Achados na net

Olha quanta coisa legal a gente achou na net, feita por gente como a gente!

Os blogs são realmente uma expressão individual sensacional. Nunca antes na história pudemos trocar tanto com tanta gente. Viva a internet bem aproveitada!

http://cozinharconsciente.blogspot.com/

Um blog com um monte de receitas vegetarianas. Mesmo que a gente não seja vegetariano, vale a visita e a inspiração da Angela para fazer receitas diferentes e experimentar novos e saudáveis sabores. Eu fiquei com vontade de experimentar a sopa de mandioquinha, quinoa e couve (hummmmm….)  e a farofa (nhamm…nhammm…nhammmm) fria de cenoura e amaranto. Olha que nem sei o que é amaranto…rs…

http://alimentosaudeinfantil.wordpress.com/

Lotado de dicas bacanas sobre alimentação infantil saudável. Vale a visita para ver o quanto podemos (e devemos) eveitar dar produtos industrializados para nossos pequenos.

http://mimirabolantes.blogspot.com/

Esse eu já conhecia mas é sempre bom indicar porque a Monique Fustcher tem sempre mirabolantes e boas idéias e inspirações para o mundo!

http://scienceblogs.com.br/chivononpo/

Ciência e de tudo um pouco. Saudades do amigo joâo Carlos que nunca mais apareceu por aqui! :)

http://anepbrasil.wordpress.com/

Associação Nacional para Educação Pré-natal. Por um nascer mais saudável e humano. Iniciativa da amiga Renata Matteoni em defesas das mulheres e das crianças.

Prepare-se para a emoção

Parteiras 3

Continuando a mostrar a excelente série apresentada no Globo Rural.

Para quem continua achando que somente se nasce em hospital e com assistência médica.

NOT!

Devia ser mais que normal

Segunda parte da reportagem sobre “Parteiras” .

Para termos certeza de que normal é parto normal.

Quem precisa de médico?

Primeira parte de uma linda máteria sobre o trabalho das parteiras no interior do Brasil.

E ainda insistem em dizer que parto precisa de médico!

Como eu me arrependo de não ter procurado uma parteira para ter meu primeiro filho!

Parto normal  10 vezes mais seguro para a mãe e 4 vezes mais seguro para o bebê que uma cirurgia cesareana.

E não tenho dúvida de que faz de nós, mulheres mais plenas.

Afinal, é a nossa natureza.

(Obrigada Cláudia Regina pelos vídeos que foram enviados num momento maravilhoso de debates sobre parto entre as participantes do grupo feminino Luluzinhas. Postarei uma parte por semana.)

Fazendo nossa parte nessa caminhada…

p1060169pAcredito, com todas as minhas forças, que a única forma de mudar o mundo é termos uma sociedade civil organizada. E a sociedade civil organizada é você, sou eu. Para que a sociedade se organize e enfrente todas as dificuldades  do nosso mundo, do nosso país, precisamos reclamar menos e agir mais.

p1060163pPor isso, quando eu soube que a Casa de Parto de Realengo tinha sido fechada, eu tive que manifestar aqui minha indignação. O mesmo fiz quando soube do fechamento da Casa de Parto de Juiz de Fora, que infelizmente, continua fechada.

A Casa de Parto de Realengo foi reaberta -sob liminar- e a caminhada em defesa dela e de todas as Casas de Parto do Brasile em defesa do Parto Normal, foi mantida. E eu tinha que ir porque a mulher, nós mulheres, merecemos e precisamos de centros de atendimento ao parto públicos com serviços humanizados e de qualidade como os oferecidos pelas Casas de Parto.

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A mulher tem direito a escolher como quer parir e não ser induzida de forma covarde por médicos cesaristas que levam o Brasil a ser campeão em taxa de cirurgia cesareana, que chega a 80% em hospitais particulares.

