Flagras

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Andar nas calçadas é um desafio.

Todas essas fotos, eu tirei de ruas onde passei.

Acho interessante que todo mundo acha que somente o poder público tem que de agir bem, que cumprir suas obrigações.

Mas e nós, e a nossa parte?

Temos o direito de jogar e abandonar entulhos pela calçada, pelas ruas?

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E as podas das plantas, sejam da rua ou da nossa casa?

Temos o direito de jogar na rua de qualquer jeito?

Vendo essas imagens, me lembrei da Cristiane Fetter que sempre nos conta como é a vida fora do Brasil, mais particularmente nos Estados Unidos.

Elas nos contou que lá(não localizei o post exato), se o lixo não estiver separado corretamente, ele não é recolhido. Aqui, de certa forma, também não, porque um lixo como este precisa estar ensacado.

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Essa aqui me deixou particularmente arrepiada porque o que mais se fala é em coleta seletiva, sustentabilidade, tá nas bocas.

Pois bem, na região onde isso aconteceu, há coleta seletiva de lixo e este lixo estava ali no dia da coleta normal.

Nestas horas, me pergunto porque os legisladores não criaram ainda leis que obriguem todas as cidades a ter coleta seletiva e uma lei que obrigue os moradores a separar seu lixo.

Não adianta. Tem coisa que somente uma lei resolve.

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Bem…essa é clássica do pensamento “faça o que digo, não faça o que eu faço”.

A planta é linda, a calçada fica linda…mas simplesmente é impossível passar. Além do tamanho notório da planta, ela ainda espeta muito.

Mas a calçada é responsabilidade do morador ou do condomínio.

Não é o poder público que deve se mancar.

Nós é que temos que nos dar conta, cada vez mais, que não adianta só reclamar, temos que fazer a nossa parte. Todos os dias.

O sistema é burro…mas e as pessoas por trás dele?

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Algumas coisas me impressionam no nosso “sistema”.

Um poste da minha rua foi trocado porque quase caiu num temporal no final do ano passado. Foi recolocado e seus equipamentos modernizados. Pois bem…a fotocélula do poste, com defeito, mantém a luz acesa o dia inteiro.

Aí, a Ampla, que é a empresa que cuida da iluminação, veio modernizar meu relógio, trocando o analógico pelo digital. E foi lá em cima mexer na caixa do poste onde meu relógio estava ligado. Pedí claro, que eles vissem o problema da lâmpada. Ele nem mexeu e falou que era fotocélula e que ele não tinha para trocar  E QUE EU DEVERIA LIGAR PARA A EMPRESA PARA RECLAMAR E SOLICITAR CONSERTO !

Ora, meus bons…se eu estou falando com a empresa, se um funcionário esteve no local e detectou o problema, porque, cargas d’água, eu deveria perder meu tempo ligando para a empresa?

Não bastava uma comunicação entre setores? Uma solicitação e aviso do próprio funcionário que tecnicamente é mais capaz do que o usuário para atestar o defeito e solicitar o conserto?

Não…

Não há comunicação entre setores. O funcionário não pode solicitar conserto.

E a funcionária da empresa, sou eu.E sou eu que pago aquela luz acesa na minha taxa de iluminação pública.Eu que me dane.

E a resposta é sempre a mesma: o sistema não aceita certos procedimentos.Mas e por trás do sistema, não existem pessoas? Cabeças pensantes? Capazes de agilizar processos e desburocratizar procedimentos?

No Brasil é comum não existirem.

A luz continua acesa porque eu ainda não tive tempo de parar e ligar para a Ampla. Alías, liguei enquanto escrevia o post, e ficou na musiquinha… Tive que desligar.

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Ana Cláudia Bessa

Flagras

Esse carro estava num centro comercial num bairro vizinho ao meu. Não havia a menor necessidade da pessoa parar o carro sobre a calçada. E mesmo que houvesse…
Dá uma desesperança quando a gente vê esse tipo de comportamento… dá tristeza de ser carioca!