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	<title> &#187; Ética</title>
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		<title>O trigo e joio&#8230;.</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 17:08:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje meu dia foi daqueles que deixam as mulheres completamente insanas. Não tenho empregada, trabalho em casa, cuido de dois filhos, levei 15 minutos para sair com o carro da garagem hoje porque o portão manual fechava com o vento&#8230;e eu sozinha, não consigo colocar as crianças para segurar o portão enquanto eu saio de [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/08/o-trigo-e-o-joio/' addthis:title='O trigo e joio&#8230;.'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje meu dia foi daqueles que deixam as mulheres completamente insanas.</p>
<p>Não tenho empregada, trabalho em casa, cuido de dois filhos, levei 15 minutos para sair com o carro da garagem hoje porque o portão manual fechava com o vento&#8230;e eu sozinha, não consigo colocar as crianças para segurar o portão enquanto eu saio de ré (fala sério, né?) cheguei na aula atrasada&#8230; já coloquei roupa na máquina, lavei louça, atendi clientes, empacotei encomendas, atendi entregadores, respondi e-mails, levei filhos á escola, arrumei minha cama 2 horas da tarde, e ainda tenho uma pá de coisas para fazer. Logo não sou rica. Nem faço questão de ser, quero viver dignamente , com felicidade e tenho vários exemplos de que dinheiro não manda comprar isso como diz a velha piada popular (dinheiro não compra felicidade mas manda trazer &#8211; MENTIRA).  Mas isso é outro papo. Então, já viram, estou com a “macaca”.</p>
<p>Aí, eu recebo como todos os dias, as famigeradas sugestões de pauta de agências que enviam para que blogueiros como nós, promovamos seus clientes, de graça. E escolhem normalmente, a pauta de acordo com o perfil do blogueiro que aí ele se identifica e publica &#8211; com a melhor das intenções. DE GRAÇA. Mas a agência tem um bom contrato de pre$tação de serviço. De graça só o seu tempo de blogueiro mesmo.</p>
<p>Eu não pauto meu blog pelo lucro financeiro. Tanto que anúncios e post pagos, só acontecem vez por outra e sempre identificados. Não que isso seja ruim, nem que receber pelo trabalho seja ruim. Receber pelo trabalho é algo INTEIRAMENTE DIGNO. Ô, se é!  Mas no meu caso, eu não encontrei ainda um modelo de monentização de blog que seja condizente com o meu trabalho. Por isso, raramente colocamos anúncios ou posts pagos. Nego bastante coisa como pomada contra assaduras para testar (não tenho bebês), parceria com fabricantes de refrigerantes (nem preciso explicar&#8230;rs), já neguei ação de sabão em pó que diz que lava mas não lava,  post pago de produto que não aprovo, etc&#8230; Nisso entram os Bancos, por exemplo.</p>
<p>Ah&#8230;os bancos! Os Bancos são as instituições privadas que mais lucram neste país. Incompreensivelmente, <a href="http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/08/brasileiro-e-infiel-aos-bancos-e-acha-servicos-caros-e-ruins-diz-estudo.html" target="_blank">são também as que mais exploram nosso país, seus funcionários e seus clientes</a>. Me dê um cliente que seja tratado como na propaganda do banco e retiro o que digo. As greves dos bancários estão aí para todos verem. Sendo assim, eu decidi não aceitar trabalhar para empresas como Bancos, de graça.</p>
<p>Primeiro: Por melhor que seja sua intenção simplesmente isso me soa a mais uma exploração.</p>
<p>Segundo: porque levo em média, 2 horas e meia, para produzir e publicar um post completo (sem pesquisa envolvida, se envolver pesquisa, leva mais tempo). Poxa vida, tempo é bem precioso para uma mãe! E meu trabalho é algo que trato com muito respeito e carinho. Não posso tratar meu tempo e meu trabalho com descaso, como algo sem valor.</p>
<p>Terceiro: porque tenho meus princípios (que não são melhores que os de ninguém, apenas são os meus).</p>
<p>Quarto: porque tenho direito a recusar simplesmente, pois mãe que sou, tenho atenção a dar aos meus filhos (que é prioridade master por aqui), sentar no sofá, não fazer nada(opa, sou filha de Deus), descansar depois de uma semana de trabalho, não ter interesse, enfim, motivos não faltam e dizer não é direito constitucional.</p>
<p>Mas lembram que falei em exploração , em primeiro lugar?</p>
<p>Sim, exploração. Agora a nova modalidade de mídia é a MÍDIA SOCIAL. Então a grande empresa vai lá, contrata uma Agência que tem sua carteira de blogueiros influentes e vende o pacote para as empresas: <strong>faça propaganda abrangente gastando pouco e exploda nas redes sociais</strong>. A agência recebe (que recebe um valor razoável e bem inferior à publicidade tradicional &#8211; esse é o grande lance do negócio), paga a seus blogueiros ALFA e estes arrebanham um monte de outros blogueiros bem intencionados para divulgar o banco DE GRAÇA.</p>
<p>Ainda que a causa seja nobre, como numa situação com que me deparei recentemente, o objetivo é através dela promover a empresa POR ISSO, PRÁ MIM, ESSE MODELO DE MÍDIA SOCIAL QUE VEMOS COMUMENTE POR AÍ PROPOSTO É O VELHO MODELO DA PIRÂMIDE AQUI:</p>
<p><a href="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/Piramidesocial.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4539" title="Piramidesocial" src="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/Piramidesocial.jpg" alt="" width="250" height="396" /></a></p>
<p>Desculpem, se não aceito este modelo arcaico e explorador<del><span style="color: navy;"> predatório</span></del> como &#8220;nova mídia&#8221;.</p>