E chegando lá encontrei muitas amigas que conheci quando participei de listas de discussão em prol do parto normal humanizado e do parto natural. Lembranças mil na cabeça e alegria de ver tantas

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mulheres engajadas, tantas pessoas verdadeiramente comprometidas com sua causa. Lindo de ver pela paixão, pela seriedade, pela organização.

A orla do Leme e Copacabana ficou laranja com mulheres, homens, crianças e balões colorindo uma luta que deveris ser desnecessária, afinal, um parto humano deveria ser uma regra, não uma excessão.

Mas mesmo assim, foram poucas pessoas. Li que eram 300 pessoas. Mas isso não  é porque as pessoas não defendem a causa. É porque as pessoas preferem continuar em casa, confortáveis, reclamando da vida e dos desrespeito generalizado em nossa sociedade.

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Que essa imagem, de duas lindas grávidas jogando capoeira, inspire e mostre que quando desejamos mudar alguma coisa, é preciso lutar, sair da zona de conforto e superar tudo.

Parabéns a todos que estiveram lá.

Ato, ato, ato queremos a Casa de Parto!

Ai…ai, ai, ai…é só deixar que o bebê sai!

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Agora querem fechar a Casa de Parto do RJ

É…

Depois da Casa de Parto de Juiz de Fora, agora é a Casa de Parto de Realengo que está  fechada.

Isso tudo porque os médicos (defensores da cesárea e do parto medicalizado e cheio de intervenções) estão fazendo pressão para o fechamento dessa instituição pública maravilhosa.

Então, vou repetir aqui o que já escrevi sobre o que uma gestante encontra em uma Casa de Parto.

Eu posso falar por experiência própria pois frequentei a Casa de parto de Realengo e é a coisa mais linda que eu já vi!

As mulheres são tratadas com dignidade, respeito, competência, (muito) carinho e profissionalismo. São mulheres cuidando de mulheres e dando à nós o direito a um parto natural, num ambiente tranquilo e acolhedor sem intervenções cirúrgicas ou de praxe que agridem, mutilam e maltratam a mulher e o bebê. E tudo isso DE GRAÇA porque é público!!!

Parto na água? Lá tem!

Presença e participação do pai? Lá tem!

Preparação e acompanhamento pré e pós-parto? Lá tem!

Orientação, exercícios, palestras durante a gestação para gestantes e seus parceiros? Lá tem!

Parto sem laceração da vagina? Lá tem!

Parto Natural? Lá tem!

Não há risco para as mulheres que tem sempre um hospital de referência e ambulância de plantão para atendimento de emergências. As enfermeiras são enfermeiras obstétricas experientes. O ambiente é maravilhoso e as instalações parecem a casa da gente. A gestante tem direito a quarto privativo, banheira, música… coisa de poucos, mesmo nos melhores hospitais privados do país!

Os médicos fazem este alarde todo porque querem se manter como donos do parto e do corpo da mulher, medicalizando cada vez mais o nascimento que é um fenômeno natural e fisiológico!

Manter a Casa de Parto em funcionamento é mostrar que é possível acabar com este escândalo que é 80% de cesáreas no Brasil. Isso significa que 65% das mulheres podem estar sendo operadas sem necessidade clínica e sim por conveniência do médico que não quer perder tempo ou que não sabe acompanhar um parto normal e expõe mães e bebês a risco de 4 a 10 vezes maiores, a infecção hospitalar, complicações pós-parto para a gestante e para o bebê e ainda a submete a um dolorido e sofrido pós-operatório que no parto normal simplesmente NÃO EXISTE! Dando á mulher plenas condições de dar toda atenção, carinho e dedicação ao seu filho que acabou de nascer.

Várias ações estão em andamento. O Ministro Temporão já recebeu representantes e um dossiê com todos os documentos e dados sobre a Casa de Parto de Realengo.Entidades e escola de enfermagem estão mobilizadas, vários profissionais e pessoas que defendem a Casa de Parto estão reunidos.

Se você quer ajudar, ajude a lotar mais ainda a Caixa Postal da Ouvidoria do município de mensagens.

