Monthly Archives: abril 2009

Estamos mudando de servidor

imagesPeço desculpas à todos por eventuais problemas como a falta de imagens mas por problemas técnicos estamos migrando o blog para um novo servidor. Estou muito chateada mas foi preciso. 

Continuarei a postar normalmente.

Agradeço a paciência e a compreensão.

Ana Cláudia.

Curtinhas

tirinha4

http://stripgenerator.com/strip/233557/


Você também pode passar a mensagem do seu blog de forma diferente e divertida através de tirinhas como esta.

Basta acessar o site http://stripgenerator.com.

Lá você poderá escolher os personagens, mudar suas posições, adicionar itens de cenário, diminuir e aumentar tamanhos, incluir textos, colocar título na tirinha.

Use sua criatividade e faça sua mensagem aparecer em seu blog de forma diferente, divertida e inusitada.

Muitas vezes, uma mesma mensagem pode ser muito melhor assimilada se vier apresentada de uma forma criativa .

Pense nisso.

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Ana Cláudia Bessa

Este post faz parte do movimento Blog Voluntário: http://www.blogvoluntario.org.br/,cuja campanha 2009 consiste em compartilhar conhecimentos e ajudar pessoas iniciantes no mundo virtual.

MUDE (lindo poema, autoria polêmica)

Comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.


Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda.

( Este texto vem sendo largamente divulgado na internet e já teve sua autoria  atribuída a Paulo Coelho, Cecília Meireles e atualmente a Clarice Lispector. Paulo Coelho já negou a autoria mas Clarice e Cecília, ambas falecidas não possuem registros publicados que confirmem a autoria. O poema já foi  usado em publicidade como sendo de Clarice sob autorização contratual do herdeiro.


 Edson Marques, que atribui a si a autoria, já está movendo um processo contra os envolvidos que se negam a falar publicamente sobre o assunto. O próprio Edson comentou, aqui em nossos “comentários” sobre suas provas a respeito da autoria. O poema é lindo e achei interessante falar sobre a polêmica diante da autoria do mesmo. E agradeço a participação pessoal do Edson nos dando maiores esclarecimentos.)

 

Links sobre o assunto na internet

HTTP://OBSERVATORIO.ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR/ARTIGOS.ASP?COD=282AZL004
E
HTTP://MUDE.BLOGSPOT.COM/ (blog do Edson Marques)

Obrigada à minha amiga Eliana Abreu que me mandou este texto.

Dia da Terra

Todos os anos, dia 22 de abril, eu me comprometo a fazer minhas metas ambientais pessoais para o ano, seguindo o convite feito em 2007 pelo  blog Faça a Sua Parte . Sempre digo a mesma coisa: essas metas ajudam muito a gente a realizar mais e mudar com mais afinco nossos maus hábitos ambientais. 

Não é fácil mas recomendo a todos que dediquem um tempinho a pensar em que atitudes podemos mudar em nosso comportamento em prol de um futuro melhor! Essas metas me ajudaram a plantar mais árvores, a consumir menos sacolas plásticas, e aumentar e melhorar minha horta doméstica e muito mais, como já contei aqui. É impressionante como é mais  possível mudar nosssas atitudes quando nos comprometemos a tal mudança. digo que estão certos…a Terra não precisa de nós, nós é que precisamos dela

E para aqueles que acham que não adianta nada, eu concordo. A Terra não precisa de nós, ela se recupera sozinha. Nós é que precisamos dela, sã. Por isso, pense antes de cruzar os braços ou de achar que seu esforço individual não adianta. Adianta sim, porque ele inspira os outros à sua volta! Acredite! 

Por acreditar nisso e me preocupar com a qualidade de vida que deixaremos para nossos filhos, minhas metas para 2009 são:

1. Recolhimento da água da chuva – estamos colocando as calhas;

2.Fazer compostagem do lixo orgânico – procurando alternativas pois precisa de sombra e não tenho área para um minhocário que seja na sombra…; :(

3. Plantar 8 árvores virtuais por mês no click-árvore – já estou plantando mas estou atrasada;

4. Plantar 6 árvores na vizinhança – já plantamos 2!;

5. Plantar mais de 30 mudas de plantas diversas – plantei 17 até agora;

6. Continuar incrementando a horta doméstica – um desafio cheio de altos e baixos;

7. Consumir mais orgânicos (isso é tão difícil na minha região…);

8.Continuar investindo em nosso projeto de camisetas, bolsas e artigos feitos em material reciclado, vendido pela internet, através do site Futuro do Presente ;

