Monthly Archives: fevereiro 2009

Oi Noites Cariocas – nosso último dia lá

 Participar do projeto Oi Noites Cariocas foi muito bacana! E muito especial. Quando recebi o convite achei superinteressante (sem hífen…rs…) a idéia de se fazer eventos sustentáveis. E fiquei muito bem impressionada com o trabalho feito lá. Há muito ainda o que fazer, mas este foi apenas o primeiro, de muitos, que acredito, serão cada vez melhores e mais completos. 

 

uadema1A Uadema, a ONG que deu o suporte para implantação dessas ações, coordenou com muita dedicação tudo o que foi feito e tem plena consciência do que pode ser melhorado, mas assim como eu, considera um grande passo. Foi um trabalho primoroso desenvolvido por eles e fica aqui registrado meu aplauso.

 Sei que o evento não foi totalmente sustentável mas tenho em mente que foi o primeiro evento deste porte do Oi Noites Cariocas. É um começo. E isso é positivo, muito positivo. Mesmo se tratando de um grande patrocinador como a Oi, eu não tinha a expectativa de encontrar tudo 100% sustentável. E falo isso porque eu mesma ainda não consigo fazer nada na minha vida 100% sustentável.

 Ah…mas a Oi tem muito mais recursos que eu. E é verdade. Tanto tem que fez mais do que eu faço, afinal eu não tenho uma mini-estação de tratamento para o meu esgoto e nem uso água da chuva para regar minhas plantas, por exemplo. Sendo assim, eu vejo essa questão da sustentabilidade da mesma forma para mim e para os outros porque as empresas não são organismos independentes, empresas são feitas de pessoas e o conceito de sustentabilidade e investimento precisa ser assimilado pelas pessoas. Portanto, não dá para querer que tudo mude de uma hora para outra. A questão vai além dos orçamentos disponíveis. E essa é a grande dificuldade: temos que mudar nossa filosofia de vida, nos adaptar a novos tempos.

 Consciência, assimilação e novos conceitos.

 Sendo assim, minha avaliação foi excelente. Gostei muito do que vi e ouvi. Contudo, algumas ações poderiam ser mais enfáticas para os próximos eventos:

 Uma coisa muito legal foi terem colocado as usinas de tratamento de esgoto e separação de lixo, bem na entrada do evento. Não tinha como não ser visto por todos os que compareceram. Bem na passagem. Mas achei que faltou mais sinalização a respeito ou mais destaque para a  iluminação solar, por exemplo.

 Poderia ter um painel mostrando às pessoas todas as ações sustentáveis do evento. Por exemplo: fiquei sabendo depois que também houve uma neutralização de carbono, com futuro plantio de árvores e certificação. Mas não sei se realmente aconteceu porque ninguém me falou a respeito, oficialmente. Só fui informada do que relatei em meu primeiro post.

 Outro painel legal seria um informando a respeito da quantidade de lixo e esgoto sendo tratado e quantidade de água de chuva sendo coletada. E mais, quanto essa quantidade significa dentro do total de lixo e esgoto produzindo durante o evento. Tenho certeza que as pessoas, além de achar interessante, iriam se animar a colaborar e aprender mais sobre sustentabilidade. Olha que semente valiosa de ser plantada!

 Senti falta de lixeiras seletivas distribuídas pelo evento. Vi pouca coisa. Aliás, vi só uma para vidro. Se tinha mais, não me chamaram a atenção, sendo assim, não deve ter chamado atenção das outras pessoas também. Por isso, sugiro que no próximo evento elas sejam fartas em quantidade, porque mesmo havendo uma usina de separação, acho bastante produtivo e educativo a ação visual e prática de haver lixeiras seletivas espalhadas pelo evento. Caracteriza melhor esse aspecto tão importante da organização.

