Informação é a melhor prevenção

Informação é a melhor prevenção.

Nada de pânico.

A taxa de mortalidade é a mesma da gripe comum e provavelmente todos nós pegaremos um dia, em maior ou menor intensidade.

O importante é estar atento aos sintomas para tratar o quanto antes.

Cuidar da nossa alimentação e dos nossos filhos é fundamental.

Organismos saudáveis tem chances maiores de combater melhor qualquer doença.

diferenaa-entre-gripe-comum-e-influenza-a

admirável gado novo

200214439-001Observando os acontecimentos relacionados à gripe suína, vendo o pânico desmedido das pessoas diante de um doença que causou apenas 44 mortes  mesmo tendo suspeitas de estar presente em 25 países (vi este número hoje, ainda não sei se é isso mesmo, mas é menos de 2% em relação aos casos suspeitos), vendo o quanto o pânico e a doença vendem de remédios, máscaras, jornais e audiências, vendo o quando as pessoas se deixam manipular sem analisar as informações que hoje chegam tão rápido e de forma tão equivocada e atendendo a vários interesses econômicos …me lembrei dessa música de Zé Ramalho que fala genialmente da “vida de gado” que levamos quando somos guiados sem questionar.

/center>

Pense a respeito.

Oooooooooh! Oooi!
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber…

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer…

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!…(2x)

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal…

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou…

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!…(2x)

Oooooooooh! Oh! Oh!
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela…

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar…

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!…(2x)

Ooooooooooooooooh!

Jack e a gripe suína

CLÓVIS ROSSI para Folha

SÃO PAULO Um estraga-prazeres chamado Andrew Cook, historiador britânico, está dinamitando a lenda de Jack, o Estripador. Diz que não passou de uma invenção para vender mais jornais. É o que relata o “Times” de ontem, com base no livro “Jack, o Estripador: Caso Encerrado”. Nele, Cook afirma taxativamente que Jack é um personagem de ficção inventado pelos jornalistas e que os crimes no East End londrino, em 1888, foram obra de diferentes homens, sem nenhuma ligação entre eles.�
O foco principal do livro é o jornal “The Star”, lançado pouco antes de os assassinatos começarem e que foi o primeiro a sugerir um “serial killer”. Coincidência ou não, o “Star” viu sua circulação aumentar em 232 mil exemplares durante o período em que noticiou à exaustão os crimes atribuídos a Jack.�
Sou obrigado a confessar que, ao ler a história do “Times”, não consegui deixar de pensar no mais recente “serial killer” a frequentar a mídia, a tal de gripe suína, agora rebatizada para H1N1. Com uma ressalva essencial: jornais como esta Folhadependem quase nada de venda avulsa, ao contrário de tabloides. Mas um sucessor do “Star”, o tabloide “The Sun”, vazou ontem relatório (de setembro) do Departamento de Saúde britânico prevendo que, na eventualidade de uma pandemia, 750 mil pessoas morreriam (só no Reino Unido) e 1,2 milhão seria hospitalizado, levando ao colapso “total ou parcial” da infraestrutura de saúde.�
Quando se sabe que até ontem apenas dez pessoas haviam morrido -e no mundo todo-, é inevitável o paralelismo entre um “serial killer” que não existia e um que parece estar sendo exagerado. Pergunta também inevitável: quantas pessoas morrem, no mundo, de gripe comum no mesmo período em que morreram as dez vítimas da H1N1?

crossi@uol.com.br