<p>Escrever toma tempo. Bons blogs, de pessoas de bem e com reputação, exigem dedicação. As grandes empresas querem seu duro trabalho, dedicação, reputação e aprendizado que você lutou para adquirir. Mostre que você precisa de apoio para continuar dedicando seu tempo a fazer o que eles tanto tem interesse em associar à sua pessoa ou á sua marca, caso você tenha uma.</p>
<p>E lembre-se, muitos que se denominam ou querem parecer  “altruístas” que acham um absurdo quando você diz que cobra pelo seu trabalho, geralmente são pagos e aceitam poucos trabalhos de graça. Quando aceitam&#8230;.</p>
<p>Nem todos os casos são assim, mas fique atento. Muitos são.</p>
<p>Nem tampouco se sinta intimidado de não aceitar por críticas ou coisa parecida. Você tem este direito <del>soberano</del>. E a inversão de valores é lá e não com você.</p>
<p>E faça de graça para seus pares, se assim o quiser, e puder.  Sabendo que receber das empresas não é crime nenhum. O que acho fundamental para não corromper este canal é: seja honesto com o que escreve. A blogosfera precisa ser diferente do modelo que existe. Só conseguiremos isso com ética.</p>
<p>Este final de semana mesmo, <a href="http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/08/nos-estaremos-la-apareca/">participei de um evento</a> maravilhoso sem cobrar, o que faço sempre que posso, com o maior prazer, onde aprendo muito, sempre! Mas para gente que bloga como eu blogo, para seus blogs, para seus projetos que tem a ver com o meu. Conheci pessoas incríveis.  Mais gente da minha &#8220;turma&#8221; de gente que acha que só sendo diferente é que vamos mudar o mundo.</p>
<p>Dá para separar o trigo e o joio, devemos evitar julgar os bons pelos alguns que são ruins.</p>
<p>E seguiremos sempre, com a cabeça erguida.</p>
<p>(E apenas um adendo final, eu não vivo do blog, ele é o meu canal, minha inspiração, meu ponto de encontro para falar do que acredito e ele não é monetizado. Sendo assim, não vivo de mídia social e não tenho com isso expectativa de viver. Meu trabalho é voltado para criação e produção de produtos ecológicos. )</p>
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		<title>Filhos dos pais e da sociedade e da escola e da família</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 20:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recebi pelo Twitter um link de texto falando que ética se aprende em casa. Não li o texto, confesso, pois não dou conta de tanto conteúdo. Mas fiquei curiosa: em casa com pais ficando fora o dia todo? Ou há que se fazer concessões? Vejo e ouço constante &#8220;recados&#8221; da sociedade cobrando dos pais a [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/07/filhosdospaisedasociedade/' addthis:title='Filhos dos pais e da sociedade e da escola e da família'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/campanhamanifesto2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-3648" title="campanhamanifesto2" src="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/campanhamanifesto2-1024x662.jpg" alt="" width="491" height="318" /></a></p>
<p>Recebi pelo Twitter um link de texto falando que ética se aprende em casa.<br />
Não li o texto, confesso, pois não dou conta de tanto conteúdo. Mas fiquei curiosa: em casa com pais ficando fora o dia todo? Ou há que se fazer concessões?</p>
<p>Vejo e ouço constante &#8220;recados&#8221; da sociedade cobrando dos pais a educação que deve ser dada em casa mas eles tem que se matar para pagar escola e o chefe cobra hora extra sem remunerá-los. Explica pro chefe que você precisa faltar ao trabalho porque seu filho precisa de carinho e orientação. Nem precisa ser o chefe, fala aí pro colega ao lado e veja a reação dele se você cogitar a possibilidade de postergar um trabalho, faltar uma reunião, deixar de entregar um relatório ou mesmo deixar de cumprir sua rotina do dia por causa de um filho. Muitas mães desejam deixar de trabalhar para cuidar dos filhos nos primeiros anos (e muitas que não o fazem se arrependem) mas além da dificuldade de se abrir mão da remuneração pelo trabalho, pare de trabalhar e verá como vão dizer que essa mãe não faz nada (o que é uma grande mentira). Os que criticam são os mesmos que tem um monte de teorias sobre quão falhos são os pais.</p>
<p><strong>A sociedade cobra dos pais e trata os mais dedicados como fracos.</strong></p>
<p>Todo mundo tem que sentir responsável pelas crianças: sociedade, pais e escola. Se considerarmos que somos também frutos do meio, a ética tem que permear todos os ambientes. Crianças sem ética são adultos que interferem maléficamente em toda a sociedade. Todos pagamos o preço, não só as famílias em casa. Ética e muita coisa tem que ser ensinada em TODAS as esferas. Se os pais devem ensinar, no mínimo, a sociedade deve apoiar os pais. É preciso que a sociedade mude a forma de ver a maternidade/paternidade de forma urgente e dar respaldo para que seja exercida melhor.</p>
<div>Se refletimos o que aprendemos dentro de casa, também não refletimos em outros aspectos. Observo que , por exemplo, tem muitas coisas que sou diferente de meus pais, para bem e para o mal. Pais não são onipotentes, nem onipresentes. Se fosse assim os filhos de fumantes, fumariam e é comum acontecer o contrário. Como influências podem vir do meio, ou não, e nunca sabemos qual terão um peso maior para cada indivíduo, todos somos responsáveis pelas crianças. A propósito, meus pais fumavam quando eu era criança. Eu nunca fumei mesmo não me lembrando de receber orientação para não fazer. Ou seja, valores podem ser muito mais amplos do que só pais, família, sociedade ou escola&#8230;é tudo relacionado.</div>
