Dia dos animais – Não abandone NUNCA!

Hoje é Dia dos Animais. Um dia muito especial para mim, pois é o primeiro, em 13 anos, que passo sem meu amigo Lucky. A saudade não tem tamanho. Foi também, neste dia, sem nenhum planejamento prévio, numa dessas “coincidências” da vida que  foi o lançamento do meu livro “Feliz pra Cachorro” e diante do quadro caótico de abandono que os animais sofrem de seus donos, não podemos comemorar nada, apenas tentar conscientizar.

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Nunca abandone seu cãozinho, seu gatinho, seu pássaro ou qualquer que seja seu animal de estimação!

Quem ama, não abandona!
E tem muita gente que, por impulso, adquire um cachorro e leva pra casa sem pensar que todo ser vivo precisa de cuidados e dedicação, atenção, carinho, paciência, alimentação.

E aí, por qualquer motivo, depois do animalzinho ter se habituado e se apegado à pessoa, ela vai lá e simplesmente o abandona.

Isso não é amor, é egoísmo.

E muita gente usa as desculpas mais variadas: condomínio, gravidez, alergia…

Muita gente é levada a acreditar que isso é motivo.

Sendo que tudo isso poderia (e deveria) ter sido avaliado antes. Eu já morei em condomínio, engravidei e o Lucky continuou com a gente. Antes de ter um animal de estimação pense no tamanho da sua casa, no tamanho do tempo que você terá para ele, nas despesas que ele dará, nos problemas de condomínio, nos alérgicos da família e escolha um cãozinho de acordo com as suas possibilidades, ou então desista e deixe que ele seja adotado por alguém que nunca vá abandoná-lo ou que esteja disposto a enfrentar as barreiras que possam aparecer, como um síndico chato ou um médico que acha (equivocadíssimamente) que grávida não pode ter cachorro..

E se você realmente não tiver outra alternativa, procure incansavelmente outra família ou alguém que realmente irá cuidar bem dele, não dê ao primeiro que aparecer. Faça perguntas, questione, analise.

Não abandone na rua, ou na porta de ninguém, mesmo com a certeza de que aquela pessoa irá acolher. Na verdade , essa pessoa não acolhe animais, acolhe responsabilidades que são nossas, não dela.

É o mínimo que seu amigo merece de você que o cativou e agora vai deixá-lo sob os cuidados de um desconhecido para ele.

E abandonar na rua, jamais.
Isso não é humano!

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texto original: http://www.felizpracachorro.com.br/index.php/2008/12/nao-abandone-nunca/

Posse responsável – O que é isso?

É muito simples.
Posse responsável é o termo que se usa para pessoas que possuem cães, gatos, hamsters, ou qualquer outro animal de estimação e que são os responsáveis por eles E TAMBÉM POR SEUS ATOS. Afinal, um cachorro, por exemplo, não pode ser responsável por si mesmo.

Posse responsável é assumir que quando escolhemos ter um cão ou gato, assim como quando temos filhos, não podemos voltar atrás em nossa decisão: ele será nosso até a morte.
Muita gente acha animal descartável, compra sem se informar, vê que não é bem assim e depois doa ou, pior, abandona nas ruas.

Quem viu o filme AI-Inteligência Artificial poderá ter uma idéia do que sente um animal quando é abandonado por seus donos.

O cachorro se apega a nós como uma família. E é uma eterna criança que não cresce, não sai de casa e não fica independente.

É uma maldade, além da responsabilidade que negligenciamos. E um desserviço pra nossa sociedade deixar mais um cachorros e gatos abandonados aumentando essa imensa população que já temos de animais de rua.

Tem gente que abandona na porta de abrigos para se eximir de culpa.
Esses abrigos e centros de zoonoses são, na maioria dos casos, lugares horríveis e que muitas vezes exterminam esses cães como um campo de concentração nazista.

Alguns deles, como a Suipa no Rio, estão super-lotados e como vivem de doações, fazem o que podem.
Mas podem pouco frente ä demanda.
Portanto, se você é dono de cachorro, ajude um sociedade protetora, visite, contribua.