 Uma idéia também é usar refis ao invés de copos descartáveis. Mesmo havendo coleta seletiva e separação do lixo, tudo que é reutilizável é mais eficiente e já existem muitos restaurantes que trabalham desta forma. Ou ainda fornecer desconto para quem adquirir um copo reutilizável, por exemplo. A própria patrocinadora poderia usar os copos como lembrança do evento. Uma ação de marketing sustentável!

 Quero repetir aqui que minha participação não foi paga. Recebi um convite e achei interessante comparecer porque nunca tinha visto um evento sustentável. O convite me dava acesso a todo o evento e aos bastidores com toda a liberdade de escrever o que eu quisesse no meu blog e no blog Oi Acontece. Inclusive, teve uma ocorrência de alguém que não gostou de algo que escrevi, e a Oi foi procurada e falou que não mudaria uma palavra do que escrevi porque o combinado foi esse. Nunca me ligaram, e fiquei sabendo por pessoas que não eram da Oi. E achei muito legal isso. Muito mesmo.

 

Sobre nossa participação para expor nossos produtos, só tenho a agradecer ao convite da Uadema que foi de uma gentileza ímpar conosco. Foi sensacional sentir a recepção das pessoas ao nosso trabalho, afinal, só atendemos pela internet. Durante a nossa estadia no evento por 2 finais de semana, pudemos sentir, por exemplo, que a juventude não está tão interessada ainda em sustentabilidade. A maior procura foi sempre de pessoas mais velhas, casais, pessoas com filhos. Tinha jovens interessados, sim, tinha, mas eram minoria. Mas a procura feita por casais com filhos pequenos nos encheu de alegria e esperança. E o público que surpreendeu de fato, foi o do O Rappa. Com certeza, um reflexo de suas letras e do perfil do grupo. Foi o dia que mais pessoas se mostraram interessadas nas informações sustentável do evento e o dia que mais vendemos. Para nós, foi uma experiência ímpar.

 

E muito mais importante do que tudo isso: os freqüentadores devem dar preferência a eventos como esse, porque essa é nossa maior arma e é a nossa parte. Eles fazem, nós comparecemos e prestigiamos. E você, a quantos eventos sustentáveis você já foi?

 

Nas fotos: Patrícia Moura (Agência Frog), Leandro, Marcos e Simone (Uadema), Erika, Thales (Lista 10), Renata (Agência Frog) e Guilherme.

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Ana Cláudia Bessa

Oi Noites, mini entrevista Skank e sustentabilidade

Lembram que eu falei que consegui fazer uma pergunta ao Skank durante o Oi Noites Cariocas?

O @skrol fez a gentileza de disponibilizá-la!

Espero que gostem.

Beijos!

 

VOCÊ SABIA?

Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.

O cartório eletrônico, já está no ar! Nele você resolve essas (e outras)
burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos,
imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário.
Depois, o documento chega por Sedex.
www.cartorio24horas .com.br

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APENAS PARA O ESTADO DO RJ !
Documentos roubados – BO dá gratuidade – Lei 3.051/98 – 4.

Grande parte da população DO RJ não sabe, é que a Lei 3.051/98 que dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos
como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao DETRAN p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP-RJ.

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As injustiças humanas

Peguei o vídeo abaixo no blog da Glória Perez . Ele mostra o depoimento de uma Intocável, que pelo sistema de castas da Índia, são pessoas pertencentes à pior casta (um tipo de sistema social) e submetidas à condições subhumanas de vida. É chocante assistir o desabafo mas não podemos esquecer que é uma questão cultural. Pode ser revoltante mas é a crença daquele povo.

No Brasil, temos condições subhumanas de vida, temos desrespeito, abandono social, exploração sexual infantil, trabalho escravo, falta de educação, saneamento e saúde básicos. E não se trata de questão cultural, é falta de vergonha política mesmo. Acomodação social. Porque nós como cidadãos temos nossa parcela de culpa nisso tudo também, a começar pelo nosso voto.

