Mulheres e Finanças

bxp45601Eu nunca recebi orientação e educação financeira, nem em casa, nem na escola.

Acredito que a maioria de nós, não tenha recebido.

Tenho muito interesse quanto a isso, principalmente depois que li o livro Pai Rico, Pai Pobre.

Nele foi que tive meu primeiro contato com essas reflexões e sobre a importância de sermos educados financeiramente de forma a usarmos o dinheiro a nosso favor e não a passar uma vida inteira lutando para pagar as contas e presos a um financiamento de 30 anos para ter nossa casa própria. E investir pode ser um bom caminho para aumentar nossa renda familiar.

Não é um aprendizado da noite para o dia e também ainda precisamos entender muitos dos preconceitos que recebemos a respeito de investimentos, como por exemplo, a de que é preciso muito dinheiro para começar a investir ou de que a compra da casa própria é garantia de estabilidade financeira na vida.

Hoje, com o crescimento dos filhos, já fico me perguntando sobre quando começar a investir na educação financeira deles e ainda pensando em como eu mesma posso fazer para aprender e entender melhor como funciona o mercado de investimentos. E, quando penso que este mercado é dominado pela presença masculina, acho mais importante ainda que as mulheres/mães comecem a entender e se informar sobre educação financeira e investimentos já que estão, na maioria dos casos, à frente do cotidiano da educação dos filhos (são elas que escolhem a escola, por exemplo). Além disso, nós mulheres já somos responsáveis em boa parte dos lares brasileiros pelo sustento da família. Ou seja, é mais do que hora de entendermos de finanças além do orçamento doméstico.

Pensando nisso, A ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais coloca no ar, por meio do site Como Investir, uma seção exclusivamente voltada ao público feminino. Chamada de Mulheres e Investimentos, a seção fornece orientação financeira, guias, cartilhas, histórias de sucesso e todo um conjunto de ferramentas voltado para o público feminino levando em consideração as diferenças de características entre homens e mulheres que, com certeza, se refletem na forma de investir.

Eu fiquei muito interessada pois realmente quero entender como funciona o mercado de investimentos e penso que todas nós devemos dedicar um tempinho do nosso dia-a-dia para aprender como podemos usar esta ferramenta para lidar melhor com o dinheiro, investir de forma adequadas às nossas possibilidades e ainda nos programar para dar a nós mesmas e à nossa família um a tranqüilidade financeira para o futuro. Inclusive, tem um guia chamado “10 passos para chegar aos R$ 100 mil”, que achei muito bacana pois aborda situações do dia a dia e nos mostra onde podemos modificar nossos hábitos para alcançarmos essa meta. Não que isso seja fácil, claro que não é, nem é puro milagre, mas sempre que vejo uma meta, penso que estamos mais próximas de realizar nossos desejos, já que é de suma importância, para se chegar em algum lugar, que saibamos para onde queremos ir.

O site traz bastante coisa interessante e mostra que não precisamos ser nenhuma expert em finanças para começar a investir, que podemos fazer isso sem sermos arriscados como os homens costumam agir neste mercado e que também não precisamos de muito dinheiro para começar já que é possível fazer aplicações via internet a partir de 50 reais.

Já ouvi muitas histórias, principalmente nos Estados Unidos de grupos de mulheres (de todas as idades) que estão ganhando dinheiro de verdade através de grupos de investimentos que são feito pela internet, nem precisam sair de casa.

E se você não é mãe, muito menos casada, não desanime porque lá também tem orientações para você e neste caso, eu fico até com inveja, porque queria eu ter tido esse click lá na minha solteirice e ter começado mais cedo a entender e aprender a investir no mercado de ações.

Mãos à obra!

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Post patrocinado e como sempre fazemos questão, toda a liberdade para escrever nossa real impressão e opiniões.

Evoluir é preciso.

estacionado-3020Certa vez, recebi um e-mail com aqueles arquivos em Power Point, os famosos .pps , que eu raramente assisto. Mas esse me interessou e eu não me arrependi.

Ele conta sobre a cultura Slow Down que seria a grosso modo, dar uma desacelerada na vida.