São cães de todas as raças e tamanhos. Em apartamento e após a maternidade, é muito comum descobrir que o cachorro não se “encaixa” mais na vida das pessoas e se desfazer dele é o caminho mais fácil, mesmo escondido atrás da cara de “sofrimento” destes seres nada humanos.

Logo, antes de comprar um cachorro, leia, se informe, converse com pessoas da área.
Você vai encontrar ajuda para escolher a melhor raça para você e até para saber se você tem perfil para ter um cachorro.
Lembre-se, nós somos responsáveis por quem cativamos.
E nós é que fomos procurar pelo cachorro ou por qualquer outro animal, não o contrário.

Para saber mais:
http://www.felizpracachorro.com.br/
http://www.vira-lata.org/

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Texto escrito em 16 de setembro de 2007 e continua sendo atual, infelizmente. Dia 4 de outubro foi Dia Mundial dos Animais. Vamos pensar antes de comprar ou adotar um animal, sobre a responsabilidade que temos sobre estes seres!

Como descartar?

Como descartar fezes de animais sem usar saco plástico?

Recebi essa pergunta por e-mail (ofuturodopresente@gmail.com) e achei interessante postar a resposta por aqui. É importante frisar que minha resposta tem cunho pessoal e não está relacionada a nenhum artigo técnico ou informação oficial de nenhum órgão público ou privado.

Por isso, estou à disposição para críticas, sugestões e correções quanto aos meus procedimentos.

Pergunta: 

Olá… gostei muito do seu blog. Ainda que tenha passado por ele meio rápido. Tenho uma dúvida e gostaria da sua ajuda. Temos acompanhado o combate aos uso das sacolas plásticas, sabemos que é realmente uma agressão ao meio ambiente mas em casa usamos as sacolas para recolher o lixo (se não uso as sacolas uso os sacos plásticos para lixo). Temos cinco cachorrinhos (lindos) e claro produzem muitas fezes as quais são recolhidas também nas sacolinhas plásticas. Existe algum tipo de embalagem que também possa ser usada para o lixo e fezes de animais?Pode parecer bobagem mas fico pesarosa em saber que estou “contribuindo” com a destruição do meio ambiente.

Um grande abraço, parabéns por sua iniciativa. 

Ass.: J. – Goiânia/GO

 

Resposta:

Oi, J. , tudo bem? 

Nenhuma pergunta é bobagem. É melhor perguntar e aprender, não é mesmo. Eu sou a maior perguntadora que conheço depois dos meus filhos…rs…

Essa questão das fezes de animais é complicada mesmo. Na verdade, vou responder por minha experiência pessoal e espero poder ajudá-la.

O consumo de sacolas plásticas ainda é necessário pois temos que armazenar nosso lixo em algum saco. O que precisamos é reduzir o consumo para no futuro, pensarmos em produzir alternativas para eliminar o uso completamente. Como é o caso da compostagem caseira do lixo doméstico orgânico mas mesmo neste caso, as fezes de animais não se incluem.

Com relação às fezes, eu que tenho cachorro, não uso nenhum tipo de embalagem para elas. Mas o meu caso é  diferenciado porque moro em casa e ele faz suas necessidades no jardim. O que não é recomendado tampouco mas , no caso de fezes mais moles, sempre recolhemos e lavamos a área com água. Preferi desta forma para não sujar jornal com dejetos orgânicos, impossibilitando sua reciclagem. E sempre fazemos exames nas crianças da casa para ver se estamos procedendo de forma eficaz. Nunca tivemos qualquer problemas com os exames das crianças, acredito que também por estarmos atentos à saúde do nosso companheiro canino. Isso é fundamental. 

