Brinquedos de “sucata”

Eu adoro inventar alguns brinquedos com coisas que normalmente vão para o lixo. Brinquedos de sucata são ótimos porque são baratos – aliás, são de graça-, não vão para o lixo tão imediatamente e ainda ajudam a estimular a criatividade e a imaginação. Imagino eu, que ao fazermos brinqeudos a partir de materiais inusitados, junto com nossos filhos, estamos mostrando a eles que nossa imaginação não tem limite e que podemos agir, botar mãos a obra e criar. E agora que o Natal está chegando, e os panetones também, eu não poderia deixar de mostrar a nova sensação entre os brinquedos dos meninos: Uma “fantasia” de robô.

A idéia não foi exatamente minha -foi deles, afinal, ao ver aquela caixinha quadrada, a primeira coisa que fizeram, foi colocar na cabeça. Como a caixa vinha abaixo dos olhos, tive a idéia de fazer dois furos na caixa para que eles pudessem enxergar e não demorou para o mais velho chamar o pai para ver a sua fantasia de robô.

E taí, uma idéia a ser aperfeiçoada pois podemos customizar junto com eles as caixinhas, pintar de prata, fazer desenhos, colagens, enfim…
Eu ainda não animei a fazer isso porque eles estão tão empolgados que prefiro deixar ssa carta na manga para a próxima caixinha. E virão muitas porque somos vidrados em panetone. Compro até fora de época, enquanto estão nas pratelerias dos mercados. Coisas de quem trabalhou durante muitos anos com panificação e comia panetone antes de todo mundo…rs…

E as idéias são muitas: Já fizemos carrinhos com caixas de mudança e papelão de produtos que compramos. Fizemos até um avião…rs…. ônibus…

Das garrafas de suco, fazemos boliche, e as crianças amam! Outra coisa que fazemos e ainda não tirei foto é usar as garrafas como raquetes de tênis! Gente, é diversão garantida para as crianças e para os pais. Mas com garrafas ainda dá para fazer muito mais: ainda dá prá fazer bilboquê e aquele vai-e-vem e eu sempre que fizer alguma vou postar aqui e você também, se já fez ou se vier a fazer, mande as fotos com suas invenções para a gente ver!

Escola pra quê?

Hora de ver matrículas, novas escolas, rever conceitos, começar uma nova etapa…enfim…uma das mais difceis! Vamos começar a postar textos sobre escola.Temos bastante coisa, de vários autores que vale a pena rever. Veja se voc~e se identifica!

 

Eu sempre tentei respeitar a velocidade das crianças, o desenvolvimento natural delas.
Essa foi uma preocupação desde o parto. Embora tenham terminado em cesáreas, o que nunca desejei para os dois, a bolsa rompeu indicando que o processo natural havia se iniciado. Meu corpo deu o sinal.

Na primeira gravidez, me planejei em ficar em casa durante, pelo menos, o primeiro ano sem me preocupar em ter que parar a amamentação exclusiva ou em deixar meu bebezinho tão pequeno, aos cuidados de terceiros. Contudo, engravidei, de novo, oito meses depois !
Depois de recuperados do susto…rs…resolvi que ficaria em casa também até que ele completasse um ano, pelo menos…. E cá estou eu, ainda em casa e eles já tem dois e três anos, respectivaqmente…rs…
Mas como resistir a ficar em casa com eles? Como resistir a estar presente, vendo (e fotografando!) cada primeiro dentinho, cada primeiro sorriso, cada primeiro passo, cada primeira palavra. Acompanhando seu desenvolvimento, participando, e cuidando deles da forma como queremos que sejam cuidados. Trabalho desde os 17 anos, me dei o presente de curtir os primeiros anos deles em toda a sua plenitude!

Por isso, nunca tive pressa em colocar nenhum dos dois na escola. Sei que as crianças em escola desenvolvem mais rápido e talvez isso não implique em precocidade mas que mal há em se manter a criança acordando na hora que quer, curtindo a vida em família, sem ter compromisso e horários durante os primeiros anos de vida?

Acontece, que agora, o mais velho está expressando o desejo de ir para a escola e eu comecei a visitar algumas escolas com ele. E ele amou! Pergunta quando ver os amiguinhos na escola, quando chega lá, corre, brinca, conversa…
Chegou a hora dele.

