Utilizadas principalmente por indústrias de refrigerantes e sucos, as garrafas PETs movimentam hoje um mercado que produz cerca de 9 bilhões de unidades anualmente só no Brasil, das quais 53% não são reaproveitadas. Com isso, cerca de 4,7 bilhões de unidades por ano são descartadas na natureza, contaminando rios, indo para lixões ou mesmo espalhadas por terrenos vazios. Entre 1995 e 2005, a produção de PET, o plástico politereftalato de etila, para a fabricação de garrafas subiu de 120 mil toneladas para cerca de 374 mil toneladas, alavancada principalmente pela indústria de refrigerante.
Recebi o convite do Vinicius Mont Serrat do Blog Sucesso News para participar da campanha Saco é um saco do Ministério do Meio ambiente e não poderíamos ficar de fora! Mas, ao invés de falar de números, vou contar um pouquinho da nossa experiência pessoal.
Aqui em casa a gente usa sacola retornável.
Tudo começou com a @cristianefetter do blog Tô Doida, que mora nos Estados Unidos e escreveu um texto aqui pro Futuro do Presente contando sobre As Sacolas Plásticas nos Estados Unidos . Logo depois disso, ela me mandou de presente uma sacola que vende nos mercados de lá. Aliás, uma sacola excelente e que está como nova até hoje…quase 2 anos depois. Foi essa bolsa a nossa primeira sacola retornável.
No começo, eu esquecia sempre de levar a bolsa, mas a consciência de que eu esquecia, me fez passar a deixar a bolsa dentro da mala do carro. Continuei esquecendo…mas com ela na mala, eu me obrigava a voltar ao estacionamento e pegar. E foi assim que com o tempo, eu fui passando a lembrar automaticamente de sempre levar a bolsa para dentro do mercado.
Como eu moro num local um pouco afastado dos grandes centros, os mercados aqui são menores e a gente acaba ficando mais conhecido no comércio local. E no começo me tratavam como um ET, com aquela cara de : “Como assim, a Sra. não quer levar a sacola? A Sra. traz uma sacola?”. Num dos mercados da região, certa vez, o empacotador quis me obrigar a levar a sacola! “A Sra. é obrigada a levar” e eu respondia “a compra é minha e eu não quero levar a sacola plástica, quero levar na minha sacola” …
Eu já respondia rindo porque a cena foi realmente patética. Afinal, de fato, minha única obrigação ali era pagar pelas minhas compras. Se eu quisesse levar item por item na cabeça, era problema meu…rs.. Mas com o tempo, vieram os elogios, todo mundo comentava e eu virei a “moça da sacola”.
Claro que no meio dessa história, tivemos uma outra descoberta: uma bolsa só para compras de mercado semanais, era pouco. E meus sogros, vendo nosso engajamento, de repente, assim do nada, chegaram com uma sacolona enorme feita de sacos reciclados. Ou seja, nosso comportamento já estava inspirando e atingindo nossos familiares. Sentimos muito orgulho!
Mas duas sacolas ainda era pouco e passamos também a usar uma caixa de plástico desmontável para garrafas, caixas de leite e itens mais pesados. Esta por ser desmontável, também “mora” dentro do carro e é muito prática de carregar dentro do carrinho do mercado.
Foi daí que tivemos a idéia de fazer sacolas reutilizáveis feitas de tecido PET e colocar à venda no nosso site. Mas como a gente queria ter um diferencial para facilitar as pessoas a lembrarem de levar suas bolsas ao mercado, optamos pela bolsa dobrável, com fecho para que ela esteja dentro das nossas bolsas do dia-a-dia ou dentro do porta-luvas dos carros. Porque a bolsa precisa estar disponível na hora que a gente precisa. Não adianta nada a gente estar no mercado e a bolsa em casa.
E o melhor da história vem agora: o mercado, vendo nossas bolsas, perguntou onde a gente compra e a gente passou a fornecer para o mercado que revende a bolsa feita de tecido 100%reciclado para seus clientes!
Então, as lições que aprendemos com toda essa história é que:
-é possível mudar nossos velhos hábitos;
-as pessoas se inspiram (o mercado se inspirou por nós, que nos inspiramos na Cris e assim, sucessivamente, se cria uma corrente de conscientização);
Dias 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro, comemorado em mais de 1500 cidades no mundo. É o dia que deixamos nosso carro na garagem ou usamos o menos possível.