Não que, pelo fato de que se fosse cultural, seria menos pior haver esse tratamento. É tão ruim quanto, mas quando a situação é causada por ganância, fica mais vergonhoso. Mas mesmo assim, choca. Inclusive, li algumas críticas sobre a novela estar apenas mostrando o lado bonito da Índia. Mas as pessoas se esquecem que novela é entretenimento e as cenas que verão a seguir não combinam com novela nenhuma. Mas serve como um alerta para olharmos para nós mesmo e ver que como achamos feio ver no país dos outros, os outros devem ver com a mesma indignação as coisas que acontecem aqui.

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Ana Cláudia Bessa

Parto Domiciliar – 10 perguntas para Dydy

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Dielly Miranda de Souza, mais conhecida como Dydy, é Enfermeira obstetra, uma pessoa que admiro profundamente e convidei-a para falar sobre sua experiência com seus dois partos domiciliares que motivaram seu caminho dentro da obstetrícia, ajudando outras mulheres a viverem seus partos de maneira intensa, romântica e segura.

-Como foi a decisão por seu primeiro parto domiciliar?

Tinha 21 anos e havia acabado de me formar na faculdade de enfermagem, quando engravidei. Não tinha pensando em ter um parto domiciliar, mas queria muito parir com uma colega enfermeira. Quando encontrei a Helô, ela pediu que eu pensasse sobre esta possibilidade e eu sequer hesitei “Em casa? Tá bom.”

-Mas qual seria a grande diferença entre um parto domiciliar e um parto hospitalar humanizado?

Por mais humanizado que seja um parto hospitalar, não podemos esquecer que ele acontece dentro de uma instituição e que tem rotinas a serem seguidas. Muitas maternidades que se dizem humanizadas, não são.

Existem alguns detalhes básicos para serem considerados minimamente humanizados: liberar a dieta durante o trabalho de parto; oferecer analgesia natural como bola, banho, posiçoes alternativas; abandonar a episiotomia de rotina; indução de parto, incentivar alojamento conjunto e mamada logo após o parto…

Isso tudo parece muito simples, mas poucas maternidade tem todas estas atitudes.

E mesmo nestas, há normalmente varias pessoas na sala, os partos acontecem numa mesa ginecologica, fazem aspiração de rotina no bebê, vacinam logo que nascem…

Eu queria ser dona do meu parto. Poder gritar se desse vontade (e não deu), ter pessoas da familia perto ou até mesmo ninguém, trocar carícias com meu marido e viver um evento familiar, não médico.

-Como eram as histórias de parto que voce escutava?

Eu carregava um estigma muito forte familiar, em especial de minha mãe, que sofreu demais em seus partos institucionais altamente medicalizados, cheios de intervenção, com privacidade, segurança e conforto zero.

Praticaram todas as intervençoes possiveis e imaginaveis só para ensinar aos estudantes “como fazer partos”. Soro, kristeller (empurrar a barriga), deitada, episiotomia (corte na vagina), forceps, dieta zero (incluindo sede), varios academicos na sala de parto, afastamento dos bebês por dias e quando tudo terminou, não davam nada para comer porque já era tarde. Sozinha, exausta, com fome e sem bebê. Seus dois partos foram tristes assim.

Fora isso, minha avó tinha uma historia muito legal em seus 5 partos, alguns domiciliares, e o último, uma cesárea, ficou 4 meses internada em coma por reação a anestesia.

Quando eu era adolescente, imaginava que cesárea fosse uma libertação para todo o sofrimento do parto.

Tive que descobrir por mim mesma que parto, mesmo quando dói, pode ser bom, porque traz como nada mais na vida, uma vivência que jamais tive a oportunidade de ter de outra forma.

Mas falta aos profissionais, de maneira geral, esta percepção de que o parto não é legal só fisicamente. Aliás esta a menor das vantagens. O parto aproxima mãe e filho, por causa dos hormônios liberados, e amadurece espiritualmente de uma maneira rápida e forte.

-Como foram seus partos?

