R$120mil para 20 projetos de educação infantil, ambiental e para o trabalho

Conseguir investimento e verba para tocar projetos sociais é uma luta. Por isso, achei interessante divulgar esta iniciativa do Banco Itaú que beneficiará 20 projetos em áreas que tem tudo a ver com o futuro:  educação infantil, educação ambiental e educação para o trabalho. São R$120 mil reais (brutos) por projeto mais treinamento.  Se seu projeto tem o perfil, inscreva-o! As inscrições vão até terça-feira, dia 30 de agosto!

Abertas as inscrições do processo seletivo do FIES (Fundo Itaú Excelência Social), que destinará R$ 120 mil a cada ONG selecionada

Em 2011, serão selecionados 20 programas nas áreas de educação infantil, ambiental e para o trabalho. Cada um receberá R$ 120.000,00 e apoio técnico para aprimorar a gestão e a sustentabilidade de suas ações. O restante do recurso será aplicado em suporte técnico, monitoramento e formação dos gestores das ONGs. Serão destinados ainda R$ 300 mil ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil. No total, o FIES fará um investimento social de R$ 3,4 milhões neste ano.

ONGs interessadas em receber apoio financeiro e técnico devem inscrever-se em http://bit.ly/qT4HdN até 30 de agosto para participar do processo seletivo.

Serão selecionados e apoiados projetos de três categorias. Os de educação infantil envolvem ações executadas por organizações registradas nos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e destinam-se ao desenvolvimento de crianças com idade até 5 anos. Os projetos de Educação Ambiental dirigem-se à formação de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com o objetivo de promover conhecimentos necessários para a preservação e melhoria da qualidade ambiental, realizados por organizações registradas nos CMDCAs. Já os de Educação para o Trabalho preparam adolescentes e jovens de até 24 anos para o mercado de trabalho.

O Fundo Itaú Excelência Social (FIES) só investe em ações de empresas socialmente responsáveis e destina 50% de sua taxa de administração para programas sociais desenvolvidos por organizações não-governamentais. Segundo dados do fundo, desde sua criação, o Programa de Investimentos Sociais do FIES (PIPS FIES) já repassou mais de R$ 16,6 milhões a programas de 97 ONGs, beneficiando 18.467 crianças e jovens e 1.713 educadores.

Acesse o site, www.itau.com.br/fies, saiba mais sobre o FIES.

 

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Você conhece a Carta da Terra?

A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz.

O texto da Carta da Terra

PREÂMBULO

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
    maior responsabilidade de promover o bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.

  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
    causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
    organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
    ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.

  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
    atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
    conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
    família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
    papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.

Para aderir à Carta da Terra, clique aqui

[fonte: http://www.cartadaterrabrasil.org/

Propagandas interessantes pelo meio ambiente

Assassino de João Hélio protegido. Vamos questionar?

andiceO menor infrator que participou do crime hediondo que levou o menino João Hélio a ser arrastado vivo por 7 quilômetros até a morte na frente da própria mãe em 7  fevereiro de 2007 foi solto e será enviado para outro país sob proteção da Justiça através de uma ONG (http://www.projetolegal.org.br/) voltada para os direitos Humanos.

Sabemos da importância de se recuperar e retirar os jovens do crime. Isso é tão fundamental quanto a educação infantil para mudar os futuros cidadãos  e a cara do nosso país. Por isso, antes de criticar a ação, enviei um e-mail pedindo esclarecimentos.

Foi a morte do menino João Hélio que motivou a criação do blog e que promoveu profundas mudanças na nossa vida pessoal. Diante disso e da fé de que se queremos um futuro melhor para todos e para nossos filhos,mandamos o e-mail, pois precisamos não nos omitir e questionar, reclamar e nos mobilizar. Veja nosso depoimento sobre a passeata, 1 mês após o crime.

O texto do e-mail (enviado para projetolegal@projetolegal.org.br)segue abaixo e está liberado para ser copiado, com ou sem créditos, por quem se interessar e concordar com o que está escrito e para quem quiser se manifestar e pedir explicações para a ONG que deve ter seu direito a esclarecer seu trabalho.