Outro ponto importante é que meu cachorro é de pequeno porte, como suas fezes. :0)

E também só se alimenta de ração. O que faz com que elas sejam secas e firmes. Como você não me especificou esses dados, não sei se teria condições de fazer como eu faço porque  a situação muda de acordo com a quantidade de cachorros (no seu caso, 5), porte e alimentação.  Comprei uma pá só para este fim (que depois do uso é lavada) onde recolho as fezes no jardim sem usar papel ou saco nenhum. Depois jogo as fezes no vaso sanitário pois são pequenas e secas e não fazem nenhuma sujeira no mesmo. Sendo assim, não consumo nenhum saco plástico para me desfazer das mesmas e elas são encaminhadas para tratamento de esgoto junto com as fezes humanas.

Já tentei informações a respeito junto à Cedae mas o link do site não funciona, mas até onde sei os dejetos animais de fazendas e afins é descartado para tratamento desta forma como no caso de lavagem de criadouros onde a água com dejetos vai para o sistema de esgoto. Até porque não acredito que os dejetos devam ser jogados no lixo comum junto com o lixo orgânico pois eles serão destinados ao lixão e com certeza, fezes no lixão não deve ser recomendado.

 No caso de recolhimento de fezes da rua quando passeamos com nosso cachorro, devemos recolher com saco plástico e depois descartar no vaso sanitário. Contudo, sabemos que nem sempre é possível. 

 Outro drama é com as fezes de cachorros da vizinhança na minha calçada. Como não sei as condições de saúde e são fezes enormes, não recolho para dentro de casa e morro de nojo de recolher seja com a pá ou com saco plásticoFico indignada com a cara de pau dos vizinhos em soltarem seus cachorros de grande porte (os de pequeno porte não são soltos na rua) para defecar na rua e nas calçadas e portas dos outros. Jogamos as fezes para perto do bueiro. 

Se quiser/precisar manter o uso das sacolas plásticas, recomendo procurar por sacos plásticos biodegradáveis que são menos agressivos ao meio ambiente, embora não sejam a solução para o problema causado pelas sacolas plásticas. O ideal é evitar o uso sempre que possível, seja das normais ou das biodegradáveis.

 Bem, é isso. Espero ter ajudado.

 Um grande beijo.

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Ana Cláudia Bessa

Cães ferozes e seus donos

jape09539aa00Outro dia, falei sobre doação de cachorro e isso me lembrou de outros assuntos relacionados a estes animais tão queridos por nós: as raças violentas que povoam os noticiários todos os dias.

Me lembrei do caso de uma amiga tinha uma pitbull e depois de 6 meses, se não me engano, a cadela mesmo tendo sido muito bem tratada, sem nenhum tipo de estímulo violento, sendo adestrada profissionalmente, sociabilizada, enfim… recebendo todos os cuidados que um pittbull inspira, se tornou violenta com as pessoas e com seus outros cachorros. Ela teve que doar a cadela. Mas ela tomou todas as precauções e escolheu a dedo o novo dono. Não foi fácil para ela e não foi fácil para o novo dono que teve que preencher uma série de pré-requisitos para ficar com a pittbull. Isso se chama POSSE RESPONSÁVEL.

E isso é outro assunto que vale à pena falar porque é muito comum falarem mal dessa raça. Uma das coisas é que é raça de laboratório: é verdade. Foi uma raça que foi feita através de cruzamentos muito específicos para ser um cachorro de rinha, ou de briga. Raças violentas para criar um cachorro capaz de ser um grande vencedor nestes combates. Mas esse negócio de raça de laboratório, meu poodle também é: foram cruzamentos específicos de poodles cada vezes menores até chegarem no meu poodle toy e mais tarde, criarem o micro-toy. Porque , na verdade, o poodle original é de porte médio, lindo, um poodlezão. E isso acontece com todas as raças. Então, ser raça de laboratório não faz do pittbull um cachorro pior.

O que faz do pittbull um cachorro pior são determinados donos. Comprar um cachorro, qualquer cachorro, de uma raça violenta ou de guarda (como rottweillers, pastores, filas e pittbulls, entre outros) exige cuidados muito específicos, critério, informação e respeito pela raça e pelas outras pessoas. Com qualquer um desses cachorros não se pode descuidar, andar sem coleira e guia, deixar perto de crianças sem supervisão. Tem que saber cuidar desse tipo de cachorro. E não se iludam, cachorro pequeno morde mais que cachorro grande. Eu já fui mordida por poodle e vira-lata e uma vez fui mordida por um pastor, por culpa minha: corri na frente dele e virei caça…puro instinto do cachorro. O problema, é que ele quase levou um pedaço da minha bunda. Parece engraçado, não é? Mas foi um susto terrível e se fosse uma criança que corre muito (e sempre), não podemos dizer o que teria acontecido.