<div>Eu sou totalmente contra terceirizar qualquer educação, mas acho que jogar qualquer coisa exclusivamente nas costas dos pais  é absurdo. A sociedade que temos hoje é fruto do abandono aos pais, não só às crianças. Os pais ainda são empurrados a terceirizar os filhos. Precisamos encontrar o equílibrio dessa relação pois cobra-se pais presentes e profissionais totalmente dedicados. Difícil conciliar.Precisamos urgente mudar a forma de encarar a parentalidade. E dar valor ao exercício mais pleno.</div>
<div><strong>Sou defensora apaixonada dos pais e filhos em conjunto com a sociedade.</strong></div>
<div><strong><span style="font-weight: normal;">Assine o Manifesto pela Valorização da Maternidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Pela valorização do papel importante que a educação familiar tem na formação dos indivíduos e da necessidade urgente da sociedade apoiar os pais para exercê-la.</span></p>
<p>Acesse aqui: <a href="http://www.grupocria.com.br" target="_blank">http://www.grupocria.com.br</a></p>
<p></strong></p>
</div>
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		<title>Você conhece a Carta da Terra?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 03:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cláudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ato Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz. O texto da Carta da [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/06/a-carta-da-terra/' addthis:title='Você conhece a Carta da Terra?'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/1116012233iDTPLC.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3521" style="border: 0px initial initial;" title="1116012233iDTPLC" src="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/1116012233iDTPLC.jpg" alt="" width="300" height="280" /></a></p>
<p>A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para   formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um  modelo  de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela  comunidade da  vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura  de paz.</p>
<div id="title" style="text-align: center;">O texto da Carta da Terra</div>
<blockquote><p><strong>PREÂMBULO</strong></p>
<p>Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa  época em que a   humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o  mundo torna-se cada vez   mais interdependente e frágil, o futuro  reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e   grande esperança. Para seguir  adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma   magnífica diversidade  de culturas e formas de vida, somos uma família humana e   uma  comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar  uma   sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza,  nos direitos   humanos universais, na justiça econômica e numa cultura  da paz. Para chegar a   este propósito, é imperativo que nós, os povos  da Terra, declaremos nossa   responsabilidade uns para com os outros,  com a grande comunidade de vida e com   as futuras gerações.</p>
<p><strong>TE</strong><strong>RRA, NOSSO LAR</strong></p>
<p>A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra,  nosso lar, é   viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças  da natureza fazem da   existência uma aventura exigente e incerta, mas a  Terra providenciou as   condições essenciais para a evolução da vida. A  capacidade de recuperação da   comunidade de vida e o bem-estar da  humanidade dependem da preservação de uma   biosfera saudável com todos  seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de   plantas e animais,  solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global   com seus  recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção    da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.</p>
<p><strong>A SITUAÇÃO GLOBAL</strong></p>
<p>Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando  devastação ambiental,   esgotamento dos recursos e uma massiva extinção  de espécies. Comunidades estão   sendo arruinadas. Os benefícios do  desenvolvimento não estão sendo divididos   eqüitativamente e a  diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça,   a  pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são  causas de   grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da  população humana tem   sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As  bases da segurança global   estão ameaçadas. Essas tendências são  perigosas, mas não inevitáveis.</p>
<p><strong>DESAFIOS FUTUROS</strong></p>
<p>A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da  Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade  da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores,  instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as  necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será  primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e  a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos  impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global  está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e  humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e  espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções  inclusivas.</p>
<p><strong>RESPONSABILIDADE UNIVERSAL</strong></p>
