Semana Mundial de Amamentação

Experiências reais de mães e amamentação

Este post surgiu de um debate onde partilhamos nossas vivências e experiências com relação à amamentação e o nosso ativismo em defesa deste alimento tão importante nos primeiros anos de vida.

Para as mães que querem, que não querem, que acham que devem e as que acham que não devem.

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Só com leite, engordavam acima da “média”

Eu amamentei meus dois filhos exclusivamente até 8 meses. Eles não bebiam nem água, só peito mesmo.  Com quatro meses já recebia incentivo até da pediatra para introduzir novos alimentos. Na família, era olhada como “A estranha”…rs…

Meu segundo filho, mamou até 2 anos e meio e desmamou espontaneamente sem nenhum problema ou forçação de barra. Mas confesso que já estava um pouco cansada e ele grande, pesado para colo, enfim…foi tudo na hora certa para os dois… Fiquei feliz com isso pois não tive que desmamá-lo contra vontade.

 Uma coisa interessante é que durante a amamentação exclusiva, os dois mantiveram peso e tamanho acima da média para a idade. Eram gorduchos.  Depois da introdução de novos alimentos, o peso caiu drásticamente e foram sempre magrelos, abaixo da média.

Sobre doenças, não percebo nada de diferente neles. Acho que eles adoecem normalmente o que me não me incomoda. Acho normal adoecer, faz parte da vida. Não me arrependo e tenho certeza de ter feito o melhor pela saúde deles.

Não acho que eu possa escolher não amamentar. Não considero que tenha este direito se escolhi ser mãe e só eu tenho este alimento para dar.  É triste ver mães que poderiam amamentar e não conseguem porque não recebem apoio ou incentivo e são empurradas às fórmulas sob o terrível argumento que não vale a pena tentar ajuda ou continuar tentando introduzir seu leite. Já é comprovado que a maioria dos casos de insucesso na amamentação, podem ser revertidos com ajudas simples, como a pega correta da boquinha no seio.

Gêmeas nas “divinas tetas” por seis meses as diziam que eu não teria leite

Minhas primeiras filhas, gêmeas, mamaram exlusivamente no peito até os seis meses, e continuaram mamando até os 3 anos e meio, quando engravidei e elas desmamaram naturalmente. Foi uma estória bem gostosa de amamentação, apesar das dificuldades do começo, quando passei por seis pediatras diferentes no primeiro mês de vida, porque TODOS me diziam que eu jamais teria leite suficiente para dois bebês e que elas iriam passar fome por causa de um capricho meu…

A estrela tinha uma dificuldade de pega e fazê-la mamar foi bem trabalhoso nas primeiras semanas, foi um processo cansativo, mas depois que a coisa engrenou foi só curtição… era uma delícia colocá-las uma em cada peito, eu me sentia poderosa, quase uma deusa de divinas tetas, rsrs…

Eu também acho que amamentar não deveria ser opção. Ter filhos é opção. A partir do momento quando uma mulher opta por ter filhos, acho que há um mínimo que ela não tem o direito de optar por não prover. A amamentação, no mínimo pelos primeiros seis meses, entra aí.

Em nenhum momento pensei em desistir!

Eu não tive a menor dificuldade em amamentar minha filha. O peito quase caiu no início, por alguns dias senti dor, o peito rachou, sangrou, em algumas mamadas eu chorei de dor, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. Fui com fé e logo tudo se resolveu, sem precisar recorrer a ninguem.

Hoje sei que, além de acertar a pega (não era o meu problema), ajuda muito variar a posição em que o bebê pega o peito. É meio doido, mas resolve o problema e bem rápido.

Laurinha mamou 2 anos e meio, com 1 ano e meio passei a regrar pra começar a reduzir, pois ela mamava muito e em livre demanda e não comia nada. Foi dificilimo pra mim, pois amava amamentar, mas reduzindo aos poucos foi bom porque ela acabou deixando naturalmente.

Não acho que usar de alguma psicologia pra ajudar a mulher que tá totalmente perdida é infantilizá-la ou passar a mão na cabeça, ha’casos e casos de mulheres que ainda não despertaram, mas todas merecem ser ajudadas: algumas aproveitarão essa ajuda, a muitas outras talvez não. 