Outro dia mesmo, eu passei por um susto enorme com meu caçula. Estava na casa de uma amiga que tinha uma pastora e estava num quarto fechado enquanto estávamos lá. Pois num segundo , não percebemos o afastamento dele e só ouvimos os latidos da cachorra e os berros dele. Gente, foi um minuto e uma tragédia parecia anunciada. Por seus gritos, eu já estava esperando econtrar uma cena horrorosa. Saímos correndo e nada havia acontecido, mas foi por pouco, porque tudo indica que ele ia abrir a porta, mas a cadela sentiu seu cheiro e latiu, assustando-o, que ao gritar, gerou mais latidos, que gerou mais gritos… (meu coração ainda bate mais forte quando relembro a cena). Por isso, meus amigos, nada de colocar a culpa na raça pittbull. Cachorro é cachorro, é irracional. Os acidentes que acontecem são por nossa conta e risco. O descuido da criança ter ficado sozinha foi dos pais (no caso, nós) e o descuido da porta onde o cachorro estava não estar trancada, foi dos donos do cachorro. Neste caso, somos todos amigos mas isso não nos redime de nossa falha. A criança é que não tem culpa nenhuma, muito menos o cachorro. Nós adultos, todos, falhamos, como todos correm este mesmo risco a qualquer momento.

O que muitos não sabem e nem são informados ao adquirir o cachorro, é se ele convive bem com outros cães. Pittbull não convive. E podem aparecer criadores  (e donos) dizendo o contrário (existem os sérios e não tão sérios), mas é só usar a lógica. Qual o instinto da raça? Então, conviver com outros cães é um puro vento da sorte. Que pode mudar de lado a qualquer momento. Então, o mais indicado para quem quer ter um pittbull é não ter outros cachorros.

Se você quer ter um cão de guarda, uma raça mais feroz, não hesite em procurar informação e ajuda. Na internet ( e eu não canso de falar aqui) tem muita informação. Procure ser seletivo, entre em contato, peça referências, estude cada raça e compare com as suas caracterísitcas e de sua família. Isso não é garantia, mas é um belo caminho andado para que as coisas tenham maiores chance de dar certo.

Sempre lembrando, que acidentes acontecem. Os culpados somos nós e nossos descuidos, atos falhos de humanos que somos. Sabendo que há sempre um preço e arcar com essas responsabilidades, isso é fundamental. Seja qual for o cachorro. Não esquecendo de um princípio simples: os cachorros maiores machucam mais.

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Ana Cláudia Bessa

Doação de Cachorro

Muitas vezes, a gente vê por aí pessoas doando seus cães de estimação. E agora me ocorreu que nunca vi gente doar seus gatos… bom, isso eu ainda teria que pesquisar para ver se é verdade, foi só um pensamento. Mas voltando aos cachorros, isso é muito comum. São vários os motivos que levam uma pessoa a se desfazer de seu amigo canino: trabalho excessivo, gastos idem, alergias, gravidez, temperamento agressivo ou destrutivo do cachorro (às vezes do dono…tb), etc.

Muitos desses motivos poderiam ser prevenidos se antes de adquirir o cachorro a pessoa se informasse a respeito das características da raça, por exemplo. Afinal, se você tem nojo de baba, não deve escolher uma raça que babe. Ou, se você não tem muito dinheiro para gastar, deve investir em raças menos propensas a problemas de pele, olhos ou ouvidos, por exemplo. Ou se você mora em apartamento, deve escolher uma raça que não fique latindo por qualquer motivo. Como podemos ver, a escolha errada, pode nos trazer problemas que nos levará a não mais querer conviver com o cachorro. E muita gente o trata como um ser inanimado e sem sentimentos. O que já sabemos que não é verdade.

