Monthly Archives: novembro 2009

Ajuda com a amamentação?

biancaaleitamentoMuita gente fica buscando uma forma de ajudar outras pessoas.

A gente fica quebrando a cabeça, pensando no que é que a gente sabe fazer que pode ajudar os outros.

Pois a Bianca, teve uma idéia que eu achei genial: ela, psicóloga e entusiasta da amamentação, criou seu próprio trabalho voluntário que adéqua seu conhecimento profissional e sua paixão pela amamentação.

A idéia dela é genial pela simplicidade.

Ela ajuda voluntariamente mães com dificuldades na amamentação ou que não encontram apoio adequado para continuar tentando amamentar.

Pode parecer uma coisa simples mas amamentar para muitas mães é um desafio.

Às vezes, a dificuldade é física: dor, ferimentos, bico invertido.

Outras vezes, a dificuldade é técnica: pega errada do bebê no bico do seio, pouco tempo sugando, administração de outros alimentos conjuntamente com a amamentação, etc.

Em outras, a dificuldade é psicológica e a mãe simplesmente não encontra apoio nem na família, nem com pediatra que simplesmente recomenda a suspensão da amamentação e a introdução de fórmulas artificiais, que comprovadamente não são substitutos à altura da qualidade e importância do leite materno.

E encontrar uma ajuda de apoio e incentivo à amamentação EXCLUSIVA neste momento pode ser o fator decisivo entre a continuação e o abandono desse que é o melhor alimento para o bebê durante os primeiros seis meses de vida. E eu falo isso por experiência própria pois meus dois filhos mamaram EXCLUSIVAMENTE leite materno até os 8 meses, sem terem precisado de nada mais, nem água.

Sendo assim, eu não poderia deixar de aplaudir e parabenizar a Bianca por sua idéia maravilhosa e dizer que se você precisa de ajuda e apoio para manter seu filho no peito, saiba que muitas vezes uma simples ajuda poderá fazer sua amamentação ser um sucesso. E seu filho estará recebendo de graça o melhor alimento do mundo, que o proverá de saúde, defesas imunológicas e desenvolvimento emocional, orgânico, motor bucal e fonoaudiológico porque o ato de sugar o leite não só é importante pelo alimento que ele representa mas também pelo vínculo afetivo com a mãe e pelos movimentos de sucção que são de extrema importância para o desenvolvimento maxilar e da fala.

Se você mora no Rio, liga prá Bianca!

Parabéns Bianca pelo seu lindo trabalho!

Estou simplesmente encantada!

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IMPORTANTE: DEIXEI O POST COMO INSPIRAÇÃO PARA QUEM QUISER FAZER ALGUM TRABALHO DENTRO DE SUA ÁREA. A BIANCA JÁ TERMINOU SUA TESE E AGORA PRESTA ESTE SERVIÇO PROFISSIONALMENTE ATRAVÉS DO SITE www.possoamamentar.com.br

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Reciclagem na orla do Rio

Fiquei sabendo que o óleo usado nso quiosques da orla do Rio é retirado por uma empresa de sabão para fazer reciclagem do mesmo. Cada litro de óleo usado, renderia R$0,50 para o quiosque.

Se for verdade, bem que isso poderia ser estendido aos restaurantes em geral, não é?

Por que nunca ouvi falar disso antes na mídia?

Por que ainda não se criou um selo de reciclagem de óleo de cozinha do tipo: “Óleo usado, eu reciclo.” ?

Se for verdade, que legal!

Merece ser divulgado!

Alguém aqui mora na orla do Rio ou nas proximidades que confirme e dê mais detalhes?

(In)justiça para todos

bxp27823Esta semana conversando pelo twitter, falamos de casos em que blogueiros expressam suas opiniões e são processados por calúnia e difamação. E perdem os processos! Ou seja, a gente vai lá, se expressa pelo legítimo direito da liberdade de expressão, e a justiça acata esses processos e os cidadãos (que blogam) além de serem desrespeitados ou destratados no atendimento que receberam, ainda tem que indenizar empresas e profissionais liberais como médicos, por exemplo.

Eu sou mal atendida todos os dias! Seja no comércio, seja por prestadores de serviço, seja por profissionais liberais. TODOS OS DIAS! Escrevo algumas coisas aqui no blog mas a maioria passa direito porque senão, não falarei de outra coisa.

Mas o que me revolta nisso tudo é a Justiça brasileira. Ou a mundial, já que o direito cibernético ainda é considerado um assunto polêmico em âmbito mundial. Mas mesmo assim, uma pessoa que é mal atendida por um médico e relata isso em seu blog, é considerada uma difamadora? Ou seja, se você conta seu caso e sua insatisfação para alguém, também é?