9. Usar mais material de madeira certificada;

10. Trocar mais meus livros que já li e não pretendo ler novamente;

11. Continuar reduzindo nosso consumo de energia elétrica e água;

12. E não esmorecer, porque às vezes a gente se sente uma forminguinha inútil.

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Ana Cláudia Bessa

 

Leia +

Dia da Terra 2008: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=367

Dia da Terra 2007: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=31

Dia da Terra 2007 – parte 2: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=83

Dia da Terra 2007 – parte final: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=244

D(o)ando o sangue para quem precisa!

p1050607p

Eu e o maridão fotografados pelo filhote.

Semana passada escutei em algum lugar que os hospitais cariocas estavam precisando de sangues O+ e O- pois os estoques estavam baixos. Como nosso programa de domingo acabou furando porque acordamos tarde, resolvermos ir ao HemoRio doar sangue. Conseguimos ainda levar minha mãe. Eu e ela, O+ e meu marido, A+.

Chegando lá, na identificação de praxe e descobri que não doava sangue desde 2000 lá no HemoRio. Eu doava muito frequentemente (mulher pode doar 3 vezes ao ano (a cada 3 meses) e homem, 4 vezes, no máximo (a cada 2 meses). Me deram até carteirinha pois eu já computava mais de 3 doações (mínimo para obter carteirinha desde que os exames das doações anteriores tenham sido negativos). Em 2001 ou 2002, eu e meu marido doamos para a tia dele que precisou para uma cirurgia mas foi direto no hospital da cirurgia mas isso pode ser feito também através do HemoRio e se chama doação autóloga, ou seja, destinada a uma pessoa específica.

Por que eu fiquei tanto tempo sem doar?

Porque da última vez,  eu me senti mal e desmaiei. Foi a única vez e foi um fato isolado sobre o qual fica difícil falar pois apesar de ter recebido toda a assistência, creio ter sido negligência da pessoa que fez os procedimentos, já que , meu braço continuou sangrando depois da doação. Aí, então, desmaiei.  Estava sozinha e foi uma experiência muito forte para mim. Somando a isso, me mudei de estado e doar sangue acabou saindo do meu hábito fazer algo tão importante.

Mas quero deixar claro que apóio totalmente a doação, só recomendo que nunca, nunca mesmo, estejam sozinhos.

Voltando ao dia de ontem, para quem não sabe, você é primeiramente identificado (só podem doar maiores de 18 anos, menores de 65 e com mais de 50 quilos). Depois encaminhado para o cadastramento (dados pessoais como endereço e telefone) e é fornecida uma ficha que você preenche respondendo sobre sua saúde e seus hábitos (se tomou vacina recentemente, se ficou ou está doente, como são seus hábitos sexuais, se já usou drogas, que doenças possui – como hepatite – etc.). Toda a honestidade é fundamental ao responder este questionário. Depois disso, você aguarda ser chamdo para a consulta de triagem onde é verificado seu peso, estatura, pressão arterial e temperatura. Além disso, são detalhadas mais informações sobre as minhas respostas ao questionário como há quanto tempo estou casada, por exemplo. Não se ofenda com as perguntas e neste estágio você pode ser considerado não-apto, por isso, chama-se triagem. Aprovada a doação, você é encaminhado a tomar 3 copos de refresco (muito doce…af…) e comer alguns biscoitos cream-cracker e balas.

Então, aguarda ser chamado e entrando lá o profissional responsável confere sua identificação, dá as orientações e começa os procedimento. Tudo muito limpo e todos os materiais descartáveis.

Terminada a doação que dura de 5 a 10 minutos e retira 420 ml de sangue (para doação e várias ampolas para exames da amostra), você é encaminhado para outro lanche que contém suco, achocolatado, um sanduíche (que era de massa folhada recheado com queijo e presunto, delicioso) e um bolinho doce recheado. Este lanche serve para acelerar a recuperação o volume de sangue doado, o que acontece em poucas horas.

Tudo muito organizado, controlado, limpo e seguro.

E duas coisas mais me chamaram a atenção: lá fora, avisos informavam que caso a pessoa apenas queira fazer um exame de AIDS, que basta informar e será feito sem nenhum custo e de forma sigilosa, não necessitando fazer doação para este fim.

