Letra de Médico

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Uma coisa, prá mim, inadimissível num médico mas que mais acontece: letra ilegível.Pô…a pessoa tem terceiro grau completo….na prova para passar de ano eles escreviam com esses garranchos que a gente vê por aí?Ou eles se prepocupavam que os professores entendessem sua letra? ;)
Seguindo este raciocícionio, não é importante que o atendente da farmácia, o farmacêutico, o atendente do laboratório entendam os nomes dos medicamentos e exames levando em consideração que a compreensão errada pode causar administração errada de um medicamento ou o resultado de um exame levando á piora ou até a morte de uma pessoa?
Para nós, fica complicado reclamar afinal, estamos ali já sensibilizados por algum problema de saúde. além disso, sempre pesamos que o medico pode levar a crítica pro lado pessoal e não nos atender direito, ou ainda, não temos outra opção de médico e acabamos aceitando isso, ou ainda aquele, apesar da letra, é um profissional competente.
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Mas seja qual for o motivo, não é algo justificável por parte do médico.
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Quanto a nós, eu recomendo que comecemos a pedir, como quem não quer nada, que o médico dite a receita e a reeescrevamos no verso. Eu tenho feito isso e sempre com um sorriso no rosto digo que eu entendo tudo no consulório mas quando chego em casa fico em dúvida e não quero incomodá-lo ou correr o risco de pedir algum remédio ou exame errado. Até porque, atendente de farmácia, muitas vezes nem sabe ler direito. E reescrevo tudo no verso da receita ou do pedido de exames, com a minha letra.
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Como para bom entendedor , meia palavra basta….torço para que ele, inteligente que é, entenda o recado.
:)
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NÚMEROS

 Este texto foi publicado em, curiosamente, em dezembro de 2007 e ontem ouvi algo relacionado à volta da CPMF, SUS e afins. Interessante rever este texto. Coisas de final de ano?

 

R$ 14 mil é a despesa por funcionário do Ministério Público da União.
R$ 12 mil é a despesa por funcionário do Judiciário.
R$ 10 mil é a despesa por funcionário do Legislativo.
R$ 4 mil é a despesa por funcionário do Executivo.
R$ 1,46 milhão gastos em salários das lideranças do Supremo Tribunal Federal.
R$ 18,5 milhões/mês em 2003 eram as despesas do gabinete pessoal do presidente ( valor estimado, pois é sigiloso…).
R$ 29 milhões foi o valor previsto para 2007.
R$ 223,1 milhões/ano com gabinete presidencial que sobem para 350 milhões este ano.
R$ 11.239,00 é o salário do presidente mas ele tem todas as despesas pagas pelo Tesouro Nacional.
R$ 4 milhões/ano com segurança presidencial que abrange os escritórios de SP e familiares em Florianópolis e Blumenau. (?)

Patrimônio

R$ 801,8 milhões/2006 gastos pela União com compra, aluguel e manutenção de veículos. O mesmo valor gasto em 2 anos nas estradas.
R$ 3,46 milhões por 70 Peugeots 307 sedan Feline para a cúpula da Procuradoria da República (frota substituída com apenas 1 ano de uso, era um Marea 2006).
R$ 5,4 milhões gastos nos últimos 3 anos com 37 carros importados para o STJ..
R$ 145 mil/veículo para nova compra já preparada de 10 novos carros modelo ômega Cd australiano.
R$ 2.340 reais pela troca da base do suporte do telefone do carro importado da chefia da Procuradoria-geral (um ômega Australiano importado 2005) fora os custos de motorista, manutenção, óleo, combustível que sai tudo do bolso da União).
R$ 555,7 milhões pelo custeio de passagens domésticas e internacionais pagos pelo Tesouro Nacional. Desse valor R$19,4 milhões é do Judiciário.
R$ 409 milhões/ano só com combustíveis.

