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Foto histórica da Cássia Eller amamentando seu filho Chicão – já bem grandão – em plena praia. Adorei.
Cássia Eller – 10 anos – 1962/2001
Experiências reais de mães e amamentação
Este post surgiu de um debate onde partilhamos nossas vivências e experiências com relação à amamentação e o nosso ativismo em defesa deste alimento tão importante nos primeiros anos de vida.
Para as mães que querem, que não querem, que acham que devem e as que acham que não devem.
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Só com leite, engordavam acima da “média”
Eu amamentei meus dois filhos exclusivamente até 8 meses. Eles não bebiam nem água, só peito mesmo. Com quatro meses já recebia incentivo até da pediatra para introduzir novos alimentos. Na família, era olhada como “A estranha”…rs…
Meu segundo filho, mamou até 2 anos e meio e desmamou espontaneamente sem nenhum problema ou forçação de barra. Mas confesso que já estava um pouco cansada e ele grande, pesado para colo, enfim…foi tudo na hora certa para os dois… Fiquei feliz com isso pois não tive que desmamá-lo contra vontade.
Uma coisa interessante é que durante a amamentação exclusiva, os dois mantiveram peso e tamanho acima da média para a idade. Eram gorduchos. Depois da introdução de novos alimentos, o peso caiu drásticamente e foram sempre magrelos, abaixo da média.
Sobre doenças, não percebo nada de diferente neles. Acho que eles adoecem normalmente o que me não me incomoda. Acho normal adoecer, faz parte da vida. Não me arrependo e tenho certeza de ter feito o melhor pela saúde deles.
Não acho que eu possa escolher não amamentar. Não considero que tenha este direito se escolhi ser mãe e só eu tenho este alimento para dar. É triste ver mães que poderiam amamentar e não conseguem porque não recebem apoio ou incentivo e são empurradas às fórmulas sob o terrível argumento que não vale a pena tentar ajuda ou continuar tentando introduzir seu leite. Já é comprovado que a maioria dos casos de insucesso na amamentação, podem ser revertidos com ajudas simples, como a pega correta da boquinha no seio.
Gêmeas nas “divinas tetas” por seis meses as diziam que eu não teria leite
Minhas primeiras filhas, gêmeas, mamaram exlusivamente no peito até os seis meses, e continuaram mamando até os 3 anos e meio, quando engravidei e elas desmamaram naturalmente. Foi uma estória bem gostosa de amamentação, apesar das dificuldades do começo, quando passei por seis pediatras diferentes no primeiro mês de vida, porque TODOS me diziam que eu jamais teria leite suficiente para dois bebês e que elas iriam passar fome por causa de um capricho meu…
A estrela tinha uma dificuldade de pega e fazê-la mamar foi bem trabalhoso nas primeiras semanas, foi um processo cansativo, mas depois que a coisa engrenou foi só curtição… era uma delícia colocá-las uma em cada peito, eu me sentia poderosa, quase uma deusa de divinas tetas, rsrs…
Eu também acho que amamentar não deveria ser opção. Ter filhos é opção. A partir do momento quando uma mulher opta por ter filhos, acho que há um mínimo que ela não tem o direito de optar por não prover. A amamentação, no mínimo pelos primeiros seis meses, entra aí.
Em nenhum momento pensei em desistir!
Eu não tive a menor dificuldade em amamentar minha filha. O peito quase caiu no início, por alguns dias senti dor, o peito rachou, sangrou, em algumas mamadas eu chorei de dor, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. Fui com fé e logo tudo se resolveu, sem precisar recorrer a ninguem.
Hoje sei que, além de acertar a pega (não era o meu problema), ajuda muito variar a posição em que o bebê pega o peito. É meio doido, mas resolve o problema e bem rápido.
Laurinha mamou 2 anos e meio, com 1 ano e meio passei a regrar pra começar a reduzir, pois ela mamava muito e em livre demanda e não comia nada. Foi dificilimo pra mim, pois amava amamentar, mas reduzindo aos poucos foi bom porque ela acabou deixando naturalmente.
Não acho que usar de alguma psicologia pra ajudar a mulher que tá totalmente perdida é infantilizá-la ou passar a mão na cabeça, ha’casos e casos de mulheres que ainda não despertaram, mas todas merecem ser ajudadas: algumas aproveitarão essa ajuda, a muitas outras talvez não.
