Carta aberta às mães e pais

Diante de uma semana tão complicada e difícil, um grupo de mães escreveu uma carta. Não temos a intenção ou pretensão de saber ou entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. A dor nos levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor salva e precisamos ter uma fé inabalável nesta verdade absoluta.

O presente, um dia foi uma criança.

As crianças são o futuro.

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?

Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.

Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.

Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.

Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!

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Quem já publicou:

  1. http://ombudsmae.blogspot.com/2011/04/o-que-podemos-fazer.html
  2. http://sorrisosdaalma.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais.html
  3. http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  4. http://www.possoamamentar.com.br/blog/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem-coletiva/
  5. http://www.sitecristao.com/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  6. http://www.conscienciacoletiva.com.br/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  7. http://futurodopresente.com.br/ana/2011/04/cartaabertamaespais/
  8. http://www.saudedamulher.net/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  9. http://www.trezentos.blog.br/?p=5776
  10. http://claudiasimas.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  11. http://www.grupocria.com.br/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  12. http://poetrixica.blogspot.com/2011/04/divulgando-uma-carta-para-pais-e-maes.html
  13. http://drang.com.br/blog/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  14. http://mamaeantenada.blogspot.com/2011/04/sejamos-mudanca.html
  15. http://dricacrfviagens.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  16. http://rematteoni.wordpress.com/2011/04/13/precisamos-de-seres-humanos-melhores-2/
  17. http://mimirabolantes.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-que-futuro-terao.html
  18. http://duasxmarias.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-maes-e-pais.html
  19. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos
  20. http://mariabarriga.com.br/blog/geral/maria-barriga-na-blogagem-coletiva.html
  21. http://meumundoenadamaisevellyn.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  22. http://www.pastorclaybom.com.br/pessoal/o-choro-de-um-amigo
  23. http://www.jujubalandia.org/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  24. http://mamaecaprichosa.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  25. http://sandraronca.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  26. http://temquemgoste.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro-terao-nossos-filhos-blogagem-coletiva/
  27. http://sustentavel-desenvolvimento.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-carta-aberta.html
  28. http://longevidade-silvia.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  29. http://maed2.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  30. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  31. http://blogdati.com/2011/04/14/carta-aberta-a-todas-as-maes-e-pais-sosfilhos-filhosdobrasil/
  32. http://bleffepoprock.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  33. http://www.samshiraishi.com/semana-desarmamento-infantil/
  34. http://pt-br.paperblog.com/que-futuro-terao-nossos-filhos-111284/
  35. http://giandme.com/2011/04/15/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  36. http://filhosematernidade.com.br/comportamento/o-que-estamos-fazendo-com-a-infancia-de-nossas-criancas-cartaaberta/
  37. http://smiletic.com/2011/04/15/simbolos-da-paz/
  38. http://www.blogmamiferas.com.br/2011/04/nossa-prece-por-um-mundo-melhor.html
  39. http://lilibollero.com/?p=580
  40. http://umblogdemae.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  41. http://brazucasnomundo.com.br/franca/2011/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  42. http://www.facebook.com/notes/eu-tenho-um-filho-especial/carta-aberta-%C3%A0s-m%C3%A3es-e-pais-que-futuro-ter%C3%A3o-nossos-filhos-blogagem-coletiva/10150168518895017
  43. http://umapitadadecadacoisa.blogspot.com/2011/04/familia-berco-da-educacao-cartaaberta.html
  44. http://luzdeluma.blogspot.com/2011/04/minha-infancia-fragmentos.html
  45. http://www.whatmommyneeds.net/2011/04/mudancas-vista.html
  46. http://jardimflorescer.wordpress.com/2011/04/18/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  47. http://www.maeetudoigual.com.br/2011/04/cartaaberta-que-futuro-terao-nossos.html
  48. http://kikaaqui.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  49. http://www.zevaldoemaragogipe.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  50. http://www.cr15.net/post/4597017143/cartaaberta
  51. http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2011/04/recebi-uma-carta-e-voce.html
  52. http://nossaalegria.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  53. http://vilamulher.terra.com.br/emilia73/que-futuro-terao-nossos-filhos-9-4742321-146049-pfi.php
  54. http://www.gbclassico.net/15746_-cartaaberta-Que-futuro-ter–o-nossos-filhos-.html
  55. http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=3&id_artigo=2481&id_subcategoria=4

 

*Lista de posts com atualização esporádica, pedimos que aguarde.

