengue


Meu filho ao ver eu colocar um jato de spray de própolis na garganta:

-O que é “ixo”, mamãe? É pro mosquito não “morder” seu dente?

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Ana Cláudia Bessa

O que eu ensino para o meu filho?

O post do Gabriel no Nossa Via é um reflexo de uma grande preocupação que tenho: tão importante quanto o que vamos deixar para nossos filhos é o que vamos ensinar para eles.

O que eu penso ser o mais importante que posso deixar e ensinar é o exemplo. Sempre que faço alguma coisa aqui em casa, que incorporo algum hábito novo ou tento fazer a coisa certa mesmo que não seja a mais fácil, penso neles.

Quero muito que eles achem que reciclar é fundamental porque simplesmente desde que se “entendem por gente”, o lixo na casa deles é reciclado.

Quero muito que eles olhem para o passado e falem que sempre poupamos a água por entender que ela é um recursos finito e limitado. E também porque devemos valorizar a riqueza que temos tão facilmente escoando de nossas torneiras enquanto outras (e muitas) pessoas consomem água suja depois de ter que andar quilômetros e quilômetros com uma enorme lata de água na cabeça que corresponde à ínfima necessidade de uma família de várias pessoas.

Quero que eles aprendam a comer de tudo e dizer que na casa deles a gente fazia muita coisa natural, tinha horta, doce de casca, suco de fruta.

Quero que eles respeitem os outros, que sejam honestos, íntegros, éticos porque aprenderam a ser assim.

Quero muito deixar um mundo melhor para eles mas também quero que eles mesmos tenham esse sentimento dentro de si, porque nós conseguimos ensinar isso à eles.
Esse é meu grande desafio. Desejem-me sorte.

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Ana Cláudia Bessa

Não desista de amamentar!

Tem muita mãe que diz que não conseguiu amamentar.
Eu digo que são poucas porque já foi comprovado científicamente que a grande e esmagadora maioria das mães que não amamentam não tiveram orientação adequada.

E muitas ainda tem aquele momento de “urubu” em volta oferecendo chazinho, leitinho, água e dizendo que o leite da mãe é fraco. Também comprovado cientificamente: não há leite fraco. Estudos feitos com mães nutridas e subnutridas comprovaram que a qualidade do leite era igual nos dois casos. Olha a natureza agindo em prol do bebê!

Muitas mães ficam num estado de nervos tão grande e com tanta gente dando pitaco, que não conseguem. Outras tem problemas psicológicos, como depressão. Outras estress.
Mas na maioria, mesmo desses casos, uma voz calma, uma orientação correta, poderia ter revertido este quadro, COMPROVADAMENTE.Por isso achei e continuo achando importante a gente falar disso aqui no blog.

Vejo a questão do leite artificial, como OCITOCINA no parto. A artificial é feita seguindo a original mas não é a mesma coisa. Ela causa mais dores, contrações mais fortes…um horror para quem já experimentou. O NAN é feito para ser parecido mas não é igual. Não é só caloria mas sacia o bebê de forma completamente diferente do leite materno. Em geral, criança que toma NAN não volta pro peito porque fica muito mais tempo saciada do que ficaria com o leite materno. Por isso a criança fica mais gordinha , mais rápido.

O peito também dá mais trabalho para a criança. Sugar mamadeira é facinho, facinho…Mamar no peito faz uma série de exercícios maxilo-faciais (nem sei se é assim que se escreve), ótimos para desenvolvimento da fala, da mastigação e correlatos. E essa facilidade em sugar o leite da mamadeira contribui para a criança largar o peito e para mãe achar que isso é o melhor que poderia fazer para seu filho, visto que ele não berrará mais de “fome”. Fora a interaçao mãe bebê que é impar. E a vida não é só feita de valores nutricionais, tem os emocionais também. Claro que a mãe pode se interar com o filho no peito ou não. Mas o peito é um momento diferente, que a mamadeira não reproduz.

