Escola pra quê?

Hora de ver matrículas, novas escolas, rever conceitos, começar uma nova etapa…enfim…uma das mais difceis! Vamos começar a postar textos sobre escola.Temos bastante coisa, de vários autores que vale a pena rever. Veja se voc~e se identifica!

 

Eu sempre tentei respeitar a velocidade das crianças, o desenvolvimento natural delas.
Essa foi uma preocupação desde o parto. Embora tenham terminado em cesáreas, o que nunca desejei para os dois, a bolsa rompeu indicando que o processo natural havia se iniciado. Meu corpo deu o sinal.

Na primeira gravidez, me planejei em ficar em casa durante, pelo menos, o primeiro ano sem me preocupar em ter que parar a amamentação exclusiva ou em deixar meu bebezinho tão pequeno, aos cuidados de terceiros. Contudo, engravidei, de novo, oito meses depois !
Depois de recuperados do susto…rs…resolvi que ficaria em casa também até que ele completasse um ano, pelo menos…. E cá estou eu, ainda em casa e eles já tem dois e três anos, respectivaqmente…rs…
Mas como resistir a ficar em casa com eles? Como resistir a estar presente, vendo (e fotografando!) cada primeiro dentinho, cada primeiro sorriso, cada primeiro passo, cada primeira palavra. Acompanhando seu desenvolvimento, participando, e cuidando deles da forma como queremos que sejam cuidados. Trabalho desde os 17 anos, me dei o presente de curtir os primeiros anos deles em toda a sua plenitude!

Por isso, nunca tive pressa em colocar nenhum dos dois na escola. Sei que as crianças em escola desenvolvem mais rápido e talvez isso não implique em precocidade mas que mal há em se manter a criança acordando na hora que quer, curtindo a vida em família, sem ter compromisso e horários durante os primeiros anos de vida?

Acontece, que agora, o mais velho está expressando o desejo de ir para a escola e eu comecei a visitar algumas escolas com ele. E ele amou! Pergunta quando ver os amiguinhos na escola, quando chega lá, corre, brinca, conversa…
Chegou a hora dele.

E aí, que escola escolher?
Comecei a ler a respeito das metodologias existentes.
Mandei e-mail para várias escolas (e só 10% me respondeu de volta) e fiz muitas observações nos sites e nas visitas que fiz.

O que eu espero de uma escola para crianças de 3 anos e meio de idade?

E me deparei com escolas que têm aula de informática, dever de casa, livro de matemática!Pra quê, gente?Eu gostaria de encontrar uma escola focada no desenvolvimento natural da criança, que o ajudasse a usar sua energia e disposição para brincar para lhe ensinar coisas importantes como proporção, tamanho, texturas, volumes, luminosidade, animais, habitats, artes, formas, histórias, brincadeiras, cores, sons, música…Tem tanta coisa do mundo que ele tem pra conhecer e vivenciar antes de ter dever de casa ou aprender a usar um computador!
Leia mais:
Educação escolar no blog:  http://futurodopresente.com.br/blog/?cat=2758

(Essa semana recebemos uma mensagem pedindo indicações de escola. Como não temos indicação de escolas específicas, optamos por relembrar alguns textos onde falamos sobre a escolha da escola, publicado em 20/11/07.)

Escolas, não desistam de nós.

Nossa blogagem coletiva termina dia 17 de agosto. Corra! Conte sua experiência, republique sem medo um texto já escrito sobre o assunto. Blogs são rios…tem sempre gente nova na margem olhando!

 

Olá querida escola do meu filho,

eu te escolhi porque acreditei que ali iria encontrar o ensino na qualidade que acho adequada para o meu filho. Ali, deposito minha confiança de que meu maior tesouro estará sendo cuidado com carinho, atenção e competência. Acredito que é nesta instituição que ele vai receber os primeiros, porém decisivos, ensinamentos de forma a desenvolver o gosto pelo estudo e pelo conhecimento. É neste ambiente também que ele vai começar a se socializar com outras crianças e a entender que existe um outro mundo, bem diferente e menos seguro que os limites dos braços de nós, pais.

