Brinquedos de “sucata”

Eu adoro inventar alguns brinquedos com coisas que normalmente vão para o lixo. Brinquedos de sucata são ótimos porque são baratos – aliás, são de graça-, não vão para o lixo tão imediatamente e ainda ajudam a estimular a criatividade e a imaginação. Imagino eu, que ao fazermos brinqeudos a partir de materiais inusitados, junto com nossos filhos, estamos mostrando a eles que nossa imaginação não tem limite e que podemos agir, botar mãos a obra e criar. E agora que o Natal está chegando, e os panetones também, eu não poderia deixar de mostrar a nova sensação entre os brinquedos dos meninos: Uma “fantasia” de robô.

A idéia não foi exatamente minha -foi deles, afinal, ao ver aquela caixinha quadrada, a primeira coisa que fizeram, foi colocar na cabeça. Como a caixa vinha abaixo dos olhos, tive a idéia de fazer dois furos na caixa para que eles pudessem enxergar e não demorou para o mais velho chamar o pai para ver a sua fantasia de robô.

E taí, uma idéia a ser aperfeiçoada pois podemos customizar junto com eles as caixinhas, pintar de prata, fazer desenhos, colagens, enfim…
Eu ainda não animei a fazer isso porque eles estão tão empolgados que prefiro deixar ssa carta na manga para a próxima caixinha. E virão muitas porque somos vidrados em panetone. Compro até fora de época, enquanto estão nas pratelerias dos mercados. Coisas de quem trabalhou durante muitos anos com panificação e comia panetone antes de todo mundo…rs…

E as idéias são muitas: Já fizemos carrinhos com caixas de mudança e papelão de produtos que compramos. Fizemos até um avião…rs…. ônibus…

Das garrafas de suco, fazemos boliche, e as crianças amam! Outra coisa que fazemos e ainda não tirei foto é usar as garrafas como raquetes de tênis! Gente, é diversão garantida para as crianças e para os pais. Mas com garrafas ainda dá para fazer muito mais: ainda dá prá fazer bilboquê e aquele vai-e-vem e eu sempre que fizer alguma vou postar aqui e você também, se já fez ou se vier a fazer, mande as fotos com suas invenções para a gente ver!

Fórum Criança e Consumo – dia 1 – continuação

Honrar a Infância

Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do  3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.

Crianças e o mundo

As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.

Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.

Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda  é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.

Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.

Pais e a propaganda

Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.

O grande problema da propaganda infantil é que  querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.

Empresas e publicidade infantil

Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.

Pais e as Empresas

Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.

Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.

E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.

Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.

Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.

Integridade = liberdade, respeito, dignidade

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.