R$ 118,9mil por 200 geladeiras, tipo frigobar, com mínimo de 120 litros, para TRT.
R$ 10,2mil por 34 microondas para o TST.
R$ 33mil/ano por cestas de frutas com 30 variedades pelo STF. No TSE, em duas sessões semanais são 8 tortas de camarão a bacalhau, biscoitos e bolos diversos e mousse de maracujá. No TST, consta no edital a condição essencial:“de primeira qualidade”.
R$ 3,439 mil por um pacote de instrumentos de acupuntura para o TST.
R$ 37,5 mil por contrato de ginástica laboral e gerenciamento de stress para a PGR.
R$ 6,8 mil é o valor gasto com o stress dos funcionários da presidência.
R$ 4,1 mil por uma poltrona giratória de massagem para Ministra do STJ.
R$ 849 reais por uma cadeira de maquiagem para mesma senhoura.
R$ 33 milhões com gastos de cartões de crédito, sendo R$ 4,9 milhões só da Secretaria de Administração da Presidência.
R$ 55 mil é o gasto mensal do cartão de crédito da primeira-dama.
R$ 64,8 milhões é a despesa já deste ano! O dobro do ano passado! E a maioria dos gastos é protegida por sigilo. Um senador, o Álvaro Dias-PR lidera um requerimento para liberação dessas informações, afinal o povo tem direito de saber onde é gasto o dinheiro público!
R$ 25,1 mil pagos por uma estante tipo Rack.
R$ 5,5 mil com compra de pedômetros que medem a quantidade de passos que uma pessoa dá (???!!!)

Sedes

R$ 75 milhões é o custo do prédio projetado por Oscar Niemeyer para a Procuradoria-Geral (o projeto inicial de 49 milhões está sob investigação por suspeita de irregularidades. E é no sub-solo deste prédio que os carros que citamos anteriormente passam a maior parte do tempo estacionados.
R$ 239,8 milhões em obras, instalações e projetos no Judiciário.
R$ 1,2 milhão previstos em gastos nos próximos 5 anos ( também no Judiciário).
R$ 202,9 milhões é o custo do novo Tribunal Superior do Trabalho.
R$ 350 milhões previstos para a nova sede do Conselho da Justiça Federal.
R$ 336,7 milhões previstos para a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral.
R$ 489,8 milhões previstos para a nova sede do Tribunal Regional Federal.
(imagina o tamanho do desfalque quando tudo isso for executado).
350 m2 é o tamanho a que chega uma sala nestes prédios onde o conforto é maior a cada novo projeto!
650 m2 para a presidência do Conselho da Justiça Federal.
R$ 2,8 mil/m2 é o estimado para estes projetos!
Mas em MG a coisa piora um cadinho!
R$ 6,6 mil/m2 pela sede da Codemig (Cia. De Desenvolvimento ECONÔMICO de Minas Gerais)

e na Presidência…

2 mil funcionários é o existente no Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente.
60 são os servidores à disposição do presidente no Palácio da Alvorada, residência oficial (que conta com 7 mil metros quadrados de construção, 400 mil de terreno, 6 suítes, sala de cinema e música, biblioteca de 150m2, academia, piscina olímpica aquecida, sauna com sala de massagem e adega para 2 mil garrafas. Fora a Granja do Torto para os finais de semana que tem as mesmas mordomias. E claro, manter tudo isso tem um custo!
A assessoria particular do presidente era composta por 68 pessoas, pulou para 149.
R$ 6 mil é o salário médio, fora o prestígio!

Mais salários

R$ 23.275 é o salário de 61 SUBprocuradores-gerais da República( e este número pode subir pois tramita um projeto para elevar este valor para R$25,725,00 – já aprovado em 3 comissões) rapindinho….
R$ 55 mil é o salário(-mor) de Antônio de Pádua Bertone Pereira, corregedor-geral do MP de SP.
Alguns salários chegam a R$35 mil e a maioria fica entre R$22 e 30 mil.
R$ 10,8 mil é o salário de um promotor em SP.
R$ 19 mil é o salário do promotor em TO. (um estado pobre se comparado a SP…)
R$ 15 mil é a cota mensal de auxílio-combustível para cada deputado. Parlamentares já trocam gasto com combustíveis por aluguel de aviões.
Auxílios que podem triplicar esses vencimentos:
-Auxílio-moradia
-Auxílio-alimentação
-Auxílio-vestimentas
-Carros de Luxo sem despesas para o funcionário
-Abonos
-Gratificações
Com tantos auxílios, um funcionário, que não quis se identificar, disse que os promotores nem precisavam de salários.
O procurador–geral Rodrigo César Rebelo Pinho enviou em 2006 projeto criando mais 202 cargos sem concurso. Mas foi suspenso mesmo depois de aprovado por ter sido considerado “inadequado”.

