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Fazemos diferença no mundo

Hoje meu dia foi daqueles que deixam as mulheres completamente insanas.
Não tenho empregada, trabalho em casa, cuido de dois filhos, levei 15 minutos para sair com o carro da garagem hoje porque o portão manual fechava com o vento…e eu sozinha, não consigo colocar as crianças para segurar o portão enquanto eu saio de ré (fala sério, né?) cheguei na aula atrasada… já coloquei roupa na máquina, lavei louça, atendi clientes, empacotei encomendas, atendi entregadores, respondi e-mails, levei filhos á escola, arrumei minha cama 2 horas da tarde, e ainda tenho uma pá de coisas para fazer. Logo não sou rica. Nem faço questão de ser, quero viver dignamente , com felicidade e tenho vários exemplos de que dinheiro não manda comprar isso como diz a velha piada popular (dinheiro não compra felicidade mas manda trazer – MENTIRA). Mas isso é outro papo. Então, já viram, estou com a “macaca”.
Aí, eu recebo como todos os dias, as famigeradas sugestões de pauta de agências que enviam para que blogueiros como nós, promovamos seus clientes, de graça. E escolhem normalmente, a pauta de acordo com o perfil do blogueiro que aí ele se identifica e publica – com a melhor das intenções. DE GRAÇA. Mas a agência tem um bom contrato de pre$tação de serviço. De graça só o seu tempo de blogueiro mesmo.
Eu não pauto meu blog pelo lucro financeiro. Tanto que anúncios e post pagos, só acontecem vez por outra e sempre identificados. Não que isso seja ruim, nem que receber pelo trabalho seja ruim. Receber pelo trabalho é algo INTEIRAMENTE DIGNO. Ô, se é! Mas no meu caso, eu não encontrei ainda um modelo de monentização de blog que seja condizente com o meu trabalho. Por isso, raramente colocamos anúncios ou posts pagos. Nego bastante coisa como pomada contra assaduras para testar (não tenho bebês), parceria com fabricantes de refrigerantes (nem preciso explicar…rs), já neguei ação de sabão em pó que diz que lava mas não lava, post pago de produto que não aprovo, etc… Nisso entram os Bancos, por exemplo.
Ah…os bancos! Os Bancos são as instituições privadas que mais lucram neste país. Incompreensivelmente, são também as que mais exploram nosso país, seus funcionários e seus clientes. Me dê um cliente que seja tratado como na propaganda do banco e retiro o que digo. As greves dos bancários estão aí para todos verem. Sendo assim, eu decidi não aceitar trabalhar para empresas como Bancos, de graça.
Primeiro: Por melhor que seja sua intenção simplesmente isso me soa a mais uma exploração.
Segundo: porque levo em média, 2 horas e meia, para produzir e publicar um post completo (sem pesquisa envolvida, se envolver pesquisa, leva mais tempo). Poxa vida, tempo é bem precioso para uma mãe! E meu trabalho é algo que trato com muito respeito e carinho. Não posso tratar meu tempo e meu trabalho com descaso, como algo sem valor.
Terceiro: porque tenho meus princípios (que não são melhores que os de ninguém, apenas são os meus).
Quarto: porque tenho direito a recusar simplesmente, pois mãe que sou, tenho atenção a dar aos meus filhos (que é prioridade master por aqui), sentar no sofá, não fazer nada(opa, sou filha de Deus), descansar depois de uma semana de trabalho, não ter interesse, enfim, motivos não faltam e dizer não é direito constitucional.
Mas lembram que falei em exploração , em primeiro lugar?
Sim, exploração. Agora a nova modalidade de mídia é a MÍDIA SOCIAL. Então a grande empresa vai lá, contrata uma Agência que tem sua carteira de blogueiros influentes e vende o pacote para as empresas: faça propaganda abrangente gastando pouco e exploda nas redes sociais. A agência recebe (que recebe um valor razoável e bem inferior à publicidade tradicional – esse é o grande lance do negócio), paga a seus blogueiros ALFA e estes arrebanham um monte de outros blogueiros bem intencionados para divulgar o banco DE GRAÇA.