E no lanche final , um papel informando que caso o doador tenha esquecido ou omitido qualquer fato que possa comprometer a segurança do sangue doado, que o mesmo deve ligar para o telefone 0800-282-0708 para que a sua bolsa não seja transfundida em outra pessoa. Tudo sigiloso.

Ou seja, doar é sério e exige muita responsabilidade e consciência.

Serão feitos exames de AIDS, sífilis, hepatite B e C, Doencça de Chagas e HTLV (relacionado a Leucemia) e claro, o teste de tipagem sanguínea. Em caso de algum resultado alterado, o doador será convidado através de carta a consulta médica para esclarecimentos. Estando tudo bem com o sangue doado, a bolsa será centrifugada e separada em 3 componentes: concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma.

Não precisa estar em jejum, de dieta especial ou ficar em repouso após a doação. Apenas evitar esforço, bebidas alcoólicas e atividades arriscadas como voar de paraquedas, dirigir ônibus, motocicleta, subir em andaimes, etc….

O HemoRio fica na rua Frei Caneca, 8, Centro, funciona de segunda a domingo de 7 às 18h e atende mais de 150 hospitais onde o sangue fica estocado para atender emergências, cirurgias e pacientes com anemia grave, etc.

Para mais informações: 0800-282-0708

Além disso, tem mais duas doações que podemos fazer:

Cadastramento no banco de doadores de medula óssea (para isso , deveríamos ter informado antes da coleta para que coletassem a amostra de sangue para ser encaminhada ao banco de medula). Um em cada 1 milhão apresenta compatibilidade, portanto se colocar predisposto a doar é muito importante para salvar uma vida. Farei isso na próxima vez e lá eles encaminham os doadores para uma palestra informativa sobre o que é e como é feita a doação em caso de compatibilidade verificada através da sua amostras de sangue coletada durante a doação.

E outra doação é a de plaquetas que é feita por aférese e que necessita de uma disponibilidade de 1 hora para ficar conectado a uma máquina para retiradas das plaquetas do sangue. Esse tipo de doação contém de 6 a 8 vezes mais plaquetas que a doação comum, precisando de 6 a 8 doaçoes a menos para atender casos de leucemia, transplante de órgãos, medula óssea e outros. Nosso organismo repõe as plaquetas em 24 horas.

Aproveite o feriado e a semana atípica e faça sua doação. Faça disso um hábito, marque na agenda as datas de suas doações durante o ano. Comprometa-se. Eu fazia assim e vou voltar a fazer. A gente se sente um ser humano melhor.

E sei que isso não adianta muito porque os empregadores, infelizmente, não vêem com bons olhos mas os doadores tem direito a um dia de dispensa por ano do trabalho para esta finalidade. Garantido por lei, bastando apresentar o comprovante da doação entregue pela entidade que coletou seu sangue. Quem sabe você não pode sugerir que seu chefe faça uma campanha por ano entre os funcionários? Ou você mesmo pode mobilizar os amigos para irem num final de semana!

A gente se mobiliza para tantas coisas, para tantas baladas…

E não, eu não sou expert em doação de sangue, todas as informações técnicas foram copiadas dos folhetos disponíveis no HemoRio! :)

E convido meus amigos do twitter que lerem o texto a fazermos um #blooddonationday

Vamos nos mobilizar?

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Ana Cláudia Bessa

 

ÚLTIMA NOTÍCIA!

Gente, escrevi o post dia 20 sobre nossa doação no dia 19 e lancei o post no twitter com a sugestão de se criar uma campanha. Pois dia, 24 entrou no ar a Campanha NERDS DOAM SANGUE e já está rolando, com prêmios ! Clique http://migre.me/Fkc .

ADOREI ! Estava matutando sobre conseguir apoio de blogs com maior alcance que o meu e bingo!

Apesar de  não sermos propriamente nerds para participar pelo prêmio, mas o que vale é a campanha!
Uau! Ajude a divulgar!