Lá, um funcionário brasileiro de uma empresa sueca explica o quanto nós corremos atrás de resultados imediatos. Ao contrário dos suecos que têm prazos longos e demorados para a realização dos projetos. Em conseqüência se tem projetos amadurecidos com tecnologia e procedimentos adequados, o que gera muito pouca perda na realização dos mesmos.

Isso fica mais interessante ainda quando o próprio autor considera o tamanho da Suécia que é o mesmo tamanho do estado de SP e tem empresas como Volvo, Nokia, Ericsson, entre outras.

E ele finaliza a apresentação contando que ao chegar para trabalhar, em pleno inverno, sob intenso frio e neve, o colega de trabalho, mesmo chegando cedo e estando o estacionamento vazio, parou longe da porta de entrada mesmo com vagas mais próximas disponíveis. Quando questionado pelo brasileiro, o amigo sueco respondeu que ele estava chegando cedo e tinha tempo suficiente para caminhar até a entrada. Os colegas que chegassem depois, provavelmente, estariam com menos tempo e com maior necessidade de parar mais perto da entrada do que ele.

Não acredito que seja possível continuarmos a nos comportar da mesma maneira depois de ouvir essa história. E todos os dias eu me lembro dela na porta da escola ou dos locais onde vou por qualquer motivo. Se antes já andava procurando vagas mais distantes para ficar em local mais tranqüilo, agora tenho mais um motivo e lembro dessa história quando chego cedo na porta da escola e posso esperar.  Sempre avalio se devo mesmo ocupar uma vaga que pode estar disponível para uma mãe que precisa parar perto da porta por qualquer motivo, por exemplo.

Mas não posso deixar de observar que os próprios professores ou donos das escolas param seus carros na porta das escolas. Não bastasse a questão da falta de necessidade de se deixar o carro parado tão perto do portão por tanto tempo, tem a questão prática da coisa que é permitir que os clientes tenham acesso mais fácil à escola. E nos estacionamentos dos estabelecimentos comerciais? Aqui perto temos vários deles que simplesmente não tem vagas disponíveis para os clientes porque os médicos, funcionários, donos de salas e de lojas param seus próprios carros nas vagas de seus clientes.

Ou seja, evoluir nossos pensamentos e nossa percepção nas coisas rotineiras da vida é uma necessidade fundamental para termos melhores resultados combinados com uma qualidade de vida mais enriquecedora (e coletiva).

Viajei na maionese?

Ou começar a educar nossos filhos para serem menos imediatistas e mais “slow down” é uma loucura?

Estarão eles capacitados para mudar o mundo, ou seremos tão poucos que eles estarão totalmente excluídos da realidade imutável dos resultados imediatos?

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Imagem : http://www.osvigaristas.com.br/imagens/transportes/estacionado-3020.jpg

Eu não vou despoluir o mundo em um dia!

Dias 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro, comemorado em mais de 1500 cidades no mundo. É o dia que deixamos nosso carro na garagem ou usamos o menos possível.

Nós aqui em casa já participamos duas vezes (2007 e 2008) e nos rendeu experiências deliciosas e surpreendentes. Se organize e participe deste movimento que tem um intuito de provar que podemos, sim, ser menos dependentes dos carros que são, de longe, os maiores geradores de danos ao meio ambiente, com seus combustíveis, fabricação, necessidade de asfalto, etc…
Esse ano a coisa complica um pouco porque o dia cai num dia de semana e isso dificulta um pouco mudar a rotina, que nem sempre é realmente possível. Eu ainda estou pensando em como posso fazer para deixar o carro em casa já que o ponto de ônibus é bem distante para irmos à pé. De bicicleta, fica inviável porque o único caminho é uma avenida supermovimentada e com duas crianças, em uma bicicleta, não dá.

Essas campanhas não tem a intenção de despoluir o mundo num dia.
São ações pontuais de conscientização.
Quando você é incentivado a fazer isso um dia e gosta, vê que é possível, tem mais chances de promover mudanças realmente efetivas em seus comportamentos.

Como eu não acredito em mudanças coletivas sem que hajam mudanças individuais, eu apoio e acho que precisa um pouquinho de boa vontade das pessoas experimentarem.
De qualquer forma que seja.