E aí, que escola escolher?
Comecei a ler a respeito das metodologias existentes.
Mandei e-mail para várias escolas (e só 10% me respondeu de volta) e fiz muitas observações nos sites e nas visitas que fiz.

O que eu espero de uma escola para crianças de 3 anos e meio de idade?

E me deparei com escolas que têm aula de informática, dever de casa, livro de matemática!Pra quê, gente?Eu gostaria de encontrar uma escola focada no desenvolvimento natural da criança, que o ajudasse a usar sua energia e disposição para brincar para lhe ensinar coisas importantes como proporção, tamanho, texturas, volumes, luminosidade, animais, habitats, artes, formas, histórias, brincadeiras, cores, sons, música…Tem tanta coisa do mundo que ele tem pra conhecer e vivenciar antes de ter dever de casa ou aprender a usar um computador!
Leia mais:
Educação escolar no blog:  http://futurodopresente.com.br/blog/?cat=2758

(Essa semana recebemos uma mensagem pedindo indicações de escola. Como não temos indicação de escolas específicas, optamos por relembrar alguns textos onde falamos sobre a escolha da escola, publicado em 20/11/07.)

blogagem coletiva: infância, consumo e sexismo

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Eu já estava querendo escrever sobre isso há muito tempo! A blogagem coletiva proposta pelas Blogueiras Feministas foi o empurrão que faltava para que eu fizesse isso definitivamente. Há mais de 1 ano atrás eu fiz uma enquete no meu blog pessoal:

Pergunta para mãe/pai de meninOs: Você deu ou daria brinquedos como bonecas, vassouras e panelinas para seus meninos?

Apenas 66 pessoas responderam e o resultado foi que 47% daria sem problemas. O restante não daria por diversos motivos, mas não daria.

Por que eu fiz esta pergunta? Porque meu filho me pediu uma boneca. Sua justificativa era que seus bonecos (homens) estavam precisando de companhia de meninas. Diante desse argumento -e eu sempre procuro ceder diante de bons argumentos-, foi impossível não dar à ele sua desejada boneca ( ele ganhou 2: uma Susi –Barbie NOT- e uma Jessie (Toy Story). Afinal, nada mais saudável do que cultivar relacionamentos entre homens e mulheres de maneira igualitária através das brincadeiras. Pelo menos é isso que prego e acredito.

Mas talvez isso também não seja algo tão surpreendente se avaliarmos que eu dou brinquedos femininos para meus dois meninos. Não me prendo a cor ou ao gênero do brinquedo. Sendo assim, na nossa casa, não é surpresa alguma encontrar meus filhos brincando com panelinhas cor de rosa.

Além dessa questão, outra coisa me faz ver tudo isso com muita naturalidade e acredito plenamente que também a meu filhos: o pai deles, é um homem que faz tudo dentro de casa e usa camisa rosa…rs…: cuida dos filhos, cozinha, varre… ele não faz a menor distinção sobre o que é considerado tarefa feminina ou masculina.

Se essas brincadeiras são uma forma das crianças entenderem a sociedade e sua realidade, acredito que estamos criando meninos para serem ótimos companheiros e pais. Espero que minhas noras valorizem e nos trate muito bem…rs….

Contudo, é triste ver que quando vamos a uma loja de brinquedos, os fogões, vassouras e eletrodomésticos de brinquedos são todos rosa ou lilases. Por que aceitamos na vida adulta que homens sejam CHEFS  de cozinha, mas na infância, as panelas e tarefas domésticas cabem sempre às meninas? Na década de 70, as bonecas vinham com nomes que valorizavam a mulher submissa (afinal “Amélia é que era mulher de verdade”) e e santificavam a imagem da mãe. Aos meninos cabem os carros (como se mulher não gostasse de dirigir), as armas e junto com elas, a violência masculina banalizada desde a infância. E talvez isso explique muita coisa no comportamento violento de muitos homens jovens e adultos…

Mas aos meninos cabem também toda a gama de cores (exceto o rosa). Enquanto  as meninas, ficam presas num mundo monocromático de princesas cor-de-rosa e tarefas  consideradas menores. Ou ainda num mundo de consumo excessivo que cabe à Barbie oferecer em profusão com um apelo de uma beleza plástica irreal. Levando nossa sociedade a uma busca insana pela beleza perfeita e inexistente que gera doenças como bulimia, anorexia e depressão.