Curtinhas

tirinhafuturo3

Escola Infantil: 10 Perguntas para Renata Matteoni

p1050510pRenata Matteoni tem 34 anos e era advogada. Era porque depois que se tornou mãe abraçou a causa e parou de trabalhar pra cuidar de sua filha, que hoje está com 3 anos e meio, e não pretende voltar a atuar na área. Escreve em seu blog Pipocando (http://rematteoni.caixadepandora.com.br) sobre o que dá na telha, mas a maternidade e a preocupação com o futuro da humanidade estão, como em sua vida, entre os temas mais recorrentes. E foi capaz de mudar de endereço para morar perto da escola que considerou a melhor opção que poderia oferecer para a educação de sua filha!

1. Como foi sua busca? Visitou muitas escolas?
Foi rápida. Visitei quatro escolas. Três num mesmo dia, e uma – a que escolhi – em outro dia. E a que escolhi já conhecia um pouco. Acho que, ainda que inconscientemente, a escola já estava escolhida, e a visita às outras foi mesmo só pra ter certeza de que tinha que ser aquela.
2. Então você já tinha algo em mente quando começou a procurar?

Tinha uma idéia do que queria numa escola pra minha filha, e a escola que já conhecia e por que no final das contas acabei optando era uma espécie de modelo. Eu já tinha uma admiração pela forma como eles trabalham, mas nunca tinha feito uma visita mesmo, só tinha assistido a palestras e conhecia mães de crianças de lá. Então, depois de visitar as outras escolas marquei a visita com a diretora e foi só a confirmação – pra meu marido também – de que era ali mesmo que a Pipoca tinha que começar sua vida de “estudante”.

3. Quais os critérios que pautaram a escolha?

Posso tentar resumi-los com o seguinte: quero uma escola que respeite o tempo de ser criança da minha filha e que pense no ser humano de forma integral na hora de educar. E que procure educar mentes mais livres. A gente acha que vive com muita liberdade hoje, mas estamos ligeiramente enganados. Porque são, na verdade, tão poucas as escolhas que realmente fazemos de coração. Quero uma educação diferente da que eu recebi, quero minimizar os efeitos da intelectualização precoce a que as crianças estão sujeitas em geral e a Pipoca, em especial, por ter o exemplo em casa de uma mãe que escreve e lê muito. Quero que ela tenha professores afetuosos e preocupados com seu bem estar emocional acima de tudo. Quero que os professores a conheçam e a tratem de acordo, e que não tratem os alunos como se todos fossem iguais. Não quero que minha filha cresça como gado. Quero que ela tenha prazer em aprender e não seja obrigada a decorar as coisas. Isso pode não parecer, mas foi um resumo porque quero muito mais! O que vou falar é meio clichê, mas os pais hoje escolhem o jardim da infância pensando no vestibular, e pensando de uma forma equivocada a meu ver. O respeito pela infância e pela individualidade só pode gerar adultos mais felizes, mais capazes de fazer escolhas conscientes e de encarar os desafios da vida. E isso tudo vai repercurcutir na vida de estudante e profissional deles no futuro…

4. E o que pesou contra as outras escolas visitadas?

Numa delas tudo! rs Crianças ensandencidas correndo por um pátio de grama sintética e cimento, ou em salas de aula escuras, algumas assistindo TV! Crianças tristes, eu achei. As outras não me causaram nenhuma impressão terrível, uma delas inclusive me pareceu até asséptica de tão perfeita e limpa. Mas acho que faltava alma em ambas, não transmitiam a impressão de que havia uma comunidade ali, inclusive numa delas a dona me disse que a participação dos pais era ínfima, até em reunião semestral o quorum era baixo. Como minha filha pode crescer com crianças cujos pais pensam de forma tão diferente da minha quando se trata de filho? Isso nada tem a ver com diversidade (muito pelo contrário, acho diversidade muito importante nas escolas e acredito lá não haveria), mas afinidade de pensamento, de filosofia de vida, especialmente quanto à criação e educação dos filhos…isso considero importante.

5. E a escola escolhida correspondeu às expectativas?

Posso dizer que até o momento sim! inclusive na adaptação eu fiquei com vontade de ser aluninha de lá! Tarde demais, infelizmente.