Ainda que a causa seja nobre, como numa situação com que me deparei recentemente, o objetivo é através dela promover a empresa POR ISSO, PRÁ MIM, ESSE MODELO DE MÍDIA SOCIAL QUE VEMOS COMUMENTE POR AÍ PROPOSTO É O VELHO MODELO DA PIRÂMIDE AQUI:
Desculpem, se não aceito este modelo arcaico e explorador predatório como “nova mídia”.
Escrever toma tempo. Bons blogs, de pessoas de bem e com reputação, exigem dedicação. As grandes empresas querem seu duro trabalho, dedicação, reputação e aprendizado que você lutou para adquirir. Mostre que você precisa de apoio para continuar dedicando seu tempo a fazer o que eles tanto tem interesse em associar à sua pessoa ou á sua marca, caso você tenha uma.
E lembre-se, muitos que se denominam ou querem parecer “altruístas” que acham um absurdo quando você diz que cobra pelo seu trabalho, geralmente são pagos e aceitam poucos trabalhos de graça. Quando aceitam….
Nem todos os casos são assim, mas fique atento. Muitos são.
Nem tampouco se sinta intimidado de não aceitar por críticas ou coisa parecida. Você tem este direito soberano. E a inversão de valores é lá e não com você.
E faça de graça para seus pares, se assim o quiser, e puder. Sabendo que receber das empresas não é crime nenhum. O que acho fundamental para não corromper este canal é: seja honesto com o que escreve. A blogosfera precisa ser diferente do modelo que existe. Só conseguiremos isso com ética.
Este final de semana mesmo, participei de um evento maravilhoso sem cobrar, o que faço sempre que posso, com o maior prazer, onde aprendo muito, sempre! Mas para gente que bloga como eu blogo, para seus blogs, para seus projetos que tem a ver com o meu. Conheci pessoas incríveis. Mais gente da minha “turma” de gente que acha que só sendo diferente é que vamos mudar o mundo.
Dá para separar o trigo e o joio, devemos evitar julgar os bons pelos alguns que são ruins.
E seguiremos sempre, com a cabeça erguida.
(E apenas um adendo final, eu não vivo do blog, ele é o meu canal, minha inspiração, meu ponto de encontro para falar do que acredito e ele não é monetizado. Sendo assim, não vivo de mídia social e não tenho com isso expectativa de viver. Meu trabalho é voltado para criação e produção de produtos ecológicos. )
Este é um programa que assisti no canal pago ManegementTV e achei muito interessante porque ele mostra algumas técnicas usadas para nos fazer consumir. Ou seja, como manipulam nossa vontade. O programa está em quatro partes e eu gostei muito de assistir.
Ele mostra um pouco de tudo o que é usado para nos influenciar através dos nossos sentidos, como cores dos produtos e cheiros dentro de uma loja, por exemplo. Que tal um hotel suísso que tem o cheiro do dinheiro como umas das fragrâncias usadas no perfume que sai dos aparelhos de ar condicionado? Interessante, não?
É fundamental que tenhamos consciência de que essas técnicas existem para que posssamos nos defender melhor dessa manipulação e entender que existe fundamentação técnica e estudos e profissionais que se preparam para vencer a nossa vontade e a nossa necessidade nos fazendo consumir e sentir bem estar com coisas que não precisamos e muitas vezes, nem mesmo queremos.
A briga é injusta porque sequer percebemos quando e o que nos influencia. Para se defender disso? Informação.
Estamos no III Fórum de Comunicação e Sustentabilidade , no Rio.
Sensacional ver a sociedade levando essas discussões à todos.
O Fórum é bacana por seu assunto, sua motivação.
Mas além disso, é gratuito.
Além de gratuito, é no Rio, o que ainda acontece pouco.
Além de gratuito, no Rio, é bacana porque há uma diversidade enorme da área dos palestrantes: empresários, artistas, terceiro setor, profissionais liberais, comunicação, sociedade civil ativa.
É bacana porque a platéia está cheia.
Alguns pontos chamam a atenção quando é amplamente discutido a ligação indissolúvel entre conquistas sociais e ambientais. Ou seja, de nada adianta cuidar do ambiente , sem cuidar das pessoas.
Além disso, as redes sociais são a grande arma da sociedade e a internet o grande agente para promever as novas e necessárias mudanças sociais.
A consolidação de que a mudança pessoal é o primeiro e principal caminho para a mudança global.
Como sempre, o consumo é a grande pandemia que destrói a preservação ambiental.