Fico pensando no que será desse mundo de princesas quando elas crescerem e virem que os homens não são príncipes encantados e também aos homens que cresceram acreditam em princesas que não existem. Será também que esta visão equivocada da realidade entre homens e mulheres incentivada na infância não é um fator determinante para essa total falta de sintonia entre os sexos gerando essa enorme dificuldade que nossa sociedade apresenta em se relacionar afetivamente?

Neste dia das crianças, fiquei longe dos meus filhos, num evento voltado para a discussão do incentivo ao consumo na infância. Quando recebi o convite, não pude deixar de aceitar porque estaria longe dos meus filhos no dia das crianças. Essa data é uma data comercial que ficou famosa nos anos 60 quando divulgada por uma indústria de brinquedos. A fábrica acertou na estratégia e hoje o dia das crianças e uma data exclusivamente comercial e aceita por todos como um dia de ganhar  presentes. Eu fiquei longe dos meus filhos neste dia, ele receberam brinquedos simples e não comemoramos nada. E no que pudermos oferecer a eles, vamos mostrar que o mundo é um lugar de homens e mulheres que partilham todas as suas tarefas de forma igualitária, com respeito e companheirismo, sempre. E gostaria que o dia das crianças fosse um dia de brincar de qualquer coisa. Mas não um dia de mostrar que só é feliz quem ganha presentes mirabolantes (e sexistas). Parece piegas dizer mas mais importante do que ser feliz por causa de um brinquedo, é ser feliz sem ele. É aprender que a felicidade não depende de uma fator externo. A felicidade deve estar dentro de nós para que possamos enfrentar com serenidade as dificuldades e limitações que a vida nos apresentará. Isso sem remédios como a ritalina e rivotril.

Artesanato, escola e reciclagem. Funciona,mesmo?

Quem é pai e mãe  de criança sabe: datas comemorativas e aula de artes andam sendo constantemente acompanhadas de pedidos para que os pais separem caixas e embalagens para as crianças fazerem ARTE. Pais que somos, sempre elogiamos o esforço dos filhos e recebemos com alegria e carinho aquele presente.

Mas sendo racionais, temos que admitir que apesar do carinho e do esforço de nossos filhos queridos, a maioria destes presentes acabam não sendo aproveitados ou utilizados e alguns vão, cedo ou tarde, invariavelmente para o lixo.

Somado a isso, é comum as escolas solicitarem materiais e embalagens para reaproveitamento sem aviso prévio e com uma  certa urgência.  E aí vem a pergunta:  quando você não tem a embalagem de iogurte, por exemplo, você deixa de enviar, pede pra vizinha,  ou corre no mercado e compra a embalagem para mandar para a escola?

A intenção da escola, claro, é incentivar e ensinar as crianças (e as famílias) a inserir a reciclagem e o reaproveitamento nas nossas rotinas e nos hábitos das crianças. A intenção é indiscutivelmente a melhor possível. Mas a gente precisa aplicar todo o nosso bom senso (e as escolas também e principalmente) e pensar que a partir do momento que precisamos comprar o iogurte (vamos continuar no nosso exemplo do iogurte) para enviar a embalagem para a escola, a reciclagem não só perde o sentido como inverte já que temos que consumir para reciclar (oi?).  Fora que no caso do nosso exemplo ( o iogurte), para “descartar”um potinho para a arte da escola, normalmente, se compra SEIS!

Ecologicamente, me pergunto sempre, se além de tudo isso, essa arte não prejudica a reciclagem destas embalagens. Tinta, cola, mistura de materiais…. será que essa atitude não é , de certa forma, ilusória, mas também realmente prejudicial ao meio ambiente?

Então, o que nós devemos fazer?

Vejo que mais uma vez, todos nós temos que fazer a nossa parte.  A escola precisa se colocar à frente nesta tarefa. Principalmente, porque é ela que solicita o material e planeja a atividade. Este planejamento precisa ser feito com antecedência para que a família possa ter tempo hábil para consumir determinadas embalagens.  Por exemplo, nós aqui na minha casa, não somos muito de tomar leite, portanto, uma caixa de leite, duuuuuura. Precisamos de tempo para esvaziá-la.  Ou então, preciso de tempo para conseguir com alguém a referida embalagem, que também precisa de algum tempo para esvaziar a mesma.  Na minha cabeça de leiga em educação escolar,  eu penso que a escola precisa se colocar à frente pelo simples fato de que ela está educando para o futuro. Sendo assim, não posso aceitar que a escola se comporte com  o pé no passado.  Para isso, é fundamental o planejamento por parte da escola. A escola precisa pedir aos professores de artes um planejamento das atividades que exijam materiais visando a reciclagem. Só assim poderemos garantir que estamos realmente agindo e educando em prol do meio ambiente.  Outra coisa importante é a finalidade da arte-embalagem.