Sobre ser radical, ouço isso às vezes, mas nem sempre acho justo. Em alguns casos até acho, e acho que o papel de quem quer ir contra um sistema, quem questiona e se compromete com uma forma de viver precisa ser radical sim, porque se não fora nada mudará.
Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo
Triste é ver toda uma cadeia de fatos que levam ao “não-amamentar”: vamos pensar numa mãe com a saúde normal, com o índice vergonhoso de cesariana no Brasil já começa o start da cadeia, sem o passar pelo trabalho de parto essas mães realmente não tem a descida do leite como deveria ser, sem contar que na cesariana é difícil o bebê que mama na primeira hora, dai ela vai no pediatra normalzão ele faz o que na primeira consulta? Complemento.
Pra que ele vai ensinar a pega, como estimular a produção, a cura das fissuras, depois tem que acompanhar essa mãe e tal, se ele pode dar uma receita de NAN? E dai o trem já está ladeira abaixo e sem freios. Quando a mãe consegue ir longe com 3/4 meses o pediatra manda introduzir alimentos.
Porra, meu mamilo quase soltou do resto do peito, sangrou, colou a casquinha no sutiã, e porque eu insisti? Eu não me fiz de tadinha, chamei uma especialista que veio corrigir a pega, fui nos encontros de amamentação, troquei idéias. Sei que a dor é uma coisa muito subjetiva, mas uma vai lá e aproveita pra parar com uma coisa que talvez não faça sentido pra ela, a outra corre atrás.
É tão anormal pra mim esse ciclo artificial-medicamentoso sendo que o peito tá lá. Falta o médico entender. Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo, o que na nossa era imediatista fica bem complicado.
E o colostro saiu pelos bicos como um chafariz
Na hora em que o médico puxou…..os meus seios inflaram e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz…..parece loucura……o médico colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida…….me emocionei e todos choraram na hora…..
O peito era a alimentação primordial(ela foi para a creche com 3 meses…….mais ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava qd eu chegava com os seios latejando……..limpava-os e ali mesmo me entregava a ela……e Paulo sempre ao meu lado……embevecido……
Confesso:o mamilo doeu nas primeiras horas,porém o PRAZER…..isso mesmo,eu sentia prazer em amamentar,em estar com aquele ser e nada ,nem ninguém iria me tirar isto….não ía a festas,não saiamos sem ela………ela estava sempre perto…….um dia,ela ía fazer dois anos,a minha sogra ficou sem paciência em esperar eu voltar de uma reunião de pais,comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho…….e a Débora largou o peito …..pois aí,só queria nescau….
Quando fiquei grávida do Daniel,tive leite até o oitavo mês……e na hora em que ele nasceu (a bolsa estorou a meia-noite e ele nasceu as 3 da manhã com o mesmo tamanho e peso que a irmã). Eu não tinha leite……fiquei desesperada,porém,o pediatra que assistiu o meu parto,me acalmou e de repente,sem mais nem menos,o meu leite desceu…..senti uma dor forte nas axilas e o coloctro gotejou…..Dr.Fábio pegou o Daniel e colocou para mamar….o bico calejado,nem sangrou….
Já Daniel,eu tive que tirar o peito quando ele estava com um pouquinho mais de dois anos,pois eu estava abaixo do meu peso,parecia um travesti de tão magra e cansada………senão,ele teria largado sozinho……
Quantas vezes você pariu na vida?
Esse papo de “menos mãe” também me cansa profundamente.
Aliás, quando essa conversa começa, eu saio do papo porque não tenho não tenho mais paciência de argumentar.
Um tecla que sempre bato e na sua história ela fica ainda mais clara é que nós mães, somos vítimas , sim!
Quantas vezes você pariu na vida?
Quantas crianças seu pediatra já atendeu?
Quantas crianças foram cuidadas por essa agente de saúde?
Olha a diferença de experiência que ele tem e o quanto de terror eles podem fazer sobre nós com anos de argumentações que nós não temos.
Buscar informações é uma alternativa, mas e o tempo hábil para isso? A criança precisa ganhar peso, no parto o TP precisa engrenar…são (no máximo) nove meses para aprender em troca de anos de experiência de profissionais desumanos , em sua maioria.
Quanta pressão VOCÊ sofre? Caraca…é difícil não ceder.