<p>Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um  sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a  comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades  locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um  mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um  compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da  família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de  solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido  quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão  pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano  ocupa na natureza.</p>
<p>Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de  valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade  mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes  princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável  como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos,  organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será  dirigida e avaliada.</p>
<p><strong>PRINCÍPIOS</strong></p>
<p><strong>I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE  VIDA</strong></p>
<p><strong>1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada  forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os  seres humanos.</li>
<li> Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres  humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da  humanidade.</li>
</ol>
<p><strong>2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão,  compaixão e amor.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os  recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e  de proteger os direitos das pessoas.</li>
<li> Assumir que, com o aumento da liberdade, dos  conhecimentos e do poder, vem a<br />
maior responsabilidade de promover o bem comum.</li>
</ol>
<p><strong> 3. Construir sociedades democráticas que  sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os  direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada  pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.</li>
<li> Promover a justiça econômica e social, propiciando a  todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que  seja ecologicamente responsável.</li>
</ol>
<p><strong>4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as  atuais e às futuras gerações.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é  condicionada pelas necessidades das gerações futuras.</li>
<li> Transmitir às futuras gerações valores, tradições e  instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e  ecológicas da Terra a longo prazo.</li>
</ol>
<p>II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA</p>
<p><strong> 5. Proteger e restaurar a integridade dos  sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade  biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de  desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a  reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de  desenvolvimento.</li>
<li>stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera  viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os  sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e  preservar nossa herança natural.</li>
<li> Promover a recuperação de espécies e ecossistemas  ameaçados.</li>
<li> Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados  geneticamente que<br />
causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a  introdução desses<br />
organismos prejudiciais.</li>
<li> Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo,  produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de  regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.</li>
<li> Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis,  como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o  esgotamento e não causem dano ambiental grave.</li>
</ol>
<p><strong>6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de  proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma  postura de precaução.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios  ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto  ou não-conclusivo.</li>
<li> Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a  atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as  partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.</li>
<li> Assegurar que as tomadas de decisão considerem as  conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e  globais das atividades humanas.</li>
<li> Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não  permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras  substâncias perigosas.</li>
<li> Evitar atividades militares que causem dano ao meio  ambiente.</li>
</ol>
<p><strong>7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que  protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o  bem-estar comunitário.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas  de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados  pelos sistemas ecológicos.</li>
<li> Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e  contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia  solar e do vento.</li>
<li> Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência  eqüitativa de tecnologias<br />
ambientais seguras.</li>
<li> Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e  serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar  produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.</li>
<li> Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente  a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.</li>
<li> Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e  subsistência material num mundo finito.</li>
</ol>