Sei que é complicado e que carro, hoje também é sinônimo de segurança e conforto. Um conforto tão grande que é difícil abrir mão.
Mas sabe o que me mudou? O nascimento dos meus filhos.

Isso mexeu comigo como nunca imaginei. Antes deles eu até me preocupava com o planeta, mas fazer que é bom…neca di pitibiriba…
Agora simplesmente não dá. Fico pensando no lixo que vamos deixar para as futuras gerações.
Na poluição do ar, da água….

Sei que eu não vou mudar nada significativamente de forma isolada.
Mas minha paixão por fazer diferença no mundo que vou deixar para eles, inspira meu marido, minha empregada, minha mãe, meus irmãos, meus sogros, cunhados, meus amigos…
Uns mais, outros menos.

E acaba que esses desafios me fazem descobrir coisas bacanas e pessoas também.
Por isso, abro mão de parte do meu conforto, do meu gosto genuíno por dirigir, da praticidade de se morar num grande centro…e assim vai.
Não é fácil, mas tem algo que me motiva que é mais forte que eu. :)

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Lá vem o dia Mundial Sem Carro http://www.ladybugbrazil.com/2009/09/20/la-vem-o-dia-mundial-sem-carro-2009/

Um talento atormentado

020962181-gdh00Morreu Michael Jackson.

Um negro talentoso que se tornou branco e sempre negou que estivesse fazendo tratamentos para clarear a pele. Só isso já é  demasiadamente triste, uma pessoa que não se aceita.

Teve tudo que todo mundo poderia desejar: dinheiro, fama, realização e reconhecimento profissional. Morou na Terra do Nunca, ou melhor, a Terra do Nunca, foi dele. Mas não bastou para lhe trazer felicidade.

Eu fui fã de Michael Jackson, e dancei ao som de suas músicas, embevecida com seu talento, com sua voz. Podem falar o que for, ele fez coisas muito diferentes e interessantes.

Meus filhos não conhecerão Michael Jackson, só o mito. Como eu não conheci o Elvis, só o mito. Porque quando o Elvis morreu, eu tinha, sei,lá…uns oito anos e sinceramente, não tenho nenhuma referência dele em vida. Mas para mim é o homem mais bonito que existiu. Elvis tinha uma plástica perfeita, parecia um boneco de tão bonito.  Morreu sozinho também, deprimido, drogado.

O que Michael conseguiu, poucas pessoas conseguirão. É um mito, e que provavelmente não vai morrer como o Elvis, Carmem Miranda, Lennon.E Maddona também não deve morrer.

Mas o que me chama atenção em toda a sua trajetória, além dos escândalos, além dos casos de pedofilia, além das loucuras com os filhos e da própria loucura é a alma atormentada. Viciado em medicamentos, este homem idolatrado que conseguiu fazer uma fortuna incalculável (e uma dívida tmbém) conseguia ter problema de baixa auto-estima.

Que ele nos sirva de exemplo quando pensamos em dar tudo aos nossos filhos, quando achamos que fama abre todas as portas, que compra a felicidade, quando pensamos que nossos filhos tem que ser competitivos para conseguir projeção e sucesso em suas vidas.

Ele teve tudo (menos o que realmente  importa). E não foi feliz.

Que descanse em paz.

admirável gado novo

200214439-001Observando os acontecimentos relacionados à gripe suína, vendo o pânico desmedido das pessoas diante de um doença que causou apenas 44 mortes  mesmo tendo suspeitas de estar presente em 25 países (vi este número hoje, ainda não sei se é isso mesmo, mas é menos de 2% em relação aos casos suspeitos), vendo o quanto o pânico e a doença vendem de remédios, máscaras, jornais e audiências, vendo o quando as pessoas se deixam manipular sem analisar as informações que hoje chegam tão rápido e de forma tão equivocada e atendendo a vários interesses econômicos …me lembrei dessa música de Zé Ramalho que fala genialmente da “vida de gado” que levamos quando somos guiados sem questionar.

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Pense a respeito.