Nós aqui em casa já participamos duas vezes (2007 e 2008) e nos rendeu experiências deliciosas e surpreendentes. Se organize e participe deste movimento que tem um intuito de provar que podemos, sim, ser menos dependentes dos carros que são, de longe, os maiores geradores de danos ao meio ambiente, com seus combustíveis, fabricação, necessidade de asfalto, etc…
Esse ano a coisa complica um pouco porque o dia cai num dia de semana e isso dificulta um pouco mudar a rotina, que nem sempre é realmente possível. Eu ainda estou pensando em como posso fazer para deixar o carro em casa já que o ponto de ônibus é bem distante para irmos à pé. De bicicleta, fica inviável porque o único caminho é uma avenida supermovimentada e com duas crianças, em uma bicicleta, não dá.
Essas campanhas não tem a intenção de despoluir o mundo num dia.
São ações pontuais de conscientização.
Quando você é incentivado a fazer isso um dia e gosta, vê que é possível, tem mais chances de promover mudanças realmente efetivas em seus comportamentos.
Como eu não acredito em mudanças coletivas sem que hajam mudanças individuais, eu apoio e acho que precisa um pouquinho de boa vontade das pessoas experimentarem.
De qualquer forma que seja.
Sei que é complicado e que carro, hoje também é sinônimo de segurança e conforto. Um conforto tão grande que é difícil abrir mão.
Mas sabe o que me mudou? O nascimento dos meus filhos.
Isso mexeu comigo como nunca imaginei. Antes deles eu até me preocupava com o planeta, mas fazer que é bom…neca di pitibiriba…
Agora simplesmente não dá. Fico pensando no lixo que vamos deixar para as futuras gerações.
Na poluição do ar, da água….
Sei que eu não vou mudar nada significativamente de forma isolada.
Mas minha paixão por fazer diferença no mundo que vou deixar para eles, inspira meu marido, minha empregada, minha mãe, meus irmãos, meus sogros, cunhados, meus amigos…
Uns mais, outros menos.
E acaba que esses desafios me fazem descobrir coisas bacanas e pessoas também.
Por isso, abro mão de parte do meu conforto, do meu gosto genuíno por dirigir, da praticidade de se morar num grande centro…e assim vai.
Não é fácil, mas tem algo que me motiva que é mais forte que eu.
Segundo especialistas, quando o óleo segue para a rede de esgotos, encarece o tratamento dos resíduos em até 45%.
Mas o que fazer então? A melhor alternativa é procurar alguma empresa ou entidade que reaproveite o produto. Nesse caso, basta armazenar o óleo já frio em uma garrafa PET ou qualquer outro frasco com tampa e fazer a doação. Não é necessário coar.
Esse óleo usado é transformado em resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais, biodiesel, produtos de agropecuária e matéria-prima para fabricação de outros produtos.
Quando jogado diretamente na pia ou no vaso sanitário, além de ir parar diretamente nos rios e nos mares, o óleo pode entupir as tubulações de sua casa ou da rede publica. Cada litro de óleo contamina até 20 mil litros de água. São fatores que encarecem o tratamento da água para o consumo humano.
Prejuízos do óleo de fritura ao meio ambiente:
• Impermeabilização do solo, contribuindo para aumento de enchentes;
• Prejuízo à oxigenação da água dos rios, causando danos à fauna aquática;
• Mau cheiro e poluição;
• Entupimento das tubulações.
Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha usado no dia-a-dia:
• 5 litros de óleo de cozinha usado;
• 2 litros de água;
• 200 mililitros de amaciante;
• 1 quilo de soda cáustica em escama.
Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
Foto do vórtex
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
Tartaruga deformada por aro plástico
A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Antes de Reciclar, reduza!
________________________________________________________________________________ Enviado por Renata Matteoni
“Entre nessa onda”
O Futuro do Presente está participando do apoio a mais uma ação do Greenpeace. Depois de tudo que lemos e vimos, conto com todos vocês para que possam ajudar na divulgação do evento que ocorre nesse final de semana, no Parque Villa-Lobos em SP. Vale tudo: e-mails, twitters, postagem nos blogs, sinais de fumaça. Se você é de SP ou está em SP, vista uma camisa azul e compareça dia 9 de agosto às 9 da manhã ao Parque Villa-Lobos. Sei que tem muita gente que não acredita em manifestações como esta, que é até contra. Mas pense bem: e se todo mundo pensasse o contrário e comparecesse? As coisas mudariam com certeza. A mobilização da massa (leia-se povo) é fundamental para que façamos as mudanças sociais, políticas e ambientais que precisamos, dentro e fora do Brasil. Nosso oceano está morrendo e morrendo o oceano, morremos nós.
No endereço abaixo consta um briefing da campanha, além do convite oficial. “Entre nessa onda” você também!
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
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Fazemos diferença no mundo
Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo. (Paulo Coelho)
«Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos e, esquece-se da urgência de se deixar filhos melhores para nosso planeta.» - Chico Xavier
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