<p><strong>8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e  promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento  adquirido.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Apoiar a cooperação científica e técnica internacional  relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das  nações em desenvolvimento.</li>
<li> Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a  sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção  ambiental e o bem-estar humano.</li>
<li> Garantir que informações de vital importância para a saúde  humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética,  permaneçam disponíveis ao domínio público.</li>
</ol>
<p>III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA</p>
<p><strong>9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e  ambiental.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança  alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro,  alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.</li>
<li> Prover cada ser humano de educação e recursos para  assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e  segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta  própria.</li>
<li>Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir  àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e  alcançarem suas aspirações.</li>
</ol>
<p><strong>10. Garantir que as atividades e instituições econômicas  em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma  eqüitativa e sustentável.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e  entre as nações.</li>
<li> Incrementar os recursos intelectuais, financeiros,  técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas  internacionais onerosas.</li>
<li> Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso  de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas  progressistas.</li>
<li> Exigir que corporações multinacionais e organizações  financeiras internacionais<br />
atuem com transparência em benefício do bem comum e  responsabilizá-las pelas<br />
conseqüências de suas atividades.</li>
</ol>
<p><strong>11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como  pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso  universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades  econômicas.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e  acabar com toda violência contra elas.</li>
<li> Promover a participação ativa das mulheres em todos os  aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como  parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e  beneficiárias.</li>
<li> Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de  todos os membros da<br />
família.</li>
</ol>
<p><strong>12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as  pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade  humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção  aos direitos dos povos indígenas e minorias.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as  baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e  origem nacional, étnica ou social.</li>
<li> Afirmar o direito dos povos indígenas à sua  espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas  práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.</li>
<li> Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades,  habilitando-os a cumprir seu<br />
papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.</li>
<li> Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado  cultural e espiritual.</li>
</ol>
<p>IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ</p>
<p><strong>13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os  níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do  governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à  justiça.<br />
</strong></p>
<ol type="a">
<li>Defender o direito de todas as pessoas receberem informação  clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de  desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham  interesse.</li>
<li> Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e  promover a participação significativa de todos os indivíduos e  organizações interessados na tomada de decisões.</li>
<li> Proteger os direitos à liberdade de opinião, de  expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.</li>
<li> Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos  judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e  compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.</li>
<li> Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e  privadas.</li>
<li> Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar  dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos  níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.</li>
</ol>
<p><strong>14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao  longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para  um modo de vida sustentável.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Prover a todos, especialmente a crianças e jovens,  oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o  desenvolvimento sustentável.</li>
<li> Promover a contribuição das artes e humanidades, assim  como das ciências, na educação para sustentabilidade.</li>
<li> Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no  aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.</li>
<li> Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para  uma condição de vida sustentável.</li>
</ol>
<p><strong>15. Tratar todos os seres vivos com respeito e  consideração.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas  e protegê-los de sofrimento.</li>
