Ame-se

Outubro é o mês de luta contra o câncer de mama que mata milhares de mulheres todos os anos.

E a blogosfera, claro, apóia incondicionalmente o Movimento Outubro Rosa que tem a ver com a saúde e a vida de todas as mulheres.
Fazer o auto-exame é fundamental, se tocar, perceber as mudanças que acontecem no nosso corpo para saber reconhecer qualquer alteração que inspire um cuidado ou uma investigação especial.
Perder o medo de encarar a necessidade de se examinar e auto-examinar também é muito importante para que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível aumentando imensamente as chances de cura.
Sim, câncer tem cura. E quanto antes diagnosticado, melhor!

E amamentar, além dos benefícios indiscutíveis para o bebê, também ajuda a prevenir o câncer de mama. Eu amamentei bastante e também pensava no bem que estava fazendo à mim.

Campanhas como essas são maravilhosas para nos alertar. Nos manter vigias. Eu, por exemplo, estou com 38 anos e como não tenho casos em parentescos próximos, devo começar a fazer a mamografia anual aos 40 anos (mas se você tem casos próximos, o início é aos 30), mas já comecei este ano aproveitando os exames de rotina e faço exame de toque com bastante frequência durante o banho.

Então, toque-se, cuide-se, ame-se. Viva.

E se quiser participar, escreva seu post ou tuíte bastante sobre o #outubrorosa

“O que tem a ver com você?”

No dia de Natal, fiquei pensando em que mensagem nós poderíamos passar. E certo dia, ví num blog um texto traduzindo um desabafo de uma âncora de um telejornal falando da proibição do casamento gay num estado americano. Achei que essa seria a mensagem perfeita para o Natal.

Afinal, porque um homossexual não pode casar-se?

Já falamos disso aqui no post entitulado O direito de sermos iguais quando a família que despreza seu parente homossexual, faz questão de partilhar sua herança no caso de sua morte.

E esse jornalista pergunta: “ o que isso tem a ver com você?”

O que temos com o direito de qualquer pessoa em casar-se com quem quiser, quando quiser?

O que temos que nos meter na felicidade dos outros, ou mesmo de impedí-las de serem felizes?

E essa é nossa mensagem de Natal contra o preconceito, contra a intolerância, pelo respeito e pela dignidade de se viver num mundo livre, sem opressões e falsos pudores.  (Ana Cláudia Bessa)

“Alguns esclarecimentos, como prefácio:

não é uma questão de gritaria ou política ou mesmo sobre a Proposta 8. Eu não tenho nenhum interesse pessoal envolvido, não sou gay e tive que me esforçar para me lembrar de um membro de minha imensa família que é homossexual. (…) E, apesar disso, essa votação para mim é horrível. Horrível. (…) Porque esta é uma questão que gira em torno do coração humano – e se isto soa cafona, que seja.

Se você votou a favor da Proposta 8 ou apóia aqueles que votaram ou o sentimento que eles expressaram, tenho algumas perguntas a fazer, porque, honestamente, não entendo. Por que isso importa para você? O que tem a ver com você? Numa época de volubilidade e de relações que duram apenas uma noite, estas pessoas queriam a mesma oportunidade de estabilidade e felicidade que é uma opção sua. Elas não querem tirar a sua oportunidade. Não querem tirar nada de você. Elas querem o que você quer: uma chance de serem um pouco menos sozinhas neste mundo. “

(Essa é uma tradução publicada no blog Diário de Bordo do Pablo Villaça do comentário do âncora Keith Olbermann, da MSNBC, fez um discruso emocionante (e emocionado) sobre a aprovação da Proposta 8, que baniu o casamento entre homossexuais na Califórnia-EUA.)

 

Seja amiga dela!

Outro dia visitando o site da Cynthia Semíramis , eu encontrei a indicação do Fique Amiga Dela. Ela, é a vagina.