Sábado, 6 de junho de 2009, às 15:00 a Rede Globo filmou na porta da CP uma reportagem e a presidente do COREN-RJ irá esclarecer e responder aos questionamentos do CRM que tb será ouvido. Vai ao ar no RJ TV de 19:00.


Terça- feira, às 10:00, profissionais e usuárias darão um abraço na CP.

Domingo, dia 14, pela manhã haverá um encontro na orla, no final do Leme, presença de mulheres e crianças de Realengo.

Participe, divulgue!

Diga NÃO! Ao fechamento da Casa de Parto de Realengo!


Parto Domiciliar – 10 perguntas para Dydy

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Dielly Miranda de Souza, mais conhecida como Dydy, é Enfermeira obstetra, uma pessoa que admiro profundamente e convidei-a para falar sobre sua experiência com seus dois partos domiciliares que motivaram seu caminho dentro da obstetrícia, ajudando outras mulheres a viverem seus partos de maneira intensa, romântica e segura.

-Como foi a decisão por seu primeiro parto domiciliar?

Tinha 21 anos e havia acabado de me formar na faculdade de enfermagem, quando engravidei. Não tinha pensando em ter um parto domiciliar, mas queria muito parir com uma colega enfermeira. Quando encontrei a Helô, ela pediu que eu pensasse sobre esta possibilidade e eu sequer hesitei “Em casa? Tá bom.”

-Mas qual seria a grande diferença entre um parto domiciliar e um parto hospitalar humanizado?

Por mais humanizado que seja um parto hospitalar, não podemos esquecer que ele acontece dentro de uma instituição e que tem rotinas a serem seguidas. Muitas maternidades que se dizem humanizadas, não são.

Existem alguns detalhes básicos para serem considerados minimamente humanizados: liberar a dieta durante o trabalho de parto; oferecer analgesia natural como bola, banho, posiçoes alternativas; abandonar a episiotomia de rotina; indução de parto, incentivar alojamento conjunto e mamada logo após o parto…

Isso tudo parece muito simples, mas poucas maternidade tem todas estas atitudes.

E mesmo nestas, há normalmente varias pessoas na sala, os partos acontecem numa mesa ginecologica, fazem aspiração de rotina no bebê, vacinam logo que nascem…

Eu queria ser dona do meu parto. Poder gritar se desse vontade (e não deu), ter pessoas da familia perto ou até mesmo ninguém, trocar carícias com meu marido e viver um evento familiar, não médico.

-Como eram as histórias de parto que voce escutava?

Eu carregava um estigma muito forte familiar, em especial de minha mãe, que sofreu demais em seus partos institucionais altamente medicalizados, cheios de intervenção, com privacidade, segurança e conforto zero.

Praticaram todas as intervençoes possiveis e imaginaveis só para ensinar aos estudantes “como fazer partos”. Soro, kristeller (empurrar a barriga), deitada, episiotomia (corte na vagina), forceps, dieta zero (incluindo sede), varios academicos na sala de parto, afastamento dos bebês por dias e quando tudo terminou, não davam nada para comer porque já era tarde. Sozinha, exausta, com fome e sem bebê. Seus dois partos foram tristes assim.

Fora isso, minha avó tinha uma historia muito legal em seus 5 partos, alguns domiciliares, e o último, uma cesárea, ficou 4 meses internada em coma por reação a anestesia.

Quando eu era adolescente, imaginava que cesárea fosse uma libertação para todo o sofrimento do parto.

Tive que descobrir por mim mesma que parto, mesmo quando dói, pode ser bom, porque traz como nada mais na vida, uma vivência que jamais tive a oportunidade de ter de outra forma.

Mas falta aos profissionais, de maneira geral, esta percepção de que o parto não é legal só fisicamente. Aliás esta a menor das vantagens. O parto aproxima mãe e filho, por causa dos hormônios liberados, e amadurece espiritualmente de uma maneira rápida e forte.