O conselho não está interessado em cortar os super-salários e adia a votação por mais de 10 vezes.
Descontada a inflação, os salários do Ministério Público mais que dobraram nos últimos 10 anos (coisa de 114,7%).

Especialista afirma que
a festa dos três poderes só vai acabar quando a sociedade fiscalizar através de ONG’s e pela imprensa. Se ninguém reclamar, eles vão mantendo a situação como está e até piorando, como podemos ver. Mostrando que os Tribunais e o Governo são ágeis para gastar, mas lentos para trabalhar!

Quantas vezes os vencimentos dos altos dirigentes do serviço público superam a renda médias dos cidadãos?
4,4 na Espanha / 4,5 no Estados Unidos / 7,7 na Argentina / 16 no Chile / 24,5 no Brasil

Fonte: MORDOMIAS: OS MALES DO BRASIL SÃO… série de reportagens do jornal O Globo

——–Desculpem o longo texto mas os números juntos impressionam!

Nós pagamos escolas particulares porque o governo não dá educação.

Nós pagamos plano de saúde porque o governo não dá hospitais.

Nós pagamos seguro de carro porque não temos segurança.

E ainda pagamos todos os impostos que SUPOSTAMENTE iriam para estes setores numa carga tributária pesadíssima onde há tributação sobre tributação.

E o Brasil precisa da CPMF?
CPMF é o C….aramba!

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Ana Cláudia Bessa

ver: Imposto, Contribuição ou Enrolação?

Blog Day 2010 e a internet livre

Blog Day 2010

Hoje é o Blog Day. Este movimento foi criado para movimentar os blogs de forma a que uns indiquem outros e se conheçam e divulguem. Eu gosto dessas campanhas e apoio porque quando conhecemos novas pessoas e o que elas estão fazendo, podemos encontrar outras com interesses semelhantes aos nossos e isso, claro, provoca uma união, uma coletividade e abre mil e uma janelas de novas possibilidades.

Por isso, eu não poderia de deixar de indicar o meu amigo João Caribé (@caribe) que nos mantém sempre alertas para lutar contra o AI-5 digital e nos convocou para uma blogagem coletiva, hoje, em repúdio a políticos que querem aproveitar que nossas atenções estão voltadas para as eleições para fazer tramitar o voto de uma lei em caráter de urgência com intenção de criminalizar o uso da internet.

A intenção destes políticos é clara: censurar a internet sob o pretexto da pedofilia e os cibercrimes. Não podemos deixar que calem a nossa voz, a mais democrática e transformadora , nunca antes vista na história do mundo, que é a internet.

O interesse deles é esse: impedir que nos expressemos e nos mobilizemos. E o mundo, principalmente o Brasil, continua exatamente como está. Não podemos deixar. Participe da blogagem coletiva e mostre que VOCÊ  está atento.

E que já foi o tempo em que eles faziam as coisas na surdina, sem ninguém saber em benefício próprio, promovendo sempre o atraso e a estagnação do nosso país e dos nossos direitos como cidadãos.

Fórum Criança e Consumo – dia 1 – continuação

Honrar a Infância

Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do  3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.

Crianças e o mundo

As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.

Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.

Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda  é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.

Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.

Pais e a propaganda

Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.

O grande problema da propaganda infantil é que  querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.

Empresas e publicidade infantil

Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.

Pais e as Empresas

Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.

Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.

E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.

Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.

Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.

Integridade = liberdade, respeito, dignidade

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.

Publicidade Infantil, proibir ou não? (parte II)

O risco da proibição e a capacidade da sociedade de se tornar imune


Considerando todo o prejuízo que a publicidade voltada para crianças acarreta e que a criança não tem condições para discernir e decidir sobre seu próprio consumo, propaganda direta, pra crianças, de todo e qualquer produto, não deveria ser proibida e ponto?