Achei bárbara a abordagem , a intenção, o título, o contexto e as informações!
Sou totalmente a favor de acabarmos com os tabus a respeito da sexualidade, principalmente a feminina. Vivemos num mundo em que não podemos mais nos dar a esse “luxo”. Luxo? Sim…luxo de que somos recatadas, de que não falamos disso, de que mulher que faz ou pensa ou fala isso ou aquilo é mal vista…
Mal vista por quem, cara pálida?

Mulher tem que ser amiga de si mesma, de sua vagina, de suas mamas, de seus hormônios, dos seus ciclos pois é isso tudo junto que nos transforma no que somos.

E os homens não tem outra alternativa a não ser admirar as mulheres que assim o fazem.

Temos que conhecer nosso corpo, nossa anatomia, nos prevenir das doenças. Isso também é benéfico para os homens.

Vai chegar o momento em que nós, mães, precisaremos nos preparar para o momento em que teremos que ajudar a iniciar a educação sexual de nossas filhas ou ensinar nossos filhos a respeitar e entender também da sexualidade, não só masculina, como feminina.

Estamos vivendo um momento que é completamente diferente do nosso:

Hoje as meninas e meninos saem e são estimuladas a beijar vários na mesma noite. Parece um horror?
Pode parecer, mas na nossa época “ficar” com alguém, também era novidade para nossos pais. E eu “fiquei” muito como muitas meninas da minha época. Só que ficar não tinha nada a ver com sexo, e sexo na minha época era abordado completamente diferente do que é hoje. Mas é o mesmo sexo, só que mais perigoso. E aprender a lidar com essa nova realidade é a melhor alternativa do que bater de frente com as mudanças de comportamento…
E lidar com isso é falar de sexualidade sem preconceitos. E vamos precisar.

Hoje mesmo, li um texto no blog EscutaZé que fala da atual mania entre as meninas:

beijar outras meninas na boca. E isso, não necessáriamente tem haver com homossexualidade.
Qual o momento e até onde falar? Depende de tudo, imagino.
Até porque eu mesma ainda não cheguei lá. Tenho um enteado de 15 anos mas eu não quero atropelar a mãe dele ( como eu não gostaria de ser atropelada) e deixo mais a coisa fluir entre ele e o pai, embora haja minha participação é normalmente nos bastidores. Mas penso que depende de um monte de fatores:
Depende da criança, depende dos pais, depende da necessidade, depende do contexto e depende do nosso bom senso…

Usar nossa sensibilidade para tentar buscar o melhor caminho para desmistificar a “vagina” e aproximar nossos filhos de nós na hora de falar sobre sexualidade.

Porque é melhor aprender em casa, como sempre, do que na rua.
Minha mãe já dizia isso….
_____________________________________________________________________________
Ana Cláudia Bessa

Ser cafajeste é só culpa dos homens?

Outro dia numa conversa animada aqui em casa sobre homens cafajestes, me lembrei de um episódio marcante na minha vida.

Eu tinha meus 15 anos e todo sábado íamos em grupo a uma danceteria (na minha época era assim que chamava, hoje nem sei mais). Lá eu encontrava e “ficava” sempre com o mesmo rapaz: Félix.

Félix era o gato. Moreno, alto, olhos verdes. Cobiçadíssimo.

Um dia, cheguei à danceteria e ele estava beijando uma menina. Não tive nem tempo de ficar triste porque assim que ele me viu, deixou a garota de lado e , como todo sábado, ficamos juntos.

Me achei!

Era EU a master, super, ultra gata da parada!

Vários sábados depois, nós já curtíamos nossa danceteria juntos, como todo sábado, e eu fui ao banheiro. Na volta, o pego aos beijos com uma garota. Fiquei ali, parada, olhando pensando no que eu ia fazer, lembrando de como a outra garota deve ter se sentido quando ele a deixou e ficou comigo. A única coisa que consegui pensar foi em esperar o beijo acabar para que ele me visse e foi o que fiz.