E será que TODAS as mães que acreditam ter tentado de tudo, foram orientadas da forma correta…?
Eu tentei de tudo no meu primeiro parto para ser normal e não foi. Mas tive a orientação errada na hora errada. Podia ter feito diferente…ah…podia! Mas na hora , já era… Por isso, tento sempre dar meus depoimentos para que as mães consigam ter seu parto normal e não para dizer que minha recuperação da cirurgia foi ótima e que cesárea salva vidas.Entendem meu ponto de vista?

Outro dia, li um site orientando as mulheres a não insistirem na amamentação. Isso é um crime!

Com a mãe e com o bebê. O melhor é sempre buscar orientação, as mãe vão encontrar ajuda. Desisitir só em último caso.

«Muitas mulheres não querem amamentar. A única resposta que lhes oferecem é o biberão! Sob a capa da liberdade e com a finalidade , em principio honrosa, de “não culpabilizar as mães que não querem dar de mamar”, “respeita-se” a sua não-vontade com um zelo um pouco equívoco. Nunca são verdadeiramente ouvidas nas suas dúvidas, nas suas angústias, nas suas representações mentais inconscientes, nos seus fantasmas, nunca se procura entender as suas motivações profundas…»
- Isabelle Filliozat em “A inteligência do coração”

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Ana Cláudia Bessa
foto: eu e meu bebezão de 2 anos e 3 meses, recém desmamado expontâneamente.

A INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA E O FIM DO MUNDO

Se é verdade que caminhamos para uma grande hecatombe planetária provocada pela ação humana, uma grande parcela (a maior) de responsabilidade pode ser creditada à indústria automobilística.

Nada é mais danoso, mais ambientalmente agressivo, mais devastador, do que o AUTOMÓVEL, no contexto em que nós, humanos, o colocamos no mundo de hoje.Maior fonte de emissão de dióxido de carbono entre todas as decorrentes da atividade humana:

Maior responsável pela exaustão de uma série de Recursos Não-Renováveis;
Maior responsável pela “desumanização” das cidades, dentre outras pragas, o AUTOMÓVEL segue reinando soberano sobre todos os “objetos de desejo” do ser humano.

Não há no mundo NENHUMA instituição SÉRIA que empreenda uma luta em prol da DIMINUIÇÃO gradual do número de veículos produzidos no planeta. Não há nenhuma iniciativa, de ordem governamental ou não, no sentido de por um freio neste desastre anunciado. Em todos os países cidades agonizam, se desfiguram arquitetonicamente para abrir cada vez mais “vias” para circulação de veículos em detrimento da tão decantada ( e mal compreendida ) “qualidade de vida”.

Intrinsecamente relacionada com a vaidade humana na sua vertente mais egoísta, a posse de um automóvel (novo, sempre mais e mais e mais novo!) é o senhor absoluto entre os muitos “objetos de desejo” (repito o termo por não encontrar outro mais apropriado) forjados pela nossa civilização consumista. Cidades do porte de S. Paulo e Rio (para ficarmos “em casa”) recebem em torno de VINTE MIL novos veículos por mês (cada) em suas já saturadas vias, contra menos de MIL que saem de circulação. Não importa o tipo de combustível, TODOS despejam gás carbônico na atmosfera! Criamos mil ONGs, mil BLOGs, mil SITES e sei lá mais o que, para combater o PET, o Fumo, o Álcool (bebível), os alimentos transgênicos, os defensivos agrícolas, as drogas ilícitas, a fome, a violência, a corrupção, o preconceito,o escambau! Contra a escalada absurda, irracional, catastrófica, da indústria automobilística NADA. Completamente seduzidos, (quase) todos nós, sob as mais variadas desculpas e pretextos, nos dirigimos, uma vez por ano (ou a cada dois, ou três…), a um desses “templos” (concessionárias), para a consubstanciação do “grande desejo”: O carro novo! Quantas pessoas você conhece que já permaneceram quinze anos com o mesmo carro? Eu só conheço uma, EU! Mas não quero me colocar de fora dessa não. Mesmo eu sucumbi! Sucumbi aos olhares de desdém, às críticas dos amigos, e, por que não? à sedução!