Oooooooooh! Oooi!
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber…

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer…

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!…(2x)

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal…

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou…

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!…(2x)

Oooooooooh! Oh! Oh!
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela…

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar…

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!…(2x)

Ooooooooooooooooh!

As injustiças humanas

Peguei o vídeo abaixo no blog da Glória Perez . Ele mostra o depoimento de uma Intocável, que pelo sistema de castas da Índia, são pessoas pertencentes à pior casta (um tipo de sistema social) e submetidas à condições subhumanas de vida. É chocante assistir o desabafo mas não podemos esquecer que é uma questão cultural. Pode ser revoltante mas é a crença daquele povo.

No Brasil, temos condições subhumanas de vida, temos desrespeito, abandono social, exploração sexual infantil, trabalho escravo, falta de educação, saneamento e saúde básicos. E não se trata de questão cultural, é falta de vergonha política mesmo. Acomodação social. Porque nós como cidadãos temos nossa parcela de culpa nisso tudo também, a começar pelo nosso voto.

Não que, pelo fato de que se fosse cultural, seria menos pior haver esse tratamento. É tão ruim quanto, mas quando a situação é causada por ganância, fica mais vergonhoso. Mas mesmo assim, choca. Inclusive, li algumas críticas sobre a novela estar apenas mostrando o lado bonito da Índia. Mas as pessoas se esquecem que novela é entretenimento e as cenas que verão a seguir não combinam com novela nenhuma. Mas serve como um alerta para olharmos para nós mesmo e ver que como achamos feio ver no país dos outros, os outros devem ver com a mesma indignação as coisas que acontecem aqui.

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Ana Cláudia Bessa

Cervejaria recicla resíduos e produz energia para um hospital

Fábricas de cerveja geram resíduos, assim como qualquer outro tipo de fábrica. Como estamos em tempos de cuidar do planeta, nada melhor que uma dessas fábricas começar a dar o exemplo de como ajudar o planeta. Na cidade de La Crosse, próxima da área rural de Winsconsin, a economia é sustentada basicamente por uma grande cervejaria, que além de produzir aquilo que pessoas do mundo inteiro consomem diariamente (alguns em grandes quantidades, inclusive) vem mostrando que é bacana ajudar o próximo, cuidar do planeta e ainda se livrar de um problema com um ato único.

Continue lendo no blog PdB

Existem médicos e Médicos

Embora Médicos, com M maiúsculo, seja muito raro encontrar.
e lendo um post do blog Meme de Carbono, fiquei com vontade de falar sobre o parto do meu primeiro filho, compilando os comentários que fiz no post do blog.

Eu passei por uma situação terrível e parecida com os relatos que o post menciona ao procurar por um médico que me apoiasse em minha decisão de ter um parto normal e somente recorrer à cesárea em último caso. Pode parecer simples, mas num país onde 80% dos partos são cesáreos, parto normal é uma luta inglória.

Depois de meses de acompanhamento, minha bolsa rompeu e diante da falta do início de trabalho de parto ativo, o médico falou que ou era cesárea ou eu estava sem médico. Assim, de pronto, seco, decidido. Mesmo eu estando bem, assim como o bebê, mesmo não havendo nenhuma situação de emergência, nenhuma infecção, nada.

Mas é simples enteder o processo de cesárea eletiva: se ele continuasse a apoiar meu desejo de aguardar os sinais naturais do meu corpo, ele estaria preso a um acompanhamento que poderia durar mais de 2 dias e com possibilidades de um longo trabalho de parto e mais um parto sendo realizado de madrugada. Já que partos em primíparas costumam ser mais demorados.

Ou seja, ou te opero sem necessidade ou você está sem acompanhamento médico com um filho para parir e já com a bolsa rompida.

O corporativismo e a proteção até da sociedade diante de médicos como esse me afastaram de uma tentativa de processar esse médico que foi responsável pelos momentos mais dolorosos de minha vida e quem sabe também pelo nascimento prematuro de meu filho que teve que ficar 36 horas num UTI.