As crianças são felizes lá, as professoras afetuosas. Nem tudo é perfeito, já esperava encontrar algumas questões, mas me surpreendi com a a rotina da escola, é tudo bem organizado e a rotina muito respeitada, as coisas andam e funcionam muito bem para as crianças. E isso é o mais importante pra mim.
Porém…já observei alguns pontos fracos, vou comentá-los. Aprendi já há algum tempo que objetividade e praticidade não são características facilmente encontráveis em pessoas e instituições alternativas. Não combina, não funciona. E é meio por aí. Já percebi algumas dificuldades na administração financeira, os funcionários contratados são pouquíssmos, pois os próprios professores são responsáveis por determinados asuntos e pais voluntariamente ocupam cargos nas áreas administrativa e financeira, por exemplo. Tenho a impressão de que falta alguem que assuma o papel de administrador, com pulso firme, e estabeleça uma hierarquia na administração da escola. Sabe aquele lugar onde todo mundo trabalha e dá opinião e ninguem consegue decidir nada? Pois é, essa é a sensação que tive. Numa palestra que assisti ouvi sobre a importância de se encontrar em equilíbrio entre autoritarismo (vertical) e a participação de todos (horizontal), são dois extremos. O segredo deve ser mesmo o equilíbrio, o difícil é encontrá-lo.
Tem também aquele perigo do rigor de uma filosofia, do xiitismo. O grande problema é que, quando se acredita muito em algo, quando se idealiza algum pensamento ou pensador, há o risco de perder a capacidade de questionar e no caso a educação livre que se almeja pode virar mais uma prisão, e uma tortura para as crianças. Não estou sentindo isso lá, felizmente. A professora da Pipoca é um doce e muito equilibrada, a escola também não me pareceu radical.
Uma coisa interessante que observei, e que é um ponto fraco e forte ao mesmo tempo: os eventos não primam pela organização, rola muita improvisação, mas são sempre repletos de vida: a participação da comunidade é realmente um grande diferencial, e torna tudo muito mais emocionante. Aqui vale a expressão “feito com amor”.

6. Resumindo, o que você mais gostou na escola?
O mais importante mesmo, como comentei acima, é que na rotina das crianças tudo funciona muito bem. Não tem esse lance de anotar na agenda quantas vezes fez xixi e cocô, por exemplo, parece que a atenção é toda concentrada na a criança de uma outra forma, ela é encarada como um ser único, sua personalidade e seu estado emocional. E achei também bacana a preocupação que percebi com as mães e as familias também. O amor com que as professoras trabalham, o empenho e a dedicação também são dignos de nota. O espaço físico ao ar livre não é ideal, mas tem terra, mangueira, árvores, flores, uma horta vai ser plantada pelas crianças num novo espaço que foi criado, há brinquedos maravilhosos de madeira, e coisas como pernas de pau e corda de pular. Os espaço interno é maravilhoso. As salinhas são muito acolhedoras, parecem casinhas. As professoras falam baixo e cantam muito para as crianças. Elas aprendem a contar colocando a mesa, por exemplo. Tem jeito melhor de aprender?

7. Como funciona a adaptação lá?
Funciona de forma muito livre, mas procura-se um bom senso entre professor e pais. As mães podem ficar quanto tempo for preciso na adaptação, mas se não adaptar a diretora manda a criança voltar pra casa e voltar depois. Um parênteses: percebi que está havendo uma flexibilização em certas posturas que sei que a escola adotava até pouco tempo, uma abertura pra atender a necessidade da comunidade e da própria escola, que precisa crescer pra sobreviver. Nesse ano foi implementado o período integral, das 8 até as 16 horas, pra crianças acima de 3 anos. A escola passou também a aceitar crianças que ainda vão completar 2 anos esse ano, no maternal, mas essas pequenas só podem ficar um período, manhã ou tarde. Crianças como a Pipoca, com 3, deixaram de começar no maternal e passaram a ser jardim, de forma que no jardim há crianças de 3 a 5, 6 anos. No início até estranhei um pouco, mas agora estou achando interessante as crianças vivenciarem a escola dessa forma, acho até positivo para a adaptação dos menores, pois os maiores são de certa forma um exemplo. E acompanhar a própria vivência da professora, de encarar os desafios advindos de administrar uma turma de idades tão diferentes. E na escola os desafios e as ações adotadas pela professora são compartilhadas e discutidas com os pais – aqueles que comparecem às reuniões, claro.
Mas, voltando à adaptação, fiquei poucos dias lá. Por menos de semana fiquei durante toda a manhã, a Pipoca falando comigo só quando me via, em nenhum momento perguntou por mim ou pediu pra me ver. Num belo dia precisei ir ao dentista e conversei com a Pipoca, ela concordou, eu fui e voltei. Depois teve Carnaval e recesso, e ela faltou mais alguns dias porque adoeceu, então no primeiro dia em que ela retornou também fiquei lá um pouco. Depois passei alguns dias chegando um pouco antes de horário da aula acabar e pronto. Mas tem mães do maternal que estão lá até hoje, mais de um mês.