Sobre ser radical, ouço isso às vezes, mas nem sempre acho justo. Em alguns casos até acho, e acho que o papel de quem quer ir contra um sistema, quem questiona e se compromete com uma forma de viver precisa ser radical sim, porque se não fora nada mudará.

 

 

Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo

Triste é ver toda uma cadeia de fatos que levam ao “não-amamentar”: vamos pensar numa mãe com a saúde normal, com o índice vergonhoso de cesariana no Brasil já começa o start da cadeia, sem o passar pelo trabalho de parto essas mães realmente não tem a descida do leite como deveria ser, sem contar que na cesariana é difícil o bebê que mama na primeira hora, dai ela vai no pediatra normalzão ele faz o que na primeira consulta? Complemento.

 

Pra que ele vai ensinar a pega, como estimular a produção, a cura das fissuras, depois tem que acompanhar essa mãe e tal, se ele pode dar uma receita de NAN? E dai o trem já está ladeira abaixo e sem freios. Quando a mãe consegue ir longe com 3/4 meses o pediatra manda introduzir alimentos.

Porra, meu mamilo quase soltou do resto do peito, sangrou, colou a casquinha no sutiã, e porque eu insisti? Eu não me fiz de tadinha, chamei uma especialista que veio corrigir a pega, fui nos encontros de amamentação, troquei idéias. Sei que a dor é uma coisa muito subjetiva, mas uma vai lá e aproveita pra parar com uma coisa que talvez não faça sentido pra ela, a outra corre atrás.

É tão anormal pra mim esse ciclo artificial-medicamentoso sendo que o peito tá lá. Falta o médico entender. Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo, o que na nossa era imediatista fica bem complicado.

 

 

E o colostro saiu pelos bicos como um chafariz

Na hora em que o médico puxou…..os meus seios inflaram e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz…..parece loucura……o médico colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida…….me emocionei e todos choraram na hora…..

O peito  era a alimentação primordial(ela foi para a creche com 3 meses…….mais ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava qd eu chegava com os seios latejando……..limpava-os e ali mesmo me entregava a ela……e Paulo sempre ao meu lado……embevecido……

Confesso:o mamilo doeu nas primeiras horas,porém o PRAZER…..isso mesmo,eu sentia prazer em amamentar,em estar com aquele ser e nada ,nem ninguém iria me tirar isto….não ía a festas,não saiamos sem ela………ela estava sempre perto…….um dia,ela ía fazer dois anos,a minha sogra ficou sem paciência em esperar eu voltar de uma reunião de pais,comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho…….e a Débora largou o peito …..pois aí,só queria nescau….

Quando fiquei grávida do Daniel,tive leite até o oitavo mês……e na hora em que ele nasceu (a bolsa estorou a meia-noite e ele nasceu as 3 da manhã com o mesmo tamanho e peso que a irmã). Eu não tinha leite……fiquei desesperada,porém,o pediatra que assistiu o meu parto,me acalmou e de repente,sem mais nem menos,o meu leite desceu…..senti uma dor forte nas axilas e o coloctro gotejou…..Dr.Fábio pegou o Daniel e colocou para mamar….o bico calejado,nem sangrou….

Já Daniel,eu tive que tirar o peito quando ele estava com um pouquinho mais de dois anos,pois eu estava abaixo do meu peso,parecia um travesti de tão magra e cansada………senão,ele teria largado sozinho……

 

 

Quantas vezes você pariu na vida?

Esse papo de “menos mãe” também me cansa profundamente.

Aliás, quando essa conversa começa, eu saio do papo porque não tenho não tenho mais paciência de argumentar.

Um tecla que sempre bato e na sua história ela fica ainda mais clara é que nós mães, somos vítimas , sim!

Quantas vezes você pariu na vida?

Quantas crianças seu pediatra já atendeu?

Quantas crianças foram cuidadas por  essa agente de saúde?

Olha a diferença de experiência que ele tem e o quanto de terror eles podem fazer sobre nós com anos de argumentações que nós não temos.

Buscar informações é uma alternativa, mas e o tempo hábil para isso? A criança precisa ganhar peso, no parto o TP precisa engrenar…são (no máximo) nove meses para aprender em troca de anos de experiência de profissionais desumanos , em sua maioria.

Quanta pressão VOCÊ sofre? Caraca…é difícil não ceder.

As mulheres que enfrentam, são poucas e sabe lá Deus de onde sai tanta determinação…

Eu acho que nós não temos escolha, amamentar é um dever, sim.

