O olho do consumidor

A cartilha “O Olho do Consumidor”, que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do “Selo do SISORG” (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.

Rola na internet que oo livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, que impediu sua distribuição. A proibição teria se dado por conta do item 5 da página 7, onde se lê: 

“O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies”.

Como a gente nunca deve acreditar em tudo o que recebe pela internet, fui dar uma pesquisada e rapidamente – e para meu orgulho – encontrei um belíssimo esclarecimento  no blog FOGÃO AZUL da minha querida amiga, Maria Re! Ela nos mostra que checou tudo e pôde confirmar que as cartilhas são distribuídas, sim, e sem nenhuma alteração de seu texto.
http://fogaoazul.com/2009/07/25/sobre-a-cartilha-de-organicos/

Mas você pode clicar no link abaixo e baixar a sua bem  aqui:

cartilha_ziraldo

 

“LEITE MATERNO vs FÓRMULA INFANTIL: sem combate”

Na POSTAGEM COLETIVA: Para o bebê, o melhor leite é o da mãe , não podemos deixar de falar nas diferenças entre essas duas substâncias, além do fato de uma ser natural e a outra ser artificial.
“Tradução de um trecho do artigo SUCK ON THIS, de Pat Thomas, da revista The Ecologist, abril/2006 por VERA FALCÃO

O leite materno é um alimento vivo que contém células vivas, hormônios, enzimas ativas, anticorpos e, pelo menos, outros 400 componentes singulares. É uma substância dinâmica e a composição da mesma muda do início ao fim da amamentação e de acordo com a idade e as necessidades do bebê. Por fornecer também imunidade, o bebê alimentado ao seio recebe proteção contra doenças, continuamente.
Comparada a essa miraculosa substância, o leite artificial – comercializado como “fórmula infantil” – é um pouco mais que “junk food”. É também o único alimento industrializado que os seres humanos são incentivados a consumir, com exclusividade, por um período de tempo; justamente quando sabemos que nenhum organismo humano espera manter-se saudável e ter êxito com uma dieta constante de alimentos processados.
Tabela de comparação entre leite materno e fórmula infantil, quanto aos elementos componentes:
Gorduras Leite Materno: rico em ômegas-3, construtores do cérebro, a saber, DHA e AA; ajusta automaticamente essa gordura às necessidades da criança, os níveis diminuem quando o bebê cresce;rico em colesterol, quase completamente absorvido; contém a enzima lipase, que atua no sistema digestivo, transformando gorduras em ácidos graxos e glicerol.
Fórmula: não contém DHA, colesterol e lipase; não se ajusta às necessidades da criança, nem é completamente absorvida.
xxxxxCOMENTÁRIOS: O mais importante nutriente é o leite materno. A ausência de DHA e colesterol na FI vai predispor a criança a ter na idade adulta doenças do coração e sistema nervoso central. O restante da gordura não absorvida contribui para as desagradávies e mal-cheirosas evacuações dos bebês alimentados com FI.
Protéina Leite Materno: soro leve e facilmente digerível; mais completamente absorvida e mais ainda no leite das mães que tiveram prematuros; contém lactoferrin, proteína que atrai o ferro e que mantém o intestino saudável;contém lisozima, enzima antibacteriana;rico em proteínas construtoras do cérebro e do corpo; rico em fatores de crescimento, proteínas que controlam o crescimento, a divisão e maturação de células e tecidos; contém proteínas indutoras do sono.
Fórmula: difícil digestão da caseína; não completamente absorvida, então mais desperdício, dificultando o trabalho dos rins;pouca ou nenhuma lactoferrin; sem lisozima, proteínas construtoras deficientes ou em baixa; deficiência em fatores de crescimento; contém proteínas indutoras do sono em menor número que o LM.
xxxxxCOMENTÁRIOS: Crianças não são alérgicas a proteínas do leite humano.
Carboidratos Leite Materno: rico em oligossacarídeos, os quais promovem a saúde do instestino.
Fórmula: sem lactose em algumas fórmulas.
xxxxxCOMENTÁRIOS: lactose é importante para o desenvolvimento do cérebro.
Imunizadores Leite Materno: milhões de glóbulos brancos (leucócitos), em cada mamada; rico em imunoglobulina.
Fórmula: sem glóbulos brancos ou outro tipo de célula; sem benefícios de imunidade.
xxxxxCOMENTÁRIOS: o leite materno providencia ativa e dinâmica proteção contra infecções de todo o tipo; pode também aliviar uma série de problemas externos de saúde, como conjuntivite e assaduras.