As mulheres que enfrentam, são poucas e sabe lá Deus de onde sai tanta determinação…
Eu acho que nós não temos escolha, amamentar é um dever, sim.
Mas quando as coisas não acontecem redondinhas, é uma luta inglória.
Se as mães tem o compromisso de amamentar, mais ainda os profissionais tem OBRIGAÇÃO de apoiar e não é isso que acontece.
Aprendi a escolher minhas batalhas
Eu acho importantíssimo a gente ter cuidado e psicologia pra falar com as mulheres, tirar a culpa da jogada e falar em crescer e assumir responsabilidades. O que acho que não se deve fazer é dourar a pílula. Diante de uma mulher que repete “não tive leite, não tive leite”, passar a mão na cabeça e dizer: ‘é, é verdade, nem toda mulher tem leite, amamentar não é pra todas, paciência’, porque isso não é verdade. E não vai ajudar em nada. A gente ter cuidado com a experiência do outro, tratar as questões do outro com carinho e atenção, não significa ser condescendente, certo?
Agora, depois de mais de 5 anos de “ativismo”, eu aprendi a escolher muito minhas batalhas. Se a pessoa não dá um sinal de que está a fim de olhar mais fundo pra própria experiência e se questionar, eu não abro a minha boca. Também não vou passar a mão na cabeça, só me abstenho de tocar no assunto com a pessoa.
Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava.
A Dani mamou no peito até os cinco meses. Com três meses eu voltei a trabalhar e ela ficava com o pai. Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava com ele. Só tomava comigo. O pediatra orientou que colocasse na mamadeira, e eu tbm não me informei sobre outras formas de oferecer meu leite que não fosse o peito. Ela chorava a tarde toda porque só mamava quando eu chegava. E mamava até vomitar, tadinha!
Passei quatro anos me informando, lendo e abraçando as causas da maternidade responsável, consciente. Quando decidi engravidar novamente, já sabia tudo que faria de diferente: queria um parto natural, em que meu bebê fosse respeitado desde antes de nascer, amamentação em livre demanda e exclusiva até que eu e minha filhota estejamos preparadas para o início da introdução de alimentos, cama compartilhada… Tudo que fui recriminada com a Dani!
Alice nasceu de cesárea necessária, mas meu consolo é que na primeira hora ela mamou! Ela mamou como um bezerrinho, linda! Amamento ela sempre que ela busca o peito. Minhas brigas com as avós já começaram, porque elas não admitem que eu pegue ela do colo delas SÓ porque ela procurou o mama e mamou só faz uma hora! “Ela vai ficar obesa!”…
Hoje, fechei minha família para palpites! Faço cara de paisagem, dou um sorriso de Monalisa e sigo com meus ideais! Porque eles não compartilham do meu ponto de vista, e já cansei de tentar mostrar a importância do respeito com a criança e com a mãe!
Texto escrito a 12 mãos por
Ana Cláudia Bessa http://www.futurodopresente.com.br ,
Luciana Isolani http://lucianaivanike.blogspot.com ,
Mariana Tezini projetomacieira.blogspot.com ,
Monique Fustcher http://www.mimirabolantes.blogspot.com ,
Renata Matteoni http://rematteoni.wordpress.com ,
Renata Penna blogmamiferas.com.br.
Vitaminas e Minerais Leite Materno: maior absorção; ferro é absorvido de 50-75%;contém mais selênio (antioxidante);
Vamos dar mais um selinho!
Este selinho foi pensado para homenagear mães blogueiras que pensam, agem, escrevem e debatem na blogosfera em prol do futuro de seus filhos!
Desta vez, vamos presentear três mães numa tacada: Kalu, Kathy e Tata do blog Mamíferas.
Isso porque esta semana que passou , aconteceu um fato histórico que eu simplesmente fiquei encantada e gostaria de ter podido fazer parte de fato deste momento: O “mamaço” na Av. paulista e o Mamaço virtual.
Os dois acontecimentos, foram motivados porque , no primeiro, uma mãe foi impedida de amamentar seu filho publicamente e no segundo, outra mãe teve sua foto amamentando censurada no Facebook.
Várias mulheres foram dar de mamar no saguão de onde uma mãe foi proibida de amamentar em público. E o mamaço virtual (que este sim, pude participar) que consistiu em que todas as mulheres que apoiam a causa publicassem fotos amamentando em seus perfis das redes sociais.