Mas quando as coisas não acontecem redondinhas, é uma luta inglória.

Se as mães tem o compromisso de amamentar, mais ainda os profissionais tem OBRIGAÇÃO  de apoiar e não é isso que acontece.

 

 

Aprendi a escolher minhas batalhas

Eu acho importantíssimo a gente ter cuidado e psicologia pra falar com as mulheres, tirar a culpa da jogada e falar em crescer e assumir responsabilidades. O que acho que não se deve fazer é dourar a pílula. Diante de uma mulher que repete “não tive leite, não tive leite”, passar a mão na cabeça e dizer: ‘é, é verdade, nem toda mulher tem leite, amamentar não é pra todas, paciência’, porque isso não é verdade. E não vai ajudar em nada. A gente ter cuidado com a experiência do outro, tratar as questões do outro com carinho e atenção, não significa ser condescendente, certo?


Agora, depois de mais de 5 anos de “ativismo”, eu aprendi a escolher muito minhas batalhas. Se a pessoa não dá um sinal de que está a fim de olhar mais fundo pra própria experiência e se questionar, eu não abro a minha boca. Também não vou passar a mão na cabeça, só me abstenho de tocar no assunto com a pessoa.

 

 

Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava.

A Dani mamou no peito até os cinco meses. Com três meses eu voltei a trabalhar e ela ficava com o pai. Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava com ele. Só tomava comigo. O pediatra orientou que colocasse na mamadeira, e eu tbm não me informei sobre outras formas de oferecer meu leite que não fosse o peito. Ela chorava a tarde toda porque só mamava quando eu chegava. E mamava até vomitar, tadinha!

Passei quatro anos me informando, lendo e abraçando as causas da maternidade responsável, consciente. Quando decidi engravidar novamente, já sabia tudo que faria de diferente: queria um parto natural, em que meu bebê fosse respeitado desde antes de nascer, amamentação em livre demanda e exclusiva até que eu e minha filhota estejamos preparadas para o início da introdução de alimentos, cama compartilhada… Tudo que fui recriminada com a Dani!

Alice nasceu de cesárea necessária, mas meu consolo é que na primeira hora ela mamou! Ela mamou como um bezerrinho, linda! Amamento ela sempre que ela busca o peito. Minhas brigas com as avós já começaram, porque elas não admitem que eu pegue ela do colo delas SÓ porque ela procurou o mama e mamou só faz uma hora! “Ela vai ficar obesa!”… 

Hoje, fechei minha família para palpites! Faço cara de paisagem, dou um sorriso de Monalisa e sigo com meus ideais! Porque eles não compartilham do meu ponto de vista, e já cansei de tentar mostrar a importância do respeito com a criança e com a mãe!

 

 

Texto escrito a  12 mãos por

Ana Cláudia Bessa http://www.futurodopresente.com.br ,

Luciana Isolani http://lucianaivanike.blogspot.com ,

Mariana Tezini projetomacieira.blogspot.com ,

Monique Fustcher http://www.mimirabolantes.blogspot.com ,

Renata Matteoni  http://rematteoni.wordpress.com ,

Renata Penna blogmamiferas.com.br.

“LEITE MATERNO vs FÓRMULA INFANTIL: sem combate”

Na POSTAGEM COLETIVA: Para o bebê, o melhor leite é o da mãe , não podemos deixar de falar nas diferenças entre essas duas substâncias, além do fato de uma ser natural e a outra ser artificial.
“Tradução de um trecho do artigo SUCK ON THIS, de Pat Thomas, da revista The Ecologist, abril/2006 por VERA FALCÃO