8. Como é a relação custo x benefício?
Em comparação com o que vi e que já ouvi falar, é excelente. A mensalidade é a menor entre as escolas que visitei. Na mensalidade está incluída uma taxa de material e não temos que levar nada extra além das frutas da semana – cada semana um aluninho da turma é reponsável por levar cinco tipos de frutas diferentes para a turma.

9. Você pretende atuar na comunidade?
Estamos conhecendo a escola, a comunidade, como as coisas funcionam. Já participamos de reunião de pais novos, reunião da turma, reunião individual com a professora, assisti duas palestras, bazar e devo começar a participar de um grupo de estudos, que será aberto para pais e amigos. Não cheguei a ir em nenhum mutirão – houveram dois, um para construção de um brinquedo e outro para jardinagem depois de uma obra que aconteceu. Ou seja, ainda não coloquei a mão na massa…rs

10. Você gostaria de deixar uma mensagem para os pais?
Em primeiro lugar acho que não existe escola ideal, cada família deve procurar uma que se adeque melhor a sua filosofia e estilo de vida.
Mas vejo e ouço hoje tantas insanidades quando se fala de jardim da infância que me assusto. Do tipo: “a escola bilingüe X tem a Cultura Inglesa, a Y o Britania, e a Cultura é muito melhor, de jeito nenhum quero que minha filha (de QUATRO anos) tenha um ensino pior de inglês, afinal inglês hoje não é mais diferencial, é essencial”. Ouvi isso ontem à noite, de uma mãe.
Eu, Renata – isso é uma opinião muito minha -, não vejo necessidade de uma criança tão pequena aprender inglês, não vejo o menor problema em ter o inglês introduzido no currículo depois da alfabetização. É fato que criança pequena aprende outros idiomas com mais facilidade que um adulto, mas isso é mais forte quando ela vive em outro país e em outra cultura. Não estou desmerecendo o aprendizado que a criança vai adquirir ouvindo e falando inglês durante a tarde inteira todos os dias da semana, mas não acredito que a que começa a aprender depois vá ficar prá trás. No final das contas, acaba servindo pra pai e mãe exibirem o filho pra amigos e familiares. O diferencial não é inglês ou outros idiomas, mas a educação da criança para o pensamento livre e para que ela seja capaz de fazer escolhas e como você mesma, Ana, falou, enfrentar os muitos desafios que o futuro trará, que não fazemos idéia de quais serão. Esses, pra mim, serão os homens e mulheres bem-sucedidos.
Sobre essa coisa da escola bilingüe, ainda, uma amiga me contou outro dia que anos atrás tirou o filho de uma escola super conhecida no Rio porque a escola estava implementando o ensino bilingüe e num belo dia o menino de 5 anos chegou em casa dizendo pra mãe que queria muuuuito aprender inglês. A escola usando a criança pra vender seu “produto”. Tem coisa mais covarde?
Mas já me extendi muito. Resumo da ópera: o que considero mutio importante e quero colocar é: pais, não escolham a escola de seu filho pensando no vestibular ou no futuro profissional que vocês idealizam para ele. Ou que seus amigos, a TV e a publicidade levam você a idealizar. Lembrem-se de respeitar a infância e não se deixar pressionar pelo filho dos amigos que está na escola trilingüe onde os filhos dos pais mais “poderosos” estudam. Seu filho merece mais que isso, e a humanidade e o planeta no futuro agradecerão.

Antes que os filhos cresçam…

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Affonso Romano de Sant’Anna

Como descartar?

Como descartar fezes de animais sem usar saco plástico?

Recebi essa pergunta por e-mail (ofuturodopresente@gmail.com) e achei interessante postar a resposta por aqui. É importante frisar que minha resposta tem cunho pessoal e não está relacionada a nenhum artigo técnico ou informação oficial de nenhum órgão público ou privado.

Por isso, estou à disposição para críticas, sugestões e correções quanto aos meus procedimentos.