Quanto as regras nos prejudicam e quanto nos beneficiam? Quando proibimos, colocamos um controle que pode reverter em cegueira. E por isso é preciso ter muito cuidado.

Nos Estados Unidos, onde o capitalismo já ultrapassou todos os limites de respeito ao individuo, há publicidade de doenças, laboratórios farmacêuticos, hospitais; de advogados incentivando o cidadão a processar sua mãe, seu pai, seu médico, sua escola, seu vizinho. A publicidade do consumo de serviços e de tudo e qualquer coisa é fortíssima e já fez uma “lavagem cerebral” na massa. Lá, apesar de a publicidade infantil ser melhor regulamentada (não é comum ver comerciais durante a apresentação de programas infantis, por exemplo), se levamos uma criança ao cinema encontraremos propagandas embutidas em filmes e animações. É comum ver produtos e marcas em todos os filmes, para adultos e crianças - às vezes são flashes, muito rápidos, que só observamos se estivermos prestando atenção, mas que nosso inconsciente capta. A propaganda, portanto, sempre encontra um meio de atingir seu alvo: nós e nossos filhos. Com regulamentação ou sem.

Sabe-se também que a exposição compulsiva pode treinar nossos olhos a filtrar as mensagens publicitárias, ou seja, o próprio organismo da “sociedade” trata de criar suas próprias defesas. Como cresceram super expostos, os jovens de hoje aprenderam a ler nas sublinhas das mensagens publicitárias, o que de certa forma os protege. A criança que não cresce exposta à propaganda, por sua vez, não adquire esse tipo de “imunidade”, portanto poderá ter outros desafios a enfrentar quando tiver que encarar o mundo como ele é.

Outras possibilidades além da proibição

Há outras formas de proteger as crianças além da proibição da publicidade infantil pura e simples ou mesmo sua regulamentação por lei: ação por parte dos cidadãos, exigindo e fazendo valer os direitos da criança, para os quais existe lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente; auto-regulamentação da publicidade infantil pelo CONAR, busca pelo avanço da publicidade e da forma de se fazer negócios, com mais responsabilidade social e ambiental. Somos, portanto, responsáveis pela evolução que almejamos.

A responsabilidade dos pais

Assumir nosso papel integralmente exige muito de nós: reclamar, gritar e recorrer aos órgãos responsáveis sempre, ainda que enfrentemos dificuldades, buriocracia e corrupção.

As propagandas podem induzir a criança e isso ocorre na maioria das vezes. Mas por outro lado, as atitudes dos pais têm um peso ainda maior. Nós somos o exemplo! Se os pais são consumistas, os filhos também serão! Os publicitários estão no papel deles, e os pais? Qual o papel dos pais? Até que ponto nosso hábito de consumo, mesmo que comedido, influencia nossos filhos?

Como podemos tornar o consumo comedido um exemplo claro para eles já que o consumo é algo inevitável e até necessário? Além da verdade em nossa conduta, muita conversa. E, enquanto eles ainda não entendem tão bem quanto a gente gostaria, evitar levar junto na hora de fazer compras pode ser uma saída. Não é nada fácil educar os filhos para o consumo consciente no mundo de hoje, até porque, na grande maioria das vezes, isso exige que reeduquemos a nós mesmos.

É na escola onde também as crianças podem estar recebendo a maior carga de publicidade. Através dos amiguinhos que aparecem cheios de aparatos tecnológicos e os mais novos lançamentos da Disney e afins comprados pelos seus pais enlouquecidos. Não podemos deixar de considerar um desserviço à educação que os pais mandem brinquedos tão acintosos num ambiente comunitário e pior, educacional. As crianças realmente valorizam esses brinquedos ou eles apenas representam sinais de status? E quem realmente valoriza isso: as crianças ou os próprios pais? Esse tipo de coisa precisa ser controlada pela escola. O papel da escola é socializar, desestimular o consumismo e estimular o companheirismo, o senso de comunidade. A escola não deveria ter medo de exercer o seu papel e impor regras, o que ocorre porque muitas vezes ao agir dessa forma a escola desagrada justamente quem a financia: os pais. E diante disso o papel dos pais que tem um mínimo de consciência e espiríto questionador é exigir que as escolas ajam como educadores, numa parceria conosco na tarefa de educar de verdade.