Primeira coisa neste quesito: a arte precisa ser bonita. E aí, que  me desculpem os professores de artes, mas é difícil achar um trabalho que de fato nos surpreenda. Chego a me perguntar em que aquele trabalho está educando. Porque às vezes são rabiscos aleatórios que parecem não ter tido nenhuma orientação. Tudo bem, eu sou a favor da liberdade de expressão, ainda mais das crianças mas um presente não é um momento de colocar em prática para os pais vem  o  sendo trabalhado pela criança? Porque de certa forma, também para diminuir a chance de ver essa arte ir para o lixo com o tempo, é importante que seja bonita. Vamos falar a verdade, coisas feias  viram lixo, muito rápido. Fazer por fazer sempre, não dá.

E esperar que os pais critiquem ou dizer que ninguém nunca reclamou, é inaceitável (escolas adoram falar isso: ninguém reclamou….). Tô prá ver nascer um pai ou mãe que chegue na escola para dizer: olha, aquele presente do meu filho foi muito feio e joguei no lixo porque além de tudo, não serve pra nada!  E eu que sou sincera em grau avançado não consigo fazer isso. Imagine os pais mais reservados…

Puxando o gancho, é bom que o tal presente seja útil. Não é fundamental mas…. terá duas vezes mais valor.  

Resumindo, a primeira preocupação da escola: tempo.

Segundo, planejamento.

Terceiro,  beleza.

Quarto: utilidade.

Isso tudo porque, uma vez que essas coisas forem para o lixo, elas raramente serão recicladas porque estão totalmente misturadas a outros produtos como colas e tintas.

Agora, e a nossa parte como família ?

Precisamos cobrar e questionar da escola uma postura mais condizente com a educação para o futuro. Se a escola pede um material que não temos, precisamos perguntar qual o tempo temos para enviar. Questionar o planejamento da tarefa: quais as tarefas, no decorrer do ano, que vão precisar deste tipo de material? Com que antecedência esses materiais serão pedidos?

Feito isso, vamos à nossa casa. Como agir quando não temos o material? Compramos? Náo! Isso não tem sentido. Estaremos gerando lixo para reciclar? Isso não faz sentido. Precisamos sim, dar destino a itens que de fato estamos consumindo.

Mas aí, e os filhos? Ficam sem fazer a atividade? Neste ponto, precisamos voltar à escola. E conversar com eles para dizer que não temos determinado material ou que não conseguiremos o mesmo a tempo da atividade e que queremos saber o que será feito com as crianças que estão nesta situação. Temos material alternativo? Nada será feito? Enfim…esses questionamentos são importantes para que não sejamos passivos com a educação  dos nosos filhos para a sustentabilidade.

Eu vejo esta postura como fundamental para mostrar à escola nosso desejo, nossa determinação, nosso empenho e comprometimento,  e nossa postura ativa, questionadora e em busca do aprimoramento do comportamento da família e da escola para plantar as sementes da sustentabilidade e não da ilusão.

E por aulas de arte que nos surpreendam! :)

 

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[imagem: getty images]

Carta aberta às mães e pais

Diante de uma semana tão complicada e difícil, um grupo de mães escreveu uma carta. Não temos a intenção ou pretensão de saber ou entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. A dor nos levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor salva e precisamos ter uma fé inabalável nesta verdade absoluta.

O presente, um dia foi uma criança.

As crianças são o futuro.

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?

Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.

Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.

Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.

Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!