(se você poublicou a carta e seu post não está aqui, nos escreva falecom@futurodopresente.com.br e envie seu link específico -no caso de postagem-  pois pode ser que não o tenhamos encontrado e ele passará a constar aqui).

Pode ser que não haja resposta ao seu e-mail em virtude do volume de mensagens (somos mães de múltiplas jornadas!) , apenas atualizamos a lista de links. Pedimos que acompanhe. Conto com a compreensão de todos. Obrigada.

RIO ZÔO

Hoje recebi a notícia de que o zoológico do Rio está fechado por conta de tiroteios na região. Isso , infelizmente é frenquente como vimos no comentário uma notícia em 2007 no post de 10/06/07 que republico abaixo : (22/06) “Crianças de escolas passam momentos de terror no zoo do Rio. Tiroteio na favela vizinha. Balas chegam até o zoo!”.

Sempre me lembro disso quando falamos em zoológico. Deixei as crianças irem a um passeio com a escola, mas Deus sabe como fiquei com o coração na mão. Infelizmente, tem momentos que simplesmente a gente não pode impedir que os filhos vivam suas vidas.

Mas fica o alerta!

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Hoje, vamos falar de um passeio infantil clássico!

Quem não lembra de ter ido ao zoológico e adorado? E a famosa entrada gratuita para crianças até 1 metro? Alguém duvida que eu passava? risos

Nós fomos ao Rio Zoo mas eu fiquei triste porque achei o zoológico meio abandonado. Têm áreas que estão tão sujas de cocô de pássaro que dá nojo pisar. Os bichos velhinhos, tristes, quietos…
Na maioria dos casos, um animal apenas de cada espécie. 1 girafa, 1 camelo, 1 zebra…o elefante dá pena de tão velhinho.
Uma solidão que dá dó!
Há uns 10 anos atrás, as jaulas e praças estavam sendo adotadas por empresas privadas e o zôo ganhou uma bela repaginada.
No entanto, hoje, as empresas mantém a placa com seus logotipos que no passado as “adotaram” e agora, deixam em estado de abandono. As placas enferrujaram, as grades, idem, as paredes estão cheias de lôdo verde,
Para mim, um marketing negativíssimo.

E nenhum funcionário fazendo ronda caso alguém precisasse de alguma coisa.
Inclusive teve uma mãe desesperada porque se perdeu de seu filho e ninguém do parque apareceu para ajudar.

Faltam também opções para lanches dentro do parque. Mas tem um restaurante que dizem ser muito bom na entrada do Zoo, inclusive sediado numa belíssima construção histórica, como é o caso de muitos lugares em São Cristóvão.
Mas ainda assim, as crianças adoram porque o olhar crítico é dos adultos. E aprender vivenciando, vendo os animais é a melhor coisa que tem. Apesar de tudo, eu ainda recomendo e acho que vale vários passeios porque tem muita coisa para as crianças verem e aprenderem. Mas penso que devemos de alguma forma, reclamar do descaso com que o parque aparenta estar sendo tratado.

Por isso , mandarei mensagem para o Ancelmo Góis do jornal O Globo que sempre posta situações deste tipo (fotos curiosas ou imagens tristes da cidade, num espaço chamado EU, Repórter) em sua coluna.
Vou registrar também uma reclamação na Ouvidoria da Prefeitura do Rio.

Imagine que os bichos já estão presos, sozinhos, fora do seu habitat natural e impedidos do direito universal à liberdade somente para nos entreter e ensinar(e isso é algo que não me agrada em jardins zoológicos…), o mínimo que merecem é ter condições dignas de viver.
E nossas crianças, um lugar bacana para visitar!

Leia este post também sobre o RioZoo: http://memoriasfracas.com/estado-critico-riozoo/

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Texto de Ana Claudia Bessa

Criança não precisa só de comida

Sempre que a gente fala em filhos, tem alguém que lembra da quantidade de bocas a se alimentar. Muitos, muitos mesmo, se esquecem de que este não é único alimento de que uma pessoa precisa. Pelo contrário. Quando pensamos em ter filhos, precisamos pensar que ele precisará de muitas coisas mais além de comer. Pensar no futuro como algo distante e intangível ou limitar o futuro de uma criança na profissão rentável que queremos que ela exerça, é muito restritivo às próprias capacidades dessa criança.

Mas eu não falo como educadora. Falo como mãe.