Mas tem muita gente que ainda pensa assim: se não der certo eu dou. E não pensa que será um sofrimento enorme para a seu cachorro sair do seu convívio pois seu cachorro já os tem como família. Sem exageros, será uma criança abandonada numa família desconhecida. Por causa do livro que escrevi (http://www.felizpracachorro.com.br/), sou sempre consultada a respeito e sempre falo as mesmas coisas.

E a primeira pergunta é: você sabe quanto tempo vive um cachorro?
E a despesa com alimentação e remédios? Sabe que é por peso? Ou seja, quanto maior mais ele come e mais ele consome em termos de dose de remédio, caso precise? Ou ainda você sabe o tamanho do xixi e do seu cocô, está disposto a limpar? Ou vai soltar na rua para ele fazer cocô na porta dos outros, para que os outros limpem?
A maioria não se faz pergunta nenhuma: acha todos os filhotes fofos e lindos e compra sem pensar que filhote de elefante também é fofo e lindo. O problema é depois que cresce.

Se realmente não tiver jeito, procure doar para pessoas conhecidas porque eu vi um caso muito triste numa família. Por ter sido doado a um desconhecido, o cachorro foi encontrado abandonado na rua, cheio de doenças (sarnas, bicheiras, pulgas e carrapatos), magro e faminto.
Você imagina o que foi encontrar um cachorro que foi criado em casa com todo amor e carinho nestas condições? Os antigos donos quase morreram de tristeza quando vieram a cadela na rua, chamaram pelo nome e ela atendeu. Nunca mais foi a mesma coisa: nem a cadela, nem a família.
Hoje ela já faleceu, mas com certeza, um dos motivos foi de tristeza. Neste caso, o cachorro foi doado porque foi comprado para ser micro-toy e ele era um poodle normal, de tamanho médio e virou um cachorrão, totalmente fora dos padrões esperado pela família. Além disso, o cachorro foi comprado para ser de uma das filhas. }como ela se comprometeu a cuidar e não cumpriu, acabou sobrando para os pais que não gostaram nada do novo serviço. E isso é muito comum: a criança diz que vai cuidar e não cuida. daí, eu digo: o cachorro é do adulto, se for comprar para a criança cuidar, esqueça.

Doar, tem que ser para alguém que realmente queira, que sabe do trabalho que dá, da despesa e da atenção que demanda. Desculpe mas isso me tocou muito e às vezes a gente não tem dimensão do que as pessoas que a gente não conhece são capazes de fazer. Muitas vezes, nem as que conhecemos.

E se você acha que é exagero, olhe à sua volta, veja a população de cachorros de rua que existe. Com certeza, começaram a partir de cachorros abandonados por seus donos à própria sorte e foram cruzando e gerando mais cachorros. Visite um centro de zoonoses ou associação de proteção animal e verá a quantidade de cachorros abandonados. É triste ver o que somos capazes de fazer.
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Ana Cláudia Bessa

Flagras

Essa foto é do álbum digital da Rosana Hermman do blog Querido Leitor e mostra a Ana Maria Braga fazendo a sua parte ao recolher o cocô da sua cadelinha!
Belíssimo exemplo!

TAPA NA ELITE

O filme TROPA DE ELITE é uma tapa na cara da gente. Um tapa na cara de todo mundo. Um sacode geral. Um acorda! O filme é violento e mostra a realidade nua e crua da violência no Rio de Janeiro. Ninguém concorda com o que retrata o filme. Mas a verdade é aquela. De qualquer forma, o efeito do tapa já passou e pouco se fala do filme. A comoção já passou.

Não acho que o BOPE seja “aquilo tudo” que mostra no filme, mas tenho certeza que a Polícia Militar é aquilo: baixo, pequeno e danoso à nossa sociedade que o filme mostra. Embora a polícia seja a “ponta” mais fraca da corda, embora exista policial sério e honesto. A maioria é aquilo ali. O Policial é vítima e algoz.
E mostra o mais importante: que é a “elite” da classe média que sustenta e mantém essa violência e o governo patrocina. É o consumidor de droga que financia e mata. É o governo quem deixa entrar e ficar.