Que, sinceramente, esperamos que seja um trabalho sério e estruturado.

Vamos aguardar a resposta.

Boa tarde.

Meu nome é Ana Cláudia Bessa, sou carioca, tenho 38 anos e 2 filhos pequenos.
Como mãe, a morte de João Hélio me chocou a ponto de fazer  com que eu me mudasse com minha família do Rio de Janeiro.

Fiquei sabendo sobre a inclusão – através desta ONG-  do menor infrator que participou do crime hediondo cometido contra o João Hélio em 7 de fevereiro de 2007, onde ele foi arrastado vivo preso ao cinto de segurança por 7 km até morrer, em um programa de proteção.

Gostaria muito de receber maiores explicações sobre o programa onde o menor criminoso é protegido e levado para morar em outro país.
Vocês hão de convir que os cidadãos não tem o “privilégio” à proteção, nem do governo, nem de ninguém.
Se esta proteção é dada a um criminoso de um ato hediondo, no mínimo, temos o direito a saber todos os detalhes do programa já que o que se espera é uma ação estruturada e que, de fato, acompanhe e promova a recuperação desse jovem.

Queremos garantias de que ele não será apenas levado para fora do país e abandonado lá, sendo protegido de vivenciar a revolta e a punição merecida  pelos crimes que cometeu aqui e ainda apto e solto para cometer os mesmos crime lá fora.

Não me importa onde ele esteja, nem quero que ele sofra nenhuma violência, mas também não o quero solto para cometer mais crimes (seja aqui ou lá fora), tranqüilo com a vivência da impunidade e da proteção que recebeu.

Quero realmente saber os detalhes do programa e espero que não me enviem as explicações contidas no site.
Para se levar um infrator para outro país, imagino que o programa tenha estrutura, prazos e metas a serem cumpridas.

Ficarei no aguardo,

Ana Cláudia Bessa.

“Pode ser insuportável”

O clima está mudando.

Hoje, dia do Blog Action Day 2009, cujo tema é Mudanças Climáticas, recomendo que assistam este documentário do Greenpeace Brasil que fala das mudanças climáticas já perceptíveis em nosso país.

E reflita.
Podemos nos dar ao luxo de continuar a não fazer nada?

A despeito daqueles que acreditam que nada podemos fazer, que essas mudanças são resultado natural de nossa forma de vida e que esse é o caminho que devemos trilhar, é possível conviver com a idéia,que nós, tão capazes, apenas devemos cruzar os braços e sofrer as consequências?

Ou podemos lutar, mudar, caminhar mais perto da preservação da natureza para ficarmos por mais tempo com qualidade de vida sobre a Terra?

Mais blogueiras participando do Blog Action Day

Lúcia Malla: Era uma vez Tuvalu

Francine Emília: Mudanças Climáticas

Lunna Guedes : São Paulo da garoa

Lúcia Freitas :Mudar Já para vivder sempre

Pat Feldman : http://pat.feldman.com.br/?p=602

Vanessa : Blog Action Day

Pri Alves : Um dia e muitas emoções

Gabriella Contoli : http://meuclimadevolta.ning.com/

Lis Comunello: Não adianta posar de bonzinho

Quem vai participar da Hora do Planeta?

A Hora do Planeta é uma campanha mundial idealizada para alertar a população sobre a necessidade da redução do consumo contra o aquecimento global. Isso é fundamental e mesmo campanhas pequenas e menos abrangentes tem o meu total apoio.

Contudo, uma coisa que não me agradou na campanha da Hora do Planeta é a orientação de apagar apenas a luz da sala. E eu tinha até preferido não falar sobre isso. Afinal, alguém acredita que isso vai realmente ajudar em alguma coisa? Alguém duvida que a luz da sala será apagada e a luz do quarto acesa, se não a de todos os quartos?