Acreditamos que, qualquer que seja a escolha da família – assistir ou não TV – é nos elementos e vivências que a rotina nos fornece que aencontramos as melhores oportunidades de educar – através do exemplo e da conscientização. Quando nossos filhos assistem TV, temos que ficar com o controle remoto na mão o tempo todo para controlar o que eles assistem? É claro que precisamos assistir pra saber do que se trata, mas a partir de uma certa idade precisamos também procurar construir uma relação de confiança com as crianças. Definir regras com clareza em relação aos programas que eles podem e o que não podem assistir, e confiar que eles obedecerão. Se desobedecerem, devem arcar com as consequências, como ficar sem ver TV por um tempo.

(continua na próxima semana)

Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni,  Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.

Posts e continuações deste debate:

Parte 1:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/

Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/

E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :

Denise Rangel http://drang.com.br/blog/

Luma http://luzdeluma.blogspot.com/

Simone: http://smiletic.com/

Mais posts :

http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/

http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html

http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Publicidade infantil: proibir ou não?

top_interna_tvSaímos da época das festas, shoppings lotados de adultos e crianças ávidos por comprar seus presentes e artigos de Natal, ano novo, material escolar e carnaval, e não pudemos deixar de refletir sobre esse tema tão importante: consumo infantil.

Alguns defendem veementemente a proibição da publicidade infantil. De outro lado, alguns discordam, acham que estão querendo passar para a publicidade uma responsabilidade dos pais.

O que é importante afinal levarmos em consideração nesta questão?

Em primeiro lugar, que são debates como esses que fizeram com que a publicidade e a sociedade como um todo evoluísse. Somos a favor das diferenças, das possibilidades e do debate.

Mas por que é necessário regulamentar?

Não temos dúvida de que, no mínimo dos mínimos, é urgente uma regulamentação muito, mas muito rígida para a publicidade infantil. Quer dizer, nem todos têm a absoluta certeza de que serão as regras que vão melhorar o estímulo exarcebado ao consumo infantil, mas todos nós acreditamos que é necessário nos mover em busca de proteção à nossa infância.

A publicidade como vemos é um cerceamento à liberdade da criança de imaginar. A criança aprende através da TV e da publicidade a gostar de tudo que a mídia quer que ela goste.

O incentivo ao consumo é tão grande que as crianças não se satisfazem com nada: se é um, é pouco. Se são muitos mas menos que os outros, é pouco. Se são muitos mas o dos outros é maior, é pouco. Se temos muito mas não temos aquilo que o outro tem, é pouco. Se temos um sorriso, um abraço, mas não temos presente, é pouco. É a insatisfação compulsiva.

De quebra, boa parte das propagandas voltadas para crianças são mentirosas e desonestas. Nossos filhos devem e precisam saber: propaganda mente. É um jogo que não se trata do bonzinho e do maldoso, mas de interesses. Conscientizar as crianças já é algo proativo que nós pais podemos fazer independente de qualquer coisa: começar a ser mais enfáticos neste sentido com as crianças em casa.

O objetivo da publicidade voltada para crianças é atingir os pais via filhos. O que torna tudo ainda mais covarde, pois as crianças estão sendo usadas. Aquelas marcas que não dizem nada mais aos adultos, pelo simples fato de não terem nada a mais a oferecer (nenhum diferencial), se disfarçam com personagens infantis e vão pra cima dos pequenos. Os publicitários sabem que os pais, cheios de culpas, acabam comprando quando a meninada pede ou faz pressão. Então vira um non sense: criança não tem maturidade pra votar, pra casar, pra namorar, pra dirigir, para escolher a hora de dormir, para sair de casa sozinha. Mas é tratada como se tivesse maturidade pra tomar decisões de consumo. O que TODOS nós – pais, governo e publicitários – sabemos que elas não têm.