-Como foram seus partos?

O primeiro foi difícil por vários motivos. Estava num momento complicado da minha vida. Além das histórias de parto de minha mãe, vieram à tona muitas questões pessoais que prejudicaram a evolução do parto, tornando-o o mais longo da história de minha parteira.

Acredito piamente que meu emocional contribuiu de maneira negativa para meu parto, mas o parto contribuiu de maneira incisivamente positiva para minha vida.Dormi menina e acordei mulher, como costumo dizer.

Tive rachaduras muito dolorosas no seio, mas aguentei firme, porque via que, se tinha passado pelo parto, poderia aguentar qualquer coisa. E o amamentei por quase 5 anos. Isto me uniu muito ao meu filho, Klauss, hoje com quase 7 anos. Ele nasceu na água, após quase um dia de trabalho de parto e com uma circular de cordão, na presença do pai dele e de minha mãe, Helo e Marilanda, no apartamento onde morava em Macaé. O segundo aconteceu há 14 meses, após uma gravidez planejada, extremamente saudável, quando eu já cursava especializaçao em obstetricia. Hoje brinco que ela fazia partos comigo desde antes de nascer. Eu não sabia o sexo, mas acreditavamos que fosse menina e só conseguiamos escolher nomes femininos e ele veio rapido, Aglaia, uma deusa grega, bela e gloriosa. Perfeito.

Só me dei conta que estava em Trabalho de parto menos de 2 horas antes dela nascer. Liguei pra Helô e achei um exagero quando ela disse que viria. Logo a bolsa rompeu e fomos pra casa. Queria que o klauss assistisse, mas ele dormiu. Tomei banho, vomitei, bebi muita agua. A enfermeira chegou quando faltavam uns 40 minutos para o nascimento, eu estava com menos de 5 de dilatação. Meu marido dizia que iria tira-la do mesmo jeito que a havia colocado dentro de mim. Em meia hora dilatei completamente, ela me deu um copo de vinho pra relaxar e logo minha princesa veio. Meu marido a trouxe para meus braços e, como estava escuro, coloquei a mão na vagina dela “É uma menina!”

Acordamos o irmão para conhecer a ” Bochechinha”, como ele a chamava. Foi muito importante ver minhas duas, alias, três jóias ali, juntas. Sem regras, sem ninguém para criticar nada.

Fiquei muito mais ligada ao meu marido depois disso.

-Voce vai continuar fazendo partos?

Não, eu só fiz meus dois partos, os outros eu só ajudo as mulheres a fazerem o que já sabem fazer.

Me sinto cada vez mais realizada toda vez que posso ajudar uma mulher a parir sem sofrimento, sem cortes, sem imposições.

Ás vezes eu gostaria de simplesmente parar com isso, largar tudo, porque é uma carga emocional e uma pressão muito grandes. Há varias pessoas torcendo para esses partos darem errado para criticarem minha profissão e esta autonomia feminina.

Falam em escolhas na obstetricia, mas elas so valem quando é para escolher cesárea ou escolher o hospital onde parir. Acho que o direito de escolha vai muito além.

-Mas dentro desta lógica, para que servem os hospitais?

Até o inicio do último século, praticamente não existiam partos institucionais. Eram parteiras e médicos de familia. Há menos de 40 anos, o modelo atual conseguiu espaço. Em muitos lugares do mundo, inclusive do Brasil, os partos são conduzidos por parteiras, com muito sucesso. Tanto que há varias iniciativas até internacionais para valorização do trabalho e profissionalização destas mulheres, verdadeiras guerreiras, que acabam dando jeito em varias situações que, por aqui, resolvemos com cortes simples e arriscados na barriga, as vezes sem qualquer critério.

O fato é que temos hospitais e tecnologia e eles são muito bem vindos, quando necessários.