Fiquei decepcionada com essa falta de foco da campanha. E acho sinceramente que a orientação de apagar apenas a luz da sala, numa campanha desse porte, ajuda mais o mercado publicitário que deve estar faturando em todas as esferas com essa mídia do que o planeta propriamente dito.

Por isso, sugiro que todos que forem aderir à campanha, façam mais!
Aproveite este momento para apagar todas as luzes da sua casa por 1 hora.

Acenda velas, converse, cante músicas, dê uma volta na vizinhança, vá a uma pracinha, saia para caminhar, pense em alguma coisa, procure uma alternativa que não consuma luz elétrica na sua casa. Faça a sua parte porque isso é fundamental para que consigamos algo coletivamente: cada um fazer a sua parte.

Será um sacrifício, eu não vejo dessa forma, mas se para você é um sacrifício, pense que nada de bom se consegue sem algum sacrifício. 

Faça a sua parte, ajude o movimento a realmente conscientizar mais e mais pessoas. É um ato simbólico, é verdade, não vai resolver o problema mas precisamos despertar a nossa consciência. E a dos outros à nossa volta. E por ser uma ato simbólico, de conscientização de cada indivíduo, não pense nas fábricas, usinas e empresas que continuarão acesas. Pense que os funcionários dessas empresas estarão pensando nisso daqui prá frente e quem sabe, da próxima vez, muitas empresas, hoje acesas, estarão apagadas no futuro por conta da conscientização desses indivíduos?

Por isso, participe! Mas não apague só a sala! Apague todas as luzes da sua casa por uma hora!

E reflita sobre isso.

horadoplaneta20092

 

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Ana Cláudia Bessa

Apague seu blog

Boa notícia (verde) !

Recebi este e-mail do Greenpeace que nos dá uma resposta positiva da Campanha Meia-Amazônia, não ! “que reduziria a reserva legal da região para 50% e ainda permitiria compensar, em outros locais, qualquer desmatamento que fosse além”. Para saber mais leia nosso post a respeito, aqui. Isso nos mostra que a mobilização da sociedade funciona e que devemos todos participar mais se quisermos de fato mudar a cara do nosso país.

E isso vale para tudo: para a política, quando votamos com consciência; quando educamos nossos filhos com mais dedicação e cuidado; quando decidimos reciclar o lixo de nossa casa, etc.  Mudar o futuro só depende de nós.

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Ana Cláudia Bessa

 


Olá.
O ano de 2008 chega ao fim com uma boa notícia: conseguimos evitar que o Projeto de Lei 6424, o “Floresta Zero”, fosse aprovado na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados! Muito obrigada pela sua participação na campanha Meia Amazônia Não. Seu apoio foi fundamental para essa conquista, mas a luta para manter nossa floresta inteira ainda não terminou.
No próximo ano continuaremos trabalhando para que o PL 6424 seja rejeitado de vez e deixe de assombrar nossas florestas. Para isso, vamos precisar de sua ajuda mais uma vez.

Queremos ter você ao nosso lado em 2009, para juntos construirmos um futuro mais verde, pacífico e justo.

Obrigada mais vez.
Joanna Guinle 

 

Introduzindo uma alimentação saudável

convite_cozinhando

Toda renda obtida é reinvestida nos projetos sociais da Matrice

Notícias Importantes

Estima-se que a cada ano nasçam no Brasil 1.200 crianças com catarata congênita, doença que, sem tratamento adequado, pode levar à cegueira. O Instituto Catarata Infantil(ICI) atende gratuitamente crianças de baixa renda que possuam a doença. Dra. Andréa Zin, Diretora Técnica do ICI, fala sobre o trabalho e as ações realizadas.Leia.
Convênio inédito garantirá empregos para Deficientes Intelectuais