Isso tudo é tão importante.

Mas sinto falta de participar mais da escola. Não que eu não participe porque eu não queira. Mas porque não sou solicitado.

Sei bem o quão vazias são as reuniões escolares. Eu vejo, estou em todas elas. Mas não posso aceitar que a falta de quórum desestimule a escola a nos solicitar ou a criar oportunidades mais diversificadas de aproximar, nós pais, da escola de nossos filhos. Acho tão importante que a escola e pais estejam “afinados” na forma de conduzir a educação escolar e familiar de nossas crianças!

Não importa quem não vai. A mim, me importa quem vai. A mim, me importa que eu estou lá e que existem alguns pais como eu, mesmo que poucos, que enxergam de verdade a importância de nossa presença junto à escola. Além disso, acredito, que havendo oportunidades mais frequentes e menos espaçadas, cada dia teremos mais pais na escola. E quanto mais envolvente e interessantes forem estes encontros, mais pais se sentirão motivados a trazer outros pais. Entendo as dificuldades, principalmente das escolas menores em se mobilizar para manter a escola aberta fora do horário. Mas é preciso empreender este esforço. Porque na falta dele, as únicas pessoas que perdem, são as crianças, nossos filhos, seus alunos.

Há tantas coisas que podemos fazer juntos para mudar isso. Mas nunca, ninguém me perguntou a minha opinião a respeito. Sinto, sinceramente, que inclusive, caímos no erro de reclamar mais do que realmente procurar soluções para aumentar o número de pais participantes. Temos alguma mãe ou pai que possa contribuir de alguma forma com um assunto ou oficina direcionada para os pais e que tenha um foco educacional ou com referência a educação de nossos filhos? A escola pode promover sessões de filmes ou documentários educacionais voltados para os pais? Podemos fazer saraus? Passeios, piqueniques? Podemos criar um grupo de estudos compostos por pais que se reúnem na escola? Podemos conviver mais e desenvolver uns nos outros o espírito participativo?

Na minha humilde opinião, não são os pais que precisam bater na porta da escola de seus filhos. Nós fazemos isso e sempre somos bem recebidos INDIVIDUALMENTE. O que precisamos é ser recebidos pela escola coletivamente, trocar ideias, opiniões, encontrar soluções para dúvidas e angústias comuns com relação à educação escolar de nossos filhos. Só que esta iniciativa precisa partir da escola, porque a escola tem experiência no assunto. Os educadores da escola são profissionais, estudaram e trabalham com isso, inclusive há anos, décadas. Nós somos pais, nunca fomos antes, não fizemos nenhum curso de formação para a parentalidade e nos casos dos pais de crianças pequenas, somos pais de alunos completamente inexperientes. Acredito que precisamos muito da ajuda da escola para sermos melhores pais de alunos, para entender como nos comportar em casa com relação ao ensino, como orientar melhor o dever de casa, como educar para que eles sejam alunos melhores, para que sejam colegas de classe melhores, para que nos comuniquemos melhor com seus professores. Tudo isso para melhorar a qualidade de ensino e aprendizado de nossos filhos que não só são nosso maior tesouro mas também o motivo maior da escola existir.

Somos educadores também, e a sociedade precisa entender a importância de incluir os pais em tudo o que se refere à educação de seus filhos, que nada menos são que os futuros cidadãos que estarão agindo, interagindo e interferindo na sociedade dentro de alguns anos. Na minha opinião, que é leiga, mas onde há uma boa pitada de bom senso, a educação do futuro e para o futuro, não poderá passar sem a participação efetiva dos PAIS NA ESCOLA.

Sabemos que existem pais que simplesmente não querem ser chamados e que querem que a escola resolva as questões escolares sozinha. Mas também sabemos que muitos pais trabalham fora e que se esforçam para estarem presentes e nem sempre conseguem. Assim como existem aqueles que sempre ou quase sempre vão, que querem e se esforçam para melhorar a si mesmos e à escola. Dito isso, peço encarecidamente, mesmo que sejamos poucos, não desistam de nós. Estamos esperando o convite mais frequente para estarmos junto á escola.