Ele ainda tentou se explicar mas como eu ainda tinha idade de voltar para casa com o pai da amiga, só falei para ele que nunca mais a gente ia ficar junto e fui embora.
E nunca mais ficamos mesmo , nem lembro das vezes que o encontrei. Apaguei completamente da minha memória.

Naquele dia eu aprendi que nós mulheres temos que nos dar valor. Que homem que é cafajeste com outra, cedo ou tarde, será com você. Que nunca devemos incentivar este tipo de comportamento ou valorizar o homem safado.
O problema é que muitas, mas muitas mulheres mesmo, gostam daquele cara cafajeste, daquele desejado por todas e direito de poucas. E muitos até são direito de todas, afinal ela sai pegando.

Somos nós que criamos nossos filhos e dizemos com alegria (e até orgulho) que ele vai ter um monte de namoradas.

Mas peraí!

E nossas filhas, terão um monte de namorados?

Mas peraí!

E nossas filhas vão namorar o filho da vizinha que ela criou dizendo que era bonito ele ter um monte de namoradas?

Somos nós que não só damos asas ao cafajestes quando escolhemos ele para ser nosso parceiro, como quando o criamos dizemos aos nossos filhos que eles podem ter um monte de namoradas.
E penso que nós mulheres, somos sim, muito responsáveis pela criação dos homens que aí estão e que aí estarão.

Eu não gosto de homem cafajeste, mulherengo.
E essas mães que me desculpem, mas acho o fim este tipo de estímulo e pretendo criar meus dois meninos para serem caras bacanas, que respeitem as mulheres e que até tenham um monte de namoradas, mas uma de cada vez.
E eu falo isso sempre que ouço algo a respeito.

E espero que eu viva num mundo que eles se tornem interessantes para as mulheres justamente por causa disso. Não o contrário.

_________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Dia MUNDIAL de COMBATE a AIDS – Entre nessa

O Dia Mundial da Luta Contra AIDS é um dia que, a cada ano, deve servir para desenvolver e reforçar o esforço mundial da luta contra a AIDS. O objetivo deste dia é estabelecer o entrelaçamento de comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.

O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS propicia a oportunidade de saber mais sobre a epidemia, além de estimular a solidariedade da sociedade para com as pessoas infectadas pelo HIV. Essa data também se constitui em um evento anual de ação coordenada contra a AIDS na maior parte dos países, contribuindo com as atividades de luta já em curso e encorajando novas iniciativas.

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV/aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids é uma data de solidariedade às pessoas que vivem com HIV. É também momento de pensar em soluções para evitar novas infecções da doença e para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV. A data foi criada pela Assembléia Mundial de Saúde, em 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). O laço vermelho é o símbolo dessa solidariedade no mundo e foi criado pela empresa Visual Aids.

A primeira pessoa a usá-lo publicamente foi ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do Tony (o “oscar” do teatro americano). A cor vermelha foi escolhida por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão e o laço em si foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo.

No BRASIL A campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2007 tem como foco principal os jovens entre 14 e 24 anos.

A intenção é afirmar os direitos do jovem de viver sua sexualidade e de ter acesso ao preservativo e a informação. A abordagem se soma aos esforços para munir a juventude dos conceitos de prevenção e de direitos humanos, refletidos em projetos como o Saúde e Prevenção nas Escolas e nas ações de parceiros do governo e em ações da sociedade civil e de organismos internacionais.

Para a campanha, serão utilizadas mídias como TV, rádio e Internet, além da produção de cartazes para distribuição aos parceiros dos governos estaduais e municipais e de organizações da sociedade civil, visando a dar suporte às demandas locais.

Como acontece desde 2005, a temática escolhida para as ações do Dia Mundial tem continuidade nas campanhas do ano seguinte. Assim, em sua próxima campanha, prevista para o Carnaval de 2008, o PN-DST/AIDS voltará a enfocar o público jovem.

_________________________________________________________________________________

Informações retiradas dos sites:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/aids/dia_mundial.html

http://www.aids.gov.br/main.asp?View={20CD1BB4-8910-49FF-B869-605B0A69B425