E o empreendedorismo, o caminho para o desenvolvimento da sociedade.
É preciso salvar as crianças e os jovens.Os adultos precisam olhar para eles, rápido, urgente.
O futuro é hoje, não deixemos nas mãos deles, nós é que temos precisamos cuidar das sementes que são eles.
Consciência, responsabilidade e ação.
LOGO CONTAREMOS MAIS DETALHES.

Hoje começa o 3o. Fórum Internacional Criança e Consumo e como nós estaremos presentes neste evento, vamos continuar debatendo este importante tema nas criação dos nossos filhos e dos cidadãos do futuro, contando diretamente do Fórum, o máximo possível do que for conversado por lá.
Sendo assim, vamos à terceira parte do nosso debate:
O que podemos concluir de tudo isso?
Consumir menos e com mais qualidade é ecológico.
A infância é uma responsabilidade global: família, sociedade e Estado.
E o que perdemos se proibirmos a propaganda infantil?
O que perdemos com a proibição da propaganda de cigarros? NADA! Só ganhamos. Era um absurdo aquele monte de propagandas com associação de cigarro à esportes. Cigarro e vida saudável, definitivamente uma grande MENTIRA.
O que vamos perder com a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas? Nada.
Neste mesmo caminho vai a publicidade infantil?
A propaganda existe porque há consumismo e o consumismo é alimentado pela propaganda, logo temos uma bola de neve. Se o consumismo de adultos merece toda a atenção – afinal se continuarmos produzindo o lixo que produzimos hoje na mesma proporção por mais alguns anos já sabemos onde (não) chegaremos – o consumismo na infância é uma preocupação ainda maior e merece ainda mais atenção.
A questão não é proibir, mas proteger a infância. Criança vive nesse mundo e precisa conhecer a realidade, mas existem várias outras formas mais saudáveis e nutridoras pra que a criança vá chegando. Até os sete anos ela é muito imatura. Ela precisa ser protegida pra que, quando chegar a hora de encarar a realidade e o mundo, ela esteja segura e fortalecida. Crianças que não crescem moldadas, que são educadas com mais criatividade e liberdade, quando adultas tomarão decisões por conta própria com muito mais sabedoria e segurança do que aquelas que cresceram expostas a uma realidade doutrinadora e limitadora.
Precisamos criar humanos capazes de encontrar a felicidade dentro deles, e pra isso precisamos nutrí-los de afeto e atenção. Precisamos criar humanos que não apenas respeitem e preservem, mas que venerem a terra e os alimentos. precisamos criar humanos empáticos. Se conseguirmos fazer uma mudança dentro de nossa casa, ela vai pro mundo. Assim nossos filhos, os adultos do futuro, serão capazes de nutrir seus filhos de afeto e não de presentes.
Nosso papel fundamental e urgente é evitar que nossas crianças cresçam consumistas, manipuláveis e desvinculadas da realidade, em favor desse sistema capitalista do consumo exagerado e desnecessário imposto e empurrado goela abaixo diariamente! Precisamos fazê-los refletir junto, precisamos disso? Por que estamos comprando isso? Não há melhor maneira de educar crianças (e adultos!) do que através do questionamento! Ainda mais se queremos educar seres proativos, pensantes e questionadores (e não “foma-atados”), ao invés de uma massa de futuros adultos passivos e receptivos de todo e qualquer lixo jogado na sociedade através das propagandas. E isso vale para tudo: de propaganda política às discussões que temos em nossos círculos sociais.
Temos que criar seres que não fiquem sentados, aceitando passivamente um sistema em que damos nosso sangue para sustentá-lo, trabalhando horas para receber os recursos necessários para consumir o que quer que querem que compremos, inclusive o que não precisamos! Como será o futuro com um planeta lotado de lixo? Nosso consumo compromete diretamente a natureza pois a fabricação do que consumimos a polui e degrada.
Além de tudo que se aplica à publicidade e ao consumismo adulto, a propaganda voltada pra criança é covarde, é uma falta de compromisso com o futuro, com o coletivo, com a humanidade e com o planeta. Pais, sociedade e Estado precisam assumir sua responsabilidade diante da infância e do futuro do planeta.
Existe um Manifesto circulando pela internet e num de seus trechos ele menciona: “A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce. Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.”