Mas o que vemos hoje é uma inversão de valores: usamos tenologias para tudo e pecamos pelo excesso e o excesso também tem consequencias. Alias, infelizmente as cesáreas, criadas para salvar cerca de 10% das parturientes com dificuldades, tem prejudicado mais do que ajudado e não sou eu que estou dizendo, mas qualquer estatística de órgaos confiáveis nacionais e internacionais, inclusive OMS.

As maternidades são necessárias para estes casos em que o parto é complicado ou mesmo impossível. Estes casos são raros, ao contrário de tantas desculpas para operar como bebê passando do tempo, cordão enrolado, “não tenho passagem”, etc.

Se as instituições fossem procuradas nos casos em que há necessidade real, evitaríamos muitas intervençoes e complicações de parto.

-A mulher pode escolher seu parto?

Esta é uma pergunta muito difícil para mim. A principio sim, desde que a mulher fosse realmente informada e bucasse por si mesma saber dos riscos de uma cesárea desnecessária.

Algumas optam por medo da dor, mas cesárea dói infinitamente mais, tanto que a anestesia é obrigatoria, fora o pós-operatorio; Quanto ás complicações, ela traz muito mais internações, infecções, necessidades de UTIs, aumento do período e gastos hospitalares e intervenções em cascata; Quanto a novas gravidezes, limita o numero de filhos, pode complicar novos partos e trazer outras morbidades; para o bebê, normalmente o distância da mãe nos primeiros instantes, pois os cuidados são maiores e mais demorados, a mãe fica sem uma posição confortável para amamentar, então o bico pode rachar mais facilmente e a criança não pode receber os primeiros cuidados por sua mãe…

Sinceramente, não vejo porquê escolher a opção que traz mais transtornos e riscos. Não compreendo como os profissionais podem aceitar esta “opção” tão facilmente, já que conhecem ainda mais de perto os perigos.

Ninguém vai ao cirurgião e diz “Quero tirar o apendice, porque já venho sentido umas dorezinhas na barriga e todo mundo na minha família tem apendicite, e como não quero sentir dor, vamos marcar a operação?”

E se alguem fizer isto, o cirurgião não aceitará. Ele fará recomendações para evitar apendicite e só operará se tiver indicação devido aos riscos de qualquer cirurgia> Por que na obstetricia deveria ser diferente?

Então vendo de uma maneira superficial, é facil ser a favor da escolha feminina, mas como escolher por um procedimento mais arriscado e que é exclusivamente médico?

-Onde as mulheres e os casais pode buscar mais informações e auxílio sobre o assunto?

Faço parte de duas ONGs que apóiam e acreditam no parto natural, constituída de mulheres de todo o país, dispostas a ajudar,de alguma forma, outras mulheres a terem direito de parirem. Da parte dos profissionais, existem eventos anualmente para o público afim e tem vários profissionais que têm esta pratica em várias partes do Brasil.

Além disso, há muitas informações na internet, inclusive científicas, como a biblioteca Cocrhaine e outros.

-Você pretender ter mais filhos?

Ser mãe foi uma experiencia tão importante em minha vida que quero ter pelo menos mais dois, além das centenas que quero ajudar a nascer como os meus: seguros e em paz.

-Para terminar, que mensagem você daria ás mulheres que desejam profundamente ter um parto natural?

Eu diria, aliás, digo: confiem em si mesmas. Não esperem milagres, façam seus partos acontecerem. Profissionais oferecem serviços e não adianta entrar numa churrascaria sendo vegetariano. Busque, se informe, não perca esta oportunidade de crecimento que é o parto. Isto não é besteira, não é um desejo pequeno. Se seu coração está pedindo, procure quem possa realmente ajudar e faça sua vida valer a pena. Não só no parto, mas onde quer que vá.

E boa hora pra você!

www.partolandia.blogspot.com

www.amaezona.blogspot.com

O fumo e a gravidez

Esta semana ví uma grávida fumando. Não vejo sempre, mas já vi algumas. Como não se pode, nem se deve dar lição de moral em ninguém, vão algumas das péssimas consequências de se fumar perto de crianças, seja no ventre ou fora dele. E porque uma grávida fuma? Eu penso que pelo mesmo motivo que todos os fumantes: ele faz um mal que a gente não vê.

“Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma. A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma.

Tais agravos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Efeitos da Fumaça sobre a Saúde da Criança Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia) em filhos de mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia. Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada. Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.

Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, em relação àquelas cujos familiares não fumam. Observa-se que, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa. É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças, para que não as transformem em fumantes passivos.”

Blogagem Coletiva da Semana Mundial de Amamentação


Amigos, eu tinha programado este texto para republicar hoje mas o sistema falhou e entrou aquela da televisão. Então, consertando o erro sistemático…risos…vai um texto que escrevi em 02 de Julho do ano passado que conta minha experiência pessoal com meu dois tesouros.

Quem AMA, AMAmenta!

Amamentar não é fácil.

Quando no deparamos com esta necessidade pela primeira vez, os dois protagonistas são iniciantes: mãe e recém-nascido.

O livro “Quem ama, Educa!” não é meu livro preferido. Mas acho um livro que não é totalmente ruim (mas isso é assunto para um outro dia). Contudo ele tem uma falha grosseira na parte que fala de amamentação. Ele fala que a obesidade infantil pode começar nesta fase quando a mãe não impõe limites ao bebê. Eu amamentei em livre demanda e meus filhos não são obesos. E não conheço nenhum caso deste tipo, comprovação científica ou respaldo médico para tal afirmação.

Amamentar resolve 90% dos problemas com os bebês. Eu costumo dizer que peito é bom pra tudo: cólica, gazes, soluço, manha… e fome, claro. E engorda, mas não tem nada de obesidade nisso!

Meu primeiro filho, segundo a neonatologista, não conseguia manter sua taxa de açúcar e foi internado para tomar soro glicosado. Uma notícia terrível naquele momento e nunca saberei se foi por conta do parto: uma cesareana com anestesia geral (e isso também é assunto para um outro dia…) ou por causa do tempo para eu me recuperar (a gente fica meio fora do ar até a anestesia passar…), deram NAN para ele!

Aliás, um outro assunto que merecemos discutir num outro dia: o incentivo da Nestlé ao consumo de leite em pó / fórmulas em idade inferior aos 6 meses e os procedimentos protocolares nos berçários das maternidades que normalmente dão mamadeiras e chupetas para os bebês, sem consultar previamente os pais.

Voltando.
Ele só mamou uma vez após nascido e depois dormiu direto…nem abria os olhinhos.
Diagnóstico: baixa taxa de açúcar.
Depois de 10 horas de soro sem que ninguém me falasse nada, EU PERGUNTEI SE NÃO PODERIA AMAMENTAR. Disseram que sim, com a maior naturalidade (como se ele não tivesse ficado todo esse tempo sem ter amamentado por falta de correta orientação por parte deles). Mas mãe de primeira viagem é luta desde que engravida…

Pois bem, do momento em que comecei a amamentar, na segunda mamada em diante, ele não voltou mais pro soro. Das 48 horas internado (6 mil reais de custo…pagos pelo plano, mas pagos), apenas 12 no soro. 36 horas apenas em observação depois de retomada a amamentação. Milagre do soro? Não! Do leite materno!

A amamentação em casa foi um sucesso, doei leite e ele mamou exclusivamente até os 8 meses. Nem água tomava. Nada de suquinho, nada de chazinho, nada de chupeta. Ele se manteve o tempo todo com peso acima da média da tabela, embora isso não me diga muita coisa pois já foi admitido pela OMS e se não me engano, já houve mudança na tabela, por conta da antiga não corresponder ao desenvolvimento das crianças que são alimentadas exclusivamente por leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Isso porque na década de 70, quando essa tabela foi montada, as mães eram estimuladas a dar complementos alimentares e o sucesso do momento era o LEITE EM PÓ.

