A magistratura está lutando para diminuir o poder do CNJ ( Conselho Nacional de Justiça) criado exclusivamente para julgar E ´PUNIR os crimes cometidos por juízes e magistrados. Pela proposta enviada pelos magistrados, o intuito é diminuir o poder de investigação do Conselho e obviamente manter a forma de julgamento sendo comandada entre colegas e na região atendida pelo juiz, ou seja, colegas que se julgam e se protegem. Isso é o que chamamos de corporativismo. E claro, corporativismo significa impunidade.
Mas há umA corregedorA que botou a boca no trombone e falou o que todos nós temos entalado em nossa garganta. A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon criticou publicamente em entrevista, a tentativa de seus pares em diminuir o poder do CNJ: “Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”.
O CNJ, por exemplo, já adiou o julgamento do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, Luiz Zveiter. Segundo Eliana Calmon, o adiamento foi feito pelo advogado de Zveiter, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. As supostas irregularidades são de quando Zveiter era presidente do Tribunal de Justiça onde há indícios de que informações beneficiaram a construtora RJZ Cyrela, cliente do escritório de parentes de Zveiter.
Existem mais de 20 processos contra juízes e segundo Eliana se a manobra dos magistrados der certo, grande parte desses processos podem simplesmente ser anulados.
O pior é que o próprio presidente do CNJ repudiou as declarações da ministra como se nós não soubéssemos que ela está certa!
O assunto está na pauta dessa semana do STJ. Mas temos que contar com os políticos para que eles intervenham já que o próprio STJ tem, interesses óbvios, em barrar os poderes do CNJ.
Muitos juízes se julgam seres superiores, acima do bem e do mal. Estejam ou não vestidos com suas togas ou exercendo seu trabalho. Cometem crimes nas ruas, nos seus cargos, se prevalecem de sua posição. Infelizmente, uma minoria entende seu trabalho como uma vocação e que sua presença ali é a esperança de todos na sua capacidade de promover o bem e a Justiça, servindo ao país e não a si mesmo.
Vou falar para estes magistrados o que se ouve direto nos corredores da Justiça já que tanto temem o CNJ:
Quem não deve, não teme. Né?
[imagem1: http://www.juniao.com.br/weblog/ | imagem 2 : http://www.futurodopresente.com.br]




Trabalhando há um ano em Ponta Porã (MS), na fronteira com Paraguai, o juiz de direito Odilon de Oliveira já condenou 114 traficantes. À noite, ele estende o colchonete no chão da sala onde fica seu gabinete, puxa um edredom e dorme ali mesmo. No fórum da cidade, sete agentes da Polícia Federal, fortemente armados, dão segurança permanente ao juiz que está condenado à morte pelo crime organizado. O juiz vive confinado no fórum, só sai quando é extremamente necessário, e ainda assim sob forte escolta.Em um ano, o juiz Odilon de Oliveira condenou 114 traficantes a penas que, somadas, atingem 919 anos e seis meses de cadeia, e ainda confiscou os bens de todos eles. O resultado dessa cruzada é que ele também perdeu a liberdade, assim como seus condenados….










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