Muitos vão dizer que falar no blog é diferente.

Diferente porque a gente consegue falar para mais gente ao mesmo tempo? Mas a idéia é essa mesmo! Porque é justamente a impossibilidade de falarmos para mais do que meia-dúzia que protege quem negligencia no atendimento. Os pacientes de um médico pouco se conhecem a ponto de trocar impressões e indicações a respeito daquele profissional.

Por que, ao invés de questionar o blogueiro, a justiça não questiona mais o mau prestador do atendimento ou serviço? No mínimo, um médico que negligencia no atendimento, tem que levar uma advertência e se o usuário pecou em alguma coisa, também leva. Nem que seja através de pagamento através de trabalho comunitário ou cestas básicas.

Acho engraçado que a justiça ainda se diga despreparada para a cibercultura mas é bem preparada para punir com rigor e indenizações! Afinal, há preparo ou não há? E quanto tempo a justiça vai levar para se preparar? Quem determina os caminhos da Justiça são muito bem pagos, poderiam se dedicar a fazer um trabalho proporcional ao salário que recebem e fazer o direito cibernértico andar com mais velocidade. E de forma justa.

E os advogados? Eu até hoje não encontrei advogados que se preparem para atender de verdade seus clientes e chegam ao tribunal sem argumentação forte e preparada. Porque sinceramente, argumentações inteligentes e preparadas , com certeza, chamariam Juízes ao exercício do bom-senso.

Talvez esses advogados cobrem caro demais para um blogueiro ou cidadãopagar, e aí a gente volta a comprovar que a justiça no Brasil é para os ricos, para as corporações ou para as instituições.

A prova cabal: Semana passada a Justiça condenou o Google a pagar R$1,2 milhão a Rubinho Barrichello por causa de perfis falsos no Orkut. Mas…se você sofre alguma violência, tem um filho morto, é prejudicado pela máquina do Estado, ou qualquer coisa que meceça indenização, prepara-se para receber, no máximo, míseros R$70 mil pela vida do seu filho, do seu marido, da sua esposa. E espere muito, muito tempo, porque a sentença demora. E quando sai, você é quase forçado pelo sistema a aceitar acordos amargos na boca de quem recebe sob o argumento que é melhor isso que nada.  Ou amargar muitos  anos mais esperando.

Sabe aquela idéia que educa?

estacionar1

http://www.naoseiestacionar.com.br/

Sabe aquele carro que ocupa duas vagas, que pára sobre a faixa de pedestres, que pára sobre a calçada ou na vagas especiais e que você sempre teve vontade de deixar um bilhete para mostrar sua indignação?

Parece uma coisa bobinha, mas imagina a cara do cidadão ao ler o bilhetinho!

Indignação, vergonha? Não importa… O que importa é que ele será tocado de alguma forma e tenho certeza, não esquecerá do recado na próxima vez que estacionar seu possante…

Respeitar o próximo e o direito do outro é fundamental para fazermos um mundo melhor e qualquer ferramenta que nos estimule a isso, vale à pena.

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Brincando com sucata

From Martha Stewart Kids

From Martha Stewart Kids

Dica pro fim de semana! E me lembrei especialmente da Rede Ecoblogs cujos blogueiros tantos contribuem para estimular hábitos sustentáveis ! Olha que idéia bacana! Pode ter certeza que as crianças também vão adorar a brincadeira.

Fácil de fazer e ecologicamente educativa.

Afinal, ecologia e sustentabilidade, se queremos mesmo mudar, ou melhorar o mundo, tem que começar desde criança a ser ensinada em casa e na escola.

Algumas metodologias educacionais acreditam que o desenvolvimento motor está muito relacionado ao cognitivo.

Por exemplo: a criança precisa saber pular corda antes de ser alfabetizada. É como se fosse a ordem natural das coisas. As brincadeiras infantis, coletivas ou isoladas são ótimas pra saúde fisica e emocional da criança. Perna de pau, subir em árvore e outras atividades como rodas rítmicas também tem objetivo desenvolver a parte motora. Portanto estimule!

E não precisa parar nas crianças: podemos fazer patinhas para os adultos também? Por que não?

Isso seria perfeito: uma mesma brincadeira aliando reciclagem, atividade física, desenvolvimento motor, brinquedos alternativos, feitos em casa a partir de sucata, criatividade, diversão e união entre pais e filhos!

Num mundo de correria e falta de tempo como os de hoje, não podemos, nem devemos perder uma oportunidade como essa!

