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Fazemos diferença no mundo

Desde que fui ao primeiro BlogCampRJ em 2008 , nunca mais deixei de ir.Essa reunião de pessoas para conversar e “desconferenciar” a respeito da blogosfera é contagiante.
Vi um mundo que eu não imaginava que existia a respeito de blogs e conheci muitas pessoas BACANAS. Desde aquele dia, minha visão de como blogar vem sempre mudando, atualizando e claro, me sinto melhorando.
Em 2009, Blogcamp aconteceu em copacabana e fui surpreendida pelo convite para participar da Arena Conteúdo falando sobre Blogosfera Social.
Este ano, foi o terceiro evento no Rio, aconteceu na Barra e fui convidada a “palestrar” na Arena Conteúdo novamente, só que agora falando sobre “Blogs de Nicho”, juntamente com o Bruno Dulcetti do Papo de Bar , com a Cristina Dissat do Fim de Jogo e com o Nick Ellis do Digital Drops.
Nesta edição eu não consegui participar na parte da manhã pois meu caçula pegou catapora e cheguei correndo para assumir meu posto depois do break para o almoço. #vidademae
Mas no debate dos blogs de nicho, conversamos muito sobre o que a importância de ter um diferencial sobre o que fazemos para atrair a atenção das pessoas/leitores. Não adianta cair no lugar comum, temos que fazer algo diferente e no caso dos blogs de nicho, quando mais direcionado a algum assunto, melhor.
Foi constante em todos os debates que assisti : tem que adorar o que faz? Não, tem que ser obcecado sobre este assunto. Devorar, estudar, ler, aprender, debater sobre este assunto.
E dedicação, precisa? Sim, muita. Blogar com qualidade, dá muito trabalho. – vai aí um recado para a agências que nos procuram com propostas ridículas : blogar dá trabalho e exige tempo e dedicação. fora aquelas que nos mandam propostas de produtos que nada tem a ver com nosso foco: eu por exemplo já recebi proposta de cervejaria. Cerveja em blog voltado para a maternidade e infância? No comments.
Sendo assim, blog não é uma receita mágica. Blog é uma junção de algo que adoramos, feito com muita dedicação e SUA personalidade: blog precisa ter a SUA cara.
Tem gente que ganha dinheiro monetizando ou vendendo anúncios em seu blog. Os blogs de humor estão no top no que se refere à audiência e publicidade. Mas eu, por exemplo, não tenho essa veia para comédia, não é o que gosto de fazer e provavelmente nunca me realizaria dessa forma. Não adianta pegarmos exemplos de sucesso se eles tratam de coisas que não tem identificação com a gente.
Precisamos encontrar O nosso caminho.
Onde encontrar? Na observação do mundo e de si mesmo. Quanto mais atentos estivermos ao mundo a nossa volta, mais fácil abriremos o leque de possibilidades daquilo que poderá ser o blog da nossa vida.
E SEMPRE, E ANTES DE MAIS NADA, com muita ética. Blog precisar ser ético para mudarmos a cara da nova mídia que é a internet.
E que venha o próximo #blogcamprj!! Com mais participações femininas no evento. Cada dia temos mais mulheres por lá e isso , muito me orgulha! #empreendedorismofeminino <mode on>
(Parabéns aos organizadores e obrigada aos amigos Wallace Souza, Bruno Dulcetti e Leo Luz pelo convite)
[imagem: @bigdigo , @brunofontes ]
Estamos com uma nova loja virtual!
Agora no Portal Elo7!
O Elo7 é um portal para empreendedores e artesãos que aceita mais opções de pagamento e é bastante visitado!
Conheça nossa nova loja e nossas novas formas de pagamento para seus presentes de Natal para familiares, amigos e colegas de trabalho, afinal, fim de ano é época de amigo oculto!
http://www.elo7.com.br/futurodopresente

Estaremos também num bazar entre amigas.
Quem nunca foi a um bazar da amiga de uma amiga? Então!
Como disse minha amiga, Aline, andávamos cansadas de tomar Proseco na beira da piscina e então resolvemos montar um bazar…rs
O BAZAR DA AMIGA DA MINHA AMIGA é restrito ao condomínio que o sediará portanto não podemos divulgar abertamente mas foi uma idéia tão bacana que eu precisava contar!
Para quem já recebeu os convites, esperamos por você!