Preocupa muito, também, a abordagem dos anúncios de alimentos infantis. E aí, além da questão do consumo, entra um ponto também muito importante: a saúde. As mães de origem mais humilde, que tiveram seu poder de consumo aumentado nos últimos anos, estão claramente tentando satisfazer todos os desejos dos filhos – desejos que muitas vezes foram delas quando crianças. Isso não seria nem de longe um problema, exceto pelo fato de aquela criança estar sendo entupida de açúcar, farinha e gordura vegetal hidrogenada. O que é um problema que atinge, por diferentes motivos, as demais classes sociais e compromete gravemente a saúde das crianças. Gasta-se horrores em potinhos de “bebida láctea tipo iogurte com aroma artifical de qualquer coisa” quando é possível fazer em casa um litro de iogurte com R$ 2,00 e depois bater com frutas. Esse consumo não é fruto do desconhecimento, mas da propaganda do iogurte-super-divertido-e-colorido-do-super-herói-da-moda-que-dá-super-poderes.

E o risco da proibição? A sociedade pode se tornar imune?

(continua na próxima semana)

Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni,  Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.

Posts e continuações deste debate:

Parte 1:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/

Parte 2:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/

E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :
Cristiane Fetter http://todoyda.blogspot.com/

Vanessa http://fio-de-ariadne.blogspot.com/

Cybele Meyer http://cybelemeyer.com.br/

Mais posts :

http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2010/05/nao_vale_por_um_bifinho.html

http://lucianaivanike.wordpress.com/2010/05/12/minha-filha-sabe-o-que-esta-querendo/

http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/

http://mamaecintia.blogspot.com/2010/04/bakugan-quem.html

http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html

http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Assassino de João Hélio protegido. Vamos questionar?

andiceO menor infrator que participou do crime hediondo que levou o menino João Hélio a ser arrastado vivo por 7 quilômetros até a morte na frente da própria mãe em 7  fevereiro de 2007 foi solto e será enviado para outro país sob proteção da Justiça através de uma ONG (http://www.projetolegal.org.br/) voltada para os direitos Humanos.

Sabemos da importância de se recuperar e retirar os jovens do crime. Isso é tão fundamental quanto a educação infantil para mudar os futuros cidadãos  e a cara do nosso país. Por isso, antes de criticar a ação, enviei um e-mail pedindo esclarecimentos.

Foi a morte do menino João Hélio que motivou a criação do blog e que promoveu profundas mudanças na nossa vida pessoal. Diante disso e da fé de que se queremos um futuro melhor para todos e para nossos filhos,mandamos o e-mail, pois precisamos não nos omitir e questionar, reclamar e nos mobilizar. Veja nosso depoimento sobre a passeata, 1 mês após o crime.

O texto do e-mail (enviado para projetolegal@projetolegal.org.br)segue abaixo e está liberado para ser copiado, com ou sem créditos, por quem se interessar e concordar com o que está escrito e para quem quiser se manifestar e pedir explicações para a ONG que deve ter seu direito a esclarecer seu trabalho.

Que, sinceramente, esperamos que seja um trabalho sério e estruturado.

Vamos aguardar a resposta.

Boa tarde.

Meu nome é Ana Cláudia Bessa, sou carioca, tenho 38 anos e 2 filhos pequenos.
Como mãe, a morte de João Hélio me chocou a ponto de fazer  com que eu me mudasse com minha família do Rio de Janeiro.

Fiquei sabendo sobre a inclusão – através desta ONG-  do menor infrator que participou do crime hediondo cometido contra o João Hélio em 7 de fevereiro de 2007, onde ele foi arrastado vivo preso ao cinto de segurança por 7 km até morrer, em um programa de proteção.

Gostaria muito de receber maiores explicações sobre o programa onde o menor criminoso é protegido e levado para morar em outro país.
Vocês hão de convir que os cidadãos não tem o “privilégio” à proteção, nem do governo, nem de ninguém.
Se esta proteção é dada a um criminoso de um ato hediondo, no mínimo, temos o direito a saber todos os detalhes do programa já que o que se espera é uma ação estruturada e que, de fato, acompanhe e promova a recuperação desse jovem.

Queremos garantias de que ele não será apenas levado para fora do país e abandonado lá, sendo protegido de vivenciar a revolta e a punição merecida  pelos crimes que cometeu aqui e ainda apto e solto para cometer os mesmos crime lá fora.