Vamos brincar e educar nosso filhos de forma diferenciada. Vamos fazer a nossa parte hoje.

Eu já vou juntar minhas latinhas, e você?

Boa brincadeira!

Autismo: 10 perguntas para Simone Zelner, Mãe.

simonegabi10 perguntas são pouco para conseguir resumir a luta de Simone Zelner, 35 anos, Nutricionista formada com especialização em Saúde Coletiva que sempre sonhou ser mãe e desde menina sabia que teria pelo menos um menino e que ele se chamaria Gabriel (Do hebraico “força de Deus), nunca se viu mãe de menina…engravidou, fez todos os planos, seu filho nasceu lindo e saudável, mas com cerca de um ano e meio ele não parecia se desenvolver normalmente. Não se considera uma guerreira, acredita que faz apenas que faz o que qualquer mãe que tem um filho com necessidades especiais faria :) Se considera sim privilegiada, por poder proporcionar atendimento especializado ao seu filho e aprender com ele todos os dias.

1- Quando você começou a perceber que seu filho talvez pudesse ser especial?
Gabriel nasceu e nos primeiros meses de vida parecia se desenvolver normalmente, começou a adquirir a linguagem na época certa, mas pronunciava as palavras e até frases de uma maneira “estranha” sempre meio cantada e arrastada. Tinha um vocabulário limitado com um repertório de umas 5 palavras, que sempre eram substituídas a medida que ia adquirindo outras. Com cerca de 18 meses todas as palavras sumiram, passou a se isolar, não dar atenção todas as vezes que era chamado, surgiram manias como enfileirar brinquedos e girar incansavelmente ao redor de si mesmo, perdeu o interesse em se relacionar com outras crianças – procurava mais os adultos, enfim começamos a achar que tinha problemas de audição. Procuramos um neurologista, que descartou autismo, porém meu instinto de mãe dizia que isso não podia ser normal, os poucos períodos de psicologia na faculdade me deram algum embasamento para que eu achasse que era autismo, e por isso insisti com vários (inúmeros) médicos.


2- Você disse que seu menino desenvolveu bem quando bebê. Ouve uma regressão?

Algumas teorias sobre as causas do autismo apontam para isso, mas particularmente não acho que seja 100% certo. Para pais de “primeira viagem” tudo o que seu bebê faz é lindo, conosco não foi diferente, porém hoje, olhando para trás percebemos que Gábi já demonstrava algumas características desde que nasceu. Na maternidade, o sistema era de alojamento semiconjunto, em alguns momentos o bebê era levado para o berçário para ser trocado. Meu filho era sempre o último a voltar entre todos os bebês, pois era o menos chorão. As enfermeiras aprontavam e traziam os que eram mais agitados e os que choravam mais primeiro e deixavam os mais tranqüilos por último. Outro detalhe, desde bem novinho tinha um “apego por objetos não convencionais”- eu achava lindo que com 6 meses ele andasse agarrado com uma nécessaire alaranjada. Quando sentadinho batia incansavelmente seu pezinho gordinho (tipo pão bisnaguinha) contra o bebê conforto. Nunca segurou um biscoito e se segurava, a última coisa que fazia era levá-lo até a boca. Eram sinais que na época passaram desapercebidos, as alegrias eram maiores e não chamariam a atenção de nenhum pai ou mãe coruja, mas foram mostras bem sutis que ele nos deu desde bem cedo. Com o passar do tempo, as diferenças começaram a ficar mais marcantes e notórias, como acontece agora, aos 7 anos: fica muito mais claro que ele tem dificuldades, afinal ver um meninão de quase 1,35cm pulando, gritandinho e abanando suas mãozinhas sai um pouco dos padrões aos quais estamos acostumados.

3- O diagnóstico de autismo infantil foi rápido?

O diagnóstico de fato, com laudo, veio quando Gabriel já estava com mais de 4 anos de idade, vários neurologistas, milhões de exames e rios de lágrimas depois. Não existe exame que diga se seu filho tem autismo, todos (laboratoriais, de imagem, de visão, audição, testes genéticos…) servem apenas para descartar possíveis causas físicas que possam explicar ou justificar os comportamentos e o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Durante muito tempo ouvia que meu filho tinha “pautas autistas”… algumas características de autismo, mas não tinha autismo propriamente dito. Cheguei a ouvir que “seu filho não pode ter autismo! Veja só: ele está olhando nos seus olhos e lhe abraçando” Esse é o pior período, uma época de “luto” onde tive a impressão que meu filho estava ali, mas que a sua essência, sua alegria, o seu EU estava indo embora.