O primeiro foi difícil por vários motivos. Estava num momento complicado da minha vida. Além das histórias de parto de minha mãe, vieram à tona muitas questões pessoais que prejudicaram a evolução do parto, tornando-o o mais longo da história de minha parteira.

Acredito piamente que meu emocional contribuiu de maneira negativa para meu parto, mas o parto contribuiu de maneira incisivamente positiva para minha vida.Dormi menina e acordei mulher, como costumo dizer.

Tive rachaduras muito dolorosas no seio, mas aguentei firme, porque via que, se tinha passado pelo parto, poderia aguentar qualquer coisa. E o amamentei por quase 5 anos. Isto me uniu muito ao meu filho, Klauss, hoje com quase 7 anos. Ele nasceu na água, após quase um dia de trabalho de parto e com uma circular de cordão, na presença do pai dele e de minha mãe, Helo e Marilanda, no apartamento onde morava em Macaé. O segundo aconteceu há 14 meses, após uma gravidez planejada, extremamente saudável, quando eu já cursava especializaçao em obstetricia. Hoje brinco que ela fazia partos comigo desde antes de nascer. Eu não sabia o sexo, mas acreditavamos que fosse menina e só conseguiamos escolher nomes femininos e ele veio rapido, Aglaia, uma deusa grega, bela e gloriosa. Perfeito.

Só me dei conta que estava em Trabalho de parto menos de 2 horas antes dela nascer. Liguei pra Helô e achei um exagero quando ela disse que viria. Logo a bolsa rompeu e fomos pra casa. Queria que o klauss assistisse, mas ele dormiu. Tomei banho, vomitei, bebi muita agua. A enfermeira chegou quando faltavam uns 40 minutos para o nascimento, eu estava com menos de 5 de dilatação. Meu marido dizia que iria tira-la do mesmo jeito que a havia colocado dentro de mim. Em meia hora dilatei completamente, ela me deu um copo de vinho pra relaxar e logo minha princesa veio. Meu marido a trouxe para meus braços e, como estava escuro, coloquei a mão na vagina dela “É uma menina!”

Acordamos o irmão para conhecer a ” Bochechinha”, como ele a chamava. Foi muito importante ver minhas duas, alias, três jóias ali, juntas. Sem regras, sem ninguém para criticar nada.

Fiquei muito mais ligada ao meu marido depois disso.

-Voce vai continuar fazendo partos?

Não, eu só fiz meus dois partos, os outros eu só ajudo as mulheres a fazerem o que já sabem fazer.

Me sinto cada vez mais realizada toda vez que posso ajudar uma mulher a parir sem sofrimento, sem cortes, sem imposições.

Ás vezes eu gostaria de simplesmente parar com isso, largar tudo, porque é uma carga emocional e uma pressão muito grandes. Há varias pessoas torcendo para esses partos darem errado para criticarem minha profissão e esta autonomia feminina.

Falam em escolhas na obstetricia, mas elas so valem quando é para escolher cesárea ou escolher o hospital onde parir. Acho que o direito de escolha vai muito além.

-Mas dentro desta lógica, para que servem os hospitais?

Até o inicio do último século, praticamente não existiam partos institucionais. Eram parteiras e médicos de familia. Há menos de 40 anos, o modelo atual conseguiu espaço. Em muitos lugares do mundo, inclusive do Brasil, os partos são conduzidos por parteiras, com muito sucesso. Tanto que há varias iniciativas até internacionais para valorização do trabalho e profissionalização destas mulheres, verdadeiras guerreiras, que acabam dando jeito em varias situações que, por aqui, resolvemos com cortes simples e arriscados na barriga, as vezes sem qualquer critério.

O fato é que temos hospitais e tecnologia e eles são muito bem vindos, quando necessários.

Mas o que vemos hoje é uma inversão de valores: usamos tenologias para tudo e pecamos pelo excesso e o excesso também tem consequencias. Alias, infelizmente as cesáreas, criadas para salvar cerca de 10% das parturientes com dificuldades, tem prejudicado mais do que ajudado e não sou eu que estou dizendo, mas qualquer estatística de órgaos confiáveis nacionais e internacionais, inclusive OMS.