Eu, como mamífera que sou, não poderia ficar de fora.
Amamentar é amor, é saúde, é vida, é natural, é feminino e é inerente à maternidade. Não podemos aceitar que nosso país vire sede cópia de uma sociedade, muitas vezes, estranha, como é a americana, que censura imagens de mulheres amamentando em suas revistas e reprova quando este ato é exibido publicamente.
Então, segue nossa homenagem em forma de selo á essas mães que lutam e defendem a amamentação e que com este ato, com certeza, plantaram uma linda semente para um futuro melhor para toda a nossa sociedade.
Viva a natureza. Mamar é natural.
E nosso selinho para as queridas mamíFERAS!
Regra do selinho? Se quiserem passar adiante para outro mãe blogueira que considerem uma Mãe pro Futuro, será o máximo! Porque essa é a delícia do selinho: uma forma simpática de nos conhecermos, incentivarmos e divulgarmos na maternosfera!
E linkem a gente para podemos saber e divulgar as mães que se presenteiam!
Essa é uma das campanhas 2010 de incentivo á amamentação.
Importante salientar que é muito comum a criança neonata receber leite artificial, já na maternidade. Isso sem se importar em incentivar a mãe a fazer o aleitamento materno, muito menos na primeira hora que é super importante.
E isso faz toda diferença porque o leite artificial, conhecido como “fórmula” enche a barriga do bebê e ele simplesmente não sente fome para pegar o peito. Além disso, mamadeira é muito mais fácil que de sugar que o peito (mas o peito é difícil porque nosso corpo PRECISA fazer este esforço para desenvolvimento dos maxilares, dentes, fala…etc…não é por acaso).
Maternidade é um horror: dão fórmula e chupeta. Um desrespeito aos pais e à saúde da criança. Você consegue um pouco mais de respeito , a partir do segundo filho. Aí, ninguém discute com você. Mas no primeiro…você é considerada alguém não sabe nada. Mesmo que tenha preferências, você não sabe nada.
E se aproveitam disso, afinal, eles SABEM. E não poderiam JAMAIS agir desta forma.
Aí, você topa com a família, bem intencionada, recomendando para dar chazinho, quando o bebê não precisa nem de água.
E por fim, o pediatra, que quer desmamar nosso filho aos 4 meses.
Gostei muito dessa campanha.
Então, taí, a campanha mostrando escancaradamente que os profissionais precisam ser éticos, no que se refere à amamentação.
E ponto final.
Mãenifesto
Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.
Assine!!!
http://www.grupocria.com.br/
É importante lembrar que o Manifesto pode ser um bom começo para uma roda de conversa entre blogs, que traga informações relevantes sobre a amamentação para as mães. Se você já escreveu sobre o tema no seu blog, insira no rodapé do seu post o trecho do manifesto acima e nos envie a URL via comentários. Só assim podemos ampliar o debate e dar ainda mais vida ao Manifesto pelas Mães.
Muita gente fica buscando uma forma de ajudar outras pessoas.
A gente fica quebrando a cabeça, pensando no que é que a gente sabe fazer que pode ajudar os outros.
Pois a Bianca, teve uma idéia que eu achei genial: ela, psicóloga e entusiasta da amamentação, criou seu próprio trabalho voluntário que adéqua seu conhecimento profissional e sua paixão pela amamentação.
A idéia dela é genial pela simplicidade.
Ela ajuda voluntariamente mães com dificuldades na amamentação ou que não encontram apoio adequado para continuar tentando amamentar.
Pode parecer uma coisa simples mas amamentar para muitas mães é um desafio.
Às vezes, a dificuldade é física: dor, ferimentos, bico invertido.
Outras vezes, a dificuldade é técnica: pega errada do bebê no bico do seio, pouco tempo sugando, administração de outros alimentos conjuntamente com a amamentação, etc.
Em outras, a dificuldade é psicológica e a mãe simplesmente não encontra apoio nem na família, nem com pediatra que simplesmente recomenda a suspensão da amamentação e a introdução de fórmulas artificiais, que comprovadamente não são substitutos à altura da qualidade e importância do leite materno.
E encontrar uma ajuda de apoio e incentivo à amamentação EXCLUSIVA neste momento pode ser o fator decisivo entre a continuação e o abandono desse que é o melhor alimento para o bebê durante os primeiros seis meses de vida. E eu falo isso por experiência própria pois meus dois filhos mamaram EXCLUSIVAMENTE leite materno até os 8 meses, sem terem precisado de nada mais, nem água.