<li> Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas  e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.</li>
<li> Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou  destruição de espécies não visadas.</li>
</ol>
<p><strong>16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e  paz.</strong></p>
<ol type="a">
<li>Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a  cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.</li>
<li> Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos  violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para  administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.</li>
<li> Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível  de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos  militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.</li>
<li> Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras  armas de destruição em<br />
massa.</li>
<li> Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a  proteção ambiental e a paz.</li>
<li> Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações  corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras  vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.</li>
</ol>
<p><strong>O CAMINHO ADIANTE </strong></p>
<p>Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a  buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da  Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a  adotar e promover os valores e objetivos da Carta.</p>
<p>Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo  sentido de interdependência global e de responsabilidade universal.  Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida  sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa  diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas  encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão.  Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da  Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em  andamento por verdade e sabedoria.</p>
<p>A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes.  Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos  encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o  exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com  metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade  tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões,  as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as  organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a  oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade  civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.</p>
<p>Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do  mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com  suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e  apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um  instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e  o desenvolvimento.</p>
<p>Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova  reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a  sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e  a alegre celebração da vida.</p></blockquote>
<p>Para aderir à Carta da Terra, <a href="http://www.earthcharterinaction.org/content/pages/Endorsement%20Form" target="_blank">clique aqui</a></p>
<p>[fonte: <a href="http://www.cartadaterrabrasil.org/" target="_blank">http://www.cartadaterrabrasil.org/</a></p>
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		<title>Crianças como cidadãos ou como consumidores?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 03:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fórum Criança e Consumo &#8211; dia 2 &#8211; parte 2 Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/' addthis:title='Crianças como cidadãos ou como consumidores?'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3353" class="wp-caption alignright" style="width: 211px"><a href="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/P1080539p.jpg"><img class="size-medium wp-image-3353" title="P1080539p" src="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/P1080539p-287x300.jpg" alt="" width="201" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">com Taís Vinha do  blog Ombudsmae.blogspot.com </p></div>
<p><em>Fórum Criança e Consumo &#8211; dia 2 &#8211; parte 2</em></p>
<p><em>Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se sentisse interagindo com a mesma.</em></p>
<p>O  que há de errado com o Capitalismo? Ele,  indiscutivelmente, triunfou perto de outros sistemas e muitos países triunfaram quando adotaram o capitalismo.<br />
<em> Claro que depende do ângulo, afinal não se pode dizer que um sistema é triunfante quando levamos em consideração que maior parte absoluta da população do mundo vive na miséria.</em></p>
<p>O capitalismo infantiliza os adultos, usa as crianças e transforma cidadãos em consumidores. O adulto passa a se comportar como criança  &#8211; eu quero consumir – e compra sem critério e necessidade criando pessoas viciadas em comprar (compralismo). É a insatisfação compulsiva , que citamos no nosso debate de mães, <a href="http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/" target="_self">leia aqui</a>. Capitalismo parou de produzir bens para produzir/fabricar necessidades. E isso está criando uma geração de compradores que aos 18 anos já se tornaram compradores compulsivos – com  muita disposição e nenhuma responsabilidade.</p>
<p>Comprar = prazer = drogas<br />
”Não economize, gaste”<br />
“Não se preocupe com a produção, consuma.”<br />