Não sei se a legalização das drogas resolveria o problema, mas que daria um fim rápido à tudo isso, daria. Claro, que isso não é solução porque assim como o tráfico veio substituir os bicheiros, alguma atrocidade vai substituir o tráfico.
Mas até que isso tome força de novo, teremos um tempo para respirar e quem sabe, nos preparar para não deixar que isso aconteça de novo (utopia, eu sei…).

Cerveja não é droga, cigarro não é droga? E são permitidos e estão por aí, acabando com a vida de muitos jovens, levando muitos a morrer prematuramente e dizimando famílias. Mas só bebe e fuma quem quer. Não há tráfico, não há violência que seja sustentada pelo consumo dos mesmos. Há contrabando e falsificação, uso abusivo de propaganda e mídia, mas isso é outra história.

Outra coisa que muito me intriga é o que os militares ficam fazendo que não estão de plantão nas fronteiras e aeroportos coibindo a entrada de droga ilegal no país?

O que falta para o governo usar essa “inteligência” sub-utilizada?
A gente ainda não está em guerra com o tráfico de drogas?
Vai lá ver o filme para ver se aquilo não é guerra? Pode ser civil, mas é guerra.
O Brasil manda militares para outros países como o Haiti e nós estamos aqui, abandonados pelo nosso governo.

E outra coisa que me veio á cabeça outro dia: apesar da justiça ser lenta, ineficaz e medíocre, que tal se os usuários tivessem as mesmas penas que os traficantes? Usuário, atualmente, diante da realidade, deveria ser tratado como criminoso, pois é isso que ele é. E isso inclui todo mundo que dá uma inocente cheirada no seu baseadinho ilegal comprado do tráfico!

Sei lá, gente…a gente sai do filme elétrico e desanimado, porque tá difícil acabar com aquilo tudo. A corrupção está em todos os níveis de nossa sociedade e eu, pelo menos, não vejo solução diante de tanta impunidade, falta de vergonha, ambição e falta de caráter que reinam em todas as esferas. Nota Zero para o Brasil, nota dez para o cinema nacional. O filme é muito bom, infelizmente.

A gente se tranca em casa, anda nos nossos carros com ar-condicionado, coloca os filhos em escolas particulares, compra videos games ou não se preocupa com o que eles estão fazendo numa Lan House.
E senta na frente da televisão num dia de domingo…
achando que com a gente nunca vai acontecer nada.

Até que um dia, acontece.

Foto: capa do livro no qual o filme se baseia

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Posse Irresponsável

Mais uma criança foi atacada por um cachorro.

Recebemos essas notícias todos os dias…
Neste caso, que não é recente, o cachorro era da própria família e eu não tenho os detalhes sobre como aconteceu o acidente, visto que a menina não estava sozinha: a tia e o avô também foram atacados. Ou seja, provavelmente havia supervisão de adultos.

Contudo, na maioria dos casos de ataques de cachorros, principalmente a crianças, o cachorro é de um vizinho.
A raça todo mundo sabe mas não é isso o que importa. Apesar de saber que a maioria das pessoas acha que é a raça feroz, a grande vilã dessa história, mas não é.

E olha que eu estou falando de cadeira: na minha vizinhança os moradores têm o (mau) hábito de soltar seus cachorros lá pelas 17 horas para fazer cocô na porta dos outros (o que já é um absurdo). Mas o pior é que os cachorros ficam soltos mesmo, sozinhos, passeando pela rua. As raças: um rottweiller, um pitbull (parece cruzamento – que é pior ainda- com outra raça, é misturado mas dá pra ver que é dessa raça), um akita, um pastor alemão e alguns vira-latas.

Ou seja, prendam suas crianças que os cachorros estão soltos!

A culpa é dos cachorros?