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Quem já publicou:

  1. http://ombudsmae.blogspot.com/2011/04/o-que-podemos-fazer.html
  2. http://sorrisosdaalma.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais.html
  3. http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  4. http://www.possoamamentar.com.br/blog/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem-coletiva/
  5. http://www.sitecristao.com/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  6. http://www.conscienciacoletiva.com.br/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  7. http://futurodopresente.com.br/ana/2011/04/cartaabertamaespais/
  8. http://www.saudedamulher.net/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  9. http://www.trezentos.blog.br/?p=5776
  10. http://claudiasimas.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  11. http://www.grupocria.com.br/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  12. http://poetrixica.blogspot.com/2011/04/divulgando-uma-carta-para-pais-e-maes.html
  13. http://drang.com.br/blog/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  14. http://mamaeantenada.blogspot.com/2011/04/sejamos-mudanca.html
  15. http://dricacrfviagens.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  16. http://rematteoni.wordpress.com/2011/04/13/precisamos-de-seres-humanos-melhores-2/
  17. http://mimirabolantes.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-que-futuro-terao.html
  18. http://duasxmarias.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-maes-e-pais.html
  19. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos
  20. http://mariabarriga.com.br/blog/geral/maria-barriga-na-blogagem-coletiva.html
  21. http://meumundoenadamaisevellyn.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  22. http://www.pastorclaybom.com.br/pessoal/o-choro-de-um-amigo
  23. http://www.jujubalandia.org/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  24. http://mamaecaprichosa.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  25. http://sandraronca.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  26. http://temquemgoste.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro-terao-nossos-filhos-blogagem-coletiva/
  27. http://sustentavel-desenvolvimento.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-carta-aberta.html
  28. http://longevidade-silvia.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  29. http://maed2.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  30. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  31. http://blogdati.com/2011/04/14/carta-aberta-a-todas-as-maes-e-pais-sosfilhos-filhosdobrasil/
  32. http://bleffepoprock.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  33. http://www.samshiraishi.com/semana-desarmamento-infantil/
  34. http://pt-br.paperblog.com/que-futuro-terao-nossos-filhos-111284/
  35. http://giandme.com/2011/04/15/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  36. http://filhosematernidade.com.br/comportamento/o-que-estamos-fazendo-com-a-infancia-de-nossas-criancas-cartaaberta/
  37. http://smiletic.com/2011/04/15/simbolos-da-paz/
  38. http://www.blogmamiferas.com.br/2011/04/nossa-prece-por-um-mundo-melhor.html
  39. http://lilibollero.com/?p=580
  40. http://umblogdemae.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  41. http://brazucasnomundo.com.br/franca/2011/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  42. http://www.facebook.com/notes/eu-tenho-um-filho-especial/carta-aberta-%C3%A0s-m%C3%A3es-e-pais-que-futuro-ter%C3%A3o-nossos-filhos-blogagem-coletiva/10150168518895017
  43. http://umapitadadecadacoisa.blogspot.com/2011/04/familia-berco-da-educacao-cartaaberta.html
  44. http://luzdeluma.blogspot.com/2011/04/minha-infancia-fragmentos.html
  45. http://www.whatmommyneeds.net/2011/04/mudancas-vista.html
  46. http://jardimflorescer.wordpress.com/2011/04/18/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  47. http://www.maeetudoigual.com.br/2011/04/cartaaberta-que-futuro-terao-nossos.html
  48. http://kikaaqui.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  49. http://www.zevaldoemaragogipe.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  50. http://www.cr15.net/post/4597017143/cartaaberta
  51. http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2011/04/recebi-uma-carta-e-voce.html
  52. http://nossaalegria.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  53. http://vilamulher.terra.com.br/emilia73/que-futuro-terao-nossos-filhos-9-4742321-146049-pfi.php
  54. http://www.gbclassico.net/15746_-cartaaberta-Que-futuro-ter–o-nossos-filhos-.html
  55. http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=3&id_artigo=2481&id_subcategoria=4

 

*Lista de posts com atualização esporádica, pedimos que aguarde.

(se você poublicou a carta e seu post não está aqui, nos escreva falecom@futurodopresente.com.br e envie seu link específico -no caso de postagem-  pois pode ser que não o tenhamos encontrado e ele passará a constar aqui).

Pode ser que não haja resposta ao seu e-mail em virtude do volume de mensagens (somos mães de múltiplas jornadas!) , apenas atualizamos a lista de links. Pedimos que acompanhe. Conto com a compreensão de todos. Obrigada.

Política que se aprende em casa e na escola

Se queremos pensar no futuro que vamos deixar para nossos filhos, temos que pensar em política e devemos exercer o voto consciente e responsável. Devemos estudar nossos candidatos, conhecer seus currículos, ver se têm a ficha limpa, analisar a postura na campanha (ele é ético, suja as ruas com suas propagandas, tem projetos com metas e prazos a serem cumpridos, qual seu histórico político?). Mas podemos (e devemos) ir além.

Me pergunto se diante do – triste e vergonhoso -  atual cenário político brasileiro, não é hora de começarmos também a educar nossos filhos politicamente? Será que nossa dificuldade em votar vem justamente na falta de base educacional política? Não seria hora de ensinar política às crianças já na escola? Qual a importância dos cargos políticos? Como devemos atuar, cobrar e acompanhar o desempenho do eleito durante o mandato? Não deveríamos/poderíamos aprender isso no colégio?

Sei que a grade escolar já está sobrecarregada. O mundo está tão diversificado que cada dia mais precisamos de uma base mais ampla de ensino (vide na grade escolar de muitas escolas a inclusão de filosofia, educação financeira, educação sexual, etc.). Acredito que, com o passar do tempo, haverá uma necessidade incontestável de aumentar o turno escolar diante de tantas matérias a se cumprir. Mas, no caso da política, o que fazer? Podemos continuar votando tão mal? Podemos continuar nos dando ao luxo, ou dando luxo aos maus políticos de continuarem fazendo a bandalheira que fazem sem o menor pudor? E nós, os pais, o que podemos fazer para falar de política dentro da nossa casa?

Sei que meu texto tem mais perguntas do que respostas. Eu mesma tenho mais perguntas do que respostas na minha, sempre surpreendente, missão de educar os filhos que coloquei nesse Brasil. Mas é das perguntas que surgem as mudanças e quem sabe, não aparecem um profissional que entenda de política e um pedagogo para nos ajudar com um ‘Pequeno manual de política para crianças, em casa e na escola’. Pronto, já sugeri até o título. ;-)

Mas, são apenas crianças e jovens que precisam ser ensinados sobre política? E os políticos? Qual a qualificação que eles precisam ter para exercerem funções de tamanha responsabilidade? Os políticos deveriam ser mais bem preparados?

Se você é médico, teve que estudar para exercer sua profissão. O mesmo se é jornalista, engenheiro, químico. Mas e o político? Ele apenas foi eleito com um determinado número de votos e pronto. Não significa que ele esteja apto a exercer um cargo político. Será que também não é hora de ter a obrigatoriedade de se fazer um curso para exercer o mandato?

Não, não acho e nem falo de um curso de política que crie políticos profissionais. Até porque, muitos políticos conseguem seus votos não pela capacidade intelectual, mas pelo trabalho que desenvolvem em uma comunidade ou com a participação atuante em entidades que representam alguma classe social ou profissional. O que falo é de um curso, como para tirar a carteira de motorista, como uma prova de Conselho Profissional (como CRM, CREA, etc.). Foi eleito, então agora ele tem que fazer o curso e prestar exame para exercer o cargo. ESTUDAR. Aí, muitos defenderão que alguns representantes do povo não têm base educacional, e são sim, figuras de representatividade onde foram eleitas. Ok. Então agora, amigo, se essa figura representativa quer ir além da sua comunidade e fazer algo de relevante  vai precisar sim se esforçar e passar no exame admissional . Entender do riscado, como se diz.

Pode parecer uma ideia estapafúrdia, mas esses eleitos pelo povo vão fazer e votar leis de interesse público. Essas leis precisam ser viáveis e coerentes, caso contrário, além de não serem aplicáveis, ficam tomando um tempo precioso de avaliações e votações que poderia estar sendo ocupado com providências que realmente fossem mudar nosso país para melhor.

Quem faz as leis? Tem conhecimento para isso? São leis aplicáveis? Adianta o judiciário ser sobrecarregado de leis que não funcionam? Adianta termos direitos que não nos atendem? Adianta existirem ações que não tornam o Brasil um país melhor?

Quem sabe assim, não deixa de ser tão fácil ser político. Quem sabe assim, quem entra lá pensando em tirar vantagem da máquina administrativa possa entender o significado dos votos que recebeu e respeitar melhor o cargo que irá ocupar.

O que penso é que precisamos mudar tudo na política que temos hoje em nosso país e talvez, as soluções importantes, mais uma vez, recaiam sobre a EDUCAÇÃO: seja dentro de casa, seja na escola, seja para assumir um cargo político.

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Texto publicado também: Ciclo Comunicar Política

[imagem: http://www.umsabadoqualquer.com/]

Animação: Publicidade pega pesado com as crianças

Excelente animação da Revista Galileu!

GRUPO CRIA APÓIA AÇÃO CONTRA WAL-MART

Não compro

O WAL-MART , a maior rede de varejo do mundo, está lançando nos Estados Unidos uma linha de maquiagem de uso diário, para crianças de 8 a 12 anos, chamada Geogirl. Como mães conscientes, não podemos nos calar. Segundo informações de sites internacionais, a linha é composta por maquiagem, cremes antienvelhecimento e esfoliante. Tentamos confirmar essa informação junto à assessoria de imprensa da rede varejista, no entanto, ainda não obtivemos resposta.

Não somos contra maquiagem e uma linha de produtos naturais, para crianças BRINCAREM de vez em quando, é bem vinda. Sim, brincarem de vez em quando, nos jogos simbólicos. Porém, não consideramos saudável uma menina desta idade preocupar-se em sair somente maquiada, como se fosse uma adulta. Somos contra a adultização infantil e a erotização precoce estimulados também pelo uso contínuo e banalizado de maquiagens e produtos de beleza.

A assessoria de imprensa do Wal-Mart nos informa que não há previsão de lançamento da linha Geogirl no Brasil, porém, confirma que os produtos serão vendidos nos Estados Unidos.

Por isso, nós do Grupo Cria pedimos o apoio de toda população brasileira, principalmente mães e pais, para assinar a petição escrita pela ativista Mandy Van Deven que tem o objetivo de impedir as vendas da linha de maquiagem da fabricante Pacif World Corporation na rede varejista.

Vamos fazer este movimento crescer e mostrar que, sim, mães concientes estão em todos os continentes!

Clique aqui e participe : http://www.grupocria.com.br/index.php/2011/02/grupo-cria-apoia-acao-contra-wal-mart/

Ciclo Comunicar: Liderança rima com criança

Mais uma participação nossa no Portal Nós da Comunicação no Ciclo Comunicar Liderança.

Nosso tema não poderia ser outro: a criança. Os líderes do futuro formados hoje.

Artigo de @anaclaudiabessa p/ #ciclolideranca: Brincar para liderar http://ht.ly/3j1HZ

Crianças e celulares: uma combinação segura?

Texto de Silvia Schiros

A Dra. Devra Davis, epidemiologista e toxicologista com especialização em saúde ambiental , alerta os pais sobre o uso do celular por crianças.

Através da análise de estudos de algumas décadas atrás, ela descobriu que a radiação emitida pelos celulares pode ter efeitos biológicos suficientes para danificar o DNA e contribuir para o surgimento de tumores no cérebro. Segundo a médica, a maior parte dos estudos que derrubam o mito dos males causados pelo uso excessivo de celulares foram financiados–adivinhem?–pela própria indústria.

Crianças e adolescentes são mais suscetíveis aos danos em potencial devido à menor espessura de suas caixas cranianas. Segundo a Dra. Davis, a exposição à radiação emitida pelos celulares pode causar danos ao DNA, perda de memória, mal de Alzheimer, câncer, colapso dos mecanismos de defesa do cérebro e redução da contagem de esperma.

Alguns países, como França e Israel , orientam os pais a não permitirem que seus filhos usem celulares. A França baniu propagandas de celulares voltadas para o público infantil (até 12 anos) , e, em 2009, começou a estudar a definição de novos limites para a radiação emitida pelos aparelhos, proibindo a venda de celulares sem fones de ouvido.

Segundo pesquisas realizadas na Suécia , crianças e adolescentes são cinco vezes mais suscetíveis a sofrer danos cerebrais por causa do uso de celulares. A recomendação das autoridades de saúde de Toronto é que crianças com menos de oito anos usem celulares apenas em caso de emergência, e os adolescentes limitem as chamadas a no máximo dez minutos.

Enquanto isso, no Brasil, o celular é a onda. Toda criança quer um. E muitos pais, sem saber dos riscos, fazem a vontade dos filhos. Embora os estudos não sejam conclusivos, cada vez mais médicos recomendam, no mínimo, muita parcimônia com relação ao uso de celulares. Na dúvida, pergunte-se: meu filho precisa *mesmo* falar ao celular?

Este artigo foi inspirado neste texto do Dr. Mercola: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/10/22/cell-phones-linked-to-cancer.aspx

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Leia mais:
Celular: o novo ‘brinquedo’ das crianças

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[imagem: http://nickmartins.com.br/atualidades/?p=6559]