Sendo assim, eu não poderia deixar de aplaudir e parabenizar a Bianca por sua idéia maravilhosa e dizer que se você precisa de ajuda e apoio para manter seu filho no peito, saiba que muitas vezes uma simples ajuda poderá fazer sua amamentação ser um sucesso. E seu filho estará recebendo de graça o melhor alimento do mundo, que o proverá de saúde, defesas imunológicas e desenvolvimento emocional, orgânico, motor bucal e fonoaudiológico porque o ato de sugar o leite não só é importante pelo alimento que ele representa mas também pelo vínculo afetivo com a mãe e pelos movimentos de sucção que são de extrema importância para o desenvolvimento maxilar e da fala.
Se você mora no Rio, liga prá Bianca!
Parabéns Bianca pelo seu lindo trabalho!
Estou simplesmente encantada!
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IMPORTANTE: DEIXEI O POST COMO INSPIRAÇÃO PARA QUEM QUISER FAZER ALGUM TRABALHO DENTRO DE SUA ÁREA. A BIANCA JÁ TERMINOU SUA TESE E AGORA PRESTA ESTE SERVIÇO PROFISSIONALMENTE ATRAVÉS DO SITE www.possoamamentar.com.br
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Fico observando as escolas, os discursos, as apresentações e propagandas que fazem de si mesmas. Ser sustentável está realmente na moda. E isso significa que, por ser moda, todo mundo quer dizer que faz e que usa. Mas não faz.
Como as escolas podem dizer que ensinam reciclagem quando pegam todo o seu lixo e juntam na mesma lixeira para que o lixeiro comum junte tudo e leve pro lixão? Além da questão de não reciclar o lixo, como pode uma instituição que tem a missão de educar crianças e jovens para o futuro, não ter preocupação com o lixo deixado no planeta?
Que escola é essa que não tem essa preocupação genuína?
Vendo a lista de material escolar e os gastos que nos são praticamente impostos no decorrer do ano, podemos ver também a quantidade de coisas que compramos e que as escolas não tem a menor preocupação em reaproveitar. Coisas que, muitas vezes, serão usadas apenas uma vez!
Eu não consigo aceitar que uma instituição que se diga preocupada em preparar seus alunos para o futuro (TODAS DIZEM ISSO) não procure se organizar de forma a fazer um consumo consciente de material e das coisas a serem compradas no decorrer do ano. Não aceito que as atividades não sejam pensadas para este fim.
Eu preciso realmente me informar mais sobre a questão da participação dos pais na escola. Se não é, deveria ser obrigatório a escola eleger/convidar um pai/mãe representante para cada turma e promover um encontro semestral entre eles, sem a participação da escola de forma que eles possam conversar abertamente sobre suas insatisfações, satisfações e anseios com relação à escola. Elegeriam-se os principais pontos e repassaria este documento para a escola. O que fosse viável seria feito; o que pudesse se tornar, seria colocado em projeto e o que fosse inviável seria discutido em busca de alternativas.
Eu não vejo ponto negativo num projeto como este, nem para os pais, nem para as escolas.
Mas o que vejo é que escolas fazem de tudo para manter os pais isolados. Eu que sou mãe e trabalho em casa, tenho uma possibilidade extra de conversar com outras mães. E posso ter a medida exata de que as insatisfações e anseios, na maioria das vezes, são os mesmos.
As escolas ainda fazem questão de se manter distante dos pais.
E as escolas que saírem na frente para mudar este comportamento, estarão no futuro para o qual dizem que querem preparar seus alunos.
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Ana Cláudia Bessa
Leia +
Papo via Twitter com a Renata Matteoni : http://rematteoni.caixadepandora.com.br/?p=2081
Dia 22 de abril – Dia da Terra nós sempre participamos da blogagem coletiva proposta pelo blog Faça a sua Parte .
Ano passado, eu fiz vários posts mostrando minhas evoluções (aqui, aqui e aqui ) mas este ano, eu simplesmente não consegui tempo para fazer os posts de acompanhamento de minhas metas para 2008.
Então, estou aqui, contando meus progressos e insucessos dentro das metas ecológicas pessoais a que me propuz para cumprir em 2008.
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Ana Cláudia Bessa
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