Prover cultura hoje a uma criança é fundamental porque criança é criatividade e cultura também. Ela deve ter contato com a cultura o quanto antes. Além disso, com o mundo digital cada dia mais amplo e presente em nossas vidas, a quantidade e acesso à informação e cultura faz com que precisemos ter esse valor agregado em nossa formação desde cedo. E isso significa dar mais do que TV, mesmo que você só dê TV paga para seus filhos. Poder oferecer uma programação mais seleta do que a fraca TV aberta brasileira tem a oferecer, é uma vantagem. Mas ainda assim, a TV é baseada no marketing de consumo. Para a TV ser viável, ela precisa de publicidade e a publicidade,na maioria das vezes, simplesmente ignora as reais necessidades da faixa etária infantil e sobrecarrega as crianças,  estimulando uma das principais causas de criminalidade entre os jovens: a necessidade e o desejo de consumir.

E como podemos incentivar as crianças a desenvolver o gosto pela cultura e qual a idade para se começar? Para mim a resposta é simples: a hora é agora.

Como pais, podemos aproveitar a presença da criança em nossa vida para mostrar à ela o mundo que nós mesmos esquecemos que existe além da nossa necessidade de prover o básico à nossa existência. Nós, adultos, nos perdemos na necessidade de trabalhar e prover. E acabamos por não dedicar tempo a prover outras coisas importantes que nossos filhos precisam. Aprender sobre informática e tecnologia é importante mas ela terá tempo para aprender tudo isso. Precisamos levantar do sofá, desligar a TV, abrir o jornal ou a internet e ver o que está acontecendo de bacana me nossa cidade ou nas cidades vizinhas. Precisamos cultivar desde cedo o hábito de visitar museus, exposições, assistir apresentações musicais, freqüentar livrarias.

Há tanta coisa que podemos começar a fazer hoje!

Podemos substituir os brinquedos que sempre damos em todas as datas, por livros, por exemplo. Podemos passar a dar livros de presente nas festas de aniversário que comparecemos. Podemos fazer uma lista de livros para receber de presente. Podemos levar nossos filhos aos museus ao invés de ir aos shoppings, podemos matriculá-los em cursos de música ao invés de só praticarem lutas. Podemos ir ao teatro, ao invés de só ir ao cinema. Podemos substituir as frenéticas animações de festas infantis por contação de histórias, teatro de fantoches, etc.. Podemos dar brinquedos educativos ao invés de bonecos e armas de plástico que somente estimulam e banalizam a violência.

Em geral, priorizamos aquilo que todo mundo prioriza: esporte, consumo, escolas caras, brinquedos caros, TV, vídeo-game e computador. Precisamos pensar além do nosso restrito horizonte. A escola mais cara, nem sempre é a melhor ou a mais adequada. O brinquedo mais caro, nem sempre é o que a criança deseja. E precisa.

Toda essa forma de ver o mundo, faz com que nós adultos percamos o que temos de mais valioso e já nasce conosco: a curiosidade. E somente a cultura real pode nos manter essa chama acesa. É a base e os bons hábitos que cultivamos na essência de uma criança que vai dar a ela as ferramentas para que ela seja o que ela quiser de sua vida e para que desempenhe com primor tudo aquilo que ela quiser desempenhar, pois com cultura e criatividade, podemos tudo e muito mais. É com a base de uma experiência rica em vivências que elas se tornarão aptas a usar com plenitude e eficiência as ferramentas que o futuro oferece.

Assim, daremos mais que comida. Ofereceremos a base, que além de ter a cultura como um item de valor inestimável na formação de uma criança, ainda estaremos dando à elas a nossa presença. E isso, é algo valiosíssimo que a vida moderna vem tirando compulsivamente da vida das famílias: convivência. Cultura é plural. Por isso precisamos dela, para ajudar a ensinar nossas crianças a mudar esse mundo individualista em que nos encontramos.

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Texto originalmente publicado no http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=198&tipo=G
"

Mãenifesto

Por uma nova formação familiar, focada no bem estar integral dos seres humanos e não somente no bem estar material.Por pais que valorizam a tomada de consciência materna, dando sua participação necessária para que ela floresça. Mesmo sem entendê-la completamente.Manifestamos pela conciliação de uma maternidade moderna com uma maternidade mais plena.

Assine!!

http://www.grupocria.com.br/

Assassino de João Hélio protegido. Vamos questionar?

andiceO menor infrator que participou do crime hediondo que levou o menino João Hélio a ser arrastado vivo por 7 quilômetros até a morte na frente da própria mãe em 7  fevereiro de 2007 foi solto e será enviado para outro país sob proteção da Justiça através de uma ONG (http://www.projetolegal.org.br/) voltada para os direitos Humanos.