Vitaminas e Minerais Leite Materno: maior absorção; ferro é absorvido de 50-75%;contém mais selênio (antioxidante);

Fórmula: não absorvidas satisfatoriamente;f erro é absorvido de 5-10%;contém menos selênio que o LM.
xxxxxCOMENTÁRIOS: os nutrientes na fórmula são absorvidos de forma pobre. Para compensar isso, mais nutrientes são adicionados a ela, fazendo com que a digestão fique difícil.
Enzimas e Hormônios Leite Materno: rico em enzimas digestivas, como a lipase e amilase; rico em vários hormônios, tais como, o da tireóide e os da pituitária; proporciona experimentar variedade com a dieta da mãe, dessa forma ajudando a criança a adaptar-se àcultura alimentar.
Fórmula: o processamento mata as enzimas digestivas;o processamento também mata hormônios, que nem são humanos, a princípio; sempre tem o mesmo sabor.
xxxxxCOMENTÁRIOS: enzimas digestivas promovem a saúde do intestino; hormônios contribuem para o balanço bioquímico e o bem-estar do bebê.
CUSTO na UK (Inglaterra), o NHS (Serviço Nacional de Saúde) gasta 35 milhões de libras cada ano só tratando de gastroenterites de bebês que tomam mamadeira. No US (EUA), companhias de seguro-saúde pagam 3.6 bilhões de dólares para tratamento de doenças com os bebês assim alimentados.

Consciente sobre os alimentos que come aos 11 anos!

Birke Baehr, de onze anos, fala sobre uma grande fonte de alimentos – granjas industriais distantes e nada pitorescas. Manter as granjas fora da vista promove um quadro cor de rosa e irreal da agricultura de grande escala, ele diz enquanto esboça o esquema para tornar mais verde e localizar a produção de alimentos.

Minha única crítica ao vídeo é a perda da naturalidade dele quando faz piadas com a platéia como costumam fazer os palestrantes da atualidade. Não precisava. Só de ouvir uma criança falar sobre o assunto, já impressiona e cativa qualquer platéia. Essa mania de adultizar as crianças, me incomoda, profundamente.

 

Caso não visualize o vídeo, clique aqui:  http://www.ted.com/talks/lang/por_br/birke_baehr_what_s_wrong_with_our_food_system.html

Dica banana, quer dizer, bacana!

Sabe aquele cacho de bananas que você acabou de comprar?

Quer que ele dure mais, que não dê aquelas famigeradas mosquinhas?

É fácil!

Pegue uma faca ou uma tesoura e separe cada banana cortando pelo talo. Jogue fora os talos retirados que compõe o cacho. E pronto, é só deixar suas bananas na sua fruteira como de costume.

Dessa forma simples, suas bananas vão durar mais tempo, não darão mosquitinhos e você aproveita melhor este delicioso alimento!

Introduzindo uma alimentação saudável

convite_cozinhando

Toda renda obtida é reinvestida nos projetos sociais da Matrice

A vida que a gente leva…

Alguém disse algum dia: Importante não é o que a gente leva da vida, mas a vida que a gente leva…

Esse final de semana eu recebi dois presentes:
No sábado de manhã, um pedreiro que fez um trabalho para nós há uns dois meses veio aqui em casa nos convidar para o aniversário de sua netinha de 3 anos. Nos conhecemos há dois meses, ele fez um trabalho para nós de 2 ou 3 semanas e agora vem aqui pessoalmente nos convidar. É um presente, sem dúvida porque é um carinho despretencioso, uma atenção genuína. E este convite não me diz o que fizemos para merecer tamanha consideração. Saber que foi algo bom, já basta. A propósito a festa foi ótima!
Quando eu pensei que já tinha ganhado meu sábado, recebi um e-mail da Maidila (que conheci numa comunidade do Orkut e acabamos nos tornando amigas sem nunca termos nos visto pessoalmente) mandando fotos da sua horta inspirada na minha horta! Daí, fui perceber que nunca postei minha horta aqui, só no meu album do Orkut. Onde participo de uma comunidade chamada Horta em Casa.