4- Quais são as dificuldades que uma criança com autismo apresenta?
Pessoas com autismo (gosto de dizer assim e não autistas, afinal elas não são a síndrome que têm) apresentam dificuldades de socialização, imaginação e comunicação o que leva a graves problemas de comportamento. Por isso é comum acharem que seu filho é mal educado por dar “pitis” em locais públicos, mas imaginem uma criança que não fala, que não sabe mostrar o que quer ou o que a está fazendo mal a ela? Sua única saída é o choro…são como os bebês que choram para dizer que estão com fome, dor, sede…medo! Outra grande dificuldade são as alterações sensoriais que apresentam: sons altos, locais muito movimentados, o toque de outras pessoas, uso de sapatos, certas texturas de roupas, cortar as unhas e cabelos, pode ser muitas vezes doloroso para eles.

5- Crianças/pessoas com autismo gênios dos cálculos e da matemática?
Existem muitos mitos sobre o autismo, um deles é de que todos são gênios, fazem cálculos complicadíssimos rapidamente ou que decoram listas telefônicas e fazem contagem de cartas e palitos de dente com exatidão. O filme “Rain Man” mostrou esse lado, que realmente pode existir, porém nem todas as pessoas com autismo são assim, muitas delas apresentam um déficit cognitivo associado, a ausência da fala em muitos casos é um sinal de que existe algum déficit.
6- Existem locais específicos para tratamento especializado de crianças com autismo?
Sim, no geral pessoas com autismo precisam de uma maneira específica para desenvolver suas habilidades e conseguirem o máximo do seu potencial de aprendizado. As terapias comportamentais são as que apresentaram maior resultado no caso do meu filho, ele é atendido dentro da metodologia TEACCH (Treatment and Education of Autistic and related Communication Handicapped Children), que consiste no ensino estruturado. Pessoas com autismo são muito visuais, portanto entendem e aprendem com maior facilidade quando recebem orientação visual, se sentem mais seguras e sabem o que é esperado delas, essas referências visuais lhes dão previsibilidade. Mas existem outras técnicas e linhas de tratamento.
7- Se o seu filho não fala, como ele se comunica com você? Como saber o que ele precisa?
Comunicação não é só fala, são sinais, gestos, expressões corporais. Existe uma forma de comunicação alternativa que foi criada para as pessoas com autismo: é o PECS (Picture Exchenge Comuncation System) que é o uso de cartões de referência para a solicitação daquilo o que ele deseja ou precisa. É um método simples, barato e eu diria universal, pois através dessa troca, meu filho pode pedir qualquer coisa para qualquer pessoa e ela com certeza entenderá, pois as referências apresentam desenhos e a palavra escrita, assim como pode pedir através de rótulos, revistas, gravuras. Falei anteriormente que a falta da comunicação gera sérios problemas de comportamento (birras e pitis) desde que Gabriel começou a utilizar o PECS, está muito mais tranquilo e menos ansioso, pois sabe que não precisa se jogar no chão ou gritar para conseguir aquilo que precisa. O Método lhe deu mais autonomia já que não precisa de uma pessoa que saiba “fazer a leitura” do seu comportamento para entender suas necessidades.

8- Existe muito preconceito com as pessoas com autismo?
Sem dúvida, o autismo ainda é uma síndrome pouco conhecida e não existe nenhum estigma físico que denuncie que uma criança tem o problema. Tudo o que não é conhecido gera preconceito. Não são raras as vezes que passam por crianças mimadas e nós passamos por pais relapsos e permissivos demais. Não é fácil controlar uma criança que não entende bem algum pedido ou comando verbal, que não tem medo do perigo ou noção de certo ou errado, no geral eles são muito agitados e hiperativos e seus maneirismos característicos acabam gerando receio, muitas pessoas têm medo de que eles se tornem agressivos e acabam tirando outras crianças e perto com medo de que possam se machucar. Há muita dificuldade em circular por locais públicos, os “olhares” de reprovação estão por todos os lados! Transporte público, shoppings, restaurantes, parques… Por isso é que precisamos de maior visibilidade, espaços como esse que a Ana está cedendo e em outras mídias, que tragam a informação à sociedade e reproduzam esse conhecimento.