Pergunta: 

Olá… gostei muito do seu blog. Ainda que tenha passado por ele meio rápido. Tenho uma dúvida e gostaria da sua ajuda. Temos acompanhado o combate aos uso das sacolas plásticas, sabemos que é realmente uma agressão ao meio ambiente mas em casa usamos as sacolas para recolher o lixo (se não uso as sacolas uso os sacos plásticos para lixo). Temos cinco cachorrinhos (lindos) e claro produzem muitas fezes as quais são recolhidas também nas sacolinhas plásticas. Existe algum tipo de embalagem que também possa ser usada para o lixo e fezes de animais?Pode parecer bobagem mas fico pesarosa em saber que estou “contribuindo” com a destruição do meio ambiente.

Um grande abraço, parabéns por sua iniciativa. 

Ass.: J. – Goiânia/GO

 

Resposta:

Oi, J. , tudo bem? 

Nenhuma pergunta é bobagem. É melhor perguntar e aprender, não é mesmo. Eu sou a maior perguntadora que conheço depois dos meus filhos…rs…

Essa questão das fezes de animais é complicada mesmo. Na verdade, vou responder por minha experiência pessoal e espero poder ajudá-la.

O consumo de sacolas plásticas ainda é necessário pois temos que armazenar nosso lixo em algum saco. O que precisamos é reduzir o consumo para no futuro, pensarmos em produzir alternativas para eliminar o uso completamente. Como é o caso da compostagem caseira do lixo doméstico orgânico mas mesmo neste caso, as fezes de animais não se incluem.

Com relação às fezes, eu que tenho cachorro, não uso nenhum tipo de embalagem para elas. Mas o meu caso é  diferenciado porque moro em casa e ele faz suas necessidades no jardim. O que não é recomendado tampouco mas , no caso de fezes mais moles, sempre recolhemos e lavamos a área com água. Preferi desta forma para não sujar jornal com dejetos orgânicos, impossibilitando sua reciclagem. E sempre fazemos exames nas crianças da casa para ver se estamos procedendo de forma eficaz. Nunca tivemos qualquer problemas com os exames das crianças, acredito que também por estarmos atentos à saúde do nosso companheiro canino. Isso é fundamental. 

Outro ponto importante é que meu cachorro é de pequeno porte, como suas fezes. :0)

E também só se alimenta de ração. O que faz com que elas sejam secas e firmes. Como você não me especificou esses dados, não sei se teria condições de fazer como eu faço porque  a situação muda de acordo com a quantidade de cachorros (no seu caso, 5), porte e alimentação.  Comprei uma pá só para este fim (que depois do uso é lavada) onde recolho as fezes no jardim sem usar papel ou saco nenhum. Depois jogo as fezes no vaso sanitário pois são pequenas e secas e não fazem nenhuma sujeira no mesmo. Sendo assim, não consumo nenhum saco plástico para me desfazer das mesmas e elas são encaminhadas para tratamento de esgoto junto com as fezes humanas.

Já tentei informações a respeito junto à Cedae mas o link do site não funciona, mas até onde sei os dejetos animais de fazendas e afins é descartado para tratamento desta forma como no caso de lavagem de criadouros onde a água com dejetos vai para o sistema de esgoto. Até porque não acredito que os dejetos devam ser jogados no lixo comum junto com o lixo orgânico pois eles serão destinados ao lixão e com certeza, fezes no lixão não deve ser recomendado.

 No caso de recolhimento de fezes da rua quando passeamos com nosso cachorro, devemos recolher com saco plástico e depois descartar no vaso sanitário. Contudo, sabemos que nem sempre é possível. 

 Outro drama é com as fezes de cachorros da vizinhança na minha calçada. Como não sei as condições de saúde e são fezes enormes, não recolho para dentro de casa e morro de nojo de recolher seja com a pá ou com saco plásticoFico indignada com a cara de pau dos vizinhos em soltarem seus cachorros de grande porte (os de pequeno porte não são soltos na rua) para defecar na rua e nas calçadas e portas dos outros. Jogamos as fezes para perto do bueiro. 

Se quiser/precisar manter o uso das sacolas plásticas, recomendo procurar por sacos plásticos biodegradáveis que são menos agressivos ao meio ambiente, embora não sejam a solução para o problema causado pelas sacolas plásticas. O ideal é evitar o uso sempre que possível, seja das normais ou das biodegradáveis.

 Bem, é isso. Espero ter ajudado.

 Um grande beijo.

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Ana Cláudia Bessa