As maternidades são necessárias para estes casos em que o parto é complicado ou mesmo impossível. Estes casos são raros, ao contrário de tantas desculpas para operar como bebê passando do tempo, cordão enrolado, “não tenho passagem”, etc.

Se as instituições fossem procuradas nos casos em que há necessidade real, evitaríamos muitas intervençoes e complicações de parto.

-A mulher pode escolher seu parto?

Esta é uma pergunta muito difícil para mim. A principio sim, desde que a mulher fosse realmente informada e bucasse por si mesma saber dos riscos de uma cesárea desnecessária.

Algumas optam por medo da dor, mas cesárea dói infinitamente mais, tanto que a anestesia é obrigatoria, fora o pós-operatorio; Quanto ás complicações, ela traz muito mais internações, infecções, necessidades de UTIs, aumento do período e gastos hospitalares e intervenções em cascata; Quanto a novas gravidezes, limita o numero de filhos, pode complicar novos partos e trazer outras morbidades; para o bebê, normalmente o distância da mãe nos primeiros instantes, pois os cuidados são maiores e mais demorados, a mãe fica sem uma posição confortável para amamentar, então o bico pode rachar mais facilmente e a criança não pode receber os primeiros cuidados por sua mãe…

Sinceramente, não vejo porquê escolher a opção que traz mais transtornos e riscos. Não compreendo como os profissionais podem aceitar esta “opção” tão facilmente, já que conhecem ainda mais de perto os perigos.

Ninguém vai ao cirurgião e diz “Quero tirar o apendice, porque já venho sentido umas dorezinhas na barriga e todo mundo na minha família tem apendicite, e como não quero sentir dor, vamos marcar a operação?”

E se alguem fizer isto, o cirurgião não aceitará. Ele fará recomendações para evitar apendicite e só operará se tiver indicação devido aos riscos de qualquer cirurgia> Por que na obstetricia deveria ser diferente?

Então vendo de uma maneira superficial, é facil ser a favor da escolha feminina, mas como escolher por um procedimento mais arriscado e que é exclusivamente médico?

-Onde as mulheres e os casais pode buscar mais informações e auxílio sobre o assunto?

Faço parte de duas ONGs que apóiam e acreditam no parto natural, constituída de mulheres de todo o país, dispostas a ajudar,de alguma forma, outras mulheres a terem direito de parirem. Da parte dos profissionais, existem eventos anualmente para o público afim e tem vários profissionais que têm esta pratica em várias partes do Brasil.

Além disso, há muitas informações na internet, inclusive científicas, como a biblioteca Cocrhaine e outros.

-Você pretender ter mais filhos?

Ser mãe foi uma experiencia tão importante em minha vida que quero ter pelo menos mais dois, além das centenas que quero ajudar a nascer como os meus: seguros e em paz.

-Para terminar, que mensagem você daria ás mulheres que desejam profundamente ter um parto natural?

Eu diria, aliás, digo: confiem em si mesmas. Não esperem milagres, façam seus partos acontecerem. Profissionais oferecem serviços e não adianta entrar numa churrascaria sendo vegetariano. Busque, se informe, não perca esta oportunidade de crecimento que é o parto. Isto não é besteira, não é um desejo pequeno. Se seu coração está pedindo, procure quem possa realmente ajudar e faça sua vida valer a pena. Não só no parto, mas onde quer que vá.

E boa hora pra você!

www.partolandia.blogspot.com

www.amaezona.blogspot.com

entre aspas

“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.” Darcy Ribeiro

 

Oi Noites Cariocas, hoje e amanhã

Como no final de semana passado, estaremos hoje e amanhã no Oi Noites Cariocas! Participar deste evento está sendo sensacional pois o foco sustentável do mesmo desperta o interessse e a curiosidade das pessoas e isso é muito importante para conseguirmos mostrar à elas as necessidades que temos de mudar nossos hábitos!