Que tenho certeza de que eu poderia ter esperado meu corpo dar sinais mais explícitos de que uma cirurgia seria necessária? Sim.
Que tenho certeza de que havia possibilidade real de meu parto ser normal pois eu ainda estava em condições perfeitas de continuar aguardando mesmo com a bolsa rompida? Sim.
Que tenho certeza de que essa esper poderia ajudar meu menino a nascer no tempo correto sem ser prematuro ou ter que ficar numa UTI por 36 horas ao custo de 6 mil reais? Sim.

Mas duvido, sinceramente, que esse médico será punido ou investigado.
É algo que ainda amadureço todos os dias e no dia que tiver uma chance real, eu dou andamento a isso para que nunca ninguém passe pelo que passamos nas mãos dele.

Esse procedimento recomendar cirurgia após 12/24 horas de bolsa rompida (ou rôta) é praxe médico sem nenhum embasamento bibliográfico. Sofrimento fetal acontece somente quando os batimentos do bebê estão alterados sem que haja contrações, porque durante as contrações, não há nada que não se altere no corpo da mulher. Médicos experientes (e realmente humanizados) e enfermeiras obstétricas, principalmente em vários países da Europa, esperam vários dias mesmo com bolsa rompida sem que haja nenhum risco para o bebê ou para a parturiente. Apenas alguns cuidados precisam ser tomados como evitar exame de toque. Ao contrário do parto cesáreo que é 10 vezes mais arriscado para a mulher e 4 vezes mais arriscado para o bebê, ele é feito indiscriminadamente sob motivos torpes como bolsa rompida há mais de 12/24 horas, cordão enrolado, cesárea prévia e outros. As mulheres são diariamente mutiladas. Porque cortar nosso corpo sem necessidade é mutilação.

E o médico que mencionei é considerado e indicado por grupos de parto humanizado. Tem muita vaidade e corporativismo envolvido. Na maioria esmagadora dos casos, ter um parto normal é um misto de determinação e sorte, sendo que se a sorte faltar, a determinação tem que ser incomensurável. Senão, faca. Determinação no meu caso, seria sair dali e ir bater de porta em porta a procurar um médico com 80% de chance de não-encontrar; Ir para um hospital público e correr os riscos inerentes a esta nefasta opção (apesar de ser mais fácil ter um parto normal lá) ou parir sem assistência nenhuma em casa ou no meio da rua.

Afinal, quem se importa?
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Ana Cláudia Bessa

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Parto Natural aqui no blog

A invisibilidade corrompe

“O que tem a ver com você?”

No dia de Natal, fiquei pensando em que mensagem nós poderíamos passar. E certo dia, ví num blog um texto traduzindo um desabafo de uma âncora de um telejornal falando da proibição do casamento gay num estado americano. Achei que essa seria a mensagem perfeita para o Natal.

Afinal, porque um homossexual não pode casar-se?

Já falamos disso aqui no post entitulado O direito de sermos iguais quando a família que despreza seu parente homossexual, faz questão de partilhar sua herança no caso de sua morte.

E esse jornalista pergunta: “ o que isso tem a ver com você?”

O que temos com o direito de qualquer pessoa em casar-se com quem quiser, quando quiser?

O que temos que nos meter na felicidade dos outros, ou mesmo de impedí-las de serem felizes?

E essa é nossa mensagem de Natal contra o preconceito, contra a intolerância, pelo respeito e pela dignidade de se viver num mundo livre, sem opressões e falsos pudores.  (Ana Cláudia Bessa)

“Alguns esclarecimentos, como prefácio:

não é uma questão de gritaria ou política ou mesmo sobre a Proposta 8. Eu não tenho nenhum interesse pessoal envolvido, não sou gay e tive que me esforçar para me lembrar de um membro de minha imensa família que é homossexual. (…) E, apesar disso, essa votação para mim é horrível. Horrível. (…) Porque esta é uma questão que gira em torno do coração humano – e se isto soa cafona, que seja.