Não me importa onde ele esteja, nem quero que ele sofra nenhuma violência, mas também não o quero solto para cometer mais crimes (seja aqui ou lá fora), tranqüilo com a vivência da impunidade e da proteção que recebeu.

Quero realmente saber os detalhes do programa e espero que não me enviem as explicações contidas no site.
Para se levar um infrator para outro país, imagino que o programa tenha estrutura, prazos e metas a serem cumpridas.

Ficarei no aguardo,

Ana Cláudia Bessa.

(In)justiça para todos

bxp27823Esta semana conversando pelo twitter, falamos de casos em que blogueiros expressam suas opiniões e são processados por calúnia e difamação. E perdem os processos! Ou seja, a gente vai lá, se expressa pelo legítimo direito da liberdade de expressão, e a justiça acata esses processos e os cidadãos (que blogam) além de serem desrespeitados ou destratados no atendimento que receberam, ainda tem que indenizar empresas e profissionais liberais como médicos, por exemplo.

Eu sou mal atendida todos os dias! Seja no comércio, seja por prestadores de serviço, seja por profissionais liberais. TODOS OS DIAS! Escrevo algumas coisas aqui no blog mas a maioria passa direito porque senão, não falarei de outra coisa.

Mas o que me revolta nisso tudo é a Justiça brasileira. Ou a mundial, já que o direito cibernético ainda é considerado um assunto polêmico em âmbito mundial. Mas mesmo assim, uma pessoa que é mal atendida por um médico e relata isso em seu blog, é considerada uma difamadora? Ou seja, se você conta seu caso e sua insatisfação para alguém, também é?

Muitos vão dizer que falar no blog é diferente.

Diferente porque a gente consegue falar para mais gente ao mesmo tempo? Mas a idéia é essa mesmo! Porque é justamente a impossibilidade de falarmos para mais do que meia-dúzia que protege quem negligencia no atendimento. Os pacientes de um médico pouco se conhecem a ponto de trocar impressões e indicações a respeito daquele profissional.

Por que, ao invés de questionar o blogueiro, a justiça não questiona mais o mau prestador do atendimento ou serviço? No mínimo, um médico que negligencia no atendimento, tem que levar uma advertência e se o usuário pecou em alguma coisa, também leva. Nem que seja através de pagamento através de trabalho comunitário ou cestas básicas.

Acho engraçado que a justiça ainda se diga despreparada para a cibercultura mas é bem preparada para punir com rigor e indenizações! Afinal, há preparo ou não há? E quanto tempo a justiça vai levar para se preparar? Quem determina os caminhos da Justiça são muito bem pagos, poderiam se dedicar a fazer um trabalho proporcional ao salário que recebem e fazer o direito cibernértico andar com mais velocidade. E de forma justa.

E os advogados? Eu até hoje não encontrei advogados que se preparem para atender de verdade seus clientes e chegam ao tribunal sem argumentação forte e preparada. Porque sinceramente, argumentações inteligentes e preparadas , com certeza, chamariam Juízes ao exercício do bom-senso.

Talvez esses advogados cobrem caro demais para um blogueiro ou cidadãopagar, e aí a gente volta a comprovar que a justiça no Brasil é para os ricos, para as corporações ou para as instituições.

A prova cabal: Semana passada a Justiça condenou o Google a pagar R$1,2 milhão a Rubinho Barrichello por causa de perfis falsos no Orkut. Mas…se você sofre alguma violência, tem um filho morto, é prejudicado pela máquina do Estado, ou qualquer coisa que meceça indenização, prepara-se para receber, no máximo, míseros R$70 mil pela vida do seu filho, do seu marido, da sua esposa. E espere muito, muito tempo, porque a sentença demora. E quando sai, você é quase forçado pelo sistema a aceitar acordos amargos na boca de quem recebe sob o argumento que é melhor isso que nada.  Ou amargar muitos  anos mais esperando.

Prepare-se para a emoção

Parteiras 3

Continuando a mostrar a excelente série apresentada no Globo Rural.

Para quem continua achando que somente se nasce em hospital e com assistência médica.

NOT!

Devia ser mais que normal

Segunda parte da reportagem sobre “Parteiras” .

Para termos certeza de que normal é parto normal.