Não conseguimos tirar nenhuma foto do stand movimentado porque simplesmente era impossível deixar de atender as pessoas para tirar fotos mas vamos tentar entre hoje e amanhã conseguir fotografar porque assim é possível ver a diversisdade das pessoas que se interessam pelos produtos reciclados. Uns entram interessados nas camisetas, outros nas sacolas, outros para ver as peças de artesanato expostas no stand. Mas todas, ou já tem interesse no assunto, ou estão começando a se interessar, tem a curiosidade inicial.

A maioria das pessoas interessadas nas camisetas eram casais, nas sacolas eram pessoas de empresas. Mas quem comprou realmente eram pessoas interessadas em mudar seus hábitos e conhecer novas possibilidades de uso dos materiais reciclados. Sentimos muita falta de interesse nos jovens presentes no evento, muito mesmo. Poucos sequer entravam para ver. Quando entravam, nada falavam, nada perguntavam.

E isso é mais importante até do que a venda em si, é o interesse das pessoas. E pode até parecer piegas dizer isso, mas é verdade. Vender é uma consequência das pessoas conhecerem o produto. Quando a genta vende, é sinal de que todo um caminho de conscientização, de informação, de interesse, de curiosidade, já foi percorrido e isso é o grande valor de um trabalho!

Só temos a agradecer quando colhemos esse fruto!

Olha as fotos e os amigos que nos visitaram (Pedro do blog Receita do Sucesso e Juliana da Agência Frog) e se você for ao Oi Noites neste fim-de-semana, esperamos sua visita também!

Esponja Vegetal é bem mais legal.

“Outro dia li uma matéria bárbara, sobre consumo sustentável, que afirmava que o consumismo nos foi ensinado. Por exemplo: antigamente, todos compravam grãos e cereais a granel. Aos poucos, fomos aprendendo que na embalagem plástica ou na caixinha era melhor. E o hábito de se comprar pequenas quantidades, de pequenos comerciantes, pesadas na sua frente e embalada em sacos de papel, se perdeu. Pelo menos nos centros urbanos.A matéria me fez lembrar que, a vida toda, minha mãe lavou louça e nos deu banho com bucha vegetal. Por algum motivo, “aprendemos” que a esponja de espuma sintética era melhor. E a pobre da bucha tão simpática e eficiente deixou de comparecer nas nossas pias e banheiros.Pois a minha atitude eco-amigável do momento foi voltar a utilizá-la. “

Continua….

Leia todo os post no blog Ombudsmãe : http://ombudsmae.blogspot.com/2008/11/esponja-vegetal-bem-mais-legal.html

Vamos reusar !

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Realidade dos fatos

Sempre achamos nossos filhos lindos. Não adianta: não conheço nenhum pai ou mãe que não concorde com isso.

Contudo, para educarmos bem nossos filhos, precisamos ter uma noção a respeito deles que seja minimamente coerente com a realidade: nossos filhos se parecem anjos, mas não são.

Na escola, por exemplo, eles não são sempre vítimas das “maldades” dos colegas mas eles também provocam, implicam, machucam.

O vídeo abaixo mostra com bastante clareza do que uma criança é capaz e não estamos falando de desenvolvimento comum da faixa etária da criança porque vocês verão uma criança realmente pequena neste vídeo.

Quando eu era pequena, me lembro claramente do quanto eu acreditava que realmente conseguia enrolar meu pais ou como me achava esperta. Hoje, vejo meus pequenos tentando fazer a mesma coisa comigo. Eles argumentam coisas tão inacreditáveis que chegam a ser engraçadas. Fazem caras, fazem bocas, criam situações.

O importante é estarmos atentos para detectar essas situações.

De minha parte posso garantir: meu filhos são lindos…rs… Mas tentam, sempre que podem, me manipular, me convencer e argumentar e muitas vezes, nos supreendem com sua capacidade de raciocínio. É só a gente dar bobeira na área que eles chutam … e para fazer gol!