Muito gratas e gratos.

(Este texto não se refere apenas a experiência pessoal, mas a experiências trocadas constantemente entre mães e pais, através de nosso blog, grupos de discussão, redes sociais, em diversos estados e diversas escolas)

autoria: Ana Cláudia Bessa

Este texto também é uma proposta de blogagem coletiva. Caso tenha gostado do conteúdo e se identificado com ele, pode publicá-lo em seu blog, é necessário apenas a citação da autoria e um link para cá para que nós possamos identificar sua participação na blogagem coletiva. Outra forma de participar é publicidando sua própria carta. Mande-nos o links dela para também incluirmos na postagem coletiva “Pais na Escola”.

 

Já estão participando de nossa blogagem

(se seu link não consta aqui, nos envie por e-mail: falecom@futurodopresente.com.br) :

blog Mimirabolantes: http://mimirabolantes.blogspot.com/2011/07/pais-x-escolas-blogagem-coletiva.html

Escola Virtual de Pais: http://escolavirtualparapais.blogspot.com/2011/07/familia-escola-uma-parceria-fundamental.html

Professora Sylvia : http://sylvia-professorasylvia.blogspot.com/2011/07/escolas-nao-desistam-de-nos-blogagem.htm

blog Educa Já : http://educaja.com.br/2011/07/o-educar-e-a-parceria-escola-familia-blogagemcoletiva.html

blog Fora do Manual :   http://foradomanual.blogspot.com/2011/08/blogagem-coletiva-pais-na-escola.html

blog Presente da Deusa :  http://presentedadeusa-2.blogspot.com/2011/08/escolaescolha-e-decepcao.html

Cris Guimarães : http://crisgms.blogspot.com/2011/08/atrasada-mas-com-carinho-blogagem.html

Carta aberta às mães e pais

Diante de uma semana tão complicada e difícil, um grupo de mães escreveu uma carta. Não temos a intenção ou pretensão de saber ou entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. A dor nos levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor salva e precisamos ter uma fé inabalável nesta verdade absoluta.

O presente, um dia foi uma criança.

As crianças são o futuro.

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?

Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.

Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.

Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.

Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!

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Quem já publicou:

  1. http://ombudsmae.blogspot.com/2011/04/o-que-podemos-fazer.html
  2. http://sorrisosdaalma.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais.html
  3. http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  4. http://www.possoamamentar.com.br/blog/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem-coletiva/
  5. http://www.sitecristao.com/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  6. http://www.conscienciacoletiva.com.br/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  7. http://futurodopresente.com.br/ana/2011/04/cartaabertamaespais/
  8. http://www.saudedamulher.net/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  9. http://www.trezentos.blog.br/?p=5776
  10. http://claudiasimas.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  11. http://www.grupocria.com.br/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  12. http://poetrixica.blogspot.com/2011/04/divulgando-uma-carta-para-pais-e-maes.html
  13. http://drang.com.br/blog/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  14. http://mamaeantenada.blogspot.com/2011/04/sejamos-mudanca.html
  15. http://dricacrfviagens.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  16. http://rematteoni.wordpress.com/2011/04/13/precisamos-de-seres-humanos-melhores-2/
  17. http://mimirabolantes.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-que-futuro-terao.html
  18. http://duasxmarias.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-maes-e-pais.html
  19. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos
  20. http://mariabarriga.com.br/blog/geral/maria-barriga-na-blogagem-coletiva.html
  21. http://meumundoenadamaisevellyn.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  22. http://www.pastorclaybom.com.br/pessoal/o-choro-de-um-amigo
  23. http://www.jujubalandia.org/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  24. http://mamaecaprichosa.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  25. http://sandraronca.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  26. http://temquemgoste.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro-terao-nossos-filhos-blogagem-coletiva/
  27. http://sustentavel-desenvolvimento.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-carta-aberta.html
  28. http://longevidade-silvia.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  29. http://maed2.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  30. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  31. http://blogdati.com/2011/04/14/carta-aberta-a-todas-as-maes-e-pais-sosfilhos-filhosdobrasil/
  32. http://bleffepoprock.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  33. http://www.samshiraishi.com/semana-desarmamento-infantil/
  34. http://pt-br.paperblog.com/que-futuro-terao-nossos-filhos-111284/
  35. http://giandme.com/2011/04/15/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  36. http://filhosematernidade.com.br/comportamento/o-que-estamos-fazendo-com-a-infancia-de-nossas-criancas-cartaaberta/
  37. http://smiletic.com/2011/04/15/simbolos-da-paz/
  38. http://www.blogmamiferas.com.br/2011/04/nossa-prece-por-um-mundo-melhor.html
  39. http://lilibollero.com/?p=580
  40. http://umblogdemae.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  41. http://brazucasnomundo.com.br/franca/2011/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  42. http://www.facebook.com/notes/eu-tenho-um-filho-especial/carta-aberta-%C3%A0s-m%C3%A3es-e-pais-que-futuro-ter%C3%A3o-nossos-filhos-blogagem-coletiva/10150168518895017
  43. http://umapitadadecadacoisa.blogspot.com/2011/04/familia-berco-da-educacao-cartaaberta.html
  44. http://luzdeluma.blogspot.com/2011/04/minha-infancia-fragmentos.html
  45. http://www.whatmommyneeds.net/2011/04/mudancas-vista.html
  46. http://jardimflorescer.wordpress.com/2011/04/18/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  47. http://www.maeetudoigual.com.br/2011/04/cartaaberta-que-futuro-terao-nossos.html
  48. http://kikaaqui.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  49. http://www.zevaldoemaragogipe.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  50. http://www.cr15.net/post/4597017143/cartaaberta
  51. http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2011/04/recebi-uma-carta-e-voce.html
  52. http://nossaalegria.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  53. http://vilamulher.terra.com.br/emilia73/que-futuro-terao-nossos-filhos-9-4742321-146049-pfi.php
  54. http://www.gbclassico.net/15746_-cartaaberta-Que-futuro-ter–o-nossos-filhos-.html
  55. http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=3&id_artigo=2481&id_subcategoria=4

 

*Lista de posts com atualização esporádica, pedimos que aguarde.

(se você poublicou a carta e seu post não está aqui, nos escreva falecom@futurodopresente.com.br e envie seu link específico -no caso de postagem-  pois pode ser que não o tenhamos encontrado e ele passará a constar aqui).

Pode ser que não haja resposta ao seu e-mail em virtude do volume de mensagens (somos mães de múltiplas jornadas!) , apenas atualizamos a lista de links. Pedimos que acompanhe. Conto com a compreensão de todos. Obrigada.

Realengo e o mal absoluto

O texto abaixo foi o grande inspirador de todo este trabalho que é o  o Futuro do Presente. Começamos tudo a partir da tragédia do menino João Hélio e este texto de autoria do Paulo Coelho , mais uma vez, atende às reflexões que precisamos fazer sempre que tragédias como essas acontecem. 

Por quem os sinos dobram?

 


Então estamos nos aproximando cada vez mais do Mal Absoluto.

Quando rapazes, em pleno controle de suas faculdades mentais, são capazes de arrastar um menino pelas ruas de uma cidade, isso não é apenas um ato isolado: todos nós, em maior ou menor escala, somos culpados.

Somos culpados pelo silêncio que permitiu que a situação em nossa cidade chegasse a este ponto. Somos culpados porque vivemos em uma época de “tolerância”, e perdemos a capacidade de dizer NÃO.

Somos culpados porque nos horrorizamos hoje, mas nos esquecemos amanhã, quando há outras coisas mais importantes para fazer e para pensar. Somos os olhos que viram o carro passar, o medo que nos impediu de telefonar para a polícia. Somos a polícia, que recebeu alguns telefonemas através do número 190, e demorou para reagir, porque o Mal Absoluto parece já não pedir urgência para nada.