E você, o que pensa de tudo isso?
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Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni, Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.
Posts e continuações deste debate:
Parte 1: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/
Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/
Parte 3: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/
E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :
Samantha http://www.samshiraishi.com/
Cristiane http://ciclicca.blogspot.com/
Vera http://foradomanual.blogspot.com/
Mais posts :
http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html
http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html
Fórum Criança e Consumo:
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

O risco da proibição e a capacidade da sociedade de se tornar imune
Considerando todo o prejuízo que a publicidade voltada para crianças acarreta e que a criança não tem condições para discernir e decidir sobre seu próprio consumo, propaganda direta, pra crianças, de todo e qualquer produto, não deveria ser proibida e ponto?
Quanto as regras nos prejudicam e quanto nos beneficiam? Quando proibimos, colocamos um controle que pode reverter em cegueira. E por isso é preciso ter muito cuidado.
Nos Estados Unidos, onde o capitalismo já ultrapassou todos os limites de respeito ao individuo, há publicidade de doenças, laboratórios farmacêuticos, hospitais; de advogados incentivando o cidadão a processar sua mãe, seu pai, seu médico, sua escola, seu vizinho. A publicidade do consumo de serviços e de tudo e qualquer coisa é fortíssima e já fez uma “lavagem cerebral” na massa. Lá, apesar de a publicidade infantil ser melhor regulamentada (não é comum ver comerciais durante a apresentação de programas infantis, por exemplo), se levamos uma criança ao cinema encontraremos propagandas embutidas em filmes e animações. É comum ver produtos e marcas em todos os filmes, para adultos e crianças - às vezes são flashes, muito rápidos, que só observamos se estivermos prestando atenção, mas que nosso inconsciente capta. A propaganda, portanto, sempre encontra um meio de atingir seu alvo: nós e nossos filhos. Com regulamentação ou sem.
Sabe-se também que a exposição compulsiva pode treinar nossos olhos a filtrar as mensagens publicitárias, ou seja, o próprio organismo da “sociedade” trata de criar suas próprias defesas. Como cresceram super expostos, os jovens de hoje aprenderam a ler nas sublinhas das mensagens publicitárias, o que de certa forma os protege. A criança que não cresce exposta à propaganda, por sua vez, não adquire esse tipo de “imunidade”, portanto poderá ter outros desafios a enfrentar quando tiver que encarar o mundo como ele é.
Outras possibilidades além da proibição
Há outras formas de proteger as crianças além da proibição da publicidade infantil pura e simples ou mesmo sua regulamentação por lei: ação por parte dos cidadãos, exigindo e fazendo valer os direitos da criança, para os quais existe lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente; auto-regulamentação da publicidade infantil pelo CONAR, busca pelo avanço da publicidade e da forma de se fazer negócios, com mais responsabilidade social e ambiental. Somos, portanto, responsáveis pela evolução que almejamos.
A responsabilidade dos pais
Assumir nosso papel integralmente exige muito de nós: reclamar, gritar e recorrer aos órgãos responsáveis sempre, ainda que enfrentemos dificuldades, buriocracia e corrupção.
As propagandas podem induzir a criança e isso ocorre na maioria das vezes. Mas por outro lado, as atitudes dos pais têm um peso ainda maior. Nós somos o exemplo! Se os pais são consumistas, os filhos também serão! Os publicitários estão no papel deles, e os pais? Qual o papel dos pais? Até que ponto nosso hábito de consumo, mesmo que comedido, influencia nossos filhos?
Como podemos tornar o consumo comedido um exemplo claro para eles já que o consumo é algo inevitável e até necessário? Além da verdade em nossa conduta, muita conversa. E, enquanto eles ainda não entendem tão bem quanto a gente gostaria, evitar levar junto na hora de fazer compras pode ser uma saída. Não é nada fácil educar os filhos para o consumo consciente no mundo de hoje, até porque, na grande maioria das vezes, isso exige que reeduquemos a nós mesmos.