Fala sério! Gente, estou toda proza, feliz da vida porque recebi presentes maravilhosos de duas pessoas que conheci há tão pouco tempo.
Vejam que fotos lindas da horta e das crianças sujas de terra.
Não estou cabendo em mim de tanta felicidade.

Então, vamos às fotos. Primeiro as da Maidila que estão simplesmente lindas e no final algumas da minha horta.Espero que nossas hortas inspirem outros amigos!

Vamos lá, animem-se!!!

Agora as minhas:

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Quais os tipos de Sal?

Outro dia falamos do Açúcar, lembram?
Hoje vamos falar de Sal.

Existem dois tipos básicos de sal: o marinho e o da rocha (sal-gema). O sal marinho é extraído pela evaporação da água do mar e o de rocha, retirado de rochas subterrâneas resultantes de lagos e mares antigos que secaram. Do ponto de vista químico não há nada de especial para um tipo de sal ser mais caro que outros. Em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é abundante na natureza . Já na forma física existem diferenças, principalmente na granulação. Em alguns casos, são adicionadas substâncias ou temperos ao sal para uso culinário. Conheça cada um deles:
Sal de cozinha, de mesa ou refinado – É o mais comum e o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve ser acrescido de iodo para se evitar o bócio.
Sal marinho – Há diversos tipos de sal marinho, dependendo de sua procedência, e a cor de seus cristais pode variar. Bastante usado na cozinha macrobiótica, pode ser colocado num moedor e moído na hora.
Sal grosso – Produto não refinado apresentado na forma que sai da salina. Em culinária é usado em churrasco, assados de forno e peixes curtidos.
Sal light – É um produto com reduzido teor de sódio, fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Ideal para pessoas com dietas restritivas ao sal.
Sal Kosher – Sal com cristais grossos e irregulares podendo ser extraído de mina ou do mar, desde que sob supervisão de rabinos. Como sua granulação é mais grossa, é preferido pelos chefes de cozinha, pois adere com maior facilidade à superfície de carnes.
Sal de Guerande – Considerado o melhor do mundo, esse sal tem produção artesanal. Extraído na cidade de Guerande, região da Bretanha, na França, é um condimento caro. A versão especial desse sal é chamado “fleur du sel”, ainda mais rara.
Sal defumado – Tem sabor e aroma peculiares que dão toque especial às preparações.
Sal de aipo – Sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos. É utilizado para dar sabor aos grelhados de peixe ou de carnes e em caldos de consomés. Pode ser usado para temperar o suco de tomate e outros coquetéis de legumes.
Gersal - É muito utilizado na cozinha macrobiótica. Trata-se do sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.

Muito se fala sobre a relação entre o consumo de sal e a hipertensão arterial. O tradicional sal de cozinha é composto em média de 40% de sódio e 60 cloreto, isto é, em 100 gramas de sal você encontra 40 gramas de sódio e 60 gramas de cloreto.Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto é de 6 gramas. No entanto, estudos apontam que o consumo médio diário de sal do brasileiro é de 15 gramas. Como você pode observar, o consumo está muito acima do recomendado.A alta ingestão de sal está fortemente relacionada ao risco do desenvolvimento da hipertensão.Infelizmente consumimos muitas vezes o sódio sem perceber. Quase todos os produtos industrializados apresentam essa substância –principalmente os enlatados, as conservas e os embutidos, como salame, presunto, mortadela, entre outros.

O sal iodado é aquele onde foi adicionado iodo, ou na forma de iodeto (iodetado) ou na forma de iodato (iodatado).O iodo serve para prevenir distúrbios causados pela supressão deste elemento de nossa alimentação, os chamados DDIs. DDIs são Distúrbios por Deficiência de Iodo, são problemas de saúde, tais como: o bócio, abortos prematuros, retardos mentais, etc. Para consumo humano, é considerada adequada, para um adulto, a ingestão de 0,15 mg de iodo por dia.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.