O leite materno é um alimento vivo que contém células vivas, hormônios, enzimas ativas, anticorpos e, pelo menos, outros 400 componentes singulares. É uma substância dinâmica e a composição da mesma muda do início ao fim da amamentação e de acordo com a idade e as necessidades do bebê. Por fornecer também imunidade, o bebê alimentado ao seio recebe proteção contra doenças, continuamente.
Comparada a essa miraculosa substância, o leite artificial – comercializado como “fórmula infantil” – é um pouco mais que “junk food”. É também o único alimento industrializado que os seres humanos são incentivados a consumir, com exclusividade, por um período de tempo; justamente quando sabemos que nenhum organismo humano espera manter-se saudável e ter êxito com uma dieta constante de alimentos processados.
Tabela de comparação entre leite materno e fórmula infantil, quanto aos elementos componentes:
Gorduras Leite Materno: rico em ômegas-3, construtores do cérebro, a saber, DHA e AA; ajusta automaticamente essa gordura às necessidades da criança, os níveis diminuem quando o bebê cresce;rico em colesterol, quase completamente absorvido; contém a enzima lipase, que atua no sistema digestivo, transformando gorduras em ácidos graxos e glicerol.
Fórmula: não contém DHA, colesterol e lipase; não se ajusta às necessidades da criança, nem é completamente absorvida.
xxxxxCOMENTÁRIOS: O mais importante nutriente é o leite materno. A ausência de DHA e colesterol na FI vai predispor a criança a ter na idade adulta doenças do coração e sistema nervoso central. O restante da gordura não absorvida contribui para as desagradávies e mal-cheirosas evacuações dos bebês alimentados com FI.
Protéina Leite Materno: soro leve e facilmente digerível; mais completamente absorvida e mais ainda no leite das mães que tiveram prematuros; contém lactoferrin, proteína que atrai o ferro e que mantém o intestino saudável;contém lisozima, enzima antibacteriana;rico em proteínas construtoras do cérebro e do corpo; rico em fatores de crescimento, proteínas que controlam o crescimento, a divisão e maturação de células e tecidos; contém proteínas indutoras do sono.
Fórmula: difícil digestão da caseína; não completamente absorvida, então mais desperdício, dificultando o trabalho dos rins;pouca ou nenhuma lactoferrin; sem lisozima, proteínas construtoras deficientes ou em baixa; deficiência em fatores de crescimento; contém proteínas indutoras do sono em menor número que o LM.
xxxxxCOMENTÁRIOS: Crianças não são alérgicas a proteínas do leite humano.
Carboidratos Leite Materno: rico em oligossacarídeos, os quais promovem a saúde do instestino.
Fórmula: sem lactose em algumas fórmulas.
xxxxxCOMENTÁRIOS: lactose é importante para o desenvolvimento do cérebro.
Imunizadores Leite Materno: milhões de glóbulos brancos (leucócitos), em cada mamada; rico em imunoglobulina.
Fórmula: sem glóbulos brancos ou outro tipo de célula; sem benefícios de imunidade.
xxxxxCOMENTÁRIOS: o leite materno providencia ativa e dinâmica proteção contra infecções de todo o tipo; pode também aliviar uma série de problemas externos de saúde, como conjuntivite e assaduras.

Vitaminas e Minerais Leite Materno: maior absorção; ferro é absorvido de 50-75%;contém mais selênio (antioxidante);

Fórmula: não absorvidas satisfatoriamente;f erro é absorvido de 5-10%;contém menos selênio que o LM.
xxxxxCOMENTÁRIOS: os nutrientes na fórmula são absorvidos de forma pobre. Para compensar isso, mais nutrientes são adicionados a ela, fazendo com que a digestão fique difícil.
Enzimas e Hormônios Leite Materno: rico em enzimas digestivas, como a lipase e amilase; rico em vários hormônios, tais como, o da tireóide e os da pituitária; proporciona experimentar variedade com a dieta da mãe, dessa forma ajudando a criança a adaptar-se àcultura alimentar.
Fórmula: o processamento mata as enzimas digestivas;o processamento também mata hormônios, que nem são humanos, a princípio; sempre tem o mesmo sabor.
xxxxxCOMENTÁRIOS: enzimas digestivas promovem a saúde do intestino; hormônios contribuem para o balanço bioquímico e o bem-estar do bebê.
CUSTO na UK (Inglaterra), o NHS (Serviço Nacional de Saúde) gasta 35 milhões de libras cada ano só tratando de gastroenterites de bebês que tomam mamadeira. No US (EUA), companhias de seguro-saúde pagam 3.6 bilhões de dólares para tratamento de doenças com os bebês assim alimentados.

Amamentação e ética profissional

Essa é uma das campanhas 2010 de incentivo á amamentação.

Importante salientar que é muito comum a criança neonata receber leite artificial, já na maternidade. Isso sem se  importar em incentivar a mãe a fazer o aleitamento materno, muito menos na primeira hora que é super importante.