É na escola onde também as crianças podem estar recebendo a maior carga de publicidade. Através dos amiguinhos que aparecem cheios de aparatos tecnológicos e os mais novos lançamentos da Disney e afins comprados pelos seus pais enlouquecidos. Não podemos deixar de considerar um desserviço à educação que os pais mandem brinquedos tão acintosos num ambiente comunitário e pior, educacional. As crianças realmente valorizam esses brinquedos ou eles apenas representam sinais de status? E quem realmente valoriza isso: as crianças ou os próprios pais? Esse tipo de coisa precisa ser controlada pela escola. O papel da escola é socializar, desestimular o consumismo e estimular o companheirismo, o senso de comunidade. A escola não deveria ter medo de exercer o seu papel e impor regras, o que ocorre porque muitas vezes ao agir dessa forma a escola desagrada justamente quem a financia: os pais. E diante disso o papel dos pais que tem um mínimo de consciência e espiríto questionador é exigir que as escolas ajam como educadores, numa parceria conosco na tarefa de educar de verdade.
Acreditamos que, qualquer que seja a escolha da família – assistir ou não TV – é nos elementos e vivências que a rotina nos fornece que aencontramos as melhores oportunidades de educar – através do exemplo e da conscientização. Quando nossos filhos assistem TV, temos que ficar com o controle remoto na mão o tempo todo para controlar o que eles assistem? É claro que precisamos assistir pra saber do que se trata, mas a partir de uma certa idade precisamos também procurar construir uma relação de confiança com as crianças. Definir regras com clareza em relação aos programas que eles podem e o que não podem assistir, e confiar que eles obedecerão. Se desobedecerem, devem arcar com as consequências, como ficar sem ver TV por um tempo.
(continua na próxima semana)
Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni, Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.
Posts e continuações deste debate:
Parte 1: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/
Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/
Parte 3: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/
E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :
Denise Rangel http://drang.com.br/blog/
Luma http://luzdeluma.blogspot.com/
Simone: http://smiletic.com/
Mais posts :
http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html
http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html
Fórum Criança e Consumo:
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http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/
Saímos da época das festas, shoppings lotados de adultos e crianças ávidos por comprar seus presentes e artigos de Natal, ano novo, material escolar e carnaval, e não pudemos deixar de refletir sobre esse tema tão importante: consumo infantil.
Alguns defendem veementemente a proibição da publicidade infantil. De outro lado, alguns discordam, acham que estão querendo passar para a publicidade uma responsabilidade dos pais.
O que é importante afinal levarmos em consideração nesta questão?
Em primeiro lugar, que são debates como esses que fizeram com que a publicidade e a sociedade como um todo evoluísse. Somos a favor das diferenças, das possibilidades e do debate.
Mas por que é necessário regulamentar?
Não temos dúvida de que, no mínimo dos mínimos, é urgente uma regulamentação muito, mas muito rígida para a publicidade infantil. Quer dizer, nem todos têm a absoluta certeza de que serão as regras que vão melhorar o estímulo exarcebado ao consumo infantil, mas todos nós acreditamos que é necessário nos mover em busca de proteção à nossa infância.
A publicidade como vemos é um cerceamento à liberdade da criança de imaginar. A criança aprende através da TV e da publicidade a gostar de tudo que a mídia quer que ela goste.
O incentivo ao consumo é tão grande que as crianças não se satisfazem com nada: se é um, é pouco. Se são muitos mas menos que os outros, é pouco. Se são muitos mas o dos outros é maior, é pouco. Se temos muito mas não temos aquilo que o outro tem, é pouco. Se temos um sorriso, um abraço, mas não temos presente, é pouco. É a insatisfação compulsiva.
De quebra, boa parte das propagandas voltadas para crianças são mentirosas e desonestas. Nossos filhos devem e precisam saber: propaganda mente. É um jogo que não se trata do bonzinho e do maldoso, mas de interesses. Conscientizar as crianças já é algo proativo que nós pais podemos fazer independente de qualquer coisa: começar a ser mais enfáticos neste sentido com as crianças em casa.
O objetivo da publicidade voltada para crianças é atingir os pais via filhos. O que torna tudo ainda mais covarde, pois as crianças estão sendo usadas. Aquelas marcas que não dizem nada mais aos adultos, pelo simples fato de não terem nada a mais a oferecer (nenhum diferencial), se disfarçam com personagens infantis e vão pra cima dos pequenos. Os publicitários sabem que os pais, cheios de culpas, acabam comprando quando a meninada pede ou faz pressão. Então vira um non sense: criança não tem maturidade pra votar, pra casar, pra namorar, pra dirigir, para escolher a hora de dormir, para sair de casa sozinha. Mas é tratada como se tivesse maturidade pra tomar decisões de consumo. O que TODOS nós – pais, governo e publicitários – sabemos que elas não têm.
Preocupa muito, também, a abordagem dos anúncios de alimentos infantis. E aí, além da questão do consumo, entra um ponto também muito importante: a saúde. As mães de origem mais humilde, que tiveram seu poder de consumo aumentado nos últimos anos, estão claramente tentando satisfazer todos os desejos dos filhos – desejos que muitas vezes foram delas quando crianças. Isso não seria nem de longe um problema, exceto pelo fato de aquela criança estar sendo entupida de açúcar, farinha e gordura vegetal hidrogenada. O que é um problema que atinge, por diferentes motivos, as demais classes sociais e compromete gravemente a saúde das crianças. Gasta-se horrores em potinhos de “bebida láctea tipo iogurte com aroma artifical de qualquer coisa” quando é possível fazer em casa um litro de iogurte com R$ 2,00 e depois bater com frutas. Esse consumo não é fruto do desconhecimento, mas da propaganda do iogurte-super-divertido-e-colorido-do-super-herói-da-moda-que-dá-super-poderes.
E o risco da proibição? A sociedade pode se tornar imune?
(continua na próxima semana)
Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni, Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.
Posts e continuações deste debate:
Parte 1: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/
Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/
Parte 3: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/
E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :
Cristiane Fetter http://todoyda.blogspot.com/
Vanessa http://fio-de-ariadne.blogspot.com/
Cybele Meyer http://cybelemeyer.com.br/
Mais posts :
http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2010/05/nao_vale_por_um_bifinho.html
http://lucianaivanike.wordpress.com/2010/05/12/minha-filha-sabe-o-que-esta-querendo/
http://mamaecintia.blogspot.com/2010/04/bakugan-quem.html
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Fórum Criança e Consumo:
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/
Para variar, esse assunto começou no Twitter.
Mencionei que achava um absurdo a propaganda que vi, num canal pago infantil, dos bonecos dos Simpsons, feitos para crianças. Afinal, se tem algo que não tem sentido, é achar que o desenho dos Simpsons seja direcionado às crianças. Só a Globo para achar que Simpsons é programa infantil e colocar na grade da manhã! E agora essa propaganda do boneco na TV paga. Aquilo é desenho de adulto. A não ser que queira seu filho imitando o Bart Simpson e arrotando como o pai dele.
Outro ponto mencionado é relativo à propaganda e produtos voltados para o público infantil como o famoso Mc Lanche Feliz e seus brinquedos. Não vou dizer que não compro, que não levo meus filhos e que eles nao gostam. Mas tem um limite enorme aqui em casa. É controlado mesmo. E eles nunca se acostumaram a ver um lanche nesta lanchonete como algo obrigatório ou essencial. É uma tranquilidade, passar na porta e ninguém falar nada. Temos que encontrar o equilíbrio na criação dos filhos, esse é o grande desafio. Mas eu conheço mais de uma criança que tem TODA coleção de brinquedos do McLanche. Uma vez, um casal amigo estava no McD de manhã, porque o filho queria um brinquedo recém lançado.
O problema é o incentivo subliminar ao consumismo que a atitude dos pais ainda vem respaldar no fato de não haver limites para propaganda infantil. Aí, no futuro, temos adultos depressivos, que não se sentem satisfeitos com nada que tem, sempre querem mais e não há satisfação. Porque a industria da publicidade quer é isso mesmo: que a gente queira novidades o tempo todo. Compre, compre, compre….
Fora isso, o consumismo tem consequências mais graves como relata André Trigueiro em excelente entrevista à CBN onde ele comprova que Consumismo faz com que jovens cometam mais crimes.
Ouça a impressionante entrevista:
Não conseguiu, tente clicando aqui:
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/andre-trigueiro/2007/07/22/CONSUMISMO-FAZ-COM-QUE-JOVENS-COMETAM-MAIS-CRIMES.htm
E se pergunte a partir de agora se realmente a propaganda sem controle voltada para o público infantil, que não tem condições de discernir sobre o que é certo ou errado, bom ou ruim, deve continuar acontecendo livremente nos meios de comunicação, principalmente nos intervalos dos programas direcionados às crianças.
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