Durante a “fabricação” na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de “controle”. No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

Depois de empobrecido, o sal industrial é “enriquecido” com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais “saltinhos”), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados, como: ferrocianato e prussiato amarelo de sódio, fosfato tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e agentes antiumectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o carbonato de cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei…

Observação Importante:
O sal bruto, retirado das salinas não deve ser usado e sim o sal marinho moído fino (é o mesmo sal grosso próprio para churrascos). O sal bruto que provém dos compartimentos mecanicamente escavados das salinas possui até 20% de agentes poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas industrias. No Brasil temos a sorte de não termos um sal bruto assim pois a maior parte dele provém de Cabo Frio (RJ) e Mossoró (RN). Nos Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal contém de 7 a 20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que não muito poluído, está relacionado com o surgimento de calcificações e enrijecimento das juntas, pois estes problemas surgem quando há ingestão prolongada de água pura do mar. Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho, evitando-se retirá-lo diretamente das salinas. Ele deve passar antes pela primeira fase de lavagem leve, que não retira do sal elementos presos entr

e os cristais, como ocorre quando o sal é totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e ionização.
O sal de rocha só deve ser usado em última circunstância pois não contém todos os elementos presentes no sal marinho. Origina-se da sedimentação de lagos ou águas paradas e é retirado de minas, também conhecido como “sal gema”. Grande parte dos microorganismos e minerais são perdidos com o tempo. ”

——–

Infelizmente, eu raramente encontro sal marinho moído para comprar e acredito que isso aconteça com a maioria das pessoas. Além disso, as embalagens de sal são confusas e com informações incompletas. Já encontrei muita embalagem escrita sal marinho e ter a sensação de ser sal refinado comum. Deveria constar: sal marinho moído, porque o refinado é justamente o que queria evitar.
O sal de Guerande é o melhor, mas nunca achei para comprar.
Uma opção, é usar o sal grosso que não passa pelo processo de refinamento.

_____________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Fontes:
http://www.falecomfleischmann.com.br/culinaria/default.asp?page=http://www.falecomfleischmann.com.br/culinaria/dicas_do_padeirito/informacoes_de_nutricao_interna.asp?id=429
http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/nutricaoesaude/ult696u171.shtml
http://www.portalverde.com.br/alimentacao/perigos/salmarinhoXrefinado.htm
http://pat.feldman.com.br/?p=123

Você conhece todos os tipos de açúcar?

Criança muda mesmo a vida da gente.

Na minha tudo mudou. Minha forma de ver a vida, meus hábitos, minhas necessidades, minhas prioridades. E a alimentação também porque, se antes eu tinha cuidados em me alimentar bem, hoje isso nem se compara pois por conta das crianças a gente está sempre atrás de comidinhas saudáveis e acabamos incorporando esses mesmos alimentos na dieta dos adultos.

Agora me preocupo com os ingredientes como sal marinho, café orgânico e até com o tipo de panela (assunto que também merece um post embora ainda não tenha me dedicado de fato ao assunto, está no meio das minhas pautas). Sendo assim, segue um texto resumido e fácil de ler sobre os tipos de açúcar para que a gente possa entender e escolher aquele que achamos ser melhor para nossa alimentação.

Minha maior dificuldade, onde moro, é encontrar os produtos saudáveis e naturais porque não há regularidade. Um dia acho num mercado, volto lá e não tem mais. Aí, acho outra coisa em outro, depois não tem mais…

Mas pelo menos, lendo sobre o assunto, a gente fica apta para escolher, quando encontra.

Quais as diferenças entre açúcar cristal, refinado, demerara e mascavo?

Por Suzana Paquete (Márcia Teixeira, São Paulo, SP)

As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo.

A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento, que a gente explica direitinho no fim do texto. Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles também “roubam” a maioria dos nutrientes.

Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.

A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana. Antes de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce. Depois, começa a purificação, em que o caldo é aquecido a 105 ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde aparecem os cristais de açúcar que a gente conhece. Por último, os tipos mais brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto. O resultado final é o açúcar em cristais, mas, se você moldar e comprimir os cristais com xarope de açúcar, dá para fabricar açúcar em torrões. Além da cana, há açúcar nas frutas e no milho (a frutose) e no leite (a lactose). A beterraba é outra fonte de açúcar, mas tem um processo de extração diferente. Ela é popular na Europa: como lá não tem cana, a beterraba entrou na dança.