Dè presentes reciclado neste Natal! Surpreenda, inspire, semeie!
Sábado passado, dia 7 de agosto, aconteceu o LuluzinhaCampRJ #5 !
O encontro foi no Bistrô The Line, na Casa França-Brasil no centro do Rio, um cenário exuberante, lindo e cheio de história para contar. Eu amo o centro do Rio de Janeiro com suas construções históricas!
O LuluzinhaCampRJ é um encontro regional de um grupo de mulheres que se relacionam pela internet através de blogs, grupo de discussão, Twitter, Facebook, Orkut e qualquer outra ferramenta de relacionamento online).
Além da presença, que já vale o encontro pois é muito bom conhecer pessoas (mulheres) que a gente conhece virtualmente, fui convidada a falar sobre o projeto Futuro do Presente. Já que o tema deste encontro foi a Sustentabilidade, levamos alguns portamoedas feitos de retalhos de tecido PET que seriam descartados na natureza mas que são reaproveitados e transformados em algo que ainda tem utilidade. Além do lado sustentável também conversamos muito sobre empreendedorismo feminino, maternidade consciente e responsável e sobre o Manifesto pela valorização da Maternidade.
Foi gratificante trocar com tantas mulheres e ver que temos, sim, na maioria dos casos, os mesmo anseios em relação à importância que temos que dar à criação dos filhos, mudanças de comportamento em prol do futuro e ao papel da nova mulher e claro, não menos importante, do novo homem, na sociedade.

[Imagem1/2/3/4: arquivo pessoal/ Imagem 5: Cláudia Sardinha]
Estávamos devendo as fotos do Bazar de Natal que participamos a convite do Cíclicca – Empório Sustentável.
Foi uma delícia, conhecemos pessoas maravilhosas aprendemos muitas coisas na palestra da Ana Branco sobre sucos vivos e o BioChip, 

teve produtos reciclados da Mimirabolantes,
teve contação de história com a escritora Rozane Pais,
teve oficina de reciclagem com a Terezinha Larcher,


teve Brechó com a Cicclica, teve a arte ecológica de Valéria L. Lopes e suas obras feitas de garrafa PET (eu aprendi e o logo mostro a vocês uma arte que fizemos em casa, inspirados nela!)
e teve a Futuro do Presente!
A visão do consumo na ótica das Mudanças Climáticas
Falar de Consumo Infantil pode parecer estranho num primeiro momento e algo com o que não temos com que nos preocupar, mas é importante lembrar que a ecologia era tratada como algo sem fundamento e hoje é tratada por chefes de Estado pois ecologia é uma questão social, econômica e de desenvolvimento industrial. Copenhagen embora não tenha refletido resultados práticos significativos, representou um grande progresso no sentido de ter conseguido reunir 120 chefes de Estado e isso se deve à pressão da sociedade.
Qual a nossa responsabilidade neste processo? Qual a nossa ação concreta?
O cidadão pode mudar a realidade quando diz que não votará no candidato novamente se determinada questão não for resolvida. E talvez assim, tivéssemos saído com resultados mais importantes de Copenhagen.
Precisamos sair da zona de conforto. Vamos deixar tudo para a próxima geração? Crianças e futuras gerações estão sendo usadas como desculpas para que a gente não faça a nossa parte.
E o que o consumo tem a ver com as mudanças clmáticas? Não somente a produção mas o consumo também fomenta o desmatamento. A maior parte de nossa água vem da Amazônia e a desmatam porque há quem consuma. Seus grandes predadores são os madeireiros, a soja, carne e couro.
A empresas distribuidoras precisam dizer que não querem mais fazer parte do problema.
Os consumidores precisam começar a se manifestar dizendo que não consomem produtos produzidos em área de desmatamento. O poder de compra dá ao consumidor o poder de transformar as empresas. O pior tribunal para uma empresa é sua imagem junto ao público.
Uma sociedade calada é uma sociedade ausente e culpada.
Queremos que os governos e empresas mudem mas nós também precisamos mudar para que consigamos mudar este modelo predatório de desenvolvimento.
Marcelo Furtado [Palestrante] : Engenheiro Químico com especialização em Administração e mestrando em Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Atua junto ao Greenpeace na área ambiental há 19 anos. Atualmente é o Diretor Executivo da organização no Brasil.
Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do 3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM – parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.
Crianças e o mundo
As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.
Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.
Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.
Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.
Pais e a propaganda
Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.
O grande problema da propaganda infantil é que querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.
Empresas e publicidade infantil
Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.
Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.
Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.
E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.
Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.
Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.
Integridade = liberdade, respeito, dignidade
Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.
Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.
Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.
Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.
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