9- Seu filho frequenta escola especial? E a Inclusão Escolar?
Sim, meu filho freqüenta diariamente uma clinica especializada em atendimento para pessoas com autismo (carinhosamente chamamos de escola também), onde recebe todos os atendimentos integrados (fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, musicoterapia, terapia ocupacional, etc) Esses atendimentos centralizados num único local facilitam muito, pois além de não termos que ficar procurando terapeutas que trabalhem com a mesma metodologia, sabemos que o atendimento será de acordo com as necessidades específicas dele, com maior ênfase nos pontos de maior necessidade. Até o mês passado estava frequentando em contra-turno uma classe regular, com a presença de uma acompanhante, não é uma tarefa simples, embora a escola não precise se nenhum diferencial em termos de estrutura física, é preciso que o currículo seja adaptado, que as atividades sejam estruturadas e pensadas de acordo com as necessidades que ele apresenta. As escolas o geral não estão preparadas para receber crianças com autismo e com as particularidades que lhes são características. Não se espera que nenhuma escola saiba trabalhar de pronto com uma criança com autismo, mas a vontade de aprender com ele é fundamental. É preciso muito empenho para que a acompanhante e o professor desempenhem cada um o seu papel, a acompanhante é uma facilitadora da relação professor-aluno. Nesse último trimestre ele não está mais frequentando a classe regular, pagar a clinica, as terapias adicionais, uma escola particular e uma acompanhante terapêutica, transporte…não é tarefa fácil!!! A inclusão Escolar acontece sim, mas não é nada fácil. Mas já estou empenhada para o próximo ano letivo!
10- O tratamento do seu filho é pago de alguma forma pelo Estado? Existem políticas públicas para atender pessoas com autismo e suas famílias?
Não, todo o tratamento especializado que meu filho recebe é integralmente particular. Mesmo vivendo numa capital, o atendimento para pessoas com autismo é bem restrito. São poucas escolas especiais para uma procura muito grande. Dentro da metodologia TEACCH, só existe a clinica que meu filho frequenta. Não existe políticas específicas que amparem as famílias e suas crianças, em alguns estados, como no Ceará, Rio de Janeiro e Paraíba, isso já é realidade pelo menos no papel, não sei como anda a execução desses direitos. Ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse sentido e só a união das famílias que fará a diferença!
11- O que espera e quais as expectativas e como acha que será o futuro do seu filho?
O autismo é uma Síndrome onde o que mais existe, são as incertezas. Não há nenhuma criança com autismo que tenha um futuro certo, ou que se desenvolva da mesma maneira que outra. Sabemos que desde que estimuladas de forma correta, e com intervenção precoce, podem sim ter um bom futuro. Não por quanto tempo, ou até quando frequentar uma escola regular será válido, o fato é que na fase da sua vida está sendo bom, talvez não consiga se alfabetizar ou ser um grande “doutor”…mas quem pode me dar certeza?! Por essa razão, acredito que pensar no futuro só trás insegurança, incertezas e medos que talvez não se concretizem. Ou seja, é sofrer por antecipação. Hoje não penso muito além não, não me permito imaginar meu filho adulto, tenho procurado viver cada dia. Seu desenvolvimento é bem irregular, existem fases ótimas e produtivas, e outras em que parece que tudo está desandando, sei que ele está crescendo e amadurecendo também, por isso cada alegria e cada vitória supera os maus momentos, aqueles de irritação, gritos, agitação, manias, estereotipas (comportamentos de auto-estimulação com movimentos repetitivos do corpo ou de objetos)…meu filho é muito amoroso, abraça, beija, gosta de estar com outras crianças, me mostra todo dia que é feliz!!!!! Para ele não são necessárias roupas da moda ou de marca, brinquedos caros ou aqueles que viu na TV… apenas importa se amado :) Preciso mais do que isso?! O passado ficou para trás, o presente está aqui para ser vivido da melhor maneira e o futuro a Deus pertence!

Leia +:

audiência pública estadual buscando benefícios para as pessoas com Autismo na Assembléia Legislativa do RJ (ALERJ) 17/11 das 10:00-12:00

Quem quiser conversar ou acompanhar a Simone e o Gábi, basta vistar o Blog do Gábi:

http://www.novoblogdogabi.blogspot.com

Autistas ganham centro de tratamento na rede pública do Rio

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1333036-5606,00-AUTISTAS+GANHAM+CENTRO+DE+TRATAMENTO+NA+REDE+PUBLICA+DO+RIO.html

TEACCH, seus princípios e objetivos.

http://www.cedapbrasil.com.br/portal/modules/mastop_publish/?tac=TEACCH_-_Princ%EDpios_e_objetivos

fotos dos paineis utilizados:

http://novoblogdogabi.blogspot.com/2009/11/calendario-e-paineis.html

O vídeo que tem uma eplicação em bacana de como é a comunicação alternativa:

http://novoblogdogabi.blogspot.com/search/label/4%C2%AA%20fase%20PECS

vídeo sobre diagnóstico precoce de autismo em bebês http://www.megaupload.com/?d=YAOL81II