E isso faz toda diferença porque o leite artificial, conhecido como “fórmula” enche a barriga do bebê e ele simplesmente não sente fome para pegar o peito. Além disso, mamadeira é muito mais fácil que de sugar que o peito (mas o peito é difícil porque nosso corpo PRECISA fazer este esforço para desenvolvimento dos maxilares, dentes, fala…etc…não é por acaso).

Maternidade é um horror: dão fórmula e chupeta. Um desrespeito aos pais e à saúde da criança. Você consegue um pouco mais de respeito , a partir do segundo filho. Aí, ninguém discute com você. Mas no primeiro…você é considerada alguém não sabe nada. Mesmo que tenha preferências, você não sabe nada.

E se aproveitam disso, afinal, eles SABEM. E não poderiam JAMAIS agir desta forma.

Aí, você topa com a família, bem intencionada, recomendando para dar chazinho, quando o bebê não precisa nem de água.

E por fim, o pediatra, que quer desmamar nosso filho aos 4 meses.

Gostei muito dessa campanha.

Então, taí, a campanha mostrando escancaradamente que os profissionais precisam ser éticos, no que se refere à amamentação.

E ponto final.

Mãenifesto
Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.
Assine!!!
http://www.grupocria.com.br/

É importante lembrar que o Manifesto pode ser um bom começo para uma roda de conversa entre blogs, que traga informações relevantes sobre a amamentação para as mães. Se você já escreveu sobre o tema no seu blog, insira no rodapé do seu post o trecho do manifesto acima e nos envie a URL via comentários. Só assim podemos ampliar o debate e dar ainda mais vida ao Manifesto pelas Mães.

Achados na net

Olha quanta coisa legal a gente achou na net, feita por gente como a gente!

Os blogs são realmente uma expressão individual sensacional. Nunca antes na história pudemos trocar tanto com tanta gente. Viva a internet bem aproveitada!

http://cozinharconsciente.blogspot.com/

Um blog com um monte de receitas vegetarianas. Mesmo que a gente não seja vegetariano, vale a visita e a inspiração da Angela para fazer receitas diferentes e experimentar novos e saudáveis sabores. Eu fiquei com vontade de experimentar a sopa de mandioquinha, quinoa e couve (hummmmm….)  e a farofa (nhamm…nhammm…nhammmm) fria de cenoura e amaranto. Olha que nem sei o que é amaranto…rs…

http://alimentosaudeinfantil.wordpress.com/

Lotado de dicas bacanas sobre alimentação infantil saudável. Vale a visita para ver o quanto podemos (e devemos) eveitar dar produtos industrializados para nossos pequenos.

http://mimirabolantes.blogspot.com/

Esse eu já conhecia mas é sempre bom indicar porque a Monique Fustcher tem sempre mirabolantes e boas idéias e inspirações para o mundo!

http://scienceblogs.com.br/chivononpo/

Ciência e de tudo um pouco. Saudades do amigo joâo Carlos que nunca mais apareceu por aqui! :)

http://anepbrasil.wordpress.com/

Associação Nacional para Educação Pré-natal. Por um nascer mais saudável e humano. Iniciativa da amiga Renata Matteoni em defesas das mulheres e das crianças.

Ajuda com a amamentação?

biancaaleitamentoMuita gente fica buscando uma forma de ajudar outras pessoas.

A gente fica quebrando a cabeça, pensando no que é que a gente sabe fazer que pode ajudar os outros.

Pois a Bianca, teve uma idéia que eu achei genial: ela, psicóloga e entusiasta da amamentação, criou seu próprio trabalho voluntário que adéqua seu conhecimento profissional e sua paixão pela amamentação.

A idéia dela é genial pela simplicidade.

Ela ajuda voluntariamente mães com dificuldades na amamentação ou que não encontram apoio adequado para continuar tentando amamentar.

Pode parecer uma coisa simples mas amamentar para muitas mães é um desafio.

Às vezes, a dificuldade é física: dor, ferimentos, bico invertido.

Outras vezes, a dificuldade é técnica: pega errada do bebê no bico do seio, pouco tempo sugando, administração de outros alimentos conjuntamente com a amamentação, etc.

Em outras, a dificuldade é psicológica e a mãe simplesmente não encontra apoio nem na família, nem com pediatra que simplesmente recomenda a suspensão da amamentação e a introdução de fórmulas artificiais, que comprovadamente não são substitutos à altura da qualidade e importância do leite materno.