Somos o asfalto por onde se espalharam os pedaços de corpo e os restos de sonhos do menino preso ao cinto de segurança. A cada dia uma nova barbárie, em maior ou menor escala. A cada dia algum protesto, mas o resto é silêncio.

Estamos acostumados, não é verdade?

Muitos séculos atrás, John Donner escreveu: “nenhum homem é uma ilha, que se basta a si mesma. Somos parte de um continente; se um simples pedaço de terra é levado pelo mar, a Europa inteira fica menor. A morte de cada ser humano me diminui, porque sou parte da humanidade. Portanto, não me perguntem por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.”

Na verdade, podemos pensar que os sinos estão tocando porque o menino morreu, mas eles dobram mesmo é por nós. Tentam nos acordar deste cansaço e torpor, desta capacidade de aceitar conviver com o Mal Absoluto, sem reclamar muito – desde que ele não nos toque. Mas não somos uma ilha, e a cada momento perdemos um pouco mais de nossa capacidade de reagir. Ficamos chocados, assistimos às entrevistas, olhamos para nossos filhos, pedimos a Deus que nada aconteça conosco. Saímos para o trabalho ou para a escola olhando para os lados, com medo de crianças, jovens, adultos. Entra ano, sai ano, mudam-se governos, e tudo apenas piora.

O que dizer? Que palavra de esperança posso colocar aqui nesta coluna? Nenhuma.

Talvez apenas pedir que os sinos continuem tocando por nós. Dia e noite, noite e dia, até que já não consigamos mais fingir que não estamos escutando, que não é conosco, que estas coisas se passam apenas com os outros. Que estes sinos continuem dobrando, sem nos deixar dormir, nos obrigando a ir até a rua, parar o trânsito, fechar as lojas, desligar as televisões, e dizer: “basta. Não agüento mais estes sinos. Preciso fazer alguma coisa, porque quero de volta a minha paz”.

Neste momento, entenderemos que embora culpemos a polícia, os assaltantes, o silêncio, os políticos, o hábito, apenas nós podemos parar estes sinos. Nosso poder é muito maior do que pensamos – trata-se de entender que não somos uma ilha, e precisamos usá-lo. Enquanto isso não acontecer, o Mal Absoluto continuará ampliando seu reinado, e um belo dia corremos o risco de acreditar que ele é a nossa única alternativa, não existe outra maneira de viver, melhor ficar escutando os sinos e não correr riscos. Não podemos deixar que chegue este dia.

Não tenho fórmulas para resolver a situação, mas sou consciente de que não sou uma ilha, e que a morte de cada ser humano me diminui. Preciso parar minha cidade. Não apenas por uma hora, um dia, mas pelo tempo que for necessário. E recomeçar tudo de novo. E, se não der certo, tentar não apenas mais uma vez, mas setenta vezes.

Chega de culpar a polícia, os assaltantes, as diferenças sociais, as condições econômicas, as milícias, os traficantes, os políticos. Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo.

Paulo Coelho
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Postado para nos lembrar sempre que essa tragédia não pode ser esquecida e que temos o dever de lutar contra a violência em nossa sociedade. E que foi este texto que definitivamente nos inspirou a começar a Futuro do Presente. Postado em 2007, originalmente.

Aproximando pais e escola

imagesA escola das crianças, sentindo a necessidade de aproximar mais os pais da escola, criou o projeto “Seja seu filho por uma noite”.

Sendo assim, cada dia desta semana, uma turma recebe os pais para terem aulas exatamente como é feito com os filhos. Hoje vai meu marido e amanhã serei eu. Bacana, não?

Estou ansiosa para ver como vai ser!

E adorei a idéia.

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[imagem: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Nens_escola.png/600px-Nens_escola.png]

Deu piolho !!!

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Em outubro de 2008, aconteceu essa “tragédia” em casa: o mais velho apareceu com piolhos.

Bem…se fosse só alguns tudo bem…mas a cabeça dele estava lotada, lotada de piolhos e lêndeas. Naquelas quantidades que só de falar a gente começa a sentir a cabeça coçar! E não dava para ver porque ele é loirinho e os danados eram dourados! Já viram piolho dourado? Nem eu até então!

Claro que eu corri para a internet para pegar informações sobre o que fazer e para pegar informação com as amigas-mães que são mães mais velhas e mais experientes que eu…risos

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Olha minha cara de desconfiado


Ainda coloquei condição na ajuda: nada de inseticidas nas cabeça, quero, se possível tratamentos naturais.(Uma delas me chamou de abusada…;0)

Outra me chamou de azarada dizendo “que a incidência de piolhos em homens é baixíssima!Até nisso as mulheres tem menos sorte, pegam mais piolhos.”

Vi na internet umas dicas como usar azeite de oliva ou bastante condicionador para sufocar os delinqüentes. Vi, vinagre de maçã e pensei: isso deve funcionar, afinal, vinagre faz milagres….

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Não quero nem olhar!

Muitas receitaram os Piolhex de farmácia. disseram que não teve jeito. E que mesmo uma das crianças sendo alérgica, não teve problema com o produto. E importantíssimo, cuidar dos cabelos de todos da casa e dar uma geral em todos os lençóis, travesseiros, almofadas e sofás, todos os lugares em que eles estiveram e que seja de tecido, Eles podem estar contaminados, inclusive tapetes também.

Eu tomei essa providencia e achei 2 piolhos na minha cabeça…ai que nervoso!

As fronhas eu trocava e nos lençóis eu passava ferro bem quente quando levantavam e antes de deitar. As lêndeas não suportam altas temperaturas.

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Tchau cabelinho...

Mas nada disso acabava com as lêndeas e uma médica homeopata receitou um famoso Piolhex, de novo.

Num outro local, li que usar secador de cabelo é ótimo (pois as lêndeas não suportam o calor, lembram? Morrem pelo mesmo princípio do ferro de passar quente nos lençóis). Além disso, cabelo molhado é ótimo para piolhos e lêndeas, portanto secar o cabelo é sempre importante.

Uma das minhas cunhadas,  farmacêutica, recomendou um xampu fitoterápico para prevenção. Ouvi falar muito bem dele, mais de uma vez.

Uma outra amiga leu um livro antroposófico que mandava lavar os cabelos todos os dias e passar o pente fino em todas as lavagens e usando sempre o secador de cabelos. Usar vinagre e extrato de Nim  – deve ser um tipo de repelente. Cortar os cabelos e tratar toda a família também é novamente recomendado.

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Socorro!

Mas a coisa aqui em casa estava feia. Todo mundo já se coçava até onde não tinha cabelo, tipo, palma da mão…rs…

Meu marido, que tem aquela máquina de cortar cabelo (que ele usa para aparar a barba quando deixa crescer (por minha causa e insistência…rs) olhou para mim e falou: vamos tosar os moleques! Eu hesitei porque o maior estava com um cabelão lindo… mas ele estava também com a maior comunidade piolhística da América Latina…

E passamos máquina…estávamos desesperados, sem saber o que fazer… que orientação seguir.

Seguem as fotos da desconfiança dele diante da máquina ligada. Mas foi uma benção! Com o cabelo curto, passar o pente fino foi moleza e a

Tchau piolho, até que eu gostei do novo visu!

Até que eu gostei do novo visu! Tchau piolho!

gente lavava e deixava um monte de condicionador, depois secava com secador. Passava ferro nos lençóis e trocava as fronhas. Eram tantos piolhos que mesmo depois de cortar o cabelo, quando lavamos e passamos o pente fino,não deu para contar quantos a gente retirou. Repetimos incansavelmente a passagem de pente fino em todos e só com essas medidas, não precisamos de nenhum remédio ou Piolhex.

Sei que para meninas fica mais difícil mas, pelo menos, para os meninos, vai a dica de como tratar os piolhos gastando menos de 1 real…rs..afinal só compramos o pente fino!

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Acabamos com vocês, piolhos!

Avisamos na escola, mas fiquei meio frustrada porque ninguém assumiu que também estava com piolho. Pela quantidade que tinha na cabeça dele, não acho possível que ninguém tivesse nada. Mas…é a vida, pelo menos eu avisei.

Ai, que está me dando uma coceira na cabeça…

Agora, outubro de 09, já estamos com uma nova incidência dos meliantes na escola (será sempre essa época?), e eles pegaram de novo. Dessa vez, vou tentar sem cortas os cabelos. E a Renata Matteoni do blog Pipocando #amigamaisquequerida me deu a dica de passar alfazema (colônia, mesmo) nas cabeleiras como prevenção. Acho que piolho não deve gostar de ficar cheiroso! Adorei a dica!

E como ano passado, achei 2 piolhos na minha cabeça. Socorro! :)

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Métodos Educacionais

Vou falar um pouquinho do que ando lendo sobre métodos educacionais para escolher a escola das crianças. Aqui estou falando basicamente do que eu entendi de cada método. Caso eu tenha entendido errado, me perdoem e me corrijam.

Basicamente, temos (pelo que consegui pesquisar):

- O método tradicional: que todos estamos acostumados são divididos em séries, anos e e idades. Onde as carteiras são ordenadas em fileiras, a avaliação é feita através de provas e o professor é o detentor do conhecimento.

-O método construtivista: baseia-se na construção do conhecimento a partir de estímulos externos. Assim os professores são facilitadores do processo que acontece a partir dos alunos conforme respondem a esses estimulos, trabalhando essencialmente em grupos. Não encontrei nenhuma escola essencialmente construtivista. As escolas que se disseram construtivista, tinham claramente um (forte) misto com as escolas tradicionais.

-O método montessoriano: Pressupõem a compreensão das coisas a partir delas mesmas, tendo como função a estimular e desenvolver na criança, que se manifesta no trabalho espontâneo do intelecto (isso eu copiei de um artigo…rs…mas define bem a compreensão que eu tive do método). Encontrei duas escolas essencialmente montessorianas que usam os materiais do método e seguem a filosofia do mesmo preparando a criança para a transição para o método tradicional ao final do processo que depende da faixa etária atendida pela escola (pré-escola, ensino fundamental, etc).

- O método Waldorf: que se baseia na antroposofia, que estuda o conhecimentodo homem, da natureza e do universo que o cerca. Se baseia na harmonia física/espiritual na prática educacional estimulando que a busca das respostas seja feita pelo próprio indivíduo. Divide o aprendizado em setênios (0-7 anos, 07-14…) e no ensino fundamental (primeiro setênio) as crianças são estimuladas a brincar, interagir com materiais naturais. Não se usam livros ou computadores. Não existem muitas escolas Waldorf (30 ao todo no Brasil e uma pública em Nova Friburgo-RJ). Eu nem me aprofundei porque as do Rio são muito longe da minha casa. Acredito que seja um método extremamente interessante mas fico apreensiva, no restrito conhecimento que tenho a respeito do método, pois receio pela transição para o método tradicional que inevitavelmente terá que ser feita.

Por fim, encontrei escolas grandes e pequenas, caras e não tão caras, umas que eram enclausuradas entre muros, totalmente cimentadas. Outras, tinham espaço, outras grandes demais. Algumas tinham status, outras mais simples prezavam pela compreensão das necessidades das crianças e dos pais, outras que não prezavam nada disso…rs…muitas com excesso de informação visual, outras claras e arejadas, ordenadas e bagunçadas. Algumas tinham muitas atividades incluídas, em outras tudo é pago por fora. Na maioria delas encontrei hortas e pasmem, aulas de capoeira (digo pasmem porque eu adorei a novidade). Enfim, é um longo e árduo trabalho o de escolher uma boa escola ainda mais levando em consideração que não é algo que se deva trocar o tempo todo. Por isso uma escolha criteriosa é fundamental.

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Ana Cláudia Bessa