P.S. Aposto que este post baterá o recorde negativo de comentários do blog. É que o assunto é incômodo!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

22 de abril – Dia da Terra

Dia 22 de Abril é comemorado o Dia da Terra. Ano passado postamos nossas metas ambientais pessoais seguindo o convite feito pela Silvia Schiros, nossa amiga e colaboradora do blog Faça a Sua Parte. A idéia é convocar os blogueiros para que eles definam metas palpáveis de redução do impacto ambiental causado por eles que serão acompanhadas ao longo do ano.

 

 

Essas metas me ajudaram muito a cumprir minha intenções de mudar alguns (maus) hábitos ambientais meus e de minha família. E eu fui sempre postando aqui meus avanços e minha dificuldades. Mas já mudei bastante coisa: nosso lixo já é totalmente separado, usamos sacolas retornáveis no mercado, comçamos nossa horta, plantamos muitas árvores !

 

Este ano, vou manter este compromisso!

 

Minha metas são:

 

 

1. Manter e incrementar minha pequena horta doméstica.

 

2. Usar menos o carro, como para ir à padaria, por exemplo.

 

3. Fazer a captação da água da chuva de parte do meu telhado, pelo menos, já que colocar calha na casa toda é um custo alto.

 

4. Plantar 5 árvores virtuais por mês no Click-árvore (ano passado plantei 16, aproximadamente 8 por semestre, este ano passo a 60 por ano)

 

5. Plantar 3 árvores reais

 

6. Plantar 20 a 24 mudas de plantas diversas

 

7. Consumir mais alimentos orgânicos

 

8. Estudar mais sobre compostagem. No blog Folha Verde da nossa amiga Mercedes, tem ótimas dicas e ótimos materiais para isso. Eu mesma já peguei bastante coisa mas ainda não dei conta de ler tudo e por mãos à obra.

 

 

Parabéns ao blog Faça a sua Parte pela iniciativa!!!!! Determin ar minhas metas pessoais fez toda a diferença para me ajudar a sair da intenção para a ação!
Quem quiser começar, pense numa meta só,já ajuda muito. Posso dar uma sugestão?
Usar menos sacolas descartáveis, adotando o uso da sacola retornável. Parece fácil e pouco mas não é, não. Mas é um excelente começo!

 

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

 

COMO DESCARTAR Tetrapack

Tetrapack é o mesmo que embalagem longa vida.

É um tipo de embalagem difícil de dar destino por ser composta por vários tipos de materiais.

No Rio de Janeiro, encontramos a Recicoleta que trabalha apenas com reciclagem deste tipo de embalagem.

RECICOLETA RJ
R Sete de Março, 232 – Bonsucesso – RJ
Paulo RibeiroTel: (21) 9214-9474 / 7819-1283 – ID: 55*23*18891
Se estiver longe deste endereço, informe bairro e região, passaremos um posto de recebimento
das ELV.

Unidade para recebimento somente de embalagens longa vida (leite, suco, achocolatado, outros) no RJ. Trabalhamos na conscientização, sensibilização e comercialização destas embalagens. Nossa finalidade é comercializar e sensibilizar a população sobre a reciclagem destas embalagens, evitando sua destinação inadequada para aterros sanitário e lixões.Pagamos um preço justo e igual para todos os envolvidos neste trabalho, além de dar todo apoio e ferramentas ( big bag’s, folhetos, faixas, palestras) que ajudem na divulgação deste trabalho.Também fazemos um trabalho de Responsabilidade Social, trocando as embalagens pós- consumo por caixa de leite, telhas ecológicas, cadernos, canetas, e outros.Comercializamos as telhas a partir dos resíduos das embalagens longa vida.
Postado em 31/10/07