E encontrar uma ajuda de apoio e incentivo à amamentação EXCLUSIVA neste momento pode ser o fator decisivo entre a continuação e o abandono desse que é o melhor alimento para o bebê durante os primeiros seis meses de vida. E eu falo isso por experiência própria pois meus dois filhos mamaram EXCLUSIVAMENTE leite materno até os 8 meses, sem terem precisado de nada mais, nem água.

Sendo assim, eu não poderia deixar de aplaudir e parabenizar a Bianca por sua idéia maravilhosa e dizer que se você precisa de ajuda e apoio para manter seu filho no peito, saiba que muitas vezes uma simples ajuda poderá fazer sua amamentação ser um sucesso. E seu filho estará recebendo de graça o melhor alimento do mundo, que o proverá de saúde, defesas imunológicas e desenvolvimento emocional, orgânico, motor bucal e fonoaudiológico porque o ato de sugar o leite não só é importante pelo alimento que ele representa mas também pelo vínculo afetivo com a mãe e pelos movimentos de sucção que são de extrema importância para o desenvolvimento maxilar e da fala.

Se você mora no Rio, liga prá Bianca!

Parabéns Bianca pelo seu lindo trabalho!

Estou simplesmente encantada!

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IMPORTANTE: DEIXEI O POST COMO INSPIRAÇÃO PARA QUEM QUISER FAZER ALGUM TRABALHO DENTRO DE SUA ÁREA. A BIANCA JÁ TERMINOU SUA TESE E AGORA PRESTA ESTE SERVIÇO PROFISSIONALMENTE ATRAVÉS DO SITE www.possoamamentar.com.br

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Comer ou não comer? Eis a questão!

Eu tenho um problema.

E o problema é não conseguir fazer com que meu filho coma alimentos saudáveis. Eu não consigo relaxar sabendo que o que ele gosta é de comer as porcarias que TODA criança gosta. E não é porque eu moro nos Estados Unidos não, pois minha sobrinha que mora no Rio de Janeiro também está assim. Eu digo está porque todo mundo me diz que isto é uma fase.

Tá difícil acreditar!.

Todo santo dia eu quebro minha cabeça procurando uma forma de fazer e apresentar alimentos que chamem a atençao visual e do paladar de meu filho. Já fiz bonequinhos, já cantei, dancei, contei histórias, já comprei pratinhos, garfinhos e copinhos dos mais variados. Também já ameacei (ninguém é de ferro), já fiz chantagens, já tentei negociar, mas não adianta, já briguei até com o marido, que diz que eu sou mole e o menino está ficando mimado.

Então fiz uma proposta a ele, – Querido! vamos trocar por um dia nossas tarefas. Você fica no meu lugar e faz comida saudável para o Dudu e ele tem que comer tudo (além é claro de dar conta de todo o serviço da casa) enquanto eu vou para o seu escritório acompanhar a equipe de vendas que está fornecendo material para os países do Oriente Médio. Eu garanto que o meu dia será muito mais fácil do que o seu, o povo de lá é mais fácil de dobrar.

Adivinhem? Ele não aceita esta troca. Porque será? risos

Fico triste pois sempre procuro fazer tudo fresco, com produtos orgânicos (que onde moro não tem uma diferença tão grande de preço para o produto “normal”), e sentia que era um tempo jogado fora. Ou não, pois eu não desisto. Mesmo sabendo que ele não vai aceitar eu coloco em seu prato a vagem, a cenoura, a couve-flor, a couve de bruxelas, a beterraba, a beringela, etc, etc. Sopa também não tem vez, ele faz cara de nojo e nem com reza brava ele come.

Mas ultimamente eu estou usando da seguinte tática. Como ele adora feijão, eu passei a cozinhar junto os legumes e verduras. Assim pelo menos ele consome as vitaminas necessárias para seu crescimento. Diminiu um pouco a minha preocupação.

Fico pensando no futuro, que ele tenha sido bem alimentado para ter ossos fortes, músculos mais ainda, que todos os seus orgãos tenham crescido direito, blá, blá. Quem é mãe sabe o que eu estou passando e como isto pesa no nosso dia-a-dia.

Mas eu sei que tenho que relaxar, viver um dia de cada vez. Mas eu não vou desistir.

Ah não vou não!

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Texto de Cristiane A. Fetter