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo está celebrando nesta quinta-feira, 16 de outubro, às 15 horas, parceria com o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural para organizar e realizar a primeira seleção pública no Brasil para o preenchimento de vagas de emprego no CRECI-SP por pessoas com deficiência intelectual. A idéia inovadora tem como objetivo promover a inclusão no mercado de trabalho e a geração de renda para pessoas com deficiência intelectual, através de ações direcionadas. Caberá ao Instituto Olga Kos auxiliar a equipe do CRECI-SP na elaboração do edital de seleção pública, confeccionar os testes, além de ministrar as orientações necessárias aos funcionários da entidade para que saibam como proceder na recepção dos candidatos. Já o CRECI-SP, ficará responsável pelo processo seletivo e a contratação dos aprovados. Mais informações:

Sonia Servilheira e Chrystiane Saggese
Fones: 11-3886.4927 / 4929
Imprensa – CRECI-SP

Alfredo Souza
Fones: 11-3101.5077 / 4118 e 9954.6684
Imprensa – Instituto Olga Kos

Denúncia: água consumida em Caetité (BA)está contaminada por urânio
Após oito meses de investigação, o Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, na Bahia (BA). A mina e uma unidade de beneficiamento de urânio são gerenciadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A denúncia, que demonstra que a geração de energia nuclear é perigosa e poluente desde a sua origem, faz parte do relatório Ciclo do Perigo – Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil, que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira (16/10) em São Paulo.
O Greenpeace e entidades sociais e ambientais da Bahia encaminharam a denúncia ao Ministério Público Federal da Bahia, exigindo a realização de investigação independente sobre a fonte e extensão da contaminação, bem como as condições de operação da INB e o cumprimento das condicionantes dispostas no licenciamento ambiental. A organização também solicitou ao INGA – Instituto de Gestão das Águas, do governo da Bahia, que suspenda as outorgas de água concedidas à INB até que a contaminação seja solucionada.

Para ler a íntegra do relatório, acesse o link:
http://www.greenpeace.org/brasil/documentos/nuclear/ciclo-do-perigo

Recado da Mercedes

TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS PARA CONSTRUÇÃO

No momento em que o mundo começa a se dar conta de todas as práticas nocivas ao meio ambiente e reformula conceitos sobre o melhor aproveitamento dos recursos naturais, surge também uma nova maneira de morar, que aos poucos vai ganhando corpo entre os engenheiros e arquitetos mais conscientes e atualizados.

No mundo todo o conceito é mais conhecido como Greenbuilding, ou numa tradução livre: construção verde. Trata-se de adequar os materiais e o uso da energia de forma mais racional e ecologicamente correta nos espaços onde vivemos: nossas casas.

Hoje em dia no Brasil já é possível encontrar materiais amigavelmente sustentáveis e minimamente poluentes para a construção civil, seja pela própria matéria-prima ou pelo fato de reciclarem produtos que não tinham destinação correta, e também pelo aproveitamento da energia solar, eólica e água das chuvas. Há várias marcas e grandes lojas já oferecendo esses produtos.

No projeto de uma casa sustentável também é pensada de antemão a circulação do ar e o clima regional, de modo a minimizar o uso excessivo de calefação/refrigeração artificial.

Aponto aqui apenas alguns dos vários aspectos abarcados por essas novas tecnologias de construção civil, porque a dica desta quinzena – para aqueles que tiverem interesse profissional ou mesmo para quem vai construir sua casa e quer partir do princípio da sustentabilidade desde o alicerce – é o curso oferecido pelo IDHEA (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica ) nos dias 7, 8 e 9 de dezembro/2007:

MATERIAIS ECOLÓGICOS E TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS PARA ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO CIVIL – PRÁTICAS E APLICAÇÕES

Veja todas as informações no site: http://www.idhea.com.br/curso02.asp

O curso será ministrado em São Paulo, e eu achei os tópicos interessantíssimos, como vocês poderão confirmar no site deles.

Alguns são: Ecoprodutos, 9 Passos para a Construção Sustentável, Poluentes do Ambiente Construído, Estudos de Caso, etc…

Vale a pena se informar. O formulário de inscrição é no próprio site.

_______________________________________________________________________________ Mercedes Lorenzo