Não…
São os donos que soltam seus cachorros sem supervisão.
São os donos que ficam acomodados no argumento de que o cachorro é “mansinho”.
São os donos que acham que os outros é que devem se defender.
Afinal, errados estamos nós de estar andando na rua, de passear com nossas crianças, de abrir o portão de nossas casas…

O cachorro é um ser irracional. Ele pode simplesmente nunca ter atacado ninguém antes e um dia, sem motivo aparente, a tragédia acontece.
Os donos precisam se conscientizar que existem raças ferozes, que cão de guarda tem um instinto maior de defesa, que determinadas raças precisam de cuidados especiais, que ter cachorro exige informação por parte do dono.
Não é qualquer pessoa que pode ter qualquer cachorro.
E se o cachorro é mestiço com uma raça feroz a coisa piora, afinal como determinar a característica de uma raça que não podemos definir?

E isso só vai acabar quando o dono for para a cadeia.

Quando ele for realmente responsável pelo animal que tem em sua casa, independente da raça, do porte, da idade, de temperamento, se foi adestrado ou não.

O dia que os donos se conscientizarem que esse tipo de tragédia não é acidente, que deixar um cachorro solto na rua, ou na coleira sendo conduzido por uma criança, é como dirigir bêbado e que ele será responsabilizado pelos atos do animal, aí sim, a gente vai começar a ver essas tragédias diminuírem.

Infelizmente, os pais não se responsabilizam nem por seus filhos e lhes dão carros e motos para dirigirem antes mesmo deles terem feito uma auto-escola ou de terem idade para serem responsáveis por seus atos.
Imaginem se responsabilizar pelos atos de seus cachorros.
E a criança que esse cachorro mata não é sua.
O rosto que ele desfigura não é seu.
E o trauma que esse ataque causa não é no dono do cachorro, é na vítima.

Mais casos com diversas raças mostrando que não é a raça que importa:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,AA1412833-5605,00.html
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL88823-5605,00.html
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL88205-5598,00.html
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL70794-5598,00.html
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL18699-5605,00.html

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Texto de Ana Cláudia Bessa

Notícia!

Esse post é do blog do Planeta.

Chips para controle de animais domésticos
Este é o mote da lei municipal que entra em vigor este mês em São Paulo. Ela obriga donos de petshops e criadores de animais domésticos a castrar e colocar chips em cães e gatos. De acordo com a nova regra, os animais só poderão deixar a loja estéreis e com um chip implantado sob a pele. O objetivo da lei é diminuir o número de cães e gatos nas ruas da cidade e o comércio em feirinhas ilegais.Os animais levarão consigo informações do dono e do local de origem. O chip terá dados do mascote como espécie e idade e informações sobre o criador e o dono, como local de origem e telefone para contato. “A idéia é acabar com a venda de fundo de quintal e obrigar o dono a ser responsável pelo bicho”, diz o vereador Roberto Tripoli (PV), autor da lei, o terceiro mais votado na cidade. Os estabelecimentos que descumprirem a regra serão multados e terão seus filhotes apreendidos.Mas esta lei não afeta quem já tem seu animal em casa, ou aqueles que já estão na rua. Vale apenas para os novos mascotes vendidos a partir deste mês em São Paulo. A má notícia é que além de pagar pelo filhote, o dono terá o custo da castração e do chip, estimado em R$ 50. E a boa notícia é que os donos devem passar a cuidar melhor dos animais. E caso fujam, não irão gerar mais cinco filhotes.

http://www.blogdoplaneta.globolog.com.br/#384902
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Infelizmente, no Brasil, não temos um judiciário que puna os donos de cães irresponsáveis. Seja por abandono, seja por agressão cometida por seus animais. Eu acho que os justos pagarão pelos injustos, mas esse é o preço desde sempre para se viver em sociedade. Acho fundamental no mundo em que vivemos que somente os criadores PROFISSIONAIS tenham direito a acasalar filhotes e comercializá-los. Vejo com muito bons olhos essa medida. Não tenho certeza quanto ao seu cumprimento. Mas vamos aguardar. (Ana Cláudia Bessa)