Certa vez, recebi um e-mail com aqueles arquivos em Power Point, os famosos .pps , que eu raramente assisto. Mas esse me interessou e eu não me arrependi.
Ele conta sobre a cultura Slow Down que seria a grosso modo, dar uma desacelerada na vida.
Lá, um funcionário brasileiro de uma empresa sueca explica o quanto nós corremos atrás de resultados imediatos. Ao contrário dos suecos que têm prazos longos e demorados para a realização dos projetos. Em conseqüência se tem projetos amadurecidos com tecnologia e procedimentos adequados, o que gera muito pouca perda na realização dos mesmos.
Isso fica mais interessante ainda quando o próprio autor considera o tamanho da Suécia que é o mesmo tamanho do estado de SP e tem empresas como Volvo, Nokia, Ericsson, entre outras.
E ele finaliza a apresentação contando que ao chegar para trabalhar, em pleno inverno, sob intenso frio e neve, o colega de trabalho, mesmo chegando cedo e estando o estacionamento vazio, parou longe da porta de entrada mesmo com vagas mais próximas disponíveis. Quando questionado pelo brasileiro, o amigo sueco respondeu que ele estava chegando cedo e tinha tempo suficiente para caminhar até a entrada. Os colegas que chegassem depois, provavelmente, estariam com menos tempo e com maior necessidade de parar mais perto da entrada do que ele.
Não acredito que seja possível continuarmos a nos comportar da mesma maneira depois de ouvir essa história. E todos os dias eu me lembro dela na porta da escola ou dos locais onde vou por qualquer motivo. Se antes já andava procurando vagas mais distantes para ficar em local mais tranqüilo, agora tenho mais um motivo e lembro dessa história quando chego cedo na porta da escola e posso esperar. Sempre avalio se devo mesmo ocupar uma vaga que pode estar disponível para uma mãe que precisa parar perto da porta por qualquer motivo, por exemplo.
Mas não posso deixar de observar que os próprios professores ou donos das escolas param seus carros na porta das escolas. Não bastasse a questão da falta de necessidade de se deixar o carro parado tão perto do portão por tanto tempo, tem a questão prática da coisa que é permitir que os clientes tenham acesso mais fácil à escola. E nos estacionamentos dos estabelecimentos comerciais? Aqui perto temos vários deles que simplesmente não tem vagas disponíveis para os clientes porque os médicos, funcionários, donos de salas e de lojas param seus próprios carros nas vagas de seus clientes.
Ou seja, evoluir nossos pensamentos e nossa percepção nas coisas rotineiras da vida é uma necessidade fundamental para termos melhores resultados combinados com uma qualidade de vida mais enriquecedora (e coletiva).
Viajei na maionese?
Ou começar a educar nossos filhos para serem menos imediatistas e mais “slow down” é uma loucura?
Estarão eles capacitados para mudar o mundo, ou seremos tão poucos que eles estarão totalmente excluídos da realidade imutável dos resultados imediatos?
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Imagem : http://www.osvigaristas.com.br/imagens/transportes/estacionado-3020.jpg










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