“Não se preocupe com o seu descanso = lojas 24h”<br />
“Não precisa sair de casa = internet&#8221;</p>
<p>O adulto pode escolher não consumir o que não precisa enquanto a criança precisa do adulto para fazer esta escolha. Começamos a violentar a infância e as crianças deixam de ser crianças para serem potenciais consumidores. A erotização nada mais é do que criar produtos para crianças como se fossem adultos. Corrompemos as crianças.<br />
Há shoppings que já separam filhos de seus pais com o intuito de deixar as crianças mais vulneráveis. Vivemos hoje um momento de totalitarismo comercial e publicitário e não de liberdade de expressão e escolha.<br />
Internet pode ser usada por crianças mas não para publicidade e sim para o aprendizado.</p>
<p>Capitalismo está dando fim à democracia e ao pluralismo e vem privatizando a sociedade. O mundo está igual em todas as partes do mundo.  O grande problema é o capitalismo preguiçoso. Interesses sociais são públicos e as escolas não podem ser privadas. Nossas escolhas privadas têm conseqüências públicas, como por exemplo, o carro que escolhemos (consumo de combustível, óleo, etc). E até a água engarrafada compramos que consome plástico, transporte, etc.  Não podemos ser apenas consumidores, precisamos ser cidadãos.<br />
Precisamos produzir nossas necessidades reais ou continuaremos a ser o velho capitalismo que inventa necessidades ao invés de produzir bens necessários.<br />
Um exemplo é o i-phone: câmera ruim, games ruins, telefone ruim, navegador ruim e um monte de gente diz que precisa de um.<br />
Meu trabalho produz reais necessidades? Cidadãos que escolhem onde trabalhar de forma a contribuir com a melhoria do mundo. Princípios éticos que vão além das nossas palavras e daquilo que julgamos ser certo que O OUTRO faça. E nós, o que fazemos?<br />
Criar cidadãos sem fronteiras depende de nós, não do Lula ou do Obama.</p>
<p><a href="http://www.forumcec.org.br/convidado/benjamin-barber/" target="_blank">Benjamin Barber [Palestrante]</a> : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), reeditado em 2004 em uma edição de vigésimo aniversário; o atual best seller internacional Jihad vs. McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos (Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole), publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.</p>
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		<title>Publicidade infantil: proibir ou não?</title>
		<link>http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 03:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cláudia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saímos da época das festas, shoppings lotados de adultos e crianças ávidos por comprar seus presentes e artigos de Natal, ano novo, material escolar e carnaval, e não pudemos deixar de refletir sobre esse tema tão importante: consumo infantil. Alguns defendem veementemente a proibição da publicidade infantil. De outro lado, alguns discordam, acham que estão [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/' addthis:title='Publicidade infantil: proibir ou não?'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt;"><a href="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/top_interna_tv.jpg"><img class="size-full wp-image-3211 alignright" title="top_interna_tv" src="http://futurodopresente.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/top_interna_tv.jpg" alt="top_interna_tv" width="146" height="117" /></a>Saímos da época das festas, shoppings lotados de adultos e crianças ávidos por comprar seus presentes e artigos de Natal, ano novo, material escolar e carnaval, e não pudemos deixar de refletir sobre esse tema tão importante: consumo infantil.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Alguns defendem veementemente a proibição da publicidade infantil. De outro lado, alguns discordam, acham que estão querendo passar para a publicidade uma responsabilidade dos pais.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O que é importante afinal levarmos em consideração nesta questão?</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Em primeiro lugar, que são debates como esses que fizeram com que a publicidade e a sociedade como um todo evoluísse. Somos a favor das diferenças, das possibilidades e do debate.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 12pt;">Mas por que é necessário regulamentar?</span></strong></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Não temos dúvida de que, no mínimo dos mínimos, é urgente uma regulamentação muito, mas muito rígida para a publicidade infantil. Quer dizer, nem todos têm a absoluta certeza de que serão as regras que vão melhorar o estímulo exarcebado ao consumo infantil, mas todos nós acreditamos que é necessário nos mover em busca de proteção à nossa infância.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">A publicidade como vemos é um cerceamento à liberdade da criança de imaginar. A criança aprende através da TV e da publicidade a gostar de tudo que a mídia quer que ela goste.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O incentivo ao consumo é tão grande que as crianças não se satisfazem com nada: se é um, é pouco. Se são muitos mas menos que os outros, é pouco. Se são muitos mas o dos outros é maior, é pouco. Se temos muito mas não temos aquilo que o outro tem, é pouco. Se temos um sorriso, um abraço, mas não temos presente, é pouco. É a insatisfação compulsiva.