Se você votou a favor da Proposta 8 ou apóia aqueles que votaram ou o sentimento que eles expressaram, tenho algumas perguntas a fazer, porque, honestamente, não entendo. Por que isso importa para você? O que tem a ver com você? Numa época de volubilidade e de relações que duram apenas uma noite, estas pessoas queriam a mesma oportunidade de estabilidade e felicidade que é uma opção sua. Elas não querem tirar a sua oportunidade. Não querem tirar nada de você. Elas querem o que você quer: uma chance de serem um pouco menos sozinhas neste mundo. “

(Essa é uma tradução publicada no blog Diário de Bordo do Pablo Villaça do comentário do âncora Keith Olbermann, da MSNBC, fez um discruso emocionante (e emocionado) sobre a aprovação da Proposta 8, que baniu o casamento entre homossexuais na Califórnia-EUA.)

 

Tinha tudo para ser uma infeliz

Oprah Winfrey é uma mulher muito conhecida e admirada. É apresentadora de televisão norte-americana, vencedora de múltiplos Prêmios Emmy pelo seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana. Ela é o exemplo perfeito de mulher da nossa época, multi-funcional, sendo também uma influente crítica de livros, uma atriz indicada para um Óscar pelo filme A Cor Púrpura, e editora da revista The Oprah Magazine.

Mas Oprah Gail Winfrey tinha tudo para ser uma infeliz. A mãe, de 18 anos, engravidara casualmente e tão logo se recuperou do parto, a jovem abandonou a bebê na porta da casa do amante e sumiu. Aos 3 anos, precoce, recitava versinhos na igreja e aprendeu a ler sozinha (em alguns lugares informa que foi com a ajuda da avó). Mas apesar de esperta e comunicativa, foi rejeitada por ser obesa e ter uma inteligência acima da média.

Excluída, sem mãe nem pai e sem brinquedos nem amigos, ela tinha tudo para ser uma traumatizada. Mas buscou alento nos livros e nos estudos da Bíblia. Farta do jardim de infância, escreveu uma carta pedindo à professora para pular aquela etapa porque “não se sentia à vontade com as colegas da sua idade”.”Sou o que sou porque me agarrei aos estudos”, diz. a dama da TV muito conhecida e admirada, só usou os primeiros sapatos aos 6 anos e com apenas 9 anos, a estrela foi estuprada pelo primo, que passou a molestá-la a partir dali.

Aos 14 anos, grávida mas cheia de esperança, resolveu mudar o rumo de sua vida. Abraçou os estudos e ganhou uma bolsa num colégio particular frequentado por jovens brancos e ricos. Tornou-se popular pelas notas, a simpatia e a determinação. Nessa época, venceu um concurso cujo prêmio era visitar uma rádio local. Lá, os directores encantaram-se com a voz dela e abriram-lhe o caminho da fama.

De acordo com a revista Forbes, Oprah foi eleita por três anos seguidos a mulher negra mais rica do século XX e a negra mais filantrópica de todos os tempos. The Oprah Winfrey Show é o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana. Oprah ganha cerca de 50 milhões de dolares por mês e sua fortuna é estimada em mais de mais de US$2.5 bilhão .

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Eu não sei se tudo isso aí é verdade. Recebi uma parte por e-mail, meu interesse foi despertado porque eu já falei dela algumas vezes aqui. Dei uma buscar em seu nome e tirando a Desciclopédia que disse que ela é filha de Taís Araujo com Lázaro Ramos (rs), não encontrei nada de comprometedor a seu respeito. Portanto, se uma parte disso tudo for verídica, ela já está de parabéns e serve como um grande exemplo para muitos. Sou fã dela desde que vi pela primeira vez, no filme A Cor Púrpura aos 17 anos de idade numa madrugada insone que se prolongou até o amanhecer já que o filme tem quase 3 horas de duração. Tomara que seja, porque seria muito bom ter uma pessoa tão rica que faça genuinamente o bem a outras pessoas.
Eu acredito que todos nós somos capazes de fazer qualquer coisa e conseguir qualquer coisa. Mas existem situações particularmente mais difíceis e realizações tão “megas” que chego a acreditar que determinados destinos são pré-determinados por alguma missão que vai além da nossa vã compreensão. Nestes casos, realizar depende de outros fatores além da força de vontade. Mas é sempre bom ver e ter exemplos de superação e de pessoas que conseguem tudo a partir de nada, ou quase nada.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa