Nós no LuluzinhaCampRJ: Entre mulheres

Sábado passado, dia 7 de agosto, aconteceu o LuluzinhaCampRJ #5 !
O encontro foi no Bistrô The Line, na Casa França-Brasil no centro do Rio, um cenário exuberante, lindo e cheio de história para contar. Eu amo o centro do Rio de Janeiro com suas construções históricas!

O LuluzinhaCampRJ é um encontro regional de um grupo de mulheres que se relacionam pela internet através de blogs, grupo de discussão, Twitter, Facebook, Orkut e qualquer outra ferramenta de relacionamento online).

Eu e Marisa Lemos, marketeira, mãe e mídia social

Eu e Denise Rangel, mãe e amigona do blog sustentável Montando meu apartamento

Além da presença, que já vale o encontro pois é muito bom conhecer pessoas (mulheres) que a gente conhece virtualmente, fui convidada a falar sobre o projeto Futuro do Presente. Já que o tema deste encontro foi a  Sustentabilidade,  levamos alguns portamoedas feitos de retalhos de tecido PET que seriam descartados na natureza mas que são reaproveitados e transformados em algo que ainda tem utilidade. Além do lado sustentável também conversamos muito sobre empreendedorismo feminino, maternidade consciente e responsável e sobre o Manifesto pela valorização da Maternidade.

Foi gratificante trocar com tantas mulheres e ver que temos, sim, na maioria dos casos, os mesmo anseios em relação à importância que temos que dar à criação dos filhos, mudanças de comportamento em prol do futuro e ao papel da nova mulher e claro, não menos importante, do novo homem, na sociedade.

[Imagem1/2/3/4: arquivo pessoal/ Imagem 5: Cláudia Sardinha]


Mulheres e Finanças

bxp45601Eu nunca recebi orientação e educação financeira, nem em casa, nem na escola.

Acredito que a maioria de nós, não tenha recebido.

Tenho muito interesse quanto a isso, principalmente depois que li o livro Pai Rico, Pai Pobre.

Nele foi que tive meu primeiro contato com essas reflexões e sobre a importância de sermos educados financeiramente de forma a usarmos o dinheiro a nosso favor e não a passar uma vida inteira lutando para pagar as contas e presos a um financiamento de 30 anos para ter nossa casa própria. E investir pode ser um bom caminho para aumentar nossa renda familiar.

Não é um aprendizado da noite para o dia e também ainda precisamos entender muitos dos preconceitos que recebemos a respeito de investimentos, como por exemplo, a de que é preciso muito dinheiro para começar a investir ou de que a compra da casa própria é garantia de estabilidade financeira na vida.

Hoje, com o crescimento dos filhos, já fico me perguntando sobre quando começar a investir na educação financeira deles e ainda pensando em como eu mesma posso fazer para aprender e entender melhor como funciona o mercado de investimentos. E, quando penso que este mercado é dominado pela presença masculina, acho mais importante ainda que as mulheres/mães comecem a entender e se informar sobre educação financeira e investimentos já que estão, na maioria dos casos, à frente do cotidiano da educação dos filhos (são elas que escolhem a escola, por exemplo). Além disso, nós mulheres já somos responsáveis em boa parte dos lares brasileiros pelo sustento da família. Ou seja, é mais do que hora de entendermos de finanças além do orçamento doméstico.

Pensando nisso, A ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais coloca no ar, por meio do site Como Investir, uma seção exclusivamente voltada ao público feminino. Chamada de Mulheres e Investimentos, a seção fornece orientação financeira, guias, cartilhas, histórias de sucesso e todo um conjunto de ferramentas voltado para o público feminino levando em consideração as diferenças de características entre homens e mulheres que, com certeza, se refletem na forma de investir.

Eu fiquei muito interessada pois realmente quero entender como funciona o mercado de investimentos e penso que todas nós devemos dedicar um tempinho do nosso dia-a-dia para aprender como podemos usar esta ferramenta para lidar melhor com o dinheiro, investir de forma adequadas às nossas possibilidades e ainda nos programar para dar a nós mesmas e à nossa família um a tranqüilidade financeira para o futuro. Inclusive, tem um guia chamado “10 passos para chegar aos R$ 100 mil”, que achei muito bacana pois aborda situações do dia a dia e nos mostra onde podemos modificar nossos hábitos para alcançarmos essa meta. Não que isso seja fácil, claro que não é, nem é puro milagre, mas sempre que vejo uma meta, penso que estamos mais próximas de realizar nossos desejos, já que é de suma importância, para se chegar em algum lugar, que saibamos para onde queremos ir.

O site traz bastante coisa interessante e mostra que não precisamos ser nenhuma expert em finanças para começar a investir, que podemos fazer isso sem sermos arriscados como os homens costumam agir neste mercado e que também não precisamos de muito dinheiro para começar já que é possível fazer aplicações via internet a partir de 50 reais.

Já ouvi muitas histórias, principalmente nos Estados Unidos de grupos de mulheres (de todas as idades) que estão ganhando dinheiro de verdade através de grupos de investimentos que são feito pela internet, nem precisam sair de casa.

E se você não é mãe, muito menos casada, não desanime porque lá também tem orientações para você e neste caso, eu fico até com inveja, porque queria eu ter tido esse click lá na minha solteirice e ter começado mais cedo a entender e aprender a investir no mercado de ações.

Mãos à obra!

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Post patrocinado e como sempre fazemos questão, toda a liberdade para escrever nossa real impressão e opiniões.

Desculpe-se

stressAs confissões de Maria Mariana continuam a rondar minha cabeça. Depois de alguns comentários trocados neste post aqui, chegamos a um ponto: Maria Mariana aparentemente culpabiliza as mulheres quando faz suas declarações já que aparentemente (não posso afirmar, afinal, não li o livro) coloca em nossos ombros a responsabilidade por criar os filhos, cuidar da casa, abrir mão da carreira, etc… A sociedade infringe muitas culpas às mulheres . Precisamos desencanar um pouco. A Maria Mariana é fruto dessa mesma sociedade. Mais importante do que criticar é refletir sobre isso.

A sociedade já é um poço de culpa. Seja para homens ou mulheres, a cobrança é cruel. A própria busca da felicidade é ingrata. Para mim, a felicidade é um conceito apenas, ela simplesmente não existe. Não a felicidade plena.

Explico: Ninguém é completamente feliz o tempo todo ou mesmo que por um período da vida. Felicidade é um apanhado de acontecimentos ou momentos pontuais, referentes a um determinado estágio de nossa vida. Por exemplo: Se neste momento nossa vida em família está feliz, pode ser que o trabalho não esteja. E sendo assim, não estamos completamente felizes já que , mesmo a família sendo algo muito importante, o trabalho também é. Ás vezes, está tudo bem no trabalho e na família, mas brigamos seriamente com um amigo muito querido ou mesmo nossa vida tem aquele momento de vazio inexplicável, onde aparentemente temos tudo mas ainda sentimos falta de algo que não sabemos exatamente o que é, mas que nos aflige enormemente.

E isso na vida da mulher acontece muito porque as mulheres se cobram demais: somos educadas e crescemos numa sociedade que prega que devemos ser boas filhas, boas mães, boas profissionais, boas esposas e excelentes donas-de-casa. Além disso, temos que ser lindas, esbeltas, alegres, inteligentes e espirituosas.

Eu confesso que adoraria ser tudo isso. E sempre que a gente olha para a grama do vizinho se pergunta como a mulher dele consegue fazer tudo e ainda deixar a grama verdinha..rs..

Penso que devemos começar a nos culpar menos e viver mais. Primeiramente, porque a felicidade plena não existe, a impossibilidade de encontrá-la só gera frustração e tristeza. Seguindo este princípio, já podemos concluir que não vamos desempenhar todos os papéis de nossa vida com maestria e perfeição, tem sempre algum ponto que vamos falhar, às vezes , pelo simples motivo de que não estamos inspirados para fazer um determinado trabalho ou ter uma determinada atitude num momento específico. Uma hora estamos inspirados no trato com nossos pais, outra com nossos filhos, em outro deixamos a casa um pouco de lado mas nosso cabelo está belíssimo, quanta diferença! :)

Aqui em casa, vivemos uma situação marcante com relação a culpa. Eu e meu marido, como já contei aqui, estamos, ambos, no segundo casamento. A diferença é que eu não tive filhos, mesmo depois de 10 anos. Foi uma opção, já que me casei muito cedo. Ele, teve um filho e quando começamos a namorar, um pouco antes de nossos divórcios saírem, a culpa por viver afastado do filho ainda era algo muito presente em sua vida. Contudo, apesar de eu não ter tido filhos, sou filha de pais separados desde meus 4 anos de idade e foi muito fácil para mim, ajudá-lo a entender que ser filho de pais separados não é o fim do mundo e tem , como tudo, suas vantagens. O importante de se frisar é que enquanto a culpa foi presente em sua vida, tudo era mais difícil em todos os aspectos: na vida do filho que percebia isso, na vida dele que o entristecia enormemente e na nossa relação. E não é fácil mesmo. Meu marido é um ótimo pai mas tinha consciência de que não poderia dar felicidade ao filho se ele mesmo não fosse feliz. Mas quem disse que isso adiantava? Foi a minha experiência com esse aspecto da vida que ajudou todos nós porque eu, um dos vértices dessa história, não me via como vítima do descaso dos meus pais. Pelo contrário, eles se casaram novamente tiveram outros filhos (irmãos queridos e muitos presentes em minha vida). Confesso que a carga ficou bastante em cima de mim por conta de acabar sendo o fiel da balança, tanto para apaziguar, quanto para conflitar, já que tinha hora que eu mesma soltava meus cachorros…rs…

Mas o fato é que o fim da culpa na cabeça de todos foi o final de todos os conflitos, internos e coletivos, a respeito.

Então, nós mulheres, principalmente, que tendemos a querer carregar o mundo nas costas, podemos fazer nossas escolhas sem precisarmos ser perfeitas o tempo todo. Tem hora que é dos filhos, tem hora que é do marido, tem hora que é do trabalho, tem hora que é sua. Vamos encontrar nosso equilíbrio.

Agora, por exemplo, está todo mundo com fome e sem tomar café da manhã. Mas eu gosto de escrever e acordei mais cedo cheia de vontade de escrever sobre isso. Logo, estão todos esperando eu terminar, porque escrever é assim, tem que ser na hora que as idéias estão em nossa mente. Se deixar passar, as idéias se perdem. Então este é o meu momento, sem culpa. Ninguém vai morrer de fome, literalmente. ;)

Mas nem sempre fui assim, é algo que vamos conquistando.

Adoro sabedoria popular e os ditados expressam muito bem isso. Então, como se diz:

“A vida não é um mar de rosas.”

Desculpe-se , acostume-se e seja feliz nos seus momentos felizes.

Fazendo nossa parte nessa caminhada…

p1060169pAcredito, com todas as minhas forças, que a única forma de mudar o mundo é termos uma sociedade civil organizada. E a sociedade civil organizada é você, sou eu. Para que a sociedade se organize e enfrente todas as dificuldades  do nosso mundo, do nosso país, precisamos reclamar menos e agir mais.

p1060163pPor isso, quando eu soube que a Casa de Parto de Realengo tinha sido fechada, eu tive que manifestar aqui minha indignação. O mesmo fiz quando soube do fechamento da Casa de Parto de Juiz de Fora, que infelizmente, continua fechada.

A Casa de Parto de Realengo foi reaberta -sob liminar- e a caminhada em defesa dela e de todas as Casas de Parto do Brasile em defesa do Parto Normal, foi mantida. E eu tinha que ir porque a mulher, nós mulheres, merecemos e precisamos de centros de atendimento ao parto públicos com serviços humanizados e de qualidade como os oferecidos pelas Casas de Parto.

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A mulher tem direito a escolher como quer parir e não ser induzida de forma covarde por médicos cesaristas que levam o Brasil a ser campeão em taxa de cirurgia cesareana, que chega a 80% em hospitais particulares.

E chegando lá encontrei muitas amigas que conheci quando participei de listas de discussão em prol do parto normal humanizado e do parto natural. Lembranças mil na cabeça e alegria de ver tantas

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mulheres engajadas, tantas pessoas verdadeiramente comprometidas com sua causa. Lindo de ver pela paixão, pela seriedade, pela organização.

A orla do Leme e Copacabana ficou laranja com mulheres, homens, crianças e balões colorindo uma luta que deveris ser desnecessária, afinal, um parto humano deveria ser uma regra, não uma excessão.

Mas mesmo assim, foram poucas pessoas. Li que eram 300 pessoas. Mas isso não  é porque as pessoas não defendem a causa. É porque as pessoas preferem continuar em casa, confortáveis, reclamando da vida e dos desrespeito generalizado em nossa sociedade.

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Que essa imagem, de duas lindas grávidas jogando capoeira, inspire e mostre que quando desejamos mudar alguma coisa, é preciso lutar, sair da zona de conforto e superar tudo.

Parabéns a todos que estiveram lá.

Ato, ato, ato queremos a Casa de Parto!

Ai…ai, ai, ai…é só deixar que o bebê sai!

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Mais dos Mesmos

Chegou a campanha eleitoral. O TSE informou que as mulheres representam 51,8% de eleitorado brasileiro. Vamos mudar nossa forma de votar, vamos buscar candidatos limpos, sem ficha suja, sem experiência no cargo, sem vícios. Vamos tirar aquela corja toda de lá!
Não sei se vai adiantar, mas pior do que está, não pode ficar.Ou pode.
Podia ser mentira, mas o pior é que é verdade.
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Mais um ponto de vista sobre eleições: http://escutaze.blog.com/3514442/