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">De quebra, boa parte das propagandas voltadas para crianças são mentirosas e desonestas. Nossos filhos devem e precisam saber: propaganda mente. É um jogo que não se trata do bonzinho e do maldoso, mas de interesses. Conscientizar as crianças já é algo proativo que nós pais podemos fazer independente de qualquer coisa: começar a ser mais enfáticos neste sentido com as crianças em casa.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">O objetivo da publicidade voltada para crianças é atingir os pais via filhos. O que torna tudo ainda mais covarde, pois as crianças estão sendo usadas. Aquelas marcas que não dizem nada mais aos adultos, pelo simples fato de não terem nada a mais a oferecer (nenhum diferencial), se disfarçam com personagens infantis e vão pra cima dos pequenos. Os publicitários sabem que os pais, cheios de culpas, acabam comprando quando a meninada pede ou faz pressão. Então vira um non sense: criança não tem maturidade pra votar, pra casar, pra namorar, pra dirigir, para escolher a hora de dormir, para sair de casa sozinha. Mas é tratada como se tivesse maturidade pra tomar decisões de consumo. O que TODOS nós &#8211; pais, governo e publicitários &#8211; sabemos que elas não têm. </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Preocupa muito, também, a abordagem dos anúncios de alimentos infantis. E aí, além da questão do consumo, entra um ponto também muito importante: a saúde. As mães de origem mais humilde, que tiveram seu poder de consumo aumentado nos últimos anos, estão claramente tentando satisfazer todos os desejos dos filhos &#8211; desejos que muitas vezes foram delas quando crianças. Isso não seria nem de longe um problema, exceto pelo fato de aquela criança estar sendo entupida de açúcar, farinha e gordura vegetal hidrogenada. O que é um problema que atinge, por diferentes motivos, as demais classes sociais e compromete gravemente a saúde das crianças. Gasta-se horrores em potinhos de &#8220;bebida láctea tipo iogurte com aroma artifical de qualquer coisa” quando é possível fazer em casa um litro de iogurte com R$ 2,00 e depois bater com frutas. Esse consumo não é fruto do desconhecimento, mas da propaganda do iogurte-super-divertido-e-colorido-do-super-herói-da-moda-que-dá-super-poderes.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 10pt;">E o risco da proibição? A sociedade pode se tornar imune?</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 10pt;"> </span></strong></p>
<p><em><span style="font-size: 9pt;">(continua na próxima semana)</span></em></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Texto escrito a 16 mãos por: <a href="http:// www.ofuturodopresente.com.br">Ana Cláudia Bessa</a>, <a href="http://blogdodesabafodemae.blogspot.com" target="_blank">Ceila Santos</a>, <a href="http://fogaoazul.com/" target="_blank">Maria Rê Carriero</a>, <a href="http://ideialegal.blogspot.com/" target="_blank">Renata Gonçalves</a>, <a href="http://rematteoni.wordpress.com/" target="_blank">Renata Matteoni</a>,  Rita de Cássia Couto, <a href="http://verbeat.org/blogs/facaasuaparte" target="_blank">Silvia Schiros</a> e <a href="www.ombudsmae.com.br" target="_blank">Taís Vinha</a>.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Posts e continuações deste debate:</p>
<p style="text-align: left;">Parte 1:  <a href="http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao">http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/</a></p>
<p style="text-align: left;">Parte 2:  <a href="http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii">http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/</a></p>
<p style="text-align: left;">Parte 3:  <a href="http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/">http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/</a></p>
</blockquote>
<p>E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :<br />
Cristiane Fetter <a href="http://todoyda.blogspot.com/" target="_blank">http://todoyda.blogspot.com/</a></p>
<p>Vanessa <a href="http://fio-de-ariadne.blogspot.com/" target="_blank">http://fio-de-ariadne.blogspot.com/</a></p>
<p>Cybele Meyer <a href="http://cybelemeyer.com.br/" target="_blank">http://cybelemeyer.com.br/</a></p>
<p>Mais posts :</p>
<p><a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2010/05/nao_vale_por_um_bifinho.html" target="_blank">http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2010/05/nao_vale_por_um_bifinho.html</a></p>
<p><a href="http://lucianaivanike.wordpress.com/2010/05/12/minha-filha-sabe-o-que-esta-querendo/" target="_blank">http://lucianaivanike.wordpress.com/2010/05/12/minha-filha-sabe-o-que-esta-querendo/</a></p>
<p><a href="http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/" target="_blank">http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/</a></p>
<p><a href="http://mamaecintia.blogspot.com/2010/04/bakugan-quem.html" target="_blank">http://mamaecintia.blogspot.com/2010/04/bakugan-quem.html</a></p>
<p><a href="http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html">http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html</a></p>
<p><a href="http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html" target="_blank">http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html</a></p>
<p>Fórum Criança e Consumo:</p>
<p><a href="../index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/">http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/</a></p>
<p><a href="../index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/">http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/</a></p>
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