Outra coisa interessante é que após a inserção de novos alimentos o peso dele caiu sensivelmente, nunca mais voltando aos valores acima da “média”, como acontecia durante a amamentação.

E para confirmar tudo isso: meu segundo filho, que não ficou tempo suficiente no berçário para tomar NAN e que tinha um neonatologista que respeitou minhas decisões no trato com meu filho, não precisou de soro glicosado, foi para casa no dia seguinte e foi amamentado nas mesmas circunstâncias do primeiro, durante o mesmo tempo e apresentou os mesmos resultados: peso acima da média e queda de peso depois da inserção de novos alimentos. De novo: Nada de água, chazinhos ou suquinhos, só peito até os 8 meses e nos dois filhos, só introduzi novos alimentos porque eles manifestaram interesse. Ainda ssim, a adaptação foi lenta e dificíl. Imagine se fosse antes! O primeiro demamou naturalmente aos 10 meses, não aceitou mais o peito (eu estava grávida de 2 meses e provavelmente, como dizem, o sabor do leite deve ter mudado – esqueci de provar…puxa vida…). Já o segundo foi tranquilo até os dois anos e pouco e desmamou também naturalmente…tranquilo e eu senti mais do que ele…risos

Uma pesquisa que lí, há muito tempo no jornal, feita com mulheres nutridas e subnutridas, mostrou que a qualidade do leite das duas mães era a mesma.
Incrível, não!
A natureza é tão sábia que retira todos os nutrientes da mãe, mas não prejudica a alimentação do bebê.

Leite materno, neles!

Para saber mais, para orientações e ajuda na amamentação :

Como contribuição visual à blogagem coletiva da Semana Mundial da Amamentação, mande fotos suas (ou de outras amigas ou familiares) amamentando, para o email sdeestocolmo@gmail.com – não esqueça de dizer os nomes da mãe e do(s) bebês (s) – e eu colocarei todas as fotos aqui nesse slide show em celebração da Semana Mundial da Amamentação que vai do dia 01 a 07 de agosto.
( a minha já está lá!)

http://relatosmatrice.wordpress.com/

Nota: as imagens são de cada um dos meus filhos sendo amamentados. __________________________________________________

Ana Cláudia Bessa

Parto, posições e o profissional que nos atende

A bem da verdade, meu parto foi muito confortável. A doula massageava, a dor passava rápido, eu descansava entre uma contração e outra. Tomava água e comia chocolate para ganhar energia. Tudo de bom. A dor é uma sinalização de que posição que a parturiente deve ficar. Depende muito de como o bebê está “rotacionando” dentro da barriga. No final do parto, tem parturiente que fica em cada posição esquisita…

Eu tenho uma amiga, que também teve parto em casa, e ela só se sentiu confortável em ficar numa posição deitada, meio que boiando na banheira. Em tempo, o parto dela foi dentro d’água. Show de bola.
No meu parto, eu também queria que a bebê nascesse dentro da água. Mas minha banheira é muito estreita. Passava a contração, eu fechava as pernas e ela voltava. Então a parteira mandou que eu saísse da banheira. Deu uma contração, ela desceu.
E aí, o maior fator de risco é o profissional que te atende. Já foi demonstrado isso em pesquisas. Se você aprende a usar um martelo, todos os problemas viram pregos. É o caso do médico. Um enfermeiro obstetra é um profissional preparado para parto normal. Ele é preparado para identificar se sua gestação é de baixo risco ou não. Existe ainda um universo mínimo de enfermeiros obstetras preparados para parto natural.
A minha parteira apenas um ano antes do meu parto, fez uma episiotomia numa amiga minha, em um parto domiciliar. Ela confessa que se fosse hoje, não faria mais. Pediu desculpas. Vivendo e aprendendo. Os médicos e enfermeiros ainda têm um longo caminho pela frente para se livrar dos dogmas e encontrarem seus próprios limites para um parto natural.
________________________________________________________________________________ Juty Chen