Doces delícias

Tipos claros recebem tratamento químico e possuem menos nutrientes

DE CONFEITEIRO

Tem cristais tão finos que mais parece talco de bebê. Excelente para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento sofisticado, que inclui uma peneiragem para obter minicristais e a adição de amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio para evitar que os minicristais se juntem novamente

ORGÂNICO

É diferente de todos os outros tipos porque não utiliza ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção, do plantio à industrialização. O açúcar orgânico é mais caro, mais grosso e mais escuro que o refinado, mas tem o mesmo poder adoçante

 

LIGHT

Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que quadruplicam o poder de adoçar. Um cafezinho só precisa de 2 gramas de açúcar light para ficar doce, contra 6 gramas de açúcar comum. Por isso, quem consome açúcar light ingere menos calorias

 

LÍQUIDO

É obtido pela dissolução do açúcar refinado em água. Usado em bebidas gasosas, balas e doces, o açúcar líquido não é vendido em supermercados. Uma das vantagens é que ele não precisa ser estocado em sacos, diminuindo os riscos de contaminação com poeira ou microorganismos

 

FRUTOSE

É o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum aditivo, a frutose é cerca de 30% mais doce que o açúcar comum, mas ela engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer. A maior parte da frutose vendida no Brasil é importada e tem preços meio amargos

 

REFINADO

Também conhecido como açúcar branco, é o açúcar mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse processo retira vitaminas e sais minerais, deixando apenas as “calorias vazias” (sem nutrientes)

MASCAVO

É o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais. Mas seu gosto, bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a algumas pessoas

CRISTAL

É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa apenas por um refinamento leve, que retira “só″ 90% dos sais minerais. Por ser econômico e render bastante, o açúcar cristal sempre aparece nas receitas de bolos e doces

 

DEMERARA

Também usado no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo

 

Fonte:Publicado na Edição 36 – 02/2005
http://mundoestranho.abril.com.br/edicoes/36/ambiente/conteudo_mundo_60688.shtml

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Ana Cláudia Bessa

Comer ou não comer? Eis a questão!

Eu tenho um problema.

E o problema é não conseguir fazer com que meu filho coma alimentos saudáveis. Eu não consigo relaxar sabendo que o que ele gosta é de comer as porcarias que TODA criança gosta. E não é porque eu moro nos Estados Unidos não, pois minha sobrinha que mora no Rio de Janeiro também está assim. Eu digo está porque todo mundo me diz que isto é uma fase.

Tá difícil acreditar!.

Todo santo dia eu quebro minha cabeça procurando uma forma de fazer e apresentar alimentos que chamem a atençao visual e do paladar de meu filho. Já fiz bonequinhos, já cantei, dancei, contei histórias, já comprei pratinhos, garfinhos e copinhos dos mais variados. Também já ameacei (ninguém é de ferro), já fiz chantagens, já tentei negociar, mas não adianta, já briguei até com o marido, que diz que eu sou mole e o menino está ficando mimado.

Então fiz uma proposta a ele, – Querido! vamos trocar por um dia nossas tarefas. Você fica no meu lugar e faz comida saudável para o Dudu e ele tem que comer tudo (além é claro de dar conta de todo o serviço da casa) enquanto eu vou para o seu escritório acompanhar a equipe de vendas que está fornecendo material para os países do Oriente Médio. Eu garanto que o meu dia será muito mais fácil do que o seu, o povo de lá é mais fácil de dobrar.

Adivinhem? Ele não aceita esta troca. Porque será? risos

Fico triste pois sempre procuro fazer tudo fresco, com produtos orgânicos (que onde moro não tem uma diferença tão grande de preço para o produto “normal”), e sentia que era um tempo jogado fora. Ou não, pois eu não desisto. Mesmo sabendo que ele não vai aceitar eu coloco em seu prato a vagem, a cenoura, a couve-flor, a couve de bruxelas, a beterraba, a beringela, etc, etc. Sopa também não tem vez, ele faz cara de nojo e nem com reza brava ele come.

Mas ultimamente eu estou usando da seguinte tática. Como ele adora feijão, eu passei a cozinhar junto os legumes e verduras. Assim pelo menos ele consome as vitaminas necessárias para seu crescimento. Diminiu um pouco a minha preocupação.

Fico pensando no futuro, que ele tenha sido bem alimentado para ter ossos fortes, músculos mais ainda, que todos os seus orgãos tenham crescido direito, blá, blá. Quem é mãe sabe o que eu estou passando e como isto pesa no nosso dia-a-dia.

Mas eu sei que tenho que relaxar, viver um dia de cada vez. Mas eu não vou desistir.

Ah não vou não!

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Texto de Cristiane A. Fetter