Sabemos da importância de se recuperar e retirar os jovens do crime. Isso é tão fundamental quanto a educação infantil para mudar os futuros cidadãos  e a cara do nosso país. Por isso, antes de criticar a ação, enviei um e-mail pedindo esclarecimentos.

Foi a morte do menino João Hélio que motivou a criação do blog e que promoveu profundas mudanças na nossa vida pessoal. Diante disso e da fé de que se queremos um futuro melhor para todos e para nossos filhos,mandamos o e-mail, pois precisamos não nos omitir e questionar, reclamar e nos mobilizar. Veja nosso depoimento sobre a passeata, 1 mês após o crime.

O texto do e-mail (enviado para projetolegal@projetolegal.org.br)segue abaixo e está liberado para ser copiado, com ou sem créditos, por quem se interessar e concordar com o que está escrito e para quem quiser se manifestar e pedir explicações para a ONG que deve ter seu direito a esclarecer seu trabalho.

Que, sinceramente, esperamos que seja um trabalho sério e estruturado.

Vamos aguardar a resposta.

Boa tarde.

Meu nome é Ana Cláudia Bessa, sou carioca, tenho 38 anos e 2 filhos pequenos.
Como mãe, a morte de João Hélio me chocou a ponto de fazer  com que eu me mudasse com minha família do Rio de Janeiro.

Fiquei sabendo sobre a inclusão – através desta ONG-  do menor infrator que participou do crime hediondo cometido contra o João Hélio em 7 de fevereiro de 2007, onde ele foi arrastado vivo preso ao cinto de segurança por 7 km até morrer, em um programa de proteção.

Gostaria muito de receber maiores explicações sobre o programa onde o menor criminoso é protegido e levado para morar em outro país.
Vocês hão de convir que os cidadãos não tem o “privilégio” à proteção, nem do governo, nem de ninguém.
Se esta proteção é dada a um criminoso de um ato hediondo, no mínimo, temos o direito a saber todos os detalhes do programa já que o que se espera é uma ação estruturada e que, de fato, acompanhe e promova a recuperação desse jovem.

Queremos garantias de que ele não será apenas levado para fora do país e abandonado lá, sendo protegido de vivenciar a revolta e a punição merecida  pelos crimes que cometeu aqui e ainda apto e solto para cometer os mesmos crime lá fora.

Não me importa onde ele esteja, nem quero que ele sofra nenhuma violência, mas também não o quero solto para cometer mais crimes (seja aqui ou lá fora), tranqüilo com a vivência da impunidade e da proteção que recebeu.

Quero realmente saber os detalhes do programa e espero que não me enviem as explicações contidas no site.
Para se levar um infrator para outro país, imagino que o programa tenha estrutura, prazos e metas a serem cumpridas.

Ficarei no aguardo,

Ana Cláudia Bessa.

Eu não posso escolher?

No blog da Lola, Consciência Coletiva eu li um post que fala da barbárie que acontece numa ilha da Dinamarca: matança gratuita de baleias. As fotos falam por si. A matança acontece por questões meramente culturais e a carne não é necessária para consumo. Claro isso é considerado crime internacional mas a matança continua justamente por essas questões culturais. Não podemos nos enganar porque ainda temos a Farra do Boi aqui no Brasil, que também é violento e degradante para o animal. Mas inevitavelmente eu me pus a pensar em como se sentem as pessoas que ficam ali esfaqueando as baleias, torturando-as até a morte, misturados naquele sangue todo. Eu posso escolher não estar ali. E todas aquelas pessoas também podem.
O que faz uma pessoa escolher estar ali no meio daquele sangue?
A questão cultural é tão influente assim no nosso subconsciente a ponto de matarmos contra a nossa vontade?

Por isso é tão importante a gente prestar atenção naquilo que nossos filhos ouvem e vêem, prestar atenção no ambiente que eles crescem, na escola que estudam, nas companhias que andam porque o ambiente nos influencia de tal forma que somos capazes de nos misturarmos a esse sangue todo porque é normal a gente quando a gente vê isso acontecer desde que a gente é pequeno.

E é só por isso que aquelas pessoas estão ali fazendo isso.

Também no mesmo rol de atrocidades culturais, temos os baloeiros. Numa reportagem , uma associação de baloeiros, defendia soltar balões é parte da nossa cultura, mesmo tendo ocorrido a morte de um menino que foi atingido por um balão. O MENINO FOI QUEIMADO VIVO !

Soltar balão é crime e pode causar acidentes e tragédias como essa e só no Brasil uma pessoa admite que pratica um ato criminoso, faz apologia ao crime em rede nacional e não é preso na hora.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

A gente não morre

A gente não morre, vira estatística.
Na ocasião da morte do menino João Hélio no Rio de Janeiro, além da indignação da mídia, da população e do noticiário, aconteceram também outras manifestações como o excelente depoimento de Alexandre Garcia, ou o tocante texto do Paulo Coelho (que foi o grande motivador deste blog) ou ainda a do publicitário Nizan Guanaes.

Nizan Guanaes “criou dois spots para veicular nas principais rádios do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília com a finalidade de despertar à população para que a morte do garoto João não seja apenas uma estatística. O objetivo é conscientizar à população sobre o fato de que cada um, em sua área de atuação, seja ela qual for, pode fazer algo. E na profissão de publicitário e redator ele criou o jingle e está ligando nas rádios, pedindo apoio para veicular a campanha.”

Disse também ser essa uma iniciativa de pai e cidadão.

Na época foi criado também o site

http://www.euvoufazeralgo.com.br/

que nós , inclusive, estávamos indicando no nosso blog.
Contudo, ao clicar no site, descobri que ele não está mais disponível.
Não tenho ouvido rádio, e acredito que diante da ausência do site, a campanha no rádio, também não esteja mais sendo veiculada.

Fiquei decepcionadíssima.
Como pode uma campanha que foi criada para não nos deixar esquecer a tragédia e a necessidade da sociedade reagir, ser abandonada tão rápido?

Você não acha rápido? Pois não faz nem 2 meses que aconteceu essa tragédia.

Será que também, o pai e cidadão Nizan Guanaes foi, como muitos, apenas tomado pela momentânea “comoção nacional” citada pelo Presidente Lula?

Será que nossa sociedade ainda não vai fazer nada?

Venho aqui registrar em nosso blog a iniciativa de Nizan (embora já esquecida) e lembrar que dia 10/04 acontecerá mais uma manifestação contra a violência e a impunidade que assola nossa cidade e nosso país.

Temos o dever, de pelo menos, tentar comparecer.

Por humanidade, por solidariedade, por compaixão – se não por justiça.
Se você não sabe como é, leia nosso relato, pois nós fomos na última caminhada.
Se você, assim como eu, não sabe exatamente o que fazer, tente fazer isso:
Comparecer a uma manifestação.
Se a gente não tentar encontrar um caminho, se ficarmos em casa esperando essa solução aparecer, ela não virá.

O que desejamos só aparece quando buscamos.
“Está na hora de fazer alguma coisa”.

Veja os textos abaixo que não devem estar mais sendo veiculados. E caso você ainda os ouça no rádio, nos informe.

Ficarei feliz de saber que estou enganada e que esta campanha continua.
Assista o vídeo clicando aqui !!

E aí? Nós Não vamos fazer nada?” VOX NEWS – 13/2/2007
Nizan Guanaes criou ontem
Spot 45″
“João Hélio 1″
“Neste final de semana, a capa de uma das revistas mais importantes do país pergunta ao Brasil: “E aí? Nós Não vamos fazer nada?”. Se referindo ao bárbaro crime do garoto que foi arrastado por 7 kms no Rio.
E aí, motorista de táxi? E aí, aposentado? E aí, mãe de família? Nós não vamos fazer nada?
E aí, Rio de Janeiro, não vamos fazer nada? E aí, Brasília, São Paulo, não vamos fazer nada?
E aí, governo e oposição, não vamos fazer nada?
E aí, sociedade brasileira?
A pergunta não quer calar. Um menino de 6 anos foi arrastado durante 7 kms, uma morte brutal.
E aí? Nós não vamos fazer nada?”
Spot 45″
“João Hélio 2″
“Neste final de semana, a capa de uma das revistas mais importantes do país pergunta ao Brasil: “Não vamos fazer nada?”, se referindo ao bárbaro crime garoto que foi arrastado por 7 kms no Rio de Janeiro.
Bom, nós que somos publicitários decidimos fazer uma campanha de rádio para fazer a mesma pergunta da revista: E aí? Nós não vamos fazer nada?”…. E a nossa proposta é que cada um de nós, dentro do que pode fazer na sua profissão, faça alguma coisa.
E espalhe esta pergunta: um garoto de 6 anos foi arrastado por 7 kms. E aí, a gente não vai fazer